| XXXIII Domingo do Tempo Comum |
| Por ANE Internacional | |
| 15 de novembro de 2009 | |
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Semana de 15 a 21 de novembro de 2009 1.- A Palavra de Deus: Proclamação do Santo Evangelho segundo São Marcos (Mc 13,24-32) 2.- Referências para refletir: Já estamos nos aproximando do final do ano litúrgico, e nestes dois últimos domingos (anteriores ao início do tempo do Advento), a Igreja nos convida a dirigir nosso olhar para o final da história, para a plenitude da vida que nos promete Jesus, para o dia em que pudermos viver com Deus, na Glória de seu Reino. A história da humanidade, a história de nossa própria vida é um caminho que vai nessa direção, e portanto nos convém, pelo menos, lançar uma vista de olhos no que nos espera. As palavras de Jesus, no Evangelho que nos cabe meditar esta semana, são palavras graves; graves e por sua vez maravilhosas: está falando a quatro de seus discípulos (Pedro, Tiago, João e André) de sua Segunda Vinda, que acontecerá depois de uma grande tribulação. O Senhor se referiu a essa tribulação nos versículos anteriores a esta passagem, praticamente desde o início do capítulo 13 do Evangelho segundo São Marcos; por isso a Leitura de hoje começa nos dizendo: “Naqueles dias, depois da grande tribulação...” Mas acontece que, pelo menos em princípio, os dias seguintes não serão melhores que os anteriores, pelo contrário!: “...o sol vai se escurecer, e a lua não brilhará mais, as estrelas começarão a cair do céu e as forças do céu serão abaladas.” É difícil descrever o pavor que a imaginação nos suscita ao ler estes textos, é lógico e não podemos evitar: o ser humano, situado como está, na busca permanente de prazeres e a rejeição a tudo o que signifique sofrimento, se espanta diante do mero anúncio destes temíveis acontecimentos. Por isso há muito de morbidez entre os que se regozijam falando sobre o “fim do mundo”. Só de pensar que “as forças do céu serão abaladas”, como diz Jesus hoje, já nos sacode as entranhas desde já; e muito mais quando, já quase no final deste breve Evangelho, lemos a sentença irrevogável de Nosso Senhor Jesus Cristo: “O céu e a terra passaram, mas minhas palavras não passarão.” Isto quer dizer que tudo o que nos foi dito sem dúvida acontecerá. Mas São João começa seu Evangelho dizendo-nos que “No princípio era o Verbo”, a Palavra... (Jo 1,1) e o texto de hoje nos recorda que no final de tudo, mesmo quando o céu e a terra passarem, quando as forças do céu se abalarem, essa Palavra, esse Verbo, “não passará”. Se vemos as coisas assim, e temos fundada nossa fé e nossa esperança no Verbo Encarnado, Jesus, nos daremos conta de que na realidade a mensagem de fundo, que nos traz o Evangelho de hoje, é um convite à confiança, porque “o Filho do Homem voltará, com grande poder e glória, e reunirá os eleitos dos quatro cantos da terra.” (cf. versículos 26 e 27). Pois bem, tanto no versículo imediatamente anterior como no imediatamente posterior a esta passagem do Evangelho que lemos hoje (isto é, nos versículos 23 e 33 do capítulo 13 de São Marcos), Jesus diz “estai preparados; estai atentos, velai e orai...”, e é por isso que este convite à esperança é também com convite à responsabilidade, a redobrar nosso compromisso de trabalhar, no que nos cabe, pela salvação de nossas almas. Deste modo, todo o mistério de nossa fé, todo o “enigma” de nossa Redenção se faz presente e claro no Evangelho desta semana, com o apoio de cada uma das Leituras que nos traz a Liturgia da Palavra... A história de nossa Salvação fecha seu círculo: assim como tudo se iniciou no Paraíso, com nossos primeiros pais gozando da presença de Deus, o fim dos tempos proclama o futuro de alegria dos redimidos, novamente diante do Trono de Deus: a vitória definitiva do Bem sobre o pecado e a morte, que nos afastaram de nosso Criador. Assim podemos ler na Primeira Leitura dominical, do Livro de Daniel (12,1): “Naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, defensor dos filhos de teu povo; e será um tempo de angústia, como nunca houve até então, desde que começaram a existir nações. Mas, nesse tempo, teu povo será salvo, todos os que se acharem inscritos no Livro.” O Salmo nos fala da proteção que encontram em Deus os que nEle buscam refúgio, e a Segunda Leitura, da Carta aos Hebreus, nos convida a refletir sobre o perdão de nossos pecados, e a promessa da Ressurreição, que se fará realidade somente pelos méritos de nosso Senhor Jesus Cristo, que está sentado à direita do Pai. Deste modo, embora humanamente não possamos evitar o temor “pelo que virá”, deve animar-nos a esperança de saber que toda tribulação, todo sofrimento nesta terra é passageiro. O mesmo nos acontece quando por algum motivo refletimos sobre nossa própria morte: a dor nos assusta, mas não pode empanar a esperança de nossa Vida futura. O “fim do mundo”, para cada um, pode ser daqui a algumas horas, e esse é o momento em que se nos esgotam todas as possibilidades de ganhar méritos e de emendar erros; todas as possibilidades de amar e de fazer o bem aqui, todas as possibilidades de dar fruto para a Glória de Deus e a instauração de seu Reino. Vivamos, pois, fixando os olhos, não nas metas terrenas, que sempre serão passageiras e incertas, mas nas promessas que nos tem reservadas o Rei da Glória.
3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada item e fazer um instante de silêncio após cada questão, para permitir a reflexão dos irmãos) a) Creio firmemente na segunda vinda de Jesus e no Juízo que haverá no final dos tempos?
4.- Comentários dos irmãos:
5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica Cânones: 673, 1038, 1039, 1040, 680
1038 A ressurreição de todos os mortos, “dos justos e dos injustos” (At 24,15), antecederá o Juízo Final. Este será “a hora em que todos os que repousam nos sepulcros ouvirão sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para uma ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento” (Jo 5,28-29). Então Cristo “virá em sua glória, e todos os anjos com Ele. (...) E serão reunidas em sua presença todas as nações, e Ele há de separar os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e por as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. (...) E irão estes para o castigo eterno, e os justos irão para a Vida Eterna” (Mt 25,31-33.46). 1039 É diante de Cristo - que é a Verdade - que será definitivamente desvendada a verdade sobre a relação de cada homem com Deus. O Juízo Final há de revelar até as últimas conseqüências o que um tiver feito de bem ou deixado de fazer durante sua vida terrestre:
1040 O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo. Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo, só Ele decide de seu advento. Por meio de seu Filho, Jesus Cristo, Ele pronunciará então sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação e de toda a economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais sua providência terá conduzido tudo para seu fim último. O Juízo Final revelará que a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas por suas criaturas e que seu amor é mais forte que a morte. (cf. Ct 8,6). 680 Cristo Senhor já reina pela Igreja, mas ainda não lhe estão submetidas todas as coisas deste mundo. O triunfo do Reino de Cristo não se dará sem uma última investida das potências do mal. 6.- Refletindo com a Grande Cruzada CA 85 Esta humanidade se afasta cada vez mais de Mim, acabando por desconhecer-Me e odiar-Me. Esta humanidade Me persegue e ofende, esquecendo que dei a vida por ela. Como há poucas almas que queiram estar pregadas na Cruz Comigo! Que queiram partilhar da Minha Glória!
7.- Comentários finais:
8.- Virtude do mês: Esta semana veremos o cânon 2559, que diz textualmente o seguinte: 2559 “A oração é a elevação da alma a Deus ou o pedido a Deus dos bens convenientes. De onde falamos nós, ao rezar? Das alturas de nosso orgulho e vontade própria, ou das “profundezas” (Sl 130,1) de um coração humilde e contrito? Quem se humilha será exaltado. A humildade é o fundamento da oração. “Nem sabemos o que seja conveniente pedir” (Rm 8,26). A humildade é a disposição para receber gratuitamente o dom da oração; o homem é um mendigo de Deus. (cf. Santo Agostinho, serm. 56, 6, 9). E a Grande Cruzada nos diz a respeito: CA 133 Peço-vos que renoveis vossas vidas dia a dia; que sejais humildes na oração; aprendei a pedir com simplicidade, com a mesma simplicidade com que as crianças pedem qualquer coisa a seus pais. Não quero palavras e frases rebuscadas para que os vossos irmãos ouçam, quero palavras simples, mas pronunciadas com o coração.
9.- Propósitos semanais: Com o Evangelho: Com a virtude do mês: Apostolado da Nova Evangelização 2009 |