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10 de Setembro de 2006 Primeira Leitura: Is 35, 4-7a; Segunda Leitura: Tg 2, 1-5 Evangelho: Mc 7, 31-37
Marcos 7, 31-37 31Jesus deixou de novo as fronteiras de Tiro e foi por Sidônia ao mar da Galiléia, no meio do território da Decápole. 32Ora, apresentaram-lhe um surdo-mudo, rogando-lhe que lhe impusesse a mão. 33Jesus tomou-o à parte dentre o povo, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e tocou-lhe a língua com saliva. 34E levantou os olhos ao céu, deu um suspiro e disse-lhe: Éfeta!, que quer dizer abre-te! 35No mesmo instante os ouvidos se lhe abriram, a prisão da língua se lhe desfez e ele falava perfeitamente. 36Proibiu-lhes que o dissessem a alguém. Mas quanto mais lhes proibia, tanto mais o publicavam. 37E tanto mais se admiravam, dizendo: Ele fez bem todas as coisas; fez que ouçam os surdos e falem os mudos. Comentando a Palavra de Deus .- Nexo entre as leituras Um dos atributos de Deus é o de libertador. Este é o atributo especialmente assinalado nos textos litúrgicos deste domingo. Deus liberta os homens de sua triste condição de desterrados e a natureza de sua aridez infecunda (primeira leitura). Liberta os homens de suas enfermidades do corpo e do espírito: “Ele fez bem todas as coisas; fez que ouçam os surdos e falem os mudos" (evangelho). Liberta o cristão de qualquer acepção de pessoas, porque todos, ricos ou pobres, somos iguais diante de Deus (evangelho). Sugestões pastorais Ele fez bem todas as coisas. A multidão reagiu com essas palavras quando se deu conta de que Jesus havia curado o surdo-mudo. No mais, são muitos os textos evangélicos que relatam as boas obras de Jesus em favor do homem. De modo que São Pedro dirá de Jesus, em um dos seus discursos aos primeiros cristãos, que "passou fazendo o bem". João Paulo II nos diz que "a caridade dos cristãos é o prolongamento da presença de Cristo que se dá a si mesmo". Sim, Cristo deseja continuar fazendo o bem entre nós e em nossos dias mediante os cristãos. Cristo deseja continuar libertando o homem das necessidades materiais, das enfermidades, das calamidades naturais, dos males espirituais mediante os cristãos. É bonito, de verdade, constatar tantos milhões de cristãos para socorrer em qualquer parte do mundo aos mais necessitados. De verdade, Cristo deve estar contente porque pode continuar fazendo o bem na história dos homens mediante os cristãos. Ao mesmo tempo, como crentes cristãos, temos de nos fazer algumas perguntas: Faço eu pessoalmente todo o bem que posso? Busco que outros, individual ou comunitariamente, façam o bem? Qual é o tipo de bem que mais me agrada fazer: o material, o espiritual ou ambos? Estou convencido de que através de mim o Cristo glorioso continúa presente entre os homens fazendo o bém? E não esqueçamos que fazer o bem desinteressadamente aos homens é uma maneira estupenda de libertá-los. Querer ser libertado. A libertação possui uma força de atração singular. É um claro indício de que o homem, consciente ou inconscientemente, se vê e experimenta a si mesmo, ao menos parcialmente, "escravizado". Digamos que não são poucas as ataduras que o homem, nas diversas épocas da vida, vai encontrando no caminho de sua existência. Por experiência se sabe que o homem não pode se desvencilhar por si mesmo dessas ataduras, sobretudo das mais fundas e fortes. Necessita ser libertado. Para isto é preciso querer ser libertado. Porque se dá o caso de que o homem, por razões inexplicáveis e muitas vezes complexas, ama as "doces" ataduras que o "escravizam". Ataduras que, por mais doces que sejan, o vão pouco a pouco estrangulando, até chegar a matar a sua liberdade. A libertação, portanto, é possível somente para quem quer ser libertado. Outro aspecto diverso é a quém recorrer para ser libertados. Porque em nosso mundo e em nosso meio ambiente há talvez muitos que se apresentam como "libertadores", mas o que libertam não é o homem em sua grandeza e em sua dignidade, mas os cavalos desgovernados das suas paixões, seus egoísmos, suas ambições, seus pesadelos, seus instintos. Digamos sem rodeios: o verdadeiro libertador do homem é Deus. O verdadeiro libertador do homem é Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou por nós. Aceitaste, aceitas realmente e de todo o coração ser libertado por Jesus Cristo? Se queres ser libertado, não duvides, ele te libertará. Tendo experimentado a fundo a libertação de Cristo, sentirás o incentivo de dizer aos outros quém pode dar-lhes a verdadeira libertação que buscam.
II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do Catecismo da Igreja .- 549 Ao libertar certas pessoas dos males terrestres da fome, da injustiça, da doença e da morte (Cf. Mt 11, 5), Jesus operou sinais messiânicos; não veio, no entanto, para abolir todos os males da terra (Cf. Lc 12, 13. 14; Jo 18, 36), mas para libertar os homens da mais grave das escravidões, a do pecado (Cf. Jo 8, 34-36), que os entrava em sua vocação de filhos de Deus e causa todas as suas escravidões humanas. 515 Os Evangelhos foram escritos por homens que estiveram entre os primeiros a ter a fé (Cf. Mc 1, 1; Jo 21, 24) e que queriam compartilhá-la com outros. Depois de terem conhecido na fé quem é Jesus, puderam ver e fazer ver os traços de seu mistério em toda a sua vida terrestre. Desde os paninhos de sua natividade (Lc 2, 7) até o vinagre de sua Paixão (Cf. Mt 27, 48) e o sudário de sua Ressurreição (Cf. Jo 20, 7), tudo na vida de Jesus é sinal de seu Mistério. Por meio de seus gestos, de seus milagres, de suas palavras, foi revelado que "nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl 2,9). Sua humanidade aparece, assim, como o "sacramento", isto é, o sinal e o instrumento de sua divindade e da salvação que ele traz: o que havia de visível em sua vida terrestre apontava para o mistério invisível de sua filiação divina e de sua missão redentora. 547 Jesus acompanha suas palavras com numerosos "milagres, prodígios e sinais" (At 2,22) que manifestam que o Reino está presente nele. Atestam que Jesus é o Messias anunciado (Cf., Lc 7, 18-23) III) Refletindo com a Grande Cruzada .- CA 111 – Como podeis dizer que Me amais, se não fazeis vossos os Meus sentimentos? 20 de janeiro de 1996 Jesus Nascido com a plantinha e cultivado por ela, o veneno vai para o remédio e continua ativo como concentrado. Mas como o remédio que tem uma pequena parte de veneno é capaz de dar a saúde, assim Minhas amarguras, que para Mim envenenaram o Meu espírito, dão a saúde àquele que as recebe e também a outros. Esta distante comparação de uma idéia da vitalidade amarga contida em certas plantas, vitalidade que se mantém uma vez introduzida e propagada num corpo doente, ao qual, se lhe é aplicada corretamente, lhe dá a saúde. Portanto, o que era um grande perigo vem a ser um remédio salutar. Eu sou a planta tornada amarga que vivo de Minha própria vida e que em Mim encontrei o perfeito equilíbrio entre as amarguras recebidas e as doçuras possuídas. Vivi tão plenamente que mesmo na dor eu estava plenamente satisfeito. Mas fiz com que, onde quer que se leve Meu humor, renove-se Minha vitalidade e por isso Minha dolorosa vida de Paixão. Eu Me transplantei em vós e em vós, com a doçura, Minhas amarguras. De modo que podeis usufruir do benefício delas e apreciar-Me como sou. Não importa o que se dá ao doente, desde que seja para a sua saúde. O que importa é curar. Eu vos curo, e tanto melhor quanto mais assimilais as Minhas qualidades. Mas o doente não pode ficar inativo, recebendo o remédio; deve de alguma maneira contribuir para a sua saúde. Portanto, Eu vos deixo inativos e quero que Me ofereçais a vossa intenção de vos fazerdes curar por Mim: o médico e remédio. Eu curo, vós deveis ser curados. Entretanto, alguns devem ter a capacidade de curar os outros, como se devessem substituir-Me na cura, implorada ou não. Estes são os que operam milagres escondidos, os que servem de remédio e que escolhi como Meus colaboradores diretos. Para fazer isso, devem ter as Minhas propriedades, isto é, as da planta que contém em si o amargo que cura; a substância a que chamais veneno, mas que não é outra coisa senão a Minha virtude infusa e dada para o bem do homem, para quem ela só parece veneno. As minhas amarguras, portanto, devem ser recebidas por todos os que Eu escolhi e que darei um dia aos favorecidos por essas mesmas amarguras. E se não vos agrada o sentido figurado, como se o que não fosse verdade o que digo, então vos direi: Como podeis dizer que Me amais, se não fazeis vossos os Meus sentimentos, Meus interesses, o que foi para Mim dilacerante amargura interior? Como podeis dizer que Me amais, se não estais unidos em certas situações de dor que opero em vós para vosso benefício e o de outros? E como posso acreditar que Me amais, se Meu clamor, sedento de vós, não repercute em vós mesmos? Quem Me ama considera estas coisas. Oh, não pense em ti, não faça isso; deves preocupar-te Comigo, sobretudo; a Minha Paixão deve orientar tua mente e toda tua alma. Então conhecerás, por Minha divina inspiração, o que significa estar unido a Mim na solidão dos corações sem amor, distraídos e terrivelmente ingratos. Tenho sede, repito ainda hoje: tenho sede! Ninguém poderá apagar de suas almas a Minha sede. Se pudésseis experimentá-la um só instante, digo-vos que mesmo os Meus Sacerdotes que se condenam não esqueceram esta Minha sede, porque por eles é causa de grande furor o que uma vez foi causa de amor divino. Portanto, nem mesmo eles podem esquecer. E como a esqueceriam os Meus bem-aventurados, se a sede deles foi causa de consolo para Mim a quem amam intensamente? Para eles é o gozo que não passa eternamente, felicidade dulcíssima que alegra o seu repouso eterno. Meus amados, pelas minhas palavras lembrai, tanto quanto puderdes, que a sede de que eu falo produz as amarguras a que Me referia antes. Produze-as porque, onde estão aqueles que deram alívio a tanto desejo que tenho de acolher as almas? Onde estão, se todos os pecadores se lançaram como loucos às suas impiedades a ponto de não terem coração, nem mesmo para invocar o Meu Nome? Eis o que queria dizer-vos, Minhas amadas almas, para o vosso bem e o bem de todos. Vós podeis ver facilmente que sou Eu o que mendiga o amor, Eu o que se faz de vossa vítima; e Eu mesmo o que Se humilha e vos suplica que sejais Meus vasos em que possa derramar-Me em profusão. Faço-o sem nenhum interesse, a não ser apenas pelo vosso interesse. Escutai-me, pelo menos vós, escutai-Me, agora que estais postos como semente fecunda entre os espinhos dos homens. Nada vos seja mais caro que o conhecimento das Minhas intenções para convosco. Deixai as dúvidas, voltai cheios de confiança a Mim que posso e quero tornar-vos em tudo semelhantes a Mim.
Apostolado da Nova Evangelização 2006
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