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12 de novembro de 2006 Primeira Leitura: 1 Rs 17,10-16 – A viúva fez um pãozinho e o deu a Elias; Sl 145,7.8-9a.9bc-10: Bendize, minha alma, bendize ao Senhor!; Segunda Leitura: Hb 9,24-28 – Cristo se ofereceu uma só vez para tomar sobre si os pecados da multidão; Evangelho: Mc 12,38-44 – Essa pobre viúva lançou mais do que todos
Marcos 12,38-44 38Jesus lhes dizia em sua doutrina: Guardai-vos dos escribas que gostam 39e de sentar-se nas primeiras cadeiras nas sinagogas e nos primeiros lugares nos banquetes. 40Eles devoram os bens das viúvas e dão aparência de longas orações. Estes terão um juízo mais rigoroso. 41Jesus sentou-se defronte do cofre de esmola e observava como o povo deitava dinheiro nele; muitos ricos depositavam grandes quantias. 42Chegando uma pobre viúva, lançou duas pequenas moedas, que não valiam quase nada. 43E ele chamou os seus discípulos e disse-lhes: Em verdade vos digo: esta pobre viúva deitou mais do que todos os que lançaram no cofre, 44porque todos deitaram do que tinham em abundância; esta, porém, pôs, da sua indigência, tudo o que tinha para o seu sustento. I) Comentando a Palavra de Deus .- Os relatos de ações portentosas dos profetas têm um objetivo muito concreto: realçar sua fama, que todos saibam que Deus está com eles e que se deve ouvi-los. São Marcos apresenta aqui um juízo muito severo. Parecem sentenças retiradas de alguma passagem mais ampla e que foi reduzida para a catequese. As primeiras acusações de Jesus contra os fariseus adquirem seu verdadeiro sentido naquela cultura: usar o manto próprio da oração (“tallith”) fora do templo, era um sinal de ostentação de religiosidade; sentar-se no primeiro banco da sinagoga, sob o qual se guardavam os rolos da lei, era sinal de categoria social e eram procurados com afã. Se se acrescentarem a isto os atos de hipocrisia, inveja e orgulho (“devoram os bens das viúvas e dão aparência de longas orações”), compreenderemos que Jesus se mostre tão duro com eles. Na categoria de famosos nossa sociedade costuma incluir aqueles que não ocultam sua vida, em que pese estar às vezes marcada pelo escândalo, o disparate ou a extravagância. Quem leva a vida a sério não costuma ser famoso. Faz o bem quietamente e, quase sem que se saiba, alcança a muitos. II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do Catecismo da Igreja.- O cumprimento da lei. “O cumprimento perfeito da Lei só podia ser obra do Legislador divino nascido sujeito à Lei na pessoa do Filho. Em Jesus, a Lei não aparece mais gravada nas tábuas de pedra, mas “no fundo do coração” (Jr 31,33) do Servo, o qual, pelo fato de “trazer fielmente o direito” (Is 42,3), se tornou “a Aliança do povo” (Is 42,6). Jesus cumpriu a Lei até o ponto de tomar sobre si “a maldição da Lei” (Gal 3,13) na qual incorreram aqueles que “não praticam todos os preceitos” da mesma (Gal 3,10), pois “a morte de Cristo aconteceu para resgatar as transgressões cometidas no Regime da Primeira Aliança” (Hb 9, 15). (580). O amor da Igreja pelos pobres. “O amor da Igreja pelos pobres... faz parte de sua tradição constante.” Inspira-se no Evangelho das bem-aventuranças, na pobreza de Jesus e em sua atenção aos pobres. O amor aos pobres é também um dos motivos do dever de trabalhar, “para se ter o que partilhar com quem tiver necessidade” (Ef 4,28). Não se estende apenas à pobreza material, mas também às numerosas formas de pobreza cultural e religiosa (cf. CA 57). (2444). A Tradição da Igreja: “Zaqueu foi um homem de grande vontade e sua caridade foi grande. Deu a metade de seus bens em esmolas e ficou com a outra metade somente para devolver o que acaso tivesse defraudado. Deu muito e muito semeou. Então aquela viúva que deu dois cêntimos, semeou pouco? Não, semeou o mesmo que Zaqueu. Tinha menos dinheiro mas igual vontade, e entregou suas duas moedinhas com o mesmo amor com que Zaqueu deu a metade de seu patrimônio. Se olhas para o que deram, verás que entregam quantidades diferentes; mas se olhas de onde as tiram, verás que saem do mesmo lugar o que dá uma e o que entrega o outro” (Santo Agostinho, Com. Sl 125). Que curtos de aspirações são aqueles que se conformam com o prêmio de ser vistos! Aqueles que buscam somente o olhar de Deus aspiram a muito mais: a que o prêmio seja o próprio Deus. III) Refletindo com a Grande Cruzada .- CS 138: Povo judeu: medita! Sacrilegamente escolheram a Barrabás e Me condenaram. Conscientemente, a perfídia dos judeus libertou um assassino e condenou um inocente. Os judeus de hoje se esquivam desta consideração e ainda condenam o ausente, para que sua religião não seja condenada. Se, segundo a Lei, Eu devia ser condenado porque Me havia declarado Filho de Deus, segundo qual lei um homicida devia gozar da proteção do Sinédrio? O costume de libertar, no tempo da Páscoa judaica, um condenado, era parte do costume político de Roma, que queria obter a simpatia dos povos oprimidos; e Roma também então manteve este costume, embora a libertação pedida fosse uma descarada declaração do desprezo à justiça romana por parte dos judeus. Eu não Me defendi, mas agora digo aos judeus que a Lei invocada por eles para Me fazer condenar por Pilatos, havia sido feita pelos falsos Messias, não pelo verdadeiro, e que ter pedido por Barrabás foi engano para o povo e ofensa para Roma. E Roma pagou: Jerusalém foi destruída, e justamente por causa de um falso Messias. CA 178 – Fazei reparação... Portanto, instruí, ensinai... Falai, fazei algo, não tenhais medo. Deus está convosco se estais com Deus. O amor não dá lugar ao temor. Logo, a caridade operante não se reduz a pregar o Amor, tem que fazer deste amor algo vivo, ativo. Poder-se-á resistir à palavra, mas não se resistirá ao exemplo que é sempre contagioso. Guerra ao próprio egoísmo, à própria comodidade individual. Saber dividir em dois o pão, mesmo que seja pequeno e mesmo que seja um só. Abrir generosamente os braços ao irmão, e são tantos os irmãos necessitados... Não é difícil a nenhuma alma de boa vontade entender que somente o retorno a Deus pode vos salvar da destruição. O fato de que cada qual espere que o outro faça e assim ninguém faz nada. Mas a hora é grave. Começai vós nas famílias, nas Comunidades, nas Paróquias, nas Associações. Não penseis em excursões, diversões, espetáculos. Buscai em troca os pobres, os abandonados... Falai, ajudai, animai, apressai-vos. Logo virá um tempo em que se dirá: “Bem-aventurados os mortos que morrem no Senhor” e se terá inveja de sua sorte. Muitos se escandalizarão por ler estas coisas, mas pensam que aos filhos estão ocultas as penas e os sofrimentos do Pai? Fazei ver aos irmãos o verdadeiro rosto de Cristo, o Ecce Homo. Meu Rosto que deve apresentar-se aos irmãos é o que, com o olhar fixo nos Céus, cravado sobre a Cruz, implora: “Pai, perdoai-os porque não sabem o que fazem”. Aí estou todo Eu em Meu imenso Amor e em Minha imensa dor. Não vos contenteis em mostrar o Cristo Ressuscitado, cheio de alegria e de glória; antes deveis cravar-vos nessa Cruz, para chegar ao momento de Minha Ressurreição; e esta humanidade se nega a fazê-lo. Apostolado da Nova Evangelização 2006 |