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Das mensagens de Fátima: Apelo à Récita Diária do Terço (Irmã Lúcia).
 

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 28 de agosto de 2008
XVI Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

23 de julho de 2006
Primeira Leitura: Jer 23,1-6;
Segunda Leitura: Ef 2, 13-18;
Evangelho: Mc 6, 30-34

 

Marcos 6, 30-34

Naquele tempo, 30os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-lhe tudo o que haviam feito e ensinado. 31Ele disse-lhes: Vinde à parte, para algum lugar deserto, e descansai um pouco. Porque eram muitos os que iam e vinham e nem tinham tempo para comer. 32Partiram na barca para um lugar solitário, à parte. 33Mas viram-nos partir. Por isso, muitos deles perceberam para onde iam, e de todas as cidades acorreram a pé para o lugar aonde se dirigiam, e chegaram primeiro que eles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas. - Palavra da salvação.

 

I) Comentando a Palavra de Deus .-

Nexo entre as leituras
Reunir. Este é o conceito chave desta liturgia. “Eu mesmo reunirei o resto das minhas ovelhas”, diz
Yahveh (primeira leitura). Jesus vê a multidão com compaixão e exclama: “são como ovelhas que não têm pastor” (Evangelho), mas ele, o bom pastor, as reunirá em um só rebanho (Jo 10, 16). Jesus, bom pastor, reúne também em um só rebanho os que “estavam longe” (pagãos) e os que “estavam perto” (Judeus) por meio de seu sangue derramado na cruz (segunda leitura).

 

Mensagem doutrinal

Como ovelhas sem pastor. Na substância das coisas, a humanidade encontra-se desde o início em situação parecida, ainda que mudem as circunstâncias aparentes: pastores que abandonam suas ovelhas e ovelhas que abandonam seus pastores.

O profeta Jeremias, na primeira leitura, menciona os reis-pastores de Judá (metáfora muito freqüente na cultura daquele tempo), que em lugar de pastorear as ovelhas, as extraviam, dispersam e afugentam. Reis-pastores que em lugar de obedecer a Deus, que lhes fala por Jeremias, para o bem das ovelhas, obedecem a critérios humanos, causando a ruína do rebanho, que irá para o exílio na Babilônia.

Seis séculos mais tarde, Jesus vê “como ovelhas sem pastor” as multidões da Galiléia que vão a ele para escutar a sua palavra de verdade e de salvação. Ovelhas sem pastor, sim, porque os pastores do povo (sacerdotes, escribas) não pareciam mostrar interesse pelas ovelhas, assinaladas pela maldição pelo fato de não conhecer a lei (Jo, 7, 49).

Desde que o homem é homem tem necessitado de guias que lhe indiquem o caminho e os dirijam pela senda da sua autêntica humanidade rumo ao horizonte da felicidade e de Deus. Onde estão e quem são hoje esses guias?

Em uma crise de época como a nossa, os homens não olham para os “gurus” da ciência, da técnica, da religião “a la carte”, mas para os pastores da Igreja. Estamos nós, pastores da Igreja à altura de nossa obrigação neste momento dramático e estupendo da história?

 

Pastores falidos. Os textos da liturgia algo nos devem ensinar. Falam-nos de pastores falidos, que fracassaram na tarefa e responsabilidade que lhes foi atribuída. Pastores falidos, primeiro de Israel e depois de Judá, foram muitos dos seus reis.

Mas não só os reis, mas também alguns profetas falharam em sua obrigação de pastores porque não profetizavam a Palavra de Deus, mas as suas próprias palavras; igualmente, entre os sacerdotes houve os que com o seu contra-testemunho e sua conduta distante do povo e colaboracionista com o poder romano extraviaram não pouco as suas ovelhas.

E, se os que são colunas do edifício cambaleiam, quem poderá manter-se em pé? Este é o grande drama da história em cada geração. Também na nossa. Uma geração sem pastores vive debandada, se revolve infeliz no lamaçal ilógico. Uma geração com pastores que não o são, se vê tomada pela desconfiança na autoridade, vive o suplício da confusão, encerra-se no subjetivismo atroz e não solidário. Toda geração requer com urgência pastores-testemunhos, que assinalem com a sua vida o verdadeiro caminho para o homem.

 

O Bom Pastor. Na primeira leitura Deus se apresenta como o Pastor por excelência das ovelhas de Judá. Com o passar dos séculos a imagem de Deus-Pastor encarna-se e se reflete em Jesus Cristo Bom Pastor.

Que faz um bom pastor? Antes de tudo, sentir profundamente uma sincera compaixão pelas ovelhas desgarradas, desorientadas, sem guias. Depois, reunir as ovelhas debaixo de sua guia para evitar por um lado que os lobos as peguem e devorem, e por outro para dar a todas o alimento da verdade e do bem.

Logo, cuidará de que cresçam e se multipliquem, e desta maneira prolonguem na história das gerações as suas maravilhas em favor dos homens. Finalmente, escolherá outros pastores que o ajudem no seu trabalho de guia e com eles continuará levando as ovelhas a verdes pastagens e a águas frescas (evangelho puro, sã filosofia, doutrina dogmática e moral da Igreja, ações e sinais de Deus por meio deles). O Bom Pastor necessita de muitos e bons pastores.

 

Sugestões pastorais 

Em busca de orientação. Os sociólogos que avaliam dia a dia o estado da sociedade em que vivemos, concordam que a humanidade chegou ao término de uma viagem histórica. No momento atual, tem os melhores meios para empreender uma viagem fenomenal e grandiosa para o futuro, mas os “pilotos” não têm idéia de para onde dirigir-se, a qual terminal chegar.

Correm, voam, sulcam o mar da história, não poucas vezes sem rumo. Por isso, nosso tempo é um momento magnífico, uma oportunidade extraordinária para a Igreja. Desde há dois mil anos, a Igreja fundada por Jesus Cristo sabe de onde vem e para onde vai.

A Igreja tem o mapa da rota para que a humanidade chegue a seu destino, o terminal da história, que não pode ser outro senão Deus. Como disse o Cardeal Ersilio Tonini, chegamos a um momento em que nos foros internacionais e nos parlamentos se falará de Cristo, “origem, guia e destino da humanidade”. Não somente nos grandes foros, também nos pequenos foros das dioceses, da paróquia, da ação católica, dos grupos e movimentos, Cristo e os valores cristãos recuperarão terreno na sociedade, que busca ansiosamente neles um guia certo e seguro.

 

Unidos sob um mesmo Pastor. Diante de uma sociedade que ansiosamente reclama por orientação, é urgente que todos os cristãos nos unamos sob um mesmo Pastor, o Bom Pastor.

Porque a primeira orientação que Jesus oferece aos homens é justamente a unidade na verdade e na caridade. Sendo muitos os séculos em que as divisões prevaleceram, os passos no caminho da união plena (campo da doutrina dogmática e moral) são lentos e progressivos.

Não devemos estranhar. Os especialistas e responsáveis pelas Igrejas irão, com a ajuda de Deus, deslindando os diversos temas e oferecendo as soluções mais adequadas ao desígnio de Deus. Pensemos que, se é muito o que nos divide, é muito mais o que nos une.

Promovamos com nossa palavra e com nossa vida a unidade na verdade, mas por igual e muito mais a unidade no amor por todos os cristãos, no respeito pelos membros de outras igrejas, na colaboração para fomentar e defender os valores humanos e cristãos fundamentais...

Que neste trabalho de união nos guie sempre Cristo Pastor, o único Pastor de todos. Unidos sob um mesmo Pastor poderemos mais facilmente e com maior eficácia ser verdadeiros guias para nossa sociedade.

 

II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do Catecismo da Igreja.- 

553 Jesus confiou a Pedro uma autoridade específica: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: o que ligares na terra será ligado nos Céus, e o que desligares na terra será desligado nos Céus” (Mt 16,19). O “poder das chaves” designa a autoridade para governar a casa de Deus, que é a Igreja. Jesus, “o Bom Pastor” (Jo 10,11), confirmou este encargo depois de sua Ressurreição: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,15-17). O poder de “ligar e desligar” significa a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja. Jesus confiou esta autoridade à Igreja pelo ministério dos apóstolos (cf. Mt 18, 18) e particularmente de Pedro, o único ao qual confiou explicitamente as chaves do Reino.

754 “Com efeito, a Igreja é o redil, do qual Cristo é: a única e necessária porta (Jo 10, 1-10). Ela é também a grei, da qual o próprio Deus prenunciou que seria o pastor (Cf. Is 40, 11; Ez 34, 11-31). Suas ovelhas, embora governadas por pastores humanos, são, contudo, incessantemente conduzidas e alimentadas pelo próprio Cristo, Bom Pastor e Príncipe dos pastores (Cf. Jo 10, 11; 1Pd 5, 4), que deu sua vida por suas ovelhas (Concílio Vaticano II, Const. dogm. Lumen gentium, 6: AAS 57 (1965) 8) (Cf. Jo 10, 11-15).”.

Os bispos, sucessores dos apóstolos
861
“Para que a missão a eles confiada fosse continuada após sua morte, confiaram a seus cooperadores imediatos, como que por testamento, o múnus de completar e confirmar a obra iniciada por eles, recomendando-lhes que atendessem a todo o rebanho no qual o Espírito Santo os instituíra para apascentar a Igreja de Deus. Constituíram, pois, tais varões e administraram-lhes, depois, a ordenação a fim de que, quando eles morressem outros homens íntegros assumissem seu ministério.” (LG 20; Cf. São Clemente Romano, Cor. 42; 44).

882 O Papa, Bispo de Roma e sucessor de São Pedro, “é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade, quer dos Bispos, quer da multidão dos fiéis” (LG 23). “Com efeito, o Pontífice Romano, em virtude de seu múnus de Vigário de Cristo e de Pastor de toda a Igreja, possui na Igreja poder pleno, supremo e universal. E ele pode exercer sempre livremente este seu poder” (LG 22; Cf. CD 2; 9).

910 “Os leigos podem também sentir-se chamados ou vir a ser chamados para colaborar com os próprios pastores no serviço da comunidade eclesial, para o crescimento e a vida da mesma, exercendo ministérios bem diversificados, segundo a graça e os carismas que o Senhor quiser depositar neles.” (EN 73).

2686 Os ministros ordenados também são responsáveis pela formação para a oração de seus irmãos e irmãs em Cristo. Servidores do bom Pastor que são, eles são ordenados para guiar o povo de Deus às fontes vivas da oração: a Palavra de Deus, a Liturgia, a vida teologal, o Hoje de Deus nas situações concretas. (Cf. PO 4-6).

 

III) Refletindo com a Grande Cruzada .-


CA 99 – Quanto mais obstinadamente Me rejeita o homem, mais Me deleito em atraí-lo ao Meu Amor

19 de janeiro de 1996     Jesus

É mais agradável dominar que se sujeitar. Mas o domínio de uma hora, de um dia e mesmo de toda uma vida é breve e não satisfaz; melhor é dominar para sempre.

Dominei Eu quando vivi entre vós?

Não. Submeti-Me e Me agradou fazê-lo porque não era prudente que Eu estivesse entre os homens em posição de domínio, e por isso quis deixar-Me dominar. Lembra-te dos acontecimentos da Minha Paixão? Vês como deixei a todos a miséria de prevalecer?

Estava tranqüilo porque depois Eu os dominaria. Mas tinha motivos muito maiores para permanecer tranqüilo, entre os quais a certeza de agradar a Meu Pai, cedendo a todos o Meu direito de prevalecer.

Que importava ser injuriado, preterido por um Barrabás, colocado entre dois ladrões? Eu amava e atendia ao amor, não aos homens que escarneciam de Mim. Então, quiseram não só humilhar-Me, mas marcar-Me com um sinal de infâmia: a Cruz. Também convinha a Cruz, porque Eu tinha grande sede de submeter-Me.

Esse é o exemplo exterior. Quanto ao interior, tu sabes como Me submeti não apenas aos homens daquele tempo, como também aos de todos os tempos. Com efeito, sobre Mim foi descarregado e sobre Mim colocado todo o vosso pecado, a ponto de parecer o único ofensor de Deus.

É verdade que com milagres, com a Doutrina e o conjunto da Minha Vida, exerci uma supremacia efetiva (no sentido humano) sobre os Meus contemporâneos. Mas isto foi não só para confirmar Minha missão, mas também para a vida Divina interior que possuía Minha Humanidade.

Pode o homem imitar-me?

Sim. Pode também com certa facilidade se está firme, sem pensar em quem é que pede ou impõe a renúncia. Esta é a submissão de que falo, é como faz ver a mansidão e a humildade do coração; esta é a esperança que tive para vós, a fim de que com a submissão obtenhais a Minha semelhança.

Não, não atendais ao homem, não penseis em quem é, porque hoje é e amanhã Eu o renovo; ao contrário, atendei ao que Me agrada e ao que permanece em vós quando sinceramente vos rebaixais por Meu Amor. Grande sabedoria a humildade, grande sabedoria a mansidão! Grande sabedoria, o Meu jogo com o qual vos dou a ocasião de agradar-Me!

A boa ovelhinha parou de balir, porque na pastagem que lhe foi oferecida, encontra já o seu alimento e sua satisfação. Conforme a promessa, recebeu o amor e só com o cumprimento dos seus deveres encontrou o que desejava. Uma vida comum, é certo, mas vivida de modo singular; uma pessoa qualquer no mundo, mas muito distinta no Céu.

Diz às minhas outras ovelhinhas que dão balidos e que continuam ociosas, como se esquecendo de Meu mandamento que é o de investir a moeda que lhes dei. Quem enterra Minha moeda não terá aprovação; quem não se esforça não terá ajuda. Por outro lado, quem avança e vem para Mim, o bom Pastor, pastará nos Meus prados divinos.

Mas eis que o Pastor sobe a uma íngreme montanha, onde a erva é mais rara mas de sabor melhor do que a erva dos prados. Valente ovelhinha, come o que encontras atrás de suas pegadas: é bom aquele que te guia e aprecia o esforço das tuas delicadas perninhas. Então, quererás parar? Por quê? Aqui há pouca erva e se olhas para cima te sobrevém a vertigem. Não, mais alto, mais alto encontrarás melhor pastagem: sobe Comigo! Firma teus pés no terreno pedregoso; segue firme se mais alguma pedra rolar; não deves cair, mas olhar mais para cima.

Faço tanto por ti que finalmente te abri os olhos. Sirvo-te de mestre, de médico, de pastor. Empurro-te, levo-te, faço-te voar, aqueço-te, desenredo-te, faço-te arder. O que não faço por ti? Diz-me uma só coisa que ainda queiras de Mim e imediatamente te darei.

Se trabalhas, estás mergulhado em muitas coisas pequenas; pois bem, nem sequer assim te deixo em paz, ainda porque às vezes te mando o inimigo de cada instante: Satanás, que ruge.

Por quê te espantas se te faço gritar aos quatro ventos: amor, amor, amor? Por que te retrais ao ouvir que te explico o mistério que te envolve? Agora é assim: tu quase temes a Minha palavra, porque falo de ti. Mas, diz: podes negar que Eu te amo? Podes negar as Minhas obras em ti? Talvez temes chegar a ser o que não és? Mas não são as palavras, porém as obras, que dirão que o Céu se compraz em ti. Não estas linhas mas o Meu futuro testemunho dirá o amor com que te prendi.

Queres saber porque te falei assim?

Porque até agora tens tido por imperdoável o que fizeste contra Mim e porque Eu, por outro lado, devo demonstrar que mesmo essa montanha de misérias que tu és, é objeto de grandes preocupações de Minha parte; e digo que, quanto mais obstinado é o homem em rejeitar-Me, mais Me deleito em atraí-lo ao amor. Mais ainda, quanto mais frágil é a base, mais firmemente Me ponho a construir.

Os pecados são repugnantes, a obstinação é horrível, mas o Meu amor pode hoje cantar com a Minha amadíssima Igreja e contigo: Oh! feliz culpa!

 

CA 91 – Uni-vos a Mim como Eu estou unido a vós

18 de janeiro de 1996     Jesus

Estimo mais em ti a união aos Meus sofrimentos que qualquer outra das tuas obras, porque apesar de toda a beleza que adquires ao unir-te aos Meus méritos, deves considerar que a união produzida pelo amor é uma prova muito eficaz de que os mesmos méritos com que te adornas produziram o principal fruto que Me esperava: o Meu amor em ti.

Será bom que te ensine como deves te comportar quando te uno sensivelmente às Minhas penas, e antes de tudo, que te explique quais são as tuas penas que te unem às Minhas penas.

Tu tentas fazer uma distinção entre penas normais e penas sobrenaturais; fazes duas categorias: as tuas penas e as Minhas; coisas comuns e coisas extraordinárias. Não estás na verdade ao pensares assim.

Fiz-Me homem precisamente porque tu e todos devíeis ver que também Eu quis experimentar, como vós, as penas comuns além das Minhas pessoais. Lembra-te da Minha emoção na passagem do cortejo fúnebre de Naim; lembra-te de Lázaro já enterrado; pensa na multidão que Me seguiu à montanha e que não tinha que comer; pensa na condescendência com os apóstolos em suas necessidades materiais; e, sobretudo, como Me dediquei a dar a Minha Mãe um Filho que Me substituísse, ainda que materialmente, já que a deixava só no mundo. É verdade que em cada uma destas ações Me baseei para afirmar conceitos elevados, verdades divinas, poderes sobrenaturais e Minha própria missão, mas continua sendo certo que Me comportei como Homem antes que como Deus, como Redentor.

A Minha Mãe, Eu disse em Caná que não havia chegado Minha hora; entretanto, compadecido pela necessidade de que este banquete tivesse o fim desejado, consenti também em algo que não era muito necessário, e o fiz pelo sentimento de piedade que experimentava ao ver o apuro da família dos esposos.

Assim, pois, em Meu comportamento nutria aqueles sentimentos e portanto aquelas penas que experimenta qualquer homem de bem, face aos sofrimentos e às necessidades; e o fiz de propósito, para dar-vos plena evidência de Minha verdadeira natureza de homem, como vós.

Por conseqüência, também vós deveis agir assim e unir-vos a Mim tal como Eu estive unido a vós. Não se pensa muito nisto, acredita-se mais nas coisas extraordinárias e se esquecem as ordinárias. Em compensação, quem não deixa passar despercebidas as ordinárias far-se-á digno das extraordinárias, mas não o inverso.

Eis-Me aqui, com as Minhas penas em ti, as quais são participações efetivas nas dores sofridas por Mim e conseqüentes angústias de espírito pela Redenção humana. O que vós chamais de
recordação, não é algo humano, mas uma espécie de imagem que Eu coloquei com antecedência no vosso espírito, pois não é natural refletir e agir em função das Minhas penas, porque é somente conseqüência de Minha Vontade que se adapta à vossa humanidade. Mas além da recordação, experimentarás as penas súbitas, devidas a fatos ocasionais, e tampouco estas são coisas humanas, mas coisas todas Minhas, verdadeiramente divinas. E se depois, sem Me servir de nada, Eu ajo diretamente em ti, não alimentes qualquer dúvida, porque é clara a Minha Vontade de união às Minhas penas.

Assim fica explicado tudo o que diz respeito ao sofrer por Mim, quer seja no campo natural, quer no sobrenatural. Por isso, não percas nada do que te ofereço, pois tudo é desejado por Mim. Não te apóies nas criaturas, porque o Criador move as criaturas. Não te detenhas nas coisas humanas, tuas ou alheias, porque todas acontecem para te dar maior união.

Esta é a escola do sofrimento e nesta escola se progride. Aprende de Mim, de teu Mestre que te faz sentir cada vez melhor o quanto te ama…

 

CM 102: Minha Igreja é testemunho garantido de Meu Evangelho

8 de maio de 1997 – Jesus

Minha Filha, deves saber que histórias secretas, não reveladas, são as que se aprendem meditando Meu Evangelho. Histórias de estados de ânimo da multidão ou dos indivíduos com relação a Mim e meus com relação à multidão; com relação a cada um em particular, ou com relação a determinada pessoa.

Aos Evangelistas lhes foi dado reconstruir fielmente Meus passos, algumas de Minhas sentenças, os atos mais importantes com os quais instituía a Igreja e Meus Sacramentos; não puderam penetrar tanto em Meu interior como para revelar abertamente Meus anseios, Minhas palpitações. É portanto, história secreta e não revelada, a que forma o estudo de Meus mais sinceros cristãos, os quais, através de Minhas Palavras e aproveitando Minha Luz, interpretam Meus pensamentos, Minhas próprias Palavras, Meus atos.

A fim de que Minha obra fosse conhecida, era suficiente que os Evangelistas narrassem o que inspirei a cada um, especial a João e Mateus, como para construir o fundamento inquebrantável no qual se apoiasse toda a vida da Igreja durante os séculos imortais. E a mesma Igreja é garantia, testemunho de Meu Evangelho, pelo que lhe assinalei a função de dar interpretação exata, seguríssima e magistral de Minhas Palavras. (Depois falaremos de João).

É certo que muitos se servem de Minhas Palavras, mas sem captar o sentido, alguns as desfiguram a tal ponto que as fazem escudo e arma de suas perfídias.

Quando se compreender que Minha Igreja, a Igreja de Pedro e de seus sucessores, é a verdadeira e única Mestra de Minha Doutrina, todos os povos formarão de verdade uma família, toda recolhida e protegida por Minha Esposa na terra... Agora a luta continua e os homens se opõem à Minha Igreja porque não sabem ver nela a Mãe que lhes deixei. Mas a luta cessará, cessará com a vitória da Luz sobre as trevas e tudo será novo, todo será belo.

Não vos assuste a luta, mas sim afiai as armas do espírito, porque deveis combater por Mim.

O bom soldado enquanto não abandona o campo, luta, até pensando que seu lugar de batalha é decisivo; mas combate decidido a obedecer àquele que o estimula. O soldado não sabe quanto vale sua ação no conjunto da batalha planejada pelo Comandante, no entanto sua ação, se for bem feita, satisfaz ao Caudilho, mesmo quando se tratar de pequenas coisas, de pequenas ajudas.

Vós sois Meus soldados que combateis por Mim e por Minha Igreja. Não sabeis o que farei por meio de vós e pensais em coisas nem sempre próximas da realidade. No entanto, deveis obedecer sem entender que direção, que resultado terá vossa luta.

Combatei, Eu estou convosco! Combatei, Eu sei vos levar à vitória!

 

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