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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 28 de agosto de 2008
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Solenidade de Todos os Santos PDF Imprimir E-mail
Por ANE Brasil   
XXXI DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

29 de outubro de 2006
Primeira Leitura: Ap 7, 2-4.9-14;
Segunda Leitura: 1 Jo 3, 1-3;
Evangelho: Mt 5, 1-12

 

Mateus 5, 1-12

1Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. 2Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo: 3Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! 4Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! 9Bemaventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! 11Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. 12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.


I) Comentando a Palavra de Deus .-

Nexo entre as leituras
Onde está a identidade cristã? A liturgia desta festa nos dá uma boa resposta. Autenticamente cristão é aquele que vive o espírito que anima as bem-aventuranças pronunciadas por Jesus no grande discurso do monte (evangelho). É cristão de verdade quem leva a marca de Deus sobre a fronte e veste a vestidura branca lavada no sangue do Cordeiro (primeira leitura). Ou, ainda melhor, cristão é o que foi feito filho de Deus e vive com a ardente esperança do encontro definitivo com o Pai (segunda leitura).

Mensagem doutrinal

Presente e futuro. Na segunda leitura e no evangelho existe uma forte tensão entre o presente e o futuro, própria do ser e do agir cristão. Há tensão entre o agora, em que já somos filhos e o ainda não ter-se manifestado o que seremos depois de nossa morte; entre a realidade presente da graça que atua salvificamente no homem e o mistério que o futuro nos depara na presença e intimidade de Deus. Há tensão entre a primeira e a oitava bem-aventuranças, referidas ao presente (bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles É o reino dos céus; bemaventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles É o reino dos céus) e as outras bem-aventuranças, em que a motivação está sempre no futuro: Os mansos possuirão a terra em herança, os que choram serão consolados, os que têm fome e sede de justiça serão saciados, os misericordiosos alcançarão misericórdia, os puros de coração verão a Deus, os que trabalham pela paz serão chamados filhos de Deus. É a tensão de toda a existência cristã e da própria vida da Igreja. Pelo batismo o cristão JÁ está salvo, JÁ é filho de Deus, JÁ tem um pé no céu. Porém, a condição histórica do homem por um lado e por outro o seu livre arbítrio deixam a porta aberta a um futuro desconhecido e incerto. Quem pode assegurar infalivelmente ao homem que usará bem a sua liberdade até o momento final de sua existência? Por isso, o caráter definitivo da salvação e da comunhão com Deus não pode deixar de transferir-se ao futuro, embora certamente com a esperança posta na misericórdia do Pai.

A marca de Deus na fronte. A marca em um objeto ou animal indica pertença. A marca de Deus na fronte do homem indica os que aceitaram pertencer a Deus. Essa marca tem a letra tau, última letra do alfabeto hebraico que, como o ômega em grego, remete à plenitude e ao cumprimento. Por isso, o número 144.000 dos marcados por Deus indica a amplitude universal dos salvos, tomados de todos os povos e de todos os pontos cardeais. Esses, não só pertencem a Deus, mas levam uma vestidura branca lavada no sangue do Cordeiro. Ou seja, foram salvos enquanto tornaram efetiva na sua existência a obra redentora de Cristo. Por outra parte, o tau tem forma de cruz grega, o que parece obrigar a referência à cruz de Jesus Cristo, em cujo sangue o homem pecador lavou seus pecados e em cujo madeiro Cristo cravou a condenação que pendia sobre cada um de nós. Recebemos essa marca divina no momento do batismo, em que Deus nos torna filhos de seu amor. Essa é a marca dos que estão dentro do Reino dos céus e querem viver nele dignamente, encarnando em si as bem-aventuranças na longa caminhada da vida. Porque a santidade batismal não é uma árvore já perfeitamente formada, mas uma semente que deve crescer e chegar a converter-se em árvore. Na medida em que o Reino de Deus e as bemaventuranças se desenvolvem em nós vamo-nos tornando santos e herdeiros do céu. A santidade, graças a Deus, não tem nada de mágico nem de automático.

 

Sugestões pastorais

As bem-aventuranças ao contrário. Bem-aventurados os ricos (os ricos de bens materiais, os ricos de ciência e de técnica, os ricos de fama e poder), porque deles é o reino da terra. Bem-aventurados os raivosos, os irritadiços, os de caráter impositivo, os prepotentes, porque eles despojarão a terra dos fracos e impotentes, dos mansos de coração, dos inúteis e incapazes. Bem-aventurados os que riem e aqueles a quem a vida e todo o mundo sorriem, porque eles pensam ter já o paraíso na terra e não necessitarão ser consolados. Bem-aventurados os que não têm fome nem sede de justiça, porque já estão saciados de injustiças, de mesquinhez e de maldade. Bem-aventurados os que não têm misericórdia, os duros de coração, porque não necessitam de misericórdia, porque eles não aceitam a fraqueza da doçura e da piedade. Bemaventurados os contaminados por amores manchados, por amores ilícitos, por amores marcadamente egoístas, porque eles ficarão cegos para as coisas de Deus, para tudo que seja altruísta, espiritual e divino. Bem-aventurados os que trabalham pela guerra, os violentos, os fabricantes de armas e mísseis, porque serão chamados filhos de Marte, heróis da metralhadora e estão colaborando na construção de um futuro novo, cuja lei fundamental será a lei da selva. Bem-aventurados os que escapam da justiça dos homens por meio de influências ou de tangentes, porque deles é o reino deste mundo e vivem neste mundo como reis. Colocar as bem-aventuranças ao contrário pode nos ajudar a valorizar muito mais toda a energia revolucionária, toda a força imponente das verdadeiras bem-aventuranças. É a diferença que existe entre um homem santo e um criminoso.

O céu. Há quem queira fazer um céu da terra e outros que querem fazer uma terra do céu. Ambas as posições estão muito longe da discrição cristã diante do mistério infinito que se nos escapa. Temos de desejar ardentemente o céu, mas temos de respeitar com coração simples e inteligência iluminada o seu caráter misterioso. Temos de confessar que aqueles que quiseram construir um céu na terra, equivocaram-se tão redondamente que lhes saiu um inferno. Porém, temos de admitir igualmente que aqueles que elevaram a terra até o céu perderam radicalmente a bússola do mistério. Não queiramos suprir nossa ignorância do céu curtindo-o com especiarias da terra. Aceitemos o que ignoramos e os limites do que sabemos. Porque sabemos que o céu se resume na comunhão eterna dos salvos com Deus uno e trino e com todos os irmãos que aceitaram em suas vidas a salvação de Deus. Sabemos que essa comunhão proporcionará a cada um em sua individualidade e como membros da Igreja celeste o máximo de felicidade de que se pode gozar. Sabemos que gozaremos dessa felicidade divina com nosso ser integral, corpo e alma. Aceitemos esta douta ignorância com fé e com amor.

 

II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do Catecismo da Igreja.-

A comunhão com os santos. "Veneramos a memória dos habitantes do céu não somente a título de exemplo; fazemo-lo ainda mais para corroborar a união de toda a Igreja no Espírito, pelo exercício da caridade fraterna. Pois, assim como a comunhão entre os cristãos da terra nos aproxima de Cristo, da mesma forma o consórcio com os santos nos une a Cristo, do qual como de sua fonte e cabeça, promana toda a graça e a vida do próprio Povo de Deus". (LG 50) (957).

A intercessão dos santos. "Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio" (LG 49) (956).

"À oferenda de Cristo unem-se não somente os membros que estão ainda na terra, mas também os que já estão na glória do céu: é em comunhão com a santíssima Virgem Maria e fazendo memória dela, assim como de todos os santos e santas, que a Igreja oferece o Sacrifício Eucarístico." (1370).

"Observando a mesma regra de vida, os fiéis cristãos partilham "a feliz esperança" daqueles que a misericórdia divina reúne na "Cidade santa" (2016).

 

III) Refletindo com a Grande Cruzada .-

“Prometi a Glória do Céu àqueles que, renunciando-se a si mesmo por Meu amor, chegam à porta pela qual se passa à salvação.

O que é a Glória? A verdadeira Glória é a vida do Meu ser, e participar dessa Vida é ter a Glória do Céu. Eu sou glorioso em Mim, vós chegais a ser gloriosos se vos submergis em Mim.

Ninguém no Céu pode estar num canto, como para Me ver à distância, porque todos os que salvei formam uma coroa magnífica com a qual Me cinjo, de modo que enquanto sirvo de coroa aos bem-aventurados, eles servem de coroa ao Meu Paraíso. Paraíso, diz-se com alegria, mas nem sequer a sombra do Paraíso chega à terra, tão distante está de vós!

Muitas surpresas esperam a alma ao chegar ao Meu Reino, onde cai toda a estrutura do tempo, porque se entra na eterna e beatífica união entre a mesma alma e Eu.

Eu vos falo de banquetes, de tronos, de roupas esplêndidas: faço-o para Me adaptar a vós, porque se tivesse que vos falar claramente, deveria dizer-vos que o Paraíso sou Eu e somente Eu. Mas vós, que entenderíeis? Quando compreenderíeis? Muito pouco e de maneira muito deformada.

Aquele que Me ama, mas muito, começa a ver como por entre nuvens o que é o Paraíso, porque vê que a chave de todas as Minhas comparações com as quais explico a Glória eterna é uma só, e que já a possui, porque Eu lha dou. Quem conhece o amor Divino entende de forma velada o que digo agora.

Daí resulta que falais de Paraíso conforme cresce em vós o amor e fala melhor aquele que tem mais amor. Quando aqui chegardes, encontrareis tudo e encontrareis precisamente em Mim, porque Eu sou o vosso Paraíso, e não as coisas que imaginais. Oh! língua humana, como és imprópria para falares de Mim! Oh! pensamento humano, quão pequeno és para poderes conter o infinito! Homem cego, quão grande é a tua presunção se pretendes solucionar em ti mesmo o problema da tua glória futura! Ama, ama, Eu te digo, e então saberás! Se tu não amas, não poderás saber o que Eu te preparo.” (CA 90)

 

“Rezai pelas Almas do Purgatório”

“A criatura que está na terra acredita que faz tudo por si mesma, enquanto que nada pode sem Mim. Nada! Qual de vós compreende este nada? Mais ainda, muitos pensam que acumulando orações sobre orações se consegue mover-Me, como se Eu fosse duro de Coração e tivesse necessidade de Minha criatura para socorrer!

Rezai, rezai sempre e pedi, digo-vos: pedi, mas com um espírito humilde, simples, reconhecendo que é a Minha bondade que pode realizar o milagre da libertação. E sobretudo rezai pelo motivo que Eu quero, porque nenhuma razão humana pode igualar a Minha Vontade que dispõe tudo em vós para acolher a oração que Me fazeis.

Para vos convencer de que assim é, convido-vos a considerar que as almas que sofrem sentem um grande alívio pelo fato de que, ao rezardes por elas, vós o fazeis segundo a Minha Vontade. Considerai que elas são contra algumas das vossas orações que pedem uma libertação imediata. Elas não querem libertação, senão quando Eu a quero.

Considerai também que soma de sacrifícios Me impus por amor a elas, e como sou feliz por tê-las conduzido à salvação. Por isso, refleti bem que Eu sou a roda motriz de vossas orações; que não as fazeis por acaso ou por idéia vossa, mas de acordo com a Minha Vontade.”

“Tudo está harmoniosamente fundido e Minha obra de salvação tem admirável coroa na libertação das tão agudas penas do Purgatório.

Certamente, o poder sobre aquelas almas é absoluta prerrogativa Minha. E a Igreja na terra está plenamente na verdade, inclusive nesta matéria como em todas as outras que são próprias dos militantes. Ah! se se compreendesse que afã maternal leva a Minha Igreja a rezar pelos defuntos e, sobretudo, se se compreendesse pelo menos um pouco daquela conclusão das orações que põe a Igreja quando implora que eles sejam acolhidos por Meus méritos, ou melhor, pela Minha glória.

Eu poderia continuar muito ainda. Mas Me limito a dizer-vos que as almas do Purgatório, libertas por Mim graças às vossas orações e com os oferecimentos que Me fazeis, consideram-vos como irmãos muito queridos aos quais elas devem em certa medida a sua felicidade.

Por isso, não podeis imaginar como vos são gratas e como elas Me pedem por vós… Vós as tirais das penas mais duras que podem existir numa alma boa e, como não vão estar agradecidas por isso? Elas vêem a Minha bondade, mas vêem também a vossa ajuda e sabem corresponder pelo dom que se lhes faz, com um amor muito ardente.

Rezai por elas, rezai! Eu vos escutarei e elas vos ajudarão a evitar o Purgatório. O que fazeis por elas, recordai, Eu considero como feito a Mim.” (CA 118)

 

Apostolado da Nova Evangelização 2006

 
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