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Das mensagens de Fátima: Apelo à Récita Diária do Terço (Irmã Lúcia).
 

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 12 de outubro de 2008

Casinhas de Oração

Os grupos de oração e evangelização do ANE são chamados Casinhas de Oração. Se você tem o Guia das Casinhas de Oração e toda semana faz a reunião seguindo nossas Catequeses, por favor, entre em contato e registre sua Casinha!
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XXVII Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   
13 de outubro de 2006

8 de outubro de 2006
Primeira Leitura: Gn 2, 18-24;
Segunda Leitura: Heb 2, 9-11;
Evangelho: Mc 10, 2-16


Marcos 10, 2-16

2chegaram os fariseus e perguntaram-lhe, para o pôr à prova, se era permitido ao homem repudiar sua mulher. 3Ele respondeu-lhes: “Que vos ordenou Moisés?” 4Eles responderam: “Moisés permitiu escrever carta de divórcio e despedir a mulher.” 5Continuou Jesus: “Foi devido à dureza do vosso coração que ele vos deu essa lei; 6mas, no princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. 7Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher; 8e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. 9Não separe, pois, o homem o que Deus uniu.” 10Em casa, os discípulos fizeram-lhe perguntas sobre o mesmo assunto. 11E ele disse-lhes: “Quem repudia sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. 12E se a mulher repudia o marido e se casa com outro, comete adultério.” 13Apresentaram-lhe então crianças para que as tocasse; mas os discípulos repreendiam os que as apresentavam. 14Vendo-o, Jesus indignou-se e disse-lhes: “Deixai vir a mim os pequequinos e não os impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham. 15Em verdade vos digo: todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará.” 16Em seguida, ele as abraçou e as abençoou, impondo-lhes as mãos.

I) Comentando a Palavra de Deus .-

Nexo entre as leituras

O tema do matrimônio domina a liturgia deste domingo. Por um lado a lei de Moisés, que permite repudiar a esposa “por algo feio” (de acordo com o que se interpretasse, poderia ser a infidelidade conjugal, ou até uma comida mal preparada) (evangelho); por otro lado, Jesus, que volta à lei originária colocada na natureza, segundo a qual “o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher; 8e os dois serão uma só carne “ (primera leitura, evangelho). A segunda leitura nos recorda que Jesús, esposo da Igreja, entrega-se a ela até a morte para purificá-la e santificá-la com seu sangue. Desta maneira torna-se verdadeiro protótipo do amor esponsal.


Mensagem doutrinal

A vitória sobre a solidão. É muito emocionante ver como Deus, segundo o livro do Gênesis, se interessa pela solidão do homem. Entendemos que Deus não criou o homem para viver em solidão, mas sim em relação, em companhia. A companhia dos animais domésticos é boa, não é criticada, mas é insuficiente. Adão dá nome a cada um; isso quer significar que exerce domínio e senhorio sobre eles. Porém, isto não basta.

É uma relação de domínio, é uma relação díspar, que não dá plenitude de realização e de gozo ao ser humano. A única relação plena, satisfatória, regozijante, é a relação com quem é igual a ele, “carne de sua carne”. É a relação própria dos seres humanos. O grau supremo desta relação é a relação matrimonial do varão e a mulher, pela qual “os dois chegam a ser uma só carne”.

Portanto, o matrimônio não é a única forma de relação, nem o único modo de vencer a solidão. A relação de amizade, de companheirismo, de irmãos de religião, etc., vence também a solidão do homem. Contudo, o matrimônio e a família são instituições naturais nas quais a vitória sobre a solidão pode conseguir a máxima altura.

O matrimônio, vivido em todo seu esplendor e beleza, unifica. Unifica as forças da inteligência, que se orientam para a vida matrimonial e familiar. Unifica as forças da vontade, que aceita o querer da pessoa amada e tende a fazer-lhe o bem. Unifica o coração, centrando-o no esposo ou esposa e nos filhos. Unifica as experiências da vida, que são vividas todas em referência à experiência fundamental, que é a experiência conjugal e familiar.

Em Cristo todo seu ser está unificado pelo amor à humanidade, amor que não poupa nenhum sacrifício. Ninguém ama mais do que aquele que dá a vida pelo amado. Pelo sacramento do matrimônio os cristãos participam do amor com que Cristo Esposo amou a Igreja Esposa. Esse amor redentor de Cristo, eficazmente presente nos cônjuges cristãos, levá-los-á a superar qualquer tentação de divisão, e promover a unidade como o maior bem dos cônjuges, da família e da sociedade.

 

II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do Catecismo da Igreja.-

1605 – “Que o homem e a mulher tenham sido criados um para o outro, a sagrada Escritura o afirma: “Não é bom que O homem esteja só” (Gn 2,18). A mulher, “carne de sua carne”, é, igual a ele, bem próxima dele, lhe foi dada por Deus como um “auxilio”, representando, assim, “Deus, em quem está o nosso socorro”. “Por isso um homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne” (Gn 2,24). Que isto significa uma unidade indefectível de suas duas vidas, o próprio Senhor no-lo mostra lembrando qual foi, 'na origem”, o desígnio do Criador (Cf Mt 19,4): “De modo que já não são dois, mas uma só carne” (Mt 19,6).”

1617 – “Toda a vida cristã traz a marca do amor esponsal de Cristo e da Igreja. Já o Batismo, entrada no Povo de Deus, é um mistério nupcial: é, por assim dizer, o banho das núpcias que precede o banquete de núpcias, a Eucaristia. O Matrimônio cristão se torna, por sua vez, sinal eficaz, sacramento da aliança de Cristo e da Igreja. O Matrimônio entre batizados é um verdadeiro sacramento da nova aliança, pois significa e comunica a graça.”

2201 – “A comunidade conjugal está fundada no consentimento dos esposos. O casamento e a família estão ordenados para o bem dos esposos, a procriação e a educação dos filhos. O amor dos esposos e a geração dos filhos instituem entre os membros de uma mesma família relações pessoais e responsabilidades primordiais.”

1642 – “Onde poderei haurir a força para descrever satisfatoriamente a felicidade do Matrimônio administrado pela Igreja, confirmado pela doação mútua, selado pela bênção? Os anjos o proclamam, o Pai celeste o ratifica... O casal ideal não é o de dois cristãos unidos por uma única esperança, um único desejo, uma única disciplina, o mesmo serviço? Ambos filhos de um mesmo Pai, servos de um mesmo Senhor. Nada pode separá-los, nem no espírito nem na carne; ao contrário, eles são verdadeiramente dois numa só carne. Onde a carne é uma só, um também é o espírito.” (Tertuliano, ux, 2,9; cf FC 13)

 

III) Refletindo com a Grande Cruzada .-

“Correi, Minhas filhas, ainda é tempo de salvar a vossa família, correi; não percais nem um dia mais, correi à Missa e participai desse encontro Comigo na Eucaristia. Orai todos os dias, univos a Minha Mãe no Santo Rosário que é a oração por meio da qual vos unis Comigo através da melhor esposa e mãe que houve na história da humanidade: Maria.

(…)Consagrai-vos e consagrai vossas famílias aos Nossos Corações. Começai a orar com os vossos, sem impordes, uma pequena oração de manhã, à mesa, à noite. Quem não ora, não tem desejo de orar. A família que ora, é família que vive unida. Esposo que ora é esposo fiel. Esposa que ora, é esposa responsável por sua família. Filhos que oram são respeitosos para com seus pais. Quem tem a culpa de que vossos lares estejam mal, o mundo?...” (CM10)


“Quando o homem e a mulher anseiam por casar-se na juventude, necessariamente exteriorizam o poder originário relacionado à Minha criação, pela qual toda fagulha tem o poder de criar outros fogos.

Quem não Me conhece se detém titubeante e tímido, mas aquele que dá valor ao Meu Querer se sente honrado de participar Comigo no ato criador.

No entanto, tão elevada honra, tão elevada missão constitui o maior tropeço das criaturas que rivalizam por abaixar-se ao estado animal. E aí estão Meus mandamentos, Minhas proibições. Aí estão a moral, os códigos humanos, os chamados códigos de honra e, em conseqüência, os pecados, os delitos, as vidas rasgadas, as vítimas culpadas e as inocentes; a medicina, a crônica, o subterfúgio, os crápulas e também as cidades castigadas, as nações despedaçadas e o inferno cheio, cheio de almas que se desencaminharam e se obstinaram, até rebelarem-se para sempre contra Mim.” (CM67)

 

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