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Das mensagens de Fátima: Apelo à Récita Diária do Terço (Irmã Lúcia).
 

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

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Casinhas de Oração

Os grupos de oração e evangelização do ANE são chamados Casinhas de Oração. Se você tem o Guia das Casinhas de Oração e toda semana faz a reunião seguindo nossas Catequeses, por favor, entre em contato e registre sua Casinha!
II Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   
20 de janeiro de 2007

14 de janeiro de 2007
A família, Igreja Doméstica

A PALAVRA DE DEUS

Is 62, 1-5: O marido alegrar-se-á com sua esposa
Sl 95, 1-3.7-8a.9-10a e c: Proclamai as maravilhas do Senhor a todas as nações
1 Cor 12, 4-11: O mesmo e único Espírito reparte a cada um, como quer
Jo 2,1-11: Em Caná da Galiléia Jesus começou seus sinais

1Celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus. 2Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. 3Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não têm vinho. 4Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou. 5Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser. 6Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas. 7Jesus ordena-lhes: Enchei as talhas de água. Eles encheram-nas até em cima. 8Tirai agora, disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes. E levaram. 9Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo 10e disse-lhe: É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora. 11Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galiléia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.

A FÉ DA IGREJA

O Reino dos céus foi inaugurado na terra por Cristo. “Manifesta-se lucidamente aos homens na palavra, nas obras e na presença de Cristo”. A Igreja é o germe e o começo desde Reino. Suas chaves são confiadas a Pedro. (CIC 567)

O sacramento do Matrimônio significa a união de Cristo com igreja. Concede aos esposos a graça de amarem-se com o mesmo amor com que Cristo amou sua Igreja; a graça do sacramento leva à perfeição o amor humano dos esposos, consolida unidade indissolúvel e os santifica no caminho da vida eterna. (CIC 1661)

TESTEMUNHO CRISTÃO

«O casal ideal não é o de dois cristãos unidos por uma única esperança, um único desejo, uma única disciplina, o mesmo serviço? Ambos filhos de um mesmo Pai, servos de um mesmo Senhor. Nada pode separá-los, nem no espírito nem na carne; ao contrário, eles são verdadeiramente dois numa só carne. Onde a carne é uma só, um também é o espírito.» (Tertuliano) (CIC 1642)

O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o lar é chamado, com toda razão, de “Igreja doméstica”, comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e da caridade cristã. (CIC 1666)

SUGESTÕES PARA O ESTUDO DA HOMILIA

Nota bíblico-litúrgica

Nas bodas de Caná o Senhor começou seus sinais, «manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele».
Começa assim a liturgia do TEMPO COMUM neste ciclo, percorrendo a vida pública de Jesus.
Isaías profetiza o que o Evangelho manifestará. A vinda do Messias será como a de um noivo real que alegrará e elevará sua esposa a seu povo.
A segunda leitura apresenta a primeira carta do Apóstolo São Paulo aos Coríntios, que continuará durante seis domingos. É um texto importante para conhecer a natureza da Igreja e a obra do Espírito Santo.

CONTEÚDOS DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

A fé:

Os sinais do Reino de Deus:

547 Jesus acompanha suas palavras com numerosos “milagres, prodígios e sinais” (At 2,22) que manifestam que o Reino está presente nele. Atestam que Jesus é o Messias anunciado.

548 Os sinais operados por Jesus testemunham que o Pai o enviou. Convidam a crer nele. Aos que a Ele se dirigem com fé, concede o que pedem. Assim, os milagres fortificam a fé naquele que realiza as obras de seu Pai: testemunham que Ele é o Filho de Deus. Eles podem também ser “ocasião de escândalo”. Não se destinam a satisfazer a curiosidade e os desejos mágicos. Apesar de seus milagres tão evidentes, Jesus é rejeitado por alguns; acusam-no até de agir por intermédio dos demônios.

549 Ao libertar certas pessoas dos males terrestres da fome, da injustiça, da doença e da morte, Jesus operou sinais messiânicos; não veio, no entanto, para abolir todos os males da terra, mas para libertar os homens da mais grave das escravidões, a do pecado, que os entrava em sua vocação de filhos de Deus e causa todas as suas escravidões humanas.

550 O advento do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás: “Se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, então o Reino de Deus já chegou a vós” (Mt 12,28). Os exorcismos de Jesus libertam homens do domínio dos demônios. Antecipam a grande vitória de Jesus sobre “o príncipe deste mundo”. E pela Cruz de Cristo que o Reino de Deus ser definitivamente estabelecido: “Regnavit a ligno Deus - Deus reinou do alto do madeiro”.

O Sacramento do Matrimônio:

1601 “A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda, é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento por Cristo Senhor.”

1602 A sagrada Escritura abre-se com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus se fecha-se com a visão das “núpcias do Cordeiro” (cf. Ap 19,7). De um extremo a outro, a Escritura fala do casamento e de seu “mistério”, de sua instituição e do sentido que lhe foi dado por Deus, de sua origem e de seu fim, de suas diversas realizações ao longo de história da salvação, de suas dificuldades provenientes do pecado e de sua renovação “no Senhor” (1Cor 7,39), na nova aliança de Cristo e da Igreja.

1603 “A íntima comunhão de vida e de amor conjugal que o Criador fundou e dotou com suas leis [...] O próprio [...] Deus é o autor do matrimônio. “A vocação para o Matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, conforme saíram da mão do Criador. O casamento não é uma instituição simplesmente humana, apesar das inúmeras variações que sofreu no curso dos séculos, nas diferentes culturas, estruturas sociais e atitudes espirituais. Essas diversidades não devem fazer esquecer os traços comuns e permanentes. Ainda que a dignidade desta instituição não transpareça em toda parte com a mesma clareza, existe, contudo, em todas as culturas, um certo sentido da grandeza da união matrimonial. “A salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar.”

1604 Deus, que criou o homem por amor, também o chamou para o amor, vocação fundamental e inata de todo ser humano. Pois o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, que é Amor. Tendo-os Deus criado homem e mulher, seu amor mútuo se torna uma imagem do amor absoluto e indefectível de Deus pelo homem. Esse amor é bom, muito bom, aos olhos do Criador, que “é amor” (1Jo 4,8.16). E esse amor abençoado por Deus é destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum de preservação da criação: “Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1,28).

1605 Que o homem e a mulher tenham sido criados um para o outro, a sagrada Escritura o afirma: “Não é bom que O homem esteja só” (Gn 2,18). A mulher, “carne de sua carne”, é, igual a ele, bem próxima dele, lhe foi dada por Deus como um “auxilio”, representando, assim, “Deus, em quem está o nosso socorro”. “Por isso um homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne” (Gn 2,24). Que isto significa uma unidade indefectível de suas duas vidas, o próprio Senhor no-lo mostra lembrando qual foi, 'na origem”, o desígnio do Criador (Cf Mt 19,4): “De modo que já não são dois, mas uma só carne” (Mt 19,6).

1606 Todo homem sofre a experiência do mal, à sua volta e em si mesmo. Esta experiência também se faz sentir nas relações entre o homem e a mulher. Sua união sempre foi ameaçada pela discórdia, pelo espírito de dominação, pela infidelidade, pelo ciúme e por conflitos que podem chegar ao ódio e à ruptura. Essa desordem pode manifestar-se de maneira mais ou menos grave, e pode ser mais ou menos superada, segundo as culturas, as épocas, os indivíduos. Tais dificuldades, no entanto parecem ter um caráter universal.

1607 Segundo a fé, essa desordem que dolorosamente constatamos não vem da natureza do homem e da mulher, nem da natureza de suas relações, mas do pecado. Tendo sido uma ruptura com Deus, o primeiro pecado tem, como primeira conseqüência a ruptura da comunhão original do homem e da mulher. Sua relações começaram a ser deformadas por acusações recíprocas sua atração mútua, dom do próprio Criador transforma-se relações de dominação e de cobiça; a bela vocação do homem e da mulher para ser fecundos, multiplicar-se e sujeitar a terra é onerada pelas dores de parto e pelo suor do ganha-pão.

1608 Não obstante, a ordem da criação subsiste, apesar de gravemente perturbada. Para curar as feridas do pecado, o homem e a mulher precisam da ajuda da graça que Deus, em sua misericórdia infinita, jamais lhes recusou. Sem esta ajuda, homem e a mulher não podem chegar a realizar a união de suas vidas para a qual foram criados “no princípio”.

1609 Em sua misericórdia, Deus não abandonou o homem pecador. As penas que acompanham o pecado, “as dores da gravidade de dar à luz (Cf Gn 3,16), o trabalho “com o suor de teu rosto” (Gn 3,19) constituem também remédios que atenuam os prejuízos do pecado. Após a queda, o casamento ajuda a vencer a centralização em si mesmo, o egoísmo, a busca do próprio prazer, e a abrir-se ao outro, à ajuda mútua, ao dom de si.

1610 A consciência moral concernente à unidade e à indissolubilidade do Matrimônio desenvolveu-se sob a pedagogia da lei antiga. A poligamia dos patriarcas e dos reis ainda não fora explicitamente rejeitada. Entretanto, a lei dada a Moisés visava proteger a mulher contra o arbítrio é a dominação pelo homem, apesar de também trazer, segundo a palavra do Senhor, os traços da “dureza do coração” do homem, em razão da qual Moisés permitiu o repúdio da mulher.

1611 Examinando a aliança de Deus com Israel sob a imagem de um amor conjugal exclusivo e fiel, os profetas prepararam a consciência do povo eleito para uma compreensão mais profunda da unicidade e indissolubilidade do Matrimônio. Os livros de Rute e de Tobias dão testemunhos comoventes do elevado sentido do casamento, da fidelidade e da ternura dos esposos. A Tradição sempre viu no Cântico dos Cânticos uma expressão única do amor humano, visto que é reflexo do amor de Deus, amor “forte como a morte”, que “as águas da torrente jamais poderão apagar” (Ct 8,6-7).

1612 A aliança nupcial entre Deus e seu povo Israel havia preparado a nova e eterna aliança na qual o Filho de Deus, encarnando-se e entregando sua vida, uniu-se de certa maneira com toda a humanidade salva por ele, preparando, assim, “as núpcias do Cordeiro (Cf Ap 19,7 e 9).

1613 No limiar de sua vida pública, Jesus opera seu primeiro sinal a pedido de sua Mãe por ocasião de uma festa de casamento. A Igreja atribui grande importância à presença de Jesus nas núpcias de Caná. Vê nela a confirmação de que o casamento é uma realidade boa e o anúncio de que, daí em diante, ser ele um sinal eficaz da presença de Cristo.

1614 Em sua pregação, Jesus ensinou sem equívoco o sentido o original da união do homem e da mulher, conforme quis o Criador desde o começo. A permissão de repudiar a própria mulher, concedida por Moisés, era uma concessão devida à dureza do coração; a união matrimonial do homem e da mulher é indissolúvel, pois Deus mesmo a ratificou: “O que Deus uniu, o homem não deve separar” (Mt 19,6).

1615 É provável que esta insistência sem equívoco na indissolubilidade do vínculo matrimonial deixasse as pessoas perplexas e aparecesse como uma exigência irrealizável. Todavia, isso não quer dizer que Jesus tenha imposto um fardo impossível de carregar e pesado demais para os ombros dos esposos, mais pesado que a Lei de Moisés. Como Jesus veio para restabelecer ordem inicial da criação perturbada pelo pecado, ele mesmo dá a força e a graça para viver o casamento na nova dimensão do Reino de Deus. E seguindo a Cristo, renunciando a si mesmos e tomando cada um sua cruz que os esposos poderão “compreender” o sentido original do casamento e vivê-lo com a ajuda de Cristo. Esta graça do Matrimônio cristão é um fruto da Cruz de Cristo, fonte de toda vida cristã.

1616 É justamente isso que o apóstolo Paulo quer fazer entender quando diz: “E vós, maridos, amai vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la” (Ef 5,25-26), acrescentando imediatamente: “Por isso de deixar o homem seu pai e sua mãe e se ligar à sua mulher, e serão ambos uma só carne. E grande este mistério: refiro-me à relação entre Cristo e sua Igreja” (Ef 5,31-32).

1617 Toda a vida cristã traz a marca do amor esponsal de Cristo e da Igreja. Já o Batismo, entrada no Povo de Deus, é um mistério nupcial: é, por assim dizer, o banho das núpcias que precede o banquete de núpcias, a Eucaristia. O Matrimônio cristão se torna, por sua vez, sinal eficaz, sacramento da aliança de Cristo e da Igreja. O Matrimônio entre batizados é um verdadeiro sacramento da nova aliança, pois significa e comunica a graça.

Sobre o casamento no plano de Deus. Sobre os efeitos do Sacramento:

1638 “Do Matrimônio válido origina-se entre os cônjuges um vínculo que, por sua natureza, é perpétuo e exclusivo; além disso, no Matrimônio cristão, os cônjuges são robustecidos e como que consagrados por um sacramento especial aos deveres e à dignidade de seu estado.”

1639 O consentimento pelo qual os esposos se entregam e se acolhem mutuamente é selado pelo próprio Deus. De sua aliança “se origina também diante da sociedade uma instituição firmada por uma ordenação divina”. A aliança dos esposos é integrada na aliança de Deus com os homens: “O autêntico amor conjugal é assumido no amor divino”.

1640 O vínculo matrimonial é, pois, estabelecido pelo próprio, Deus, de modo que o casamento realizado e consumado entre batizados jamais pode ser dissolvido. Este vínculo que resultado ato humano livre dos esposos e da consumação do casamento é uma realidade irrevogável e dá origem a uma aliança garantida pela fidelidade de Deus. Não cabe ao poder da Igreja pronunciarse contra esta disposição da sabedoria divina.

1641 “Em seu estado de vida e função, (os esposos cristãos) têm um dom especial dentro do povo de Deus.” Esta graça própria do sacramento do Matrimônio se destina a aperfeiçoar o amor dos cônjuges, a fortificar sua unidade indissolúvel. Por esta graça “eles se ajudam mutuamente a santificar-se na vida conjugal, como também na aceitação e educação dos filhos”.

1642 Cristo é a fonte desta graça. “Como outrora Deus tomou a iniciativa do pacto de amor e fidelidade com seu povo, assim agora o Salvador dos homens, Esposo da Igreja, vem ao encontro dos cônjuges cristãos pelo sacramento do Matrimônio.” Permanece com eles, concede-lhes a força de segui-lo levando sua cruz e de levantar-se depois da queda, perdoar-se mutuamente, carregar o fardo uns dos outros, “submeter-se uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5,21) e amar-se com um amor sobrenatural, delicado e fecundo. Nas alegrias de seu amor e de sua vida familiar, Ele lhes dá, aqui na terra, um antegozo do festim de núpcias do Cordeiro.

«Onde poderei haurir a força para descrever satisfatoriamente a felicidade do Matrimônio administrado pela Igreja, confirmado pela doação mútua, selado pela bênção? Os anjos o proclamam, o Pai celeste o ratifica... O casal ideal não é o de dois cristãos unidos por uma única esperança, um único desejo, uma única disciplina, o mesmo serviço? Ambos filhos de um mesmo Pai, servos de um mesmo Senhor. Nada pode separá-los, nem no espírito nem na carne; ao contrário, eles são verdadeiramente dois numa só carne. Onde a carne é uma só, um também é o espírito. » (Tertuliano)

A resposta:
Participação na missão real de Cristo:

908 Por sua obediência até a morte, Cristo comunicou a seus discípulos o dom da liberdade régia, “para que vençam em si mesmos o reino do pecado, por meio de sua abnegação e vida santa”:

Aquele que submete seu próprio corpo e governa sua alma, sem deixar-se submergir pelas paixões, é seu próprio senhor (é dono de si mesmo): pode ser chamado rei porque é capaz de reger sua própria pessoa; é livre e independente e não se deixa aprisionar por uma escravidão culposa”.

909 Além disso, com forças conjugadas, que os leigos sanem as instituições e condições do mundo, caso estas incitem ao pecado. E isto de tal modo que todas essas coisas se conforme com as normas da justiça e, em vez de a elas se opor, antes favoreçam o exercício das virtudes. Agindo dessa forma impregnarão de valor moral a cultura e as obras humanas.

910 Os leigos podem também sentir-se chamados ou vir a ser chamados para colaborar com os próprios pastores no serviço da comunidade eclesial, para o crescimento e a vida da mesma, exercendo ministérios bem diversificados, segundo a graça e os carismas que o Senhor quiser depositar neles.

911 Na Igreja, “os fiéis leigos podem cooperar juridicamente no exercício do poder de governo” Isto se diz de sua presença nos concílios particulares, nos sínodos diocesanos nos conselhos pastorais; do exercício do encargo pastoral de uma paróquia; da colaboração nos conselhos de assuntos econômicos; da participação nos tribunais eclesiásticos etc.

912 Os fiéis devem “distinguir acuradamente entre os direitos e os deveres que lhes incumbem enquanto membros da Igreja e os que lhes competem enquanto membros da sociedade humana. Procurarão conciliar ambos harmonicamente entre si, lembrados de que em qualquer situação temporal devem conduzir-se pela consciência cristã, uma vez que nenhuma atividade humana, nem mesmo nas coisas temporais, pode ser subtraída ao domínio de Deus”.

913 Assim, todo leigo, em virtude dos dons que lhe foram conferidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da própria missão da Igreja “pela medida do dom de Cristo” (Ef 4,7)

A Igreja doméstica:

1655 Cristo quis nascer e crescer no seio da Sagrada Família José e Maria. A Igreja não é outra coisa senão a “família de Deus”. Desde suas origens, o núcleo da Igreja era em geral constituído por aqueles que, “com toda a sua casa”, se tomavam cristãos. Quando eles se convertiam, desejavam também que “toda a sua casa” fosse salva. Essas famílias que se tomavam cristãs eram redutos de vida cristã num mundo incrédulo.

1656 Em nossos dias, num mundo que se tornou estranho e até hóstia à fé, as famílias cristãs são de importância primordial, como lares de fé viva e irradiante. Por isso, o Concílio Vaticano II chama a família, usando uma antiga expressão, de “Ecclesia domestica”. E no seio da família que os pais são “para os filhos, pela palavra e pelo exemplo... os primeiros mestres da fé. E favoreçam a vocação própria a cada qual, especialmente a vocação sagrada”.

1657 E na família que se exerce de modo privilegiado o sacerdócio batismal do pai de família, da mãe, dos filhos, de todos os membros da família, “na recepção dos sacramentos, na oração e ação de graças, no testemunho de uma vida santa, na abnegação e na caridade ativa”. O lar é, assim, a primeira escola de vida cristã e “uma escola de enriquecimento humano”. E aí que se aprende a resistência à fadiga e a alegria do trabalho, o amor fraterno, o perdão generoso e mesmo reiterado e, sobretudo, o culto divino pela oração e oferenda de sua vida.

1658 Não podemos esquecer também certas pessoas que, por causa das condições concretas em que precisam viver – muitas vezes contra a sua vontade -, estão particularmente próximas do coração de Jesus e merecem uma atenciosa afeição e solicitude da Igreja e principalmente dos pastores: o grande número de pessoas celibatárias. Muitas dessas pessoas ficam sem família humana, muitas vezes por causa das condições de pobreza. Há entre elas algumas que vivem essa situação no espírito das bem-aventuranças, servindo a Deus e ao próximo de modo exemplar. A todas elas é preciso abrir as portas dos lares, “Igrejas domésticas”, e da grande família que é a Igreja. “Ninguém está privado da família neste mundo: a Igreja é casa e família para todos, especialmente para quantos 'estão cansados e oprimidos'.”

«O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o lar é chamado, com toda razão, de “Igreja doméstica”, comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e da caridade cristã.» (1666).

 

OUTRAS SUGESTÕES

Depois da manifestação do Filho de Deus em Jesus, em Belém, Nazaré e no Jordão, tem início sua vida pública, com um sinal do Reino em Caná da Galiléia, participando ativamente em uma festa de bodas.
A família que nasce do matrimônio cristão é como um sinal e instrumento do reino de Deus, inaugurado por Cristo: Igreja doméstica.
A família nasce do matrimônio cristão. Características. Dificuldades atuais. A graça do sacramento.

REFLETINDO COM A GRANDE CRUZADA

CM 10: Esposas, mães, salvai vossas famílias
11 de fevereiro de 1997 Jesus

Quando virdes destes casos, que agora se contam aos milhares, dizei todas estas coisas que hoje vou te instruir para pessoas com estes problemas. A esposa e a mãe, quase sempre são chamadas para que levem sua família à salvação. Falai a elas do amor que lhes tenho e que, através delas, quero levar a salvação ao seu casamento, a sua família, às suas relações familiares em si. Mas primeiro devem ver a realidade.

A mulher de hoje perde muito tempo em salões de beleza, no cuidado de seu corpo e de como se vestir. Acreditam que mantendo uma aparência linda e muito bem vestida, será suficiente para manter acesa a chama do amor que se acendeu em seu casamento. Mas um belo dia o esposo consegue ver as rugas, os primeiros cabelos brancos, as marcas do tempo, apesar do cabeleireiro, dos vestidos, da ginástica, as festas, dos compromissos, e o pior, as marcas na mente da esposa vão enchendo seu coração de mais futilidades: revistas que a levam a fantasias românticas e induzem a um comportamento pecaminoso.

Assim, sem se darem conta, o tempo vai marcando o coração das mulheres que perdem horas e horas nas novelas, na televisão, nas reuniões sociais, ao telefone, e estas vaidades entram em seu lar, levando à maioria das vezes ao adultério dos esposos que, por meio das novelas, são induzidos a uma vida de aventura e a conhecer jovens como as que hoje estão endeusando as telenovelas... Se as mulheres continuarem tendo uma vida vazia, não estarão em condições de dar nada a seus maridos e a seus lares, porque ninguém pode dar o que não tem. "Os lábios falam do que o coração está cheio"...

A maioria das mulheres desconhece a sabedoria, não tem alegria, seus rostos são frios, marcados pelos problemas, pelas tristezas, pelo pecado da vida e ao homem isso não atrai, em que pesem a ginástica, o cabeleireiro, as roupas novas, e tantos pretensos remédios.

Filhas Minhas, existem dois caminhos para vossa vida: o da ignorância que não tem sabedoria, nem alegria, nem vida. O outro, que é a solução para a vida individual, para a vida do casamento e para a educação dos filhos.

Este último vos dará alegria de viver, beleza, paz. É o único caminho que vos dará vida e levará salvação a vós, ao vosso casamento e aos vossos filhos. Ao buscar primeiro o reino de Deus e Sua Justiça, serão salvos vossos casamentos apesar das violentas tentações do mundo atual e por meio de vós, também vossos filhos.

Lede Mt 6,33 e Atos 16,31.

Não procureis vos esconder dizendo que o mundo é o culpado. A culpa também é vossa, porque não buscastes um tempo para a oração, para o crescimento espiritual como casal e como família, a culpa é vossa por não haverdes participado da Santa Missa e nela receber vosso remédio: Eu mesmo. A culpa é vossa por não terdes enchido vosso coração de sabedoria, verdade, luz,
salvação, alegria, paz e o amor de Meu Pai: tudo isto vem pelo conhecimento da Santa Bíblia.

Eu sou a solução e esta solução vem por meio da Palavra. Buscar em primeiro lugar o Reino de Deus quer dizer buscar em primeiro lugar ao Rei dos Reis e todo rei exerce seu reinado por meio de seus editos, de suas normas, de suas leis. Eu, como Rei exerço Meu reinado sobre vós por meio de Minha Palavra, na qual vos digo o que deveis e não deveis fazer.

Correi, Minhas filhas, ainda é tempo de salvar a vossa família, correi; não percais nem um dia mais, correi à Missa e participai desse encontro Comigo na Eucaristia. Orai todos os dias, uni-vos a Minha Mãe no Santo Rosário que é a oração por meio da qual vos unis Comigo através da melhor esposa e mãe que houve na história da humanidade: Maria.

A Bíblia diz que a palavra nunca retorna a Deus sem produzir fruto e hoje ela deverá produzir fruto em teu coração. Somente Eu posso te tomar pela mão e dizer-te: "Não, por aí não, por aí é a morte, o sofrimento, a destruição. Vem para cá, onde está a vida, onde está a alegria, onde está a salvação".

Consagrai-vos e consagrai vossas famílias aos Nossos Corações. Começai a orar com os vossos, sem impordes, uma pequena oração de manhã, à mesa, à noite. Quem não ora, não tem desejo de orar. A família que ora, é família que vive unida. Esposo que ora é esposo fiel. Esposa que ora, é esposa responsável por sua família. Filhos que oram são respeitosos para com seus pais. Quem tem a culpa de que vossos lares estejam mal, o mundo?...

 

CS 87: Tudo se aplaina, se Me obedeceis
19 de novembro de 1997 Jesus

Filhos Meus, as virgens não devem descuidar do dom de sua própria virgindade se não querem cair; os casados não devem descuidar de seu matrimônio se desejam receber dele a paz. Uns e outros devem custodiar-se e custodiar as coisas e as pessoas que constituem o sujeito a quem se dá o dom particular.

Vale muito para aqueles que se esquecem da condição em que Eu os estabeleci e mudam sua situação, com dano para a alma e o corpo. Portanto, todos têm necessidade de Minha ajuda para se manterem fiéis a Mim e às promessas que fizeram.

Assim colocada a questão, assume um caráter de simplicidade, enquanto que, adentrando-se nos labirintos das razões próprias, muito facilmente se cai no erro.

Tu, oh virgem, desejas manter-te em teu estado de fidelidade a Mim? Pois bem, ama-Me como a teu amante e te será fácil permanecer casta. E tu, oh criatura casada, queres ser fiel à outra criatura, àquela que escolheste, e a Mim? Então, ama-a, porque Eu to ordeno. Talvez estejas no escuro a este respeito e não amas a tua criatura, a que Eu formei para ti e te dei, com um amor duradouro e convicto.

Talvez encontres em teu semelhante algo que te aborrece. Pois bem, Eu que te criei e que conheço a ambos, asseguro-te que também em ti há algo que não é agradável, para aquele ou aquela a quem deverias amar. Sim, tu poderias estar cansado dele ou dela, mas então compreendas que Eu te quero treinar no amor humano incitando-te com Meu amor divino.

É uma grande Graça, fora disso, se por amar a criatura que escolheste para ti por teu agrado, agora não tenhas que experimentar desgosto. Se não te impacientas, ainda poderás amá-la, mas por um motivo melhor do que aquele que querias ter e que, talvez, já não tem motivo. Ama-a porque Eu quero que ames aquela ou aquele que coloquei a teu lado. Esforça-te por tua e Minha criatura do melhor modo para Me dar contentamento. Ama-a, portanto, por amor divino.

É isto um mistério? Sim, mistério, mas do qual te ofereço a chave e, quando o tiveres aberto e acreditado em Mim, então gozarás tu também e te sentirás forte, estável e superior a ti mesmo. Oh, virgens, oh desposados, todos devem escutar-Me e seguir-Me, porque tudo se aplaina se fazeis como disse.

Apostolado da Nova Evangelização 2007
Última Atualização ( 20 de janeiro de 2007 )
 
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