| II Domingo do Advento |
| Por ANE Internacional | |
| 06 de dezembro de 2009 | |
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Semana de 6 a 12 de dezembro de 2009 1.- A Palavra de Deus: Proclamação do Santo Evangelho segundo São Lucas (Lc 3,1-6) 2.- Referências para refletir: A passagem do Evangelho que nos toca ver esta semana começa com uma série de dados sobre do contexto histórico, político e religioso da época. Este tipo de resumo histórico é muito característico do Evangelho de São Lucas, que com frequência parece querer situar-nos na época precisa em que sucederam os acontecimentos da vida do Senhor, alcançando que se consiga sentir de um modo especial esse Emmanuel (Deus conosco), perfeitamente inserido entre os homens, em uma história concreta e em um momento determinado. Isto é na verdade muito bom para nós, que devemos "dar razões de nossa fe", porque desse modo podemos compreender, também apelando para outras fontes históricas, os processos que se viviam naquele tempo... Havia três pessoas que dividiam a administração da região. Os três eram herdeiros de Herodes I (Primeiro), chamado “o Grande”, tristemente célebre por ordenar o assassinato massiço de crianças, procurando matar Jesus para que ninguém lhe "usurpasse" o poder sobre os judeus. Agora Herodes Antipas, filho de Herodes o Grande e da samaritana Maltace, era o Tetrarca na Galileia, porém quem detinha o verdadeiro poder político-militar em toda a Província Palestina era o procurador romano, Poncio Pilatos, posto que Israel era mais uma colônia do Imperio. Os romanos conservavam os reis que lhes eram leais com um poder aparente, e respeitavam os costumes e religiões dos povos que dominavam, para evitar rebeliões e facilitar assim a cobrança dos impostos, que era o que na realidade lhes interessava. Por sua parte, Anás e Caifás eram os chefes dos sacerdotes, quer dizer, os que exerciam o poder religioso (concentrado especialmente no Templo de Jerusalém) e se beneficiavam dele. Como sempre sucede, todos eles eram “amigos”, ou melhor “cúmplices”, pois se faziam favores recíprocos, de acordo com seus interesses comuns. Herodes Antipas havia estado casado com a filha do rei nabateu Aretas IV, porém a repudiou para unir-se a Herodias, esposa de seu irmão (Herodes Filipe, Tetrarca de Bataneia, Gaulanítide, Traconítide e Auranítide). Este fato foi motivo de duras recriminações, críticas e denúncias por parte de João Batista, e como sabemos, terminou sendo também o motivo da morte do grande profeta. Temos falado muito de João Batista em nossas catequeses, porém tudo o que se diga sobre ele nunca será suficiente. De todo modo, conforme o Evangelho que analisamos hoje, e em geral no Advento do Ciclo C, não vamos nos centrar na figura de João, mas sim na mensagem que ele veio trazer ao mundo. A mensagem final e central deste Evangelho é uma mensagem de Esperança, por isso a Liturgia é um ato de Ação de Graças a Deus, por sua infinita Misericórdia e Fidelidade a cada homem e à raça humana em geral... Na última sentença desta passagem evangélica está a chave: "Todas as pessoas verão a salvação de Deus..." Curiosamente, embora o povo judeu cresse (e ainda hoje crê) que a salvação de Deus era algo reservado só para eles (por ser o povo escolhido), e apesar das vozes dos "revisionistas", que hoje se levantam dizendo que Jesus foi compreendendo sua missão universal pouco a puoco (especialmente apoiados na passagem em que o Senhor cura a filha da cananeia -Cfr. Mt 15,21-28 e Mc 7,27-29-), vemos que João já anunciava que essa salvação estaria "disponível", por assim dizer, "para todas as pessoas" (isto é, para todos os que a aceitassem). Porém é claro, antes que essa salvação se fizesse visível, ou melhor, para que essa salvação pudesse fazer-se visível, era e é necessário "preparar o caminho do Senhor, endireitar as veredas, rebaixar os montes e colinas, e aterrar os vales". Necessitamos endireitar nossas veredas orientando-as SOMENTE para Deus, isto é, procurando não sair do Caminho que Cristo trouxe para cada um de nós, e que está claramente explicitado nos Evangelhos (delineado nos Atos dos Apóstolos, analisado e exposto com muito detalhe nas epístolas). Necessitamos rebaixar os montes e colinas, abaixando todo vestígio de orgulho, de amor próprio e apego excessivo ou desordenado às criaturas (em especial a si mesmo), em vez de apegar-se ao Criador. Devemos aterrar os vales, tapando, preenchendo todos os nossos vazios interiores com a única coisa capaz de preencher-nos folgadamente: o Amor de Deus... No fundo, e como veremos mais explícitamente nos Evangelhos das duas semanas que seguem (antes de contemplar a Anunciação, no domingo anterior ao Natal), a mensagem de João é um chamado profundo à conversão, por meio da prática da JUSTIÇA. Sejamos justos, isto é: Façamos o que devemos fazer, e não só "veremos", mas experimentaremos em nós mesmos, a Salvação de Deus... mais ainda: poderemos ser, com a graça e a infinita Misericórdia de Deus, também nós "agentes" dessa Salvação, e apóstolos de Cristo para re-evangelizar os batizados.
3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada item e fazer um instante de silêncio após cada questão, para permitir a reflexão dos irmãos) a) Quais são os montes que devo rebaixar (motivos de orgulho, prazer e glória pessoal) e os vales que devo aterrar (inseguranças e medos) em minha vida, para preparar a chegada de Jesus?
4.- Comentários dos irmãos:
5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica Cânones: 1817-1818, 53, 552-524, 2090-2092, 2828
53 O desígnio divino da Revelação realiza-se, ao mesmo tempo, «por meio de acções e palavras, intrinsecamente relacionadas entre si» e esclarecendo-se mutuamente. Comporta uma particular «pedagogia divina»: Deus comunica-Se gradualmente ao homem e prepara-o, por etapas, para receber a Revelação sobrenatural que faz de Si próprio e que vai culminar na Pessoa e missão do Verbo encarnado, Jesus Cristo. 552 No colégio dos Doze, Simão Pedro ocupa o primeiro lugar. Jesus confiou-lhe uma missão única. Graças a uma revelação vinda do Pai, Pedro confessara: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo» (Mt 16, 16). E nosso Senhor declarou-lhe então: «Tu és Pedro: sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela» (Mt 16, 18). Cristo, «pedra viva», garante à sua Igreja, edificada sobre Pedro, a vitória sobre os poderes da morte. Pedro, graças à fé que confessou, permanecerá o rochedo inabalável da Igreja. Terá a missão de defender esta fé para que nunca desfaleça e de nela confirmar os seus irmãos (Cf. Lc 22, 32). 2090 Quando Deus Se revela e chama o homem, este não pode responder plenamente ao amor divino pelas suas próprias forças. Deve esperar que Deus lhe dará a capacidade de, por sua vez, O amar e de agir de acordo com os mandamentos da caridade. A esperança é a expectativa confiante da bênção divina e da visão beatífica de Deus: é também o receio de ofender o amor de Deus e de provocar o castigo. 2828 «Dai-nos»: como é bela a confiança dos filhos, que tudo esperam do Pai! «Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e chover sobre justos e injustos» (Mt 5, 45); dá a todos os seres vivos «de comer a seu tempo» (Sl 104, 27). É Jesus quem nos ensina esta petição que, de facto, glorifica o nosso Pai porque é o reconhecimento de quanto Ele é bom, acima de toda a bondade. 6.- Refletindo com a Grande Cruzada PC 121 Quero que neste Advento considereis que não há ninguém como Ela, no entanto, muitos a refletem porque Ela oferece Suas virtudes por amor a Mim… Como não escutá-la? Como não escutar quem a escuta? Ela é o silêncio da beleza e a que sussurra aos Meus ouvidos Suas amorosas orações por vós, de modo que faz com que Eu sussurre em Seus ouvidos a alegria de Meu amor.
7.- Comentários finais:
8.- Virtude do mês: Esta semana veremos o cânon 1822, que diz textualmente o seguinte: 1822 A caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas por Ele mesmo, e ao próximo como a nós mesmos, por amor de Deus. E a Grande Cruzada nos diz a respeito: CA 173 O Senhor quer obras de caridade. A caridade é aquela flor do Paraíso brotada do Coração do Pai Celestial quando deu ao mundo Seu Unigênito. O Verbo se fez carne, a pureza de uma alma está em relação com sua caridade. A prece e o oferecimento de uma vítima é o que há de mais agradável a Deus. Porém são poucas... são poucas as almas.
9.- Propósitos semanais: Com o Evangelho: Com a virtude do mês: Apostolado da Nova Evangelização 2009 |