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06 de agosto de 2006 Primeira Leitura: Dn 7, 9-10.13-14; Segunda Leitura: 2Pd 1, 16-19; Evangelho: Mc 6, 30-34
Marcos 9, 2-10 Naquele tempo, 2Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E 3transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as pode fazer assim tão brancas. 4Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus. 5Pedro tomou a palavra: Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias. 6Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados. 7Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o. 8E olhando eles logo em derredor, já não viram ninguém, senão só a Jesus com eles. 9Ao descerem do monte, proibiu-lhes Jesus que contassem a quem quer que fosse o que tinham visto, até que o Filho do homem houvesse ressurgido dos mortos. 10E guardaram esta recomendação consigo, perguntando entre si o que significaria: Ser ressuscitado dentre os mortos. I) Comentando a Palavra de Deus .- Duas observações literárias podem nos ajudar a compreender o significado da transfiguração na vida de Jesus e no enredo do evangelho de Marcos. Procura ser uma revelação dirigida aos discípulos, revelação que tem como objetivo o significado profundo e escondido da pessoa de Jesus e de seu "caminho". Alguns elementos, como a nuvem e a voz celestial, a presença de Moisés e de Elias, evocam a presença no Sinai. Com isto se quer afirmar que Jesus é o "novo Moisés", que nele atingem seu cumprimento as esperanças, a aliança e a lei. Jesus, aquele que caminha para a cruz, é realmente o Senhor. Neste caminho para a cruz é que se deve insistir diante de tudo. Precisamente neste Jesus que marcha para a cruz é onde encontramos o cumprimento de todas as esperanças. E é exatamente este caminho messiânico que encerra um significado pascal. Mas a transfiguração não tem somente um significado cristológico. Na intenção de Marcos assume um papel importante também na experiência de fé do discípulo. Os discípulos compreenderam que Jesus é o Messias e já estão convencidos de que seu caminho conduz à cruz; mas não chegam a compreender que a cruz esconde a glória. A este propósito têm necessidade de una experiência, embora seja fugaz e provisória: têm necessidade de que se levante um pouco o véu. E este é o significado da transfiguração na vida de fé do discípulo: é uma verificação. Deus concede aos discípulos, por um instante, contemplar a glória do Filho, antecipar a páscoa. Finalmente, há um aspecto sobre o qual se deve refletir e que em certo sentido parece constituir o ponto central do texto: a ordem para "ouvi-Lo". Ouvir é o que caracteriza o discípulo. Sua ambição não é a de ser original, mas a de ser servidor da verdade, em posição de escuta. Em conformidade com toda a tradição bíblica, a palavra de Deus que se deve escutar não tem apenas um aspecto cognoscitivo (de aprendizado), veículo de idéias e de conhecimentos (no sentido de que nos revela o plano de Deus: quem é Ele, quem somos nós, qual é o sentido da história em que estamos inseridos), mas também um aspecto imperativo (o que temos que fazer, a regra a seguir, o ponto de vista que temos que assumir em nossos relacionamentos com os outros e com a história); finalmente, a palavra de Deus é uma força, uma promessa fiel que alcança seu objetivo, apesar de todos os obstáculos. Compreendemos então como este convite a escutar é convite à obediência, à conversão e à esperança. II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do Catecismo da Igreja.- 444 Os Evangelhos narram em dois momentos solenes - o Batismo e a Transfiguração de Cristo - a voz do Pai a designá-lo como seu "Filho bem-amado" (Mt 3, 17; 17, 5). Jesus designa-se a si mesmo como "o Filho Único de Deus" (Jo 3,16) e afirma com este título sua preexistência eterna. Exige a fé "em nome do Filho Único de Deus" (Jo 3,18). 459 O Verbo se fez carne para ser nosso modelo de santidade: "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim..." (Mt 11,29). "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai a não ser por mim" (Jo 14,6). E o Pai, no monte da Transfiguração, ordena: "Ouvi-o" (Mc 9,7). Pois Ele é o modelo das Bem-aventuranças e a norma da Nova Lei: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 15,12). Este amor implica a oferta efetiva de si mesmo em seu seguimento (cf. Mc 8, 34). 556 No limiar da vida pública, o Batismo; no limiar da Páscoa, a Transfiguração. Pelo Batismo de Jesus "foi manifestado o mistério da primeira regeneração": o nosso Batismo; a Transfiguração "é o sacramento da segunda regeneração": a nossa própria ressurreição. (Santo Tomás de Aquino., s. th. 3, 45, 4, ad 2). III) Refletindo com a Grande Cruzada .- CA 62 – A Transfiguração 12 de janeiro de 1996 Jesus Escolhi duas criaturas para representarem o passado que se projeta em direção ao futuro, continuando Minha obra de salvação. Fi-lo no Tabor por meio de Moisés e Elias. Moisés representava o judaísmo antigo, Elias o judaísmo futuro, aquele que redimirei servindo-Me dele; e Eu no meio, na glória, como ponte de união entre o Antigo e o Novo Testamento. Meu Pai quis que em Minha Transfiguração estivessem presentes três de Meus discípulos. Entre eles, Pedro. E assim o quis para que fossem Minhas testemunhas e não esquecessem que antes do opróbrio, foi o esplendor que se manifestou em Mim. Assim deixei aos Meus a recordação da majestade, mas que deveria servir como confirmação da Minha Divina obra de salvação. Ninguém me impedia de dar ao povo, ou a outras pessoas mais sábias e mais merecedoras, esta Minha manifestação, mas quis limitar-Me a apenas três dentre os Meus, porque antes de tudo, Eu tinha que cumprir Minha missão no maior ocultamento possível… Era necessário proceder por etapas e adaptar a Minha Obra ao sábio desígnio que o Pai queria lentamente levar a cabo entre os homens. As exclamações de Pedro são as mesmas que hoje os homens repetem, atraídos mas fracos. Será que não podem compreender o que quero dizer-lhes? Deveis tomar tudo de Mim, luz e trevas, não deveis escolher, porque não sabeis do que preciso. Isto vos indique que o vosso Mestre se preocupa muito convosco e que não vos deixa abandonados, a não ser aparentemente… O caminho que vos proponho é difícil, não há dúvida, mas é possível segui-lo Comigo. Por isso, Tabor ou Calvário, mas sempre Comigo. Na fé, na confiança, na certeza. Apostolado da Nova Evangelização 2006 |