| III Domingo do Advento |
| Por ANE Internacional | |
| 13 de dezembro de 2009 | |
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Semana de 13 a 19 de dezembro de 2009. 1.- A Palavra de Deus: Proclamação do Santo Evangelho segundo São Lucas (Lc 3,10-18) 2.- Referências para refletir: Como no Evangelho da semana passada, hoje encontramos João Batista preparando os caminhos do Messias. Antes de entrar nas palavras de João, lembremos que naqueles tempos Jesus estava na terra: Ele era um jovem que vivia no meio do povo judeu e ainda não se havia manifestado como Messias. É por esta razão que a reflexão de hoje vai centrar-se na mesma linha: Jesus VIVE também entre nós, o conhecemos, mas muitas vezes o deixamos reservado apenas para os domingos ou festas religiosas. Agora que se aproxima a Festa do Natal do Senhor, é importante que preparamos nossos corações, não só para o dia do Natal, mas para receber a Jesus TODOS OS DIAS em nossos corações. Portanto, a preparação do Advento será uma forma de RENOVAR esse amor, essa NECESSIDADE eessa SEDE que temos de Deus, de tal maneira que todos os dias da nossa vida nos preparemos para o encontro definitivo com Jesus. Que neste Natal, a chegada de Jesus ao mundo seja a notícia que se estenda na contínua participação da Santa Eucaristia e de todas as festas litúrgicas. Um dado importante sobre a pregação de João Batista foi o seu próprio testemunho. Ele não só pregava o arrependimento, o perdão, o jejum e as boas ações, mas ele próprio vivia segundo estas palavras. Com efeito, João tinha consagrado sua vida ao serviço de Deus, respondendo ao impulso do Espírito Santo. Ele se tinha preparado desde muito jovem na solidão, na oração, meditação e sacrifício, para poder cumprir adequadamente sua missão. Embora talvez ele mesmo não soubesse, desde o ventre de sua mãe o Espírito Santo o havia assinalado como o PRECURSOR do Messias. João não só falava à maneira de “ensinamento”, mas ele compartilhava sua própria fé com todos, este é um exemplo muito bom para nós de duas maneiras: primeiro, como já destacado, que é a importância de viver primeiro conforme ao que se crê, antes de pregar com palavras, e segundo, porque muitas vezes nos contentamos em compartilhar as coisas materiais, mas custa-nos compartilhar nossa fé e falar de Jesus. E por falar em partilha, analisemos as palavras com as quais João exortava o povo, para ser generoso e compartilhar o que tinha: “Quem tem duas túnicas, dê uma a quem não tem nenhuma, e quem tem comida deve fazer o mesmo”. Com o Natal se aproximando, muitas pessoas se esforçam para arrecadar brinquedos e presentes para crianças pobres, e esta é uma ação muito valiosa (que responde adequadamente à mensagem de João e à mensagem de amor do Evangelho), mas se quisermos participar ainda mais desse Amor e dessa Misericórdia que Jesus teve e tem para com os mais necessitados, talvez este Natal possa nos ajudar a nos comprometermos no serviço amoroso aos nossos irmãos necessitados, mas não apenas uma vez por ano, mas CADA VEZ QUE PUDERMOS. Não esqueçamos que na noite de Natal, José e Maria andaram procurando um lugar para descansar, e só encontraram um espaço no estábulo de uma casa. Temos agora a oportunidade de abrir TODO O CORAÇÃO a Jesus, para que viva nEle e assim também vivam todos aqueles que nos rodeiam, que são o rosto de Cristo, e que precisam de nós. Mas podemos nos aventurar a ir ainda mais longe, e também pensar naquelas pessoas que materialmente não precisam de nada, mas que, como José e Maria procuravam hospedagem naquela noite em Belém, estão procurando um lugar para descansar e deixar que Jesus entre em sua vida e a transforme. Muitas vezes, nós mesmos estamos tão atarefados com as ocupações da vida que praticamente não nos “alojamos” em nenhuma parte. Inquietos, em permanente ativismo, parecemos “inquilinos em nossa própria casa e em nossa própria igreja ... É por isso que devemos reservar um tempo de sossego, de oração e meditação neste Advento, para que a celebração do Natal não passe como uma festa a mais no caminho da vida que seguimos, mas que possamos realmente ALOJAR-NOS no coração de Jesus e sentir o calor de Seu Amor Se não é fácil deixar-nos alojar por Deus na contemplação, e sentimos a ansiedade de estar em constante movimento, em permanente atividade (porque assim nos sentimos mais úteis, mais seguros, mais fortes e menos frágeis, menos vulneráveis...) deixemos então que Deus entre em nosso coração como “Menino Jesus” que imaginamos na noite de Natal: terno, indefeso, doce, adorável, e então talvez possamos nos contagiar com a paz daquela noite e o nosso coração sossegue... É por isso que o Natal deve significar para nós dois aspectos importantes: Parece que hoje em dia estes dois conceitos não combinam, mas na realidade, para o bom cristão, andam juntos: na Celebração da Eucaristia Natalina unimo-nos àquele que NASCEU, PADECEU, MORREU E RESSUSCITOU para nossa Salvação; Fazemo-nos um com Cristo e, em seguida, em nossas casas, continuamos a celebração da PAZ INTERIOR que não discrimina a alegria das crianças, a ceia em comunidade, os abraços da paz, cânticos e orações. E pensar que isso pode ser repetido todos os dias do ano ...! apenas uma questão de tentar. Agora, de volta à passagem do Evangelho que hoje analisamos, podemos perceber como Deus nos ensinou através de seus profetas a ser verdadeiros irmãos, filhos de Deus, que compartilham a FÉ, o AMOR e tudo aquilo que o “próximo” possa necessitar de nós. Mas o ensinamento de João não se limitou ao que “devemos fazer”, mas também ao que “não fazer”: “Não exijais mais do que vos foi ordenado”. Uns soldados perguntaram: “E nós, que devemos fazer? Respondeu-lhes: Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo”. Podemos dizer que TUDO se resume em cumprir os 10 mandamentos, aplicados concretamente à vida de cada um, como nós podemos entender nesta passagem claramente diz-lhes: não roubar (não cobrar a mais), não matar (não defraudar, porque pressionar alguém com ameaças é como ir matando pouco a pouco), não levantar falso testemunho ou mentira (não denunciar falsamente), não cobiçar os bens alheios (contentar-se com o seu salário), etc ... E todos estes mandamentos, como disse Jesus, o maior e mais importante é o do amor, porque ele resume tudo. Quando João fez referência a que o Messias viria, e, portanto, devíamos preparar o Seu caminho, já nós falava sobre a missão transcedental que cumpriria esse Messias: separar o trigo do joio ... Isso não significa que Ele veio precisamente para separar os bons dos maus, porque se assim fosse “os maus (e todos nós temos muito de maus) não teriam a oportunidade de conhecer a Deus e se converter ... O que queria dizer é que com a vinda de Jesus, com Sua Vida, Sua pregação e Seu exemplo, podemos distinguir entre o bem e o mal e decidir-nos pel BEM, remover, e afastar de nossos corações todos o mal e o que vai contra o Amor. Finalmente, podemos resumir a nossa análise, dizendo que: Preparar o caminho do Senhor neste Natal significa basicamente: • Permanecer em constante oração, para que Deus possa encontrar em nós terra fértil: Corações dispostos a amar e deixar-se amar. Com todas essas sugestões, continuemos preparando-nos para o Natal com espírito de Esperança, para que aqueles que nos vejam, possam contagiar-se com a nossa Fé. E outra coisa muito importante: que no meio de todas as atividades que propusermos (retiros espirituais, obras de misericórdia, leituras profundas, reflexões, momentos fortes de oração e meditação, ou seja lá o que for), sempre nos demos oportunidade para que todos aqueles com quem convivemos nestes dias, possam encontrar acolhimento fraterno, amor e paz.
3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada item e fazer um instante de silêncio após cada questão, para permitir a reflexão dos irmãos) a) Com qual dos três grupos de pessoas que perguntam ao Batista eu me identifico mais?
4.- Comentários dos irmãos:
5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica Cânones: 30, 1084, 2656-2658, 1084-1085
És grande, Senhor, e altamente louvável; grande é o teu poder e a tua sabedoria é sem medida. E o homem, pequena parcela da tua criação, pretende louvar-Te – precisamente ele que, revestido da sua condição mortal, traz em si o testemunho do seu pecado, o testemunho de que Tu resistes aos soberbos. Apesar de tudo, o homem, pequena parcela da tua criação, quer louvar-Te. Tu próprio a isso o incitas, fazendo com que ele encontre as suas delícias no teu louvor, porque nos fizeste para Ti e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em Ti. (Santo Agostinho). 1084 "«Sentado à direita do Pai» e derramando o Espírito Santo sobre o seu corpo que é a Igreja, Cristo age agora pelos sacramentos, que instituiu para comunicar a sua graça. Os sacramentos são sinais sensíveis (palavras e acções), acessíveis à nossa humanidade actual. Realizam eficazmente a graça que significam, em virtude da acção de Cristo e pelo poder do Espírito Santo. 2656 Entra-se na oração como se entra na liturgia: pela porta estreita da fé. Através dos sinais da sua presença, é a face do Senhor que nós buscamos e desejamos, é a sua Palavra que nós queremos escutar e guardar. 2657. O Espírito Santo, que nos ensina a celebrar a liturgia na expectativa do regresso de Cristo, educa-nos para orar na esperança. E vice-versa, a oração da Igreja e a prece pessoal nutrem em nós a esperança. Particularmente os salmos, com a sua linguagem concreta e variada, ensinam-nos a fixar em Deus a nossa esperança: «Esperei no Senhor com toda a confiança, e Ele atendeu-me. Ouviu o meu clamor» (Sl 40, 2). «Que o Deus da esperança vos encha de toda a alegria e paz na fé, para que transbordeis de esperança pela força do Espírito Santo» (Rm 15, 13). 1085 Na liturgia da Igreja, Cristo significa e realiza principalmente o seu mistério pascal. Durante a sua vida terrena, Jesus anunciava pelo seu ensino e antecipava pelos seus actos o seu mistério pascal. Uma vez chegada a sua «Hora» (3), Jesus vive o único acontecimento da história que não passa jamais: morre, é sepultado, ressuscita de entre os mortos e senta-Se à direita do Pai «uma vez por todas» (Rm 6, 10; Heb 7, 27; 9, 12). É um acontecimento real, ocorrido na nossa história, mas único; todos os outros acontecimentos da história acontecem uma vez e passam, devorados pelo passado. Pelo contrário, o mistério pascal de Cristo não pode ficar somente no passado, já que pela sua morte, Ele destruiu a morte; e tudo o que Cristo é, tudo o que fez e sofreu por todos os homens, participa da eternidade divina, e assim transcende todos os tempos e em todos se torna presente. O acontecimento da cruz e da ressurreição permanece e atrai tudo para a vida. 6.- Refletindo com a Grande Cruzada CM 7 Somente podeis ver-Me quando vos colocais de joelhos, embora o homem pense que essa posição é incômoda ou indigna ... Refiro-me a ajoelhar-se interiormente ... Se inclinas a cabeça, olhando para ti mesmo, contemphando teu interior, sabendo da miséria que tens, poderás descobrir-Me, mas se crês que porque assistes à Missa diária, ou porque fazes isso ou aquilo já és digno de merecer Minha aprovação, estás muito equivocado, meu filho. O apostolado não é opcional, é algo exigido pelo próprio Batismo e pela Confirmação. De modo que, quando exerces tua ação apostólica, não penses que estás fazendo algo mais do que te corresponde, ao contrário, não estás fazendo nada além de cumprir a rigorosa obrigação que um cristão recebeu nesses Sacramentos ao receber o Espírito Santo.
7.- Comentários finais:
8.- Virtude do mês: Esta semana veremos o cânon 1823, que diz textualmente o seguinte: 1823 Jesus faz da caridade o mandamento novo. Amando os seus «até ao fim» (Jo 13, 1), manifesta o amor do Pai, que Ele próprio recebe. E os discípulos, amando-se uns aos outros, imitam o amor de Jesus, amor que eles recebem também em si. É por isso que Jesus diz: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor» (Jo 15, 9). E ainda: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei» (Jo 15, 12). E a Grande Cruzada nos diz a respeito: CA 135 Quando Meu Pai escolhe uma alma para dar a graça de ser um dos eleitos, destina-a que já na terra seja semelhante a Mim. E em que deve ser semelhante a Mim? No amor e na aceitação dos sofrimentos. Se nisto Me seguis, Meu Pai Me reconhecerá em vós. As almas escolhidas podem esforçar-se por salvar almas com a oração fervorosa, com a prática da caridade ativa e serviçal, com mansidão, com humildade, com mortificação, mas acima de tudo, com a aceitação paciente dos sofrimentos.
9.- Propósitos semanais: Com o Evangelho: Com a virtude do mês: Apostolado da Nova Evangelização 2009 |