| I Domingo do Advento |
| Por ANE Internacional | |
| 29 de novembro de 2009 | |
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Semana de 29 de novembro a 5 de dezembro de 2009 1.- A Palavra de Deus: Proclamação do Santo Evangelho segundo São Lucas (Lc 21,25-28. 34-36) 2.- Referências para refletir: Novamente nos encontramos com o anúncio de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre sua segunda vinda, que esta vez nos chega por meio de São Lucas. (Recordemos que há algumas semanas líamos a versão de São Marcos – Mc 13,24-32 –, que segundo se sabe, foi a primeira a ser escrita e a que provavelmente serviu de base para a redação das outras). Novamente a imaginação suscita temor em nós, ao ler que “as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas. Os homens vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas.” Não conseguimos imaginar em que consistirão os “sinais no sol, na lua e nas estrelas”, mas se nos deixássemos guiar pelas imagens do cinema e da TV, que certamente já vimos, teríamos juntos o “Armagedon” de Bruce Willis, o “Vulcano” de Tommy Lee Curtis, “O dia depois de amanhã” e “2012”, tudo junto, temperado pelos efeitos de centenas de documentários, do mais variado tipo, que se referem a este assunto. Ultimamente há muita especulação sobre o fim do mundo (ao menos do mundo como até agora o conhecemos), e a verdade, que não é em vão: se prestamos atenção, como no-lo sugeria o Senhor no Evangelho de São Marcos (Mc 13,28-29) veremos que há vários sinais de que as coisas não poderão continuar por muito tempo assim. Jesus nos dizia: “Compreendei por uma comparação tirada da figueira. Quando os seus ramos vão ficando tenros e brotam as folhas, sabeis que está perto o verão. Assim também quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está próximo, às portas.” (Mc 13,28-29) Hoje não vemos que estejam acontecendo exatamente todas as coisas descritas pelo Senhor em Marcos 13 (versículos 5 a 23), mas algumas delas sim. Por outro lado, nos encontramos com situações que não foram referidas precisamente na Escritura, mas que lógica e racionalmente prenunciam tempos dificílimos para a humanidade, e podem perfeitamente ser origem causal de muitos dos acontecimentos descritos por Jesus, como o crescente aquecimento global, os efeitos ainda não previstos da crise financeira e econômica desencadeada nos Estados Unidos, a corrida armamentista retomada por alguns países do mundo neste último ano, as lideranças políticas de caráter “messiânico” que vão surgindo, a promoção de leis que atentam contra a natureza humana e contra a vida, os ataques diretos contra Cristo e a Igreja, nos meios de comunicação, etc. Tudo isto deveria nos levar não somente a “pensar” na iminência ou proximidade da Segunda Vinda de Cristo, mas também a pedir a Ele com insistência que volte logo. Mas acontece que, sendo sinceros, veremos que nem nós mesmos estamos devidamente preparados para que isso aconteça… Não estamos preparados nem para morrer, e prestar contas individualmente de nossos atos… E se somos um pouquinho mais radicais, veremos que nem sequer estamos devidamente preparados para recebê-lo a cada dia na Eucaristia (porque nos falta muito mérito)… Se não fosse por Sua Misericór-dia!... Pois bem, como sabemos, esta semana começa o Advento, justamente um tempo de preparação para o encontro com Jesus. Cabe a nós procurar aproveitá-lo ao máximo, através da oração, do jejum e da esmola, os três meios que a Igreja nos recomenda para fortalecer o espírito, neste tempo especial de Graça e Misericórdia. “Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça – nos diz o Senhor – porque a vossa libertação está próxima.” Como vemos, a mensagem principal é novamente de esperança, mas as advertências que seguem são muito claras: “Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós; pois esse dia cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes de toda a terra.” É momento, pois, de se perguntar: Existe algo que está tornando meu coração “insensível”? Ou antes: o que significa ficar com os corações “insensíveis”? Sabemos que insensibilidade é sinônimo de apatia, indiferença, de incapacidade de sentir … Uma pessoa insensível, apática, é alguém que não pode fazer bem alguma coisa, e não porque não queira, mas sim-plesmente porque não consegue; pode ser que tente, que queira, mas não consegue. Se transportamos este conceito ao âmbito “interior”, veremos uma pessoa espiritualmente fria ou tíbia, de coração endurecido, egoísta, incapaz de amar verdadeira e profundamente a ninguém que não seja ela mesma; que não se comove, que é incapaz de sentir misericórdia, de mergulhar na oração e no diálogo profundo com Deus, pois não sabe nem o que dizer nem o que escutar… Uma pessoa que, na parte religiosa, ou está francamente longe de Deus, e O combate frontalmente, ou O combate no interior de sua Igreja, como os fariseus, porque adora a Deus somente da boca para fora, mas seu coração está longe dEle. Vigiemos e oremos ardentemente, para não cair na insensibilidade do coração. No Evangelho de Mateus lemos que Jesus dizia aos seus discípulos: “Assim como foi nos tempos de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do Homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. E os homens de nada sabiam, até o momento em que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim será também na volta do Filho do Homem.” (Mt 24,37-39). Trabalhemos, para minimizar este duro impacto.
3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada item e fazer um instante de silêncio após cada questão, para permitir a reflexão dos irmãos) a) Estou suficientemente livre das cadeias do que é terreno, para poder receber Jesus?
4.- Comentários dos irmãos:
5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica Cânones: 668, 670, 671, 677, 2612
670 Desde a Ascensão, o desígnio de Deus entrou em sua consumação. Já estamos na “última hora” (1Jo 2,18)”. “Portanto, a era final do mundo já chegou para nós, e a renovação do mundo está irrevogavelmente realizada e, de certo modo, já está antecipada nesta terra. Pois já na terra a Igreja se reveste de verdadeira santidade, embora imperfeita.” (LG 48). O Reino de Cristo já manifesta sua presença pelos sinais milagrosos (Cf. Mc 16, 17-18) que acompanham seu anúncio pela Igreja (Cf. Mc 16, 20). 671 Já presente em sua Igreja, o Reino de Cristo ainda não está consumado “com poder e grande glória” (Lc 21, 17) pelo advento do Rei na terra. Esse Reino é ainda atacado pelos poderes maus (Cf. 2 Ts 2, 7), embora estes já tenham sido vencidos em suas bases pela Páscoa de Cristo. Enquanto tudo não for submetido a ele, “enquanto não houver novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça, a Igreja peregrina leva consigo em seus sacramentos e em suas instituições, que pertencem à idade presente, a figura deste mundo que passa, e ela mesma vive entre as criaturas que gemem e sofrem como que dores de parto até o presente e aguardam a manifestação dos filhos de Deus” (LG 48). Por este motivo os cristãos oram, sobretudo na Eucaristia, para apressar a volta de Cristo (Cf. 2 Pd 3, 11-12) dizendo-lhe: “Vem, Senhor” (cf. 1Cor 16,22; Ap 22,17). 677 A Igreja só entrará na glória do Reino por meio desta derradeira Páscoa, em que seguirá seu Senhor em sua Morte e Ressurreição (cf. Ap 19,1-9). Portanto, o Reino não se realizará por um triunfo histórico da Igreja segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o desencadeamento último do mal (cf. Ap 20, 7-10) que fará sua Esposa descer do Céu (cf. Ap 21 2-4). O triunfo de Deus sobre a revolta do mal assumirá a forma do Juízo Final (cf. Ap 20,12) depois do derradeiro abalo cósmico deste mundo que passa (cf. 2Pd 3,12). 2612 Em Jesus, “o Reino de Deus está próximo” (Mc 1,15) e convoca à conversão e à fé, como também, à vigilância. Na oração, o discípulo vigia atento Aquele que É e que Vem na memória de sua primeira Vinda na humildade da carne e na esperança de sua segunda Vinda na Glória. Em comunhão com o Mestre a oração dos discípulos é um combate, e é vigiando na prece que não se cai em tentação (Cf. Lc 22, 40-46). 6.- Refletindo com a Grande Cruzada CS 53 Filho Meu, escuta-Me. Discorrendo sobre a vacuidade das extravagâncias humanas e buscando entre elas a que demonstra maior vazio, tanto que resulta absurda, falo-te de Minha manifestação.
7.- Comentários finais:
8.- Virtude do mês: Esta semana veremos o cânon 1450, que diz textualmente o seguinte: 1450 “A penitência impele o pecador a suportar tudo de boa vontade. Em seu coração está o arrependimento; em sua boca, a acusação; em suas obras, plena humildade e proveitosa satisfação”. (Catech. R. 2, 5, 21; Cf. Cc. de Trento: DS 1673). E a Grande Cruzada nos diz a respeito: CA 142 A salvação não depende de hoje, de amanhã ou de ontem, mas do último instante. Por isso, deveis arrepender-vos e confessar-vos com freqüência. Vós vos salvais porque Eu vos salvei, e não pelos vossos méritos. Somente o grau de glória que recebeis na eternidade depende dos vossos méritos. Por isso, deveis praticar o propósito de emenda e repetir freqüentemente: “Meu Jesus, em tuas mãos encomendo o meu espírito.”
9.- Propósitos semanais: Com o Evangelho: Com a virtude do mês: Apostolado da Nova Evangelização 2009 |