Newsflash

Forme uma Casinha de Oração em família, com seus vizinhos ou colegas de trabalho! As reuniões são semanais, com orações e estudos.
 

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 08 de setembro de 2008
XXV Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

24 de setembro de 2006

Primeira Leitura: Sab 2, 12.17-20;
Segunda Leitura: Tg 3, 16-4,3;
Evangelho: Mc 9, 30-37

 

Marcos 9. 30 – 37

30Jesus e seus discípulos atravessaram a Galiléia. Não queria, porém, que ninguém o soubesse. 31E ensinava os seus discípulos: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão; e ressuscitará três dias depois de sua morte. 32Mas não entendiam estas palavras; e tinham medo de lho perguntar. 33Em seguida, voltaram para Cafarnaum. Quando já estava em casa, Jesus perguntou-lhes: De que faláveis pelo caminho? 34Mas eles calaram-se, porque pelo caminho haviam discutido entre si qual deles seria o maior. 35Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos. 36E tomando um menino, colocou-o no meio deles; abraçou-o e disse-lhes: 37Todo o que recebe um destes meninos em meu nome, a mim é que recebe; e todo o que recebe a mim, não me recebe, mas aquele que me enviou.

 

I) Comentando a Palavra de Deus .-
Nexo entre as leituras


Jesus Cristo com sua pessoa, com o seu ensinamento e a sua vida trouxe uma mudança ao mundo do homem. É nesta mudança que estão centrados, de alguma maneira, os textos litúrgicos deste domingo.

Ao ímpio que não entende nem aceita a vida do justo é pedida, implicitamente, uma mudança de atitude (primeira leitura).

Os discípulos de Jesus necessitam mudar de mentalidade diante dos ensinamentos surpreendentes de seu Mestre (Evangelho).

São Tiago propõe aos cristãos um programa espiritual que implica uma mudança no estilo de vida que antes levavam (segunda leitura). 

 

Mensagem doutrinal

Mudar de atitude.  Qual é a atitude do ímpio para com o justo? Do pagão ou do judeu renegado que vivia na Alexandria do Egito para com o judeu fiel à lei que regula toda a sua vida?

Segundo o livro da Sabedoria, o ímpio pensa que o justo é um aborrecimento para ele, porque é a consciência crítica do seu agir; em lugar de admirá-lo e imitá-lo, como deveria, prefere submetê-lo à prova; inclusive à prova da morte, passando por cima das leis humanas e divinas, para ver se o Deus em quem confia o protege e o salva. Nos versículos 21 e 22 do mesmo capítulo se acrescenta: “Assim pensam, mas se enganam... Não conhecem os segredos de Deus”. Enganam-se. Sua atitude não corresponde ao que Deus quer. Portanto, é preciso mudar.

 

Sugestões pastorais

Mudar a partir de Deus. A cultura em que vivemos e a mentalidade de nossos contemporâneos está afeita a mudança.

Muda-se mais facilmente que antes de trabalho, de computador, de carro, de casa, de país... Mudam-se também os modos de pensar e de viver, os valores de comportamento, e até a própria religião.

A mudança está na ordem do dia, e quem não muda, logo passa a fazer parte dos retrógrados. A mudança, ao contrário, é própria dos progressistas, que parece que a têm no DNA. Mas é claro que nem toda mudança é boa para o homem. Nem toda mudança indica progresso. Há mudanças que são uma desgraça: que o digam os tantos emigrantes, obrigados pela necessidade a deixar suas pátrias; que o digam tantas jovenzinhas obrigadas a vender seu corpo no supermercado da prostituição; que o gritem tantas crianças obrigadas a trabalhar em condições desumanas ou raptadas para comercializar seus órgãos. Essas mudanças gritam aos céus!

A mudança que Deus quer é a da injustiça para a justiça, do abuso ao serviço dos demais, da infidelidade à fidelidade, do ódio ao amor, da vingança ao perdão, da cultura da morte à cultura da vida, do pecado à graça e à santidade.

Penso que todo cristão deveria ter um pequeno projeto ou programa de vida precisamente na sua condição de cristão. Que vou fazer por Cristo e por meus irmãos. Que valores vou propor a meus filhos. Por que valores vou a lutar em minha vida pessoal, familiar, social.

Quanto tempo vou dedicar à minha missão de apóstolo de Jesus Cristo dentro da minha comunidade paroquial, diocesana, dentro do movimento a que pertenço.

Que iniciativa, pequena ou grande, vou propor para fomentar o sentido de Deus, para promover as vocações ao sacerdócio ou à vida consagrada, para visitar e atender aos enfermos ou aos que vivem sós no meu bairro, na minha paróquia.

Não é necessário que seja um programa grande, completo. Faz um pequeno programa para um ano. Um programa que o ajude a crescer em sua vida espiritual: dedicar, por exemplo, um tempo diário à oração, ou confessar-se com mais freqüência e regularidade, ou lutar com mais decisão e energia contra o vício do álcool, do cigarro, dos remédios.

Um programa que o mantenha ativo em sua missão eclesial: dar catequese, fazer parte do coro paroquial, prestar mais atenção à educação espiritual e moral dos seus filhos. Ao final do dia, ou ao menos da semana, reflita um pouco sobre como o tem cumprido. Quanto bem pode fazer um pequeno programa!

 

II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do Catecismo da Igreja .-

1551 Esse sacerdócio é ministerial. “Esta missão que o Senhor confiou aos pastores de seu povo é um verdadeiro serviço.” (LG 24) Refere-se inteiramente a Cristo e aos homens. Depende inteiramente de Cristo e de seu sacerdócio único, e foi instituído em favor dos homens e da comunidade da Igreja. O sacramento da ordem comunica “um poder sagrado” que é o próprio poder de Cristo. O exercício desta autoridade deve, pois, ser medido pelo modelo de Cristo que, por amor, se fez o último e servo de todos (Cf. Mc 10, 43-45; 1 P 5, 3).. “O Senhor disse claramente que cuidar de seu rebanho é uma prova de amor para com Ele.” (S. João Crisóstomo, sac. 2, 4; Cf. Jo 21, 15-17)

786 O Povo de Deus participa finalmente da função régia de Cristo. Cristo exerce sua realeza atraindo para si todos os homens por sua morte e Ressurreição (Cf. Jo 12, 32). Cristo, Rei e Senhor do universo, se fez servidor de todos, não veio “para ser servido, mas para servir e para dar sua vida em resgate por muitos” (Mt 20,28). Para o cristão, “reinar é servir” (LG 36), particularmente “nos pobres e nos sofredores, nos quais a Igreja reconhece a imagem de seu Fundador pobre e sofredor” (LG 8). O povo de Deus realiza sua “dignidade régia” vivendo em conformidade com esta vocação de servir com Cristo.

Todos os que renasceram em Cristo obtiveram, pelo sinal da cruz, a dignidade real e, pela unção do Espírito Santo, receberam a consagração sacerdotal. Por isso, não obstante o serviço especial do nosso ministério, todos os cristãos foram revestidos de um carisma espiritual que os torna membros desta família de reis e deste povo de sacerdotes. Não será, na verdade, função régia o fato de uma alma, submetida a Deus, governar seu corpo? E não será  função sacerdotal consagrar ao Senhor uma consciência pura e oferecer no altar do coração a hóstia imaculada de nossa piedade? (São Leão Magno, serm. 4, 1).

 

III) Refletindo com a Grande Cruzada .-

CA 178 – Fazei reparação...
25 de janeiro de 1996     Jesus

Quero falar-vos uma vez mais sobre a reparação que quero que façais. Tu Me perguntas como deverias fazer essa reparação. Com fé e perseverança. Se em algum momento sentirdes cansaço ou estiverdes preocupados ou sentirdes frieza, dirigi vosso olhar à Cruz ou ao Sacrário. Cada um deve compreender que se vive unicamente por Minha Vontade e por Meu Amor. Eu sou o Amor e o fruto de Meu Amor é a paz e a alegria...

Desejo presentear o mundo com os frutos de Meu Amor: paz e felicidade. Se não fazeis penitência, o mundo inteiro irá à ruína por causa do pecado. A guerra não é somente o castigo pelo ódio entre as nações, mas também o castigo pelos pecados da humanidade.

Perguntas por quanto tempo deveis fazer penitência? Até o fim de vossos dias; são demasiados e muito grandes os pecados cometidos por esta humanidade. Ao demônio não agrada a reparação e o jejum, a oração, os sacrifícios: ele os detesta. Mas quando fazeis isso, experimentais o efeito salvador de sua prática. Eu darei a vossas almas fortaleza, perseverança, coragem, amor e alegria.

Repito, há pecados demais que não posso tolerar: a vaidade, a imoralidade, a língua; muitos religiosos que somente o são por seu hábito, pois em seu espírito não estão nem perto de sê-lo.

Eu redimi o mundo com o sofrimento e orando durante a noite. A reparação é uma mudança de vida, de atitudes. Aqueles que amaldiçoaram antes, devem bendizer agora; os que roubaram, devem restituir; os que odiaram, devem amar; os que serviram a seu corpo, devem servir a sua alma; e os que ignoraram Meus Mandamentos, de agora em diante devem guardá-los; se não, não há uma verdadeira conversão. Quisera ver escrito nas portas de cada convento e de cada família que crê: “Reparação e Sacrifício”. Dizei isto a todos. Apenas por ver um pequeno letreiro, cada membro dessa comunidade ou família irá fazendo pequenos e grandes sacrifícios. Se o espírito de reparação floresce nas almas, terei Misericórdia da Bolívia e do mundo.

Portanto, instruí, ensinai... Falai, fazei algo, não tenhais medo. Deus está convosco se estais com Deus. O amor não dá lugar ao temor. Logo, a caridade operante não se reduz a pregar o Amor, tem que fazer deste amor algo vivo, ativo. Poder-se-á resistir à palavra, mas não se resistirá ao exemplo que é sempre contagioso. Guerra ao próprio egoísmo, à própria comodidade individual. Saber dividir em dois o pão, mesmo que seja pequeno e mesmo que seja um só. Abrir generosamente os braços ao irmão, e são tantos os irmãos necessitados... Não é difícil a nenhuma alma de boa vontade entender que somente o retorno a Deus pode vos salvar da destruição.

O fato de que cada qual espere que o outro faça e assim ninguém faz nada. Mas a hora é grave. Começai vós nas famílias, nas Comunidades, nas Paróquias, nas Associações. Não penseis em excursões, diversões, espetáculos. Buscai em troca os pobres, os abandonados... Falai, ajudai, animai, apressai-vos. Logo virá um tempo em que se dirá: “Bem-aventurados os mortos que morrem no Senhor” e se terá inveja de sua sorte. Muitos se escandalizarão por ler estas coisas, mas pensam que aos filhos estão ocultas as penas e os sofrimentos do Pai?

Fazei ver aos irmãos o verdadeiro rosto de Cristo, o Ecce Homo. Meu Rosto que deve apresentar-se aos irmãos é o que, com o olhar fixo nos Céus, cravado sobre a Cruz, implora: “Pai, perdoai-os porque não sabem o que fazem”. Aí estou todo Eu em Meu imenso Amor e em Minha imensa dor. Não vos contenteis em mostrar o Cristo Ressuscitado, cheio de alegria e de glória; antes deveis cravar-vos nessa Cruz, para chegar ao momento de Minha Ressurreição; e esta humanidade se nega a fazê-lo.



Apostolado da Nova Evangelização 2006
 
< Anterior   Próximo >
Joomla Templates by Joomlashack