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Das mensagens de Fátima: Apelo à Récita Diária do Terço (Irmã Lúcia).
 

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 08 de setembro de 2008
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XVII Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

30 de julho de 2006
Primeira Leitura: 2Rs 4, 42-44;
Segunda Leitura: Ef 4, 1-6;
Evangelho: Jo 6, 1-15

 

João 6, 1-15

1Jesus atravessou o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades). 2Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos. 3Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulos. 4Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus. 5Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer? 6Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer. 7Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço. 8Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: 9Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes... mas que é isto para tanta gente? 10Disse Jesus: Fazei-os assentar. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil. 11Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam. 12Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. 13Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos. 14À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo. 15Jesus, percebendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte.

 

I) Comentando a Palavra de Deus .-

Nexo entre as leituras

Um dos princípios básicos da fé cristã é a "superabundância" da parte de Deus para com o universo e particularmente para com o homem.

Este princípio predomina como tema dos textos litúrgicos. Na primeira leitura, a Eliseu são suficientes vinte pães para alimentar a cem homens. Jesus, por sua vez, no Evangelho sacia a fome de 5000 pessoas com apenas cinco pães e dois peixes e, além disso, “dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos".

Finalmente, na segunda leitura a unidade da comunidade cristã (Igreja) é fruto superabundante do pão eucarístico que chega a todos os cristãos em qualquer lugar em que se encontrem.

 

Mensagem doutrinal

Um princípio básico da ação divina. Se repassamos a obra de Deus, a coisa mais surpreendente é justamente a prodigalidade divina com a criação e particularmente com o homem.

Uma prodigalidade que poderia parecer excessiva, se a medimos com critérios humanos. Os conhecimentos astronômicos atuais nos permitem admirar muito más que em tempos passados a generosidade de Deus com a criação. Não menor admiração provocam os estudos sobre o microcosmos dos corpos, em especial do corpo humano. Não é acaso cada célula, cada neurônio do homem um prodígio e esbanjamento de generosidade divina?

Por outro lado, o princípio que regeu a ação divina na criação, foi igualmente o princípio diretor de sua atuação histórica. Como nos diz são Paulo, "onde abundou o pecado, superabundou a graça".

A história, com todas e cada uma de suas intrincadas vicissitudes, é sim a história do pecado humano, mas sobretudo é a história da superabundância da graça divina.

Deus foi superabundante em sua misericórdia com o gênero humano em Noé, com o povo de Israel em Abraão, com a monarquia de Israel em Davi, com a humanidade inteira em Jesus Cristo redentor.

A superabundância do pão nas leituras deste domingo é mais uma expressão do princípio que estamos comentando.

 

Os mediadores da superabundância divina. O primeiro ponto claro que não se pode esquecer é que a superabundância não provém do homem e sim de Deus.

O homem é simplesmente um mediador, se bem que necessário. Porque nem no caso de Eliseu nem no de Jesus, Deus parte do zero: não cria o pão, mas o multiplica. Deus pode partir de dois, de cinco ou de vinte (a quantidade não importa muito para Deus), mas quis partir de algo.

É belo este querer de Deus! Como é igualmente estupendo que Deus queria a mediação dos homens na hora de distribuir sua superabundância. Não o faz diretamente. Javé se serviu da mediação de Eliseu e este por sua vez da de um homem de Baalsalisa.

Jesus intermediou a superabundância de Deus e por sua vez os apóstolos intermediaram entre Jesus e a multidão.

Todo cristão, sobretudo o sacerdote, é mediador da generosidade de Deus para com os homens. Maravilha da graça! Chamada à generosidade e à responsabilidade!

 

Os destinatários da superabundância divina. A superabundância divina está destinada "ao povo" (primeira leitura), "a uma grande multidão" (evangelho).

Deus mostra sua superabundância também no destinatário da mesma: não uns poucos privilegiados, mas todos. Absolutamente ninguém está excluído do "pão" divino. Somente quem não o aceita, por estar saciado por outros "pães" ou por presunção, já que o pão de Jesus (pão de cevada) é o pão dos pobres, da gente simples.

Esse pão divino é sua Palavra de vida, que vivifica a quem o recebe; é o pão da caridade (o cristão que, por sua caridade, converte-se em pão para os outros) que satisfaz as necessidades vitais elementares de todo ser humano, é sobretudo o pão da eucaristia, prefigurada na multiplicação dos pães como nos ensina o catecismo (CIC 1335).

A superabundância divina é o supremo nivelador do homem; suprime toda diferença, porque não há quem não esteja necessitado da generosidade de Deus.

 

Sugestões pastorais 

O pão que nos une. Sociologicamente falando, o pão é um fator de igualdade e de união. 

Há uma grande variedade de pão, e cada país tem suas maneiras próprias de fazê-lo, mas é pão para todos e é igual. Na mesa do rico ou do pobre, na de um tunisiano ou na de um colombiano, na de um banqueiro ou na de um pedreiro há sempre pão; esse pão que é fruto da terra e do trabalho do homem.

Mas em nosso mundo atual, não há mesas, não há mãos sem pão? Não deveria haver mãos sem pão, porque a superabundância de pão é grande. Não obstante, há. Quem de nós não tem em sua memória aqueles olhos grandes, como dois pratos, de crianças famintas que imploram clemência, que suspiram por um pedaço de pão? Será possível que o pão que nos une se converta no pão que nos separa?

O pão que nos une é sobretudo o pão eucarístico: o Corpo de Cristo. Esse pão maravilhoso que evidencia na história a superabundância do amor de Cristo para os que crêem nEle.

Esse pão é oferecido a todos os crentes, dia a dia, semana após semana, na mesma mesa: o altar do sacrifício redentor. E me pergunto com assombro: por que os homens, tão famintos do espiritual, não se aproximam com mais freqüência desse "Pão divino e gratuito", que nos pode saciar?

 

Memória e esperança. A superabundância do pão é "memória" dos prodígios realizados por Deus com os israelitas durante os quarenta anos de peregrinação pelo deserto nos quais lhes deu a comer o maná, "pão dos anjos".

É necessário recordar para agradecermos, para estarmos certos de que Deus continua realizando prodígios também entre nós, dando-nos o pão de sua palavra e de sua eucaristia. Mas além disso, recordar que é preciso esperar. Esperar que Deus cumpra maravilhas ainda maiores.

Depois do êxodo do Egito, Moisés inaugura a páscoa judaica; Jesus inaugura a páscoa cristã, prefigurada na multiplicação dos pães. O monte Sinai é substituído pelo monte ao qual Jesus se retira para orar.

Para os israelitas o mar abriu um caminho para que o atravessassem; Jesus caminha à noite sobre a superfície das águas do mar da Galiléia. Moisés se retirou para a solidão para receber de Deus o decálogo; Jesus se retirou para a solidão para manter a fidelidade à sua missão e defender-se de todo triunfalismo político.

Irmão na fé, lembre-se do passado para agradecer, pedir perdão. Mas sobretudo olha com confiança para o futuro, para consagrá-lo ao Senhor e vivê-lo com a esperança que não engana.

 

II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do Catecismo da Igreja
.-

1335 O milagre da multiplicação dos pães, quando o Senhor proferiu a bênção, partiu e distribuiu os pães a seus discípulos para alimentar a multidão, prefigura a superabundância deste único pão de sua Eucaristia. (Cf. Mt 14, 13-21; 15, 32-29). O sinal da água transformada em vinho em Caná (Cf. Jo 2, 11) já anuncia a hora da glorificação de Jesus. Manifesta a realização da ceia das bodas no Reino do Pai, onde os fiéis beberão o vinho novo (Cf. Mc 14, 25), transformado no Sangue de Cristo.

103 Por este motivo, a Igreja sempre venerou as divinas Escrituras, como venera também o Corpo do Senhor. Ela não cessa de apresentar aos fiéis o Pão da vida tomado da Mesa da Palavra de Deus e do Corpo de Cristo. (Cf. DV 21).

1334 Na antiga aliança, o pão e o vinho são oferecidos em sacrifício entre as primícias da terra, em sinal de reconhecimento ao Criador. Mas eles recebem também um novo significado no contexto do êxodo: os pães ázimos que Israel come cada ano na Páscoa comemoram a pressa da partida libertadora do Egito; a recordação do maná do deserto há de lembrar sempre a Israel que ele vive do pão da Palavra de Deus (Dt 8, 3). Finalmente, o pão de todos os dias é o fruto da Terra Prometida, penhor da fidelidade de Deus às suas promessas. O "cálice de bênção" (1Cor 10,16), no fim da refeição pascal dos judeus, acrescenta à alegria festiva do vinho uma dimensão escatológica: da espera messiânica do restabelecimento de Jerusalém. Jesus instituiu sua Eucaristia dando um sentido novo e definitivo à bênção do Pão e do Cálice.

 

III) Refletindo com a Grande Cruzada .- 

CA 162 – Segui o rastro de Meu Precioso Sangue

24 de janeiro de 1996     Jesus

Meus filhos, sou o humilde Nazareno que venho como um menininho órfão buscando vosso amor, como um Mendigo buscando vossa caridade, como um doente buscando consolo e como um peregrino buscando abrigo e um lugar para descansar. Não Me negueis, não Me fecheis vossas portas. Estendei vossas mãos para receber-Me, emprestai-Me vossos corações para descansar, Eu vos suplico, filhos Meus. Olhai-Me como estou: sozinho, abatido, cansado, com fome e sede de amor de vossas almas.

Regressai logo, Meu pequeno povo, que vosso Rei necessita de vós, vossos irmãos estão em grande perigo. Satanás tem enviado um exército de feras enfurecidas. Se pudésseis ver quantas almas tem destroçado com suas artimanhas! Estenderam seus tentáculos por todos os cantos da Terra; converteram-se em todo tipo de ídolos, confundindo Meus filhos amados.

Ajudai-Me, filhos, sede um pequeno exército que guie vossos irmãos que estão cegos pelo poder, pelo dinheiro, orgulho, soberba, tudo o que dá em abundância o maligno inimigo das almas.

Ajudai-Me, filhinhos, recolhei depressa todas as Minhas amadas ovelhas, lutai e defendei-as ainda à custa de vossas vidas, recordai que prestareis contas quando Eu vos chamar. Se chegais diante de Mim luxuosos e despreocupados, despedir-vos-ei de Meu Reino, porque vos tereis preocupado mais com vosso bem-estar e não com vosso trabalho. E se vos vejo vir todos cansados, feridos e em farrapos, Eu vos direi: vinde a Meus Braços, benditos de Meu Pai, e tomai posse de Meu Reino, fostes bons pastores.

Filhos Meus, lutai, difundi Nosso Amor; tendes em vossas mãos e em vosso coração os meios e as armas para o grande combate. Oração, reza do Santo Rosário, Penitência, Eucaristia, Jejum e as Obras de Misericórdia.

Fazei-o, filhos Meus. Faço-vos responsáveis por salvar vossos irmãos; vós sereis a tábua de salvação para muitos neste grande naufrágio. Passai todas estas tribulações com Fé e Perseverança, porque mais tarde virá a verdadeira purificação a esta terra imersa na maldade e na cegueira.

Filhinhos, adentrai em Meu Amoroso Coração, que é o Refúgio de Perdão, Paz e Amor.

Acompanhai-Me com amor e entrega nesta Nova Quaresma; vós a celebrais como uma data comemorativa a mais, mas não, filhos Meus. Eu volto a sofrer e a viver cada instante de dor que padeci para salvar vossas almas e ainda não recuperei a todas as pequenas almas que paguei com o preço de Meu Sangue. A cada quaresma que vós celebrais Me sinto mais sozinho, cansado e em constante agonia; cada vez encontro mais corações empobrecidos. Tendes desprezado a riqueza de Meu Amor, tendes esbanjado o Tesouro de Meu Coração e em troca Me entregais migalhas, críticas, orgulho, soberba e altivez.

Pobres filhos Meus, a cegueira que tendes com vossa ambição vos impede ver que vos estendo Meus Braços para vos abraçar. Não olhais Meu Peito aberto onde está Meu Coração Sacrossanto em contínuo oferecimento de amor; não olhais Meu Divino Rosto que emana luz e paz, nem sequer Minhas Mãos que estão cheias de Graças que vos quero entregar, tão somente em troca de que Me entregueis vossos corações e vossas pequenas almas.

Filhos Meus, quanta dor Me causais ao ver-vos convertidos em simples fanáticos que correm atrás dos ídolos que criais com vossos interesses; como estais cegos ao não ver a mão infernal em tudo isto.

E vós, pequenos, que começais a caminhar pela rota traçada pela Mão de Meu Pai, segui o rastro de Meu Precioso Sangue, derramado por vossa liberdade; caminhai sempre sob a Luz do Espírito Santo, voltai a ser crianças para que Minha Mãe seja vossa Mãe. Quero-vos em total santificação, aumentai cada vez mais vossos pequenos corações, não os reduzais com as dúvidas e o egoísmo. Se amais com pureza e sinceridade, aprendei a multiplicar cada vez mais para que possais repartir vosso amor em Meu Nome. Fazei como vosso Mestre que multiplicou pães e peixes para toda a humanidade, até a Eternidade. Lembrai, filhos Meus, que o amor é infinito, não tem peso nem medida.

Ajudai-Me a salvar almas, que Minha barca ainda está vazia. Nela há o melhor vinho, que é o Meu Sangue, e o melhor manjar, que é o Meu Corpo, para saciar a sede e a fome de todos os Meus filhos... Não Me deixeis sozinho, ajudai-Me a beber todos estes cálices de amargura que tenho diante de Mim. Despertai, filhos Meus, desta pesada letargia de indecisão, permanecei velando e preparados para o Grande Combate.

 

Apostolado da Nova Evangelização 2006 

 
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