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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 28 de agosto de 2008
XV Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   
16 de julho de 2006
Primeira Leitura: Am 7,12-15;
Segunda Leitura: Ef 1, 3-14;
Evangelho: Mc 6, 7-13

Marcos 6, 7-13

Naquele tempo, 7Jesus chamou os Doze e começou a enviá-los, dois a dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos. 8Ordenou-lhes que não levassem coisa alguma para o caminho, se-não somente um bordão; nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto; 9como calçado, unica-mente sandálias, e que se não revestissem de duas túnicas. 10E disse-lhes: Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela, até vos retirardes dali. 11Se em algum lugar não vos receberem nem vos escutarem, saí dali e sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra ele. 12Eles partiram e pregaram a penitência. 13Expeliam numerosos demônios, ungiam com óleo a muitos enfermos e os curavam. - Palavra da salvação.

 

I) Comentando a Palavra de Deus .-

Nexo entre as leituras

O ponto de encontro das leituras é a missão. O evangelho fala da missão que Jesus dá aos Doze: "começou a enviá-los, dois a dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos".  O profeta Amós, na primeira leitura, destaca que profetiza, não por vontade ou iniciativa pessoal, mas "O Senhor tomou-me de detrás do meu rebanho e disse-me: Vai e profetiza contra o meu povo de Israel".

O hino cristológico da carta aos efésios (segunda leitura), canta os frutos da missão na consciência dos cristãos: a bênção de Deus Pai, a eleição em Cristo, a adoção filial, a redenção e o perdão dos pecados, a revelação dos desígnios de Deus sobre a história, o batismo no Espírito Santo.


Mensagem doutrinal

A missão na Igreja-comunhão. A eclesiologia do Vaticano II ressaltou a concepção da Igreja-comunhão, e esta concepção de Igreja se desenvolveu notavelmente nos decênios seguintes até nossos dias.

A eclesiologia de comunhão sente falta da eclesiologia de missão. Nas palavras e ensinamentos de Jesus encontramos ambas: "Pai, que todos sejam um..." (Jo 17, 21); "O que vos mando é que vos ameis uns aos outros." (Jo 15,17), por um lado; e, por outro: "Designou doze dentre eles para ficar em sua companhia" (Mc 3-14); "e começou a enviá-los, dois a dois" (Mc 6, 7); " Ide, pois, e ensinai a todas as nações " (Mt 28,19).

A comunhão entre as Igrejas reclama que as que têm mais evangelizadores, catequistas, consagrados, sacerdotes, os enviem àquelas que têm menos ou que estão urgentemente necessitadas.

Nisto deve prevalecer o bem supremo de toda a Igreja, sobre o bem particular de uma Igreja local. A comunhão dentro de cada Igreja local pede igualmente um marcante sentido de missão e um notável espírito missionário para evangelizar e promover a evangelização dos fiéis cristãos sobre uma correta concepção da Igreja, como Igreja-comunhão, acima de outras concepções: Igreja-instituição beneficente, Igreja-sociedade perfeita, Igreja-poder, etc. Urgente missão a realizar por parte de todos!


Missão de Jesus – Missão da Igreja.
O evangelista Marcos destaca que a missão dos Doze (da Igreja) é a mesma missão de Jesus. Com efeito, em Mc 6,12-13 nos diz que os Doze "pregaram a penitência, expeliam demônios, curavam".

Isto corresponde à missão de Jesus: "Convertei-vos e crede no evangelho" (Mc 1,15); "Curou a muitos, de modo que todos os que padeciam de algum mal se arrojavam a ele para o tocar" (3, 10) e finalmente "Ele retirou-se dali, pregando em todas as sinagogas e por toda a Galiléia, e expulsando os demônios" (Mc 1, 39). Dos Doze se acrescenta que "ungiam com óleo a muitos enfermos".

Trata-se talvez de uma referência ao costume entre os primeiros cristãos da unção dos enfermos em nome do Senhor, por parte dos presbíteros da Igreja, como exorta a carta de São Tiago em 5,14. Em São Tiago, em lugar dos Doze estão os presbíteros (continuadores dos Doze) e em lugar do envio direto de Jesus temos a unção em nome do Senhor, isto é, de Cristo glorioso no Céu.

Por meio de todas essas ações, primeiro Jesus e depois os Doze, mostraram-nos os sinais reveladores da presença do Reino de Deus entre os homens.


Características da missão.
Não são poucas as características da missão que indicam os textos litúrgicos deste domingo.

1) Poderíamos dizer que se pede aos Doze (e a todos os homens com uma missão) a comunhão (de dois em dois), a pobreza (nada tomar para o caminho, exceto um bastão), a coerência em uma conduta humilde (ficar na casa, sem buscar outra melhor...), em uma conduta regida pela liberdade de espírito (se em algum lugar não os receberem, sair e sacudir o pó...); em uma conduta valente e intrépida (Amós que profetiza, mesmo com perigo de vida...).

2) Os Doze na missão encontrarão as mesmas dificuldades que Jesus encontrou. Como não acolheram nem escutaram a Jesus, assim algumas vezes também tampouco escutarão aos Doze. Oito séculos antes aconteceu o mesmo ao profeta Amós, cuja mensagem de justiça social e de crítica ao culto exterior também foi rechaçado pelo sacerdote de Betel, Amasias.

3) A missão se caracteriza pelos frutos, pelos resultados, por meio da criação de comunidades de fé, nas quais se bendiz a Deus Pai, porque nos escolheu em Cristo, nos tornou filhos adotivos, nos redimiu em seu Filho, nos deu a conhecer os mistérios de sua vontade e nos selou com o Espírito por meio do batismo (segunda leitura)


Sugestões pastorais

"A MISSÃO DE CRISTO REDENTOR, confiada à Igreja, está ainda bem longe do seu pleno cumprimento." (João Paulo II, Redemptoris Missio 1). Estas palavras podem ser pronunciadas em cada geração e em cada época histórica, porque é necessário estar sempre começando.

Com efeito, sendo o Evangelho para todos, quando chegam novos homens ao nosso planeta é preciso começar com eles o trabalho e evangelização. Por outro lado, constatamos que os que crêem em Cristo, depois de dois mil anos de cristianismo, são aproximadamente 27% da população global.

Resta, portanto, 73% a quem se deve fazer chegar o Evangelho de Jesus Cristo. Não será nosso século XXI a hora de Deus para todos estes povos, sobretudo asiáticos, que ainda não conhecem a Cristo? Pelo que se diz, é evidente que todos os cristãos temos que viver "em estado de missão”.

Os pais de família são “missionários” de seus filhos, os professores de seus alunos, os médicos e enfermeiros de seus pacientes, os voluntários daqueles a quem assistem, os párocos e seus colaboradores dos fiéis de sua paróquia...

A única coisa que nesta hora de Deus não podemos fazer é cruzarmos os braços, estar sem fazer nada. Seria uma postura irresponsável e indigna de um bom cristão!


Livres para a missão. Para sermos "missionários" precisamos ser livres. Livres para aceitar esta dimensão própria da vocação cristã. Livres para responder a Deus com generosidade, sem laços de instintos e paixões egoístas; livres para seguir docilmente as luzes e os movimentos do Espírito Santo dentro de nós mesmos.

Precisamos ser livres de todo apego aos bens e meios materiais, para nos apresentarmos com o evangelho puro, sem alterações, livres de todo orgulho e ânsia de poder, com a consciência clara de que somos servidores do homem.

Precisamos estar equipados somente com um grande amor a Jesus Cristo, nosso modelo; equipados com o Evangelho feito vida; equipados com a confiança em Deus e com a esperança na ação do Espírito Santo no coração dos homens.


II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do Catecismo da Igreja.-

2 A fim de que este chamado ressoe pela terra inteira, Cristo enviou os apóstolos que escolhera, dando-lhes o mandato de anunciar o Evangelho: "Ide, fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos" (Mt 28,19-20). Fortalecidos com esta missão, os apóstolos "saíram a pregar por toda parte, agindo com eles o Senhor, e confirmando a Palavra por meio dos sinais que a acompanhavam" (Mc 16,20).

849 O mandato missionário. "Enviada por Deus às nações para ser 'o sacramento universal da salvação', a Igreja, em virtude das exigências intimas de sua própria catolicidade e obedecendo à ordem de seu fundador, esforça-se para anunciar o Evangelho a todos os homens (AG 1). "Ide, portanto, e fazei que todos os povos se tomem discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mt 28,19-20).

850 A origem e o escopo da missão. O mandato missionário Senhor tem sua fonte última no amor eterno da Santíssima Trindade: "A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária. Pois ela se origina da missão do Filho e da missão do Espírito Santo, segundo o desígnio de Deus Pai" (AG 2). E o fim último da missão não é outro senão fazer os homens participarem da comunhão que existe entre o Pai e o Filho em seu Espírito de amor (Cf. João Paulo II, Redemptoris Missio 23).

871 "Fiéis são os que, incorporados a Cristo pelo Batismo, foram constituídos em povo de Deus e, assim, feitos participantes, a seus modo, do múnus sacerdotal, profético e régio de Cristo, são chamados a exercer, seguindo a condição própria de cada um, a missão que Deus confiou para a Igreja cumprir no mundo." (CDC cân. 204, 1; Cf. LG 31).

897 "Sob o nome de leigos entendem-se aqui todos os cristãos, exceto os membros das Sagradas Ordens ou do estado religioso reconhecido na Igreja, isto é, os fiéis que, incorporados a Cristo pelo Batismo, constituídos em Povo de Deus e a seu modo feitos participantes da função sacerdotal, profética e régia de Cristo, exercem, em seu âmbito, a missão de todo o Povo cristão na Igreja e no mundo." (LG 31).


III) Refletindo com a Grande Cruzada .-

CM 12: Nova Evangelização
16 de fevereiro de 1997      Jesus

Hoje começais um caminho sumamente sério e de muitas responsabilidades. Quero que, como primeiro passo, tomeis consciência do muito que vos amo; de que nada é mais doce que este amor, pois procede do Pai. Assim, quando passardes através de turbulentas águas, Eu estarei convosco e não vos afogareis, quando caminhardes através do fogo, as chamas não vos consumirão. Cada pessoa que for marcada com o sinal de Deus conquista o mundo com o poder de sua fé e seu amor. Quem não estiver pronto para sofrer todas as coisas e a permanecer confiante na vontade de seu amado, não é merecedor de chamar-se Minha alma amante.

Tomai consciência de que o amor é uma comunhão, é gentileza, força, graças aceitas. O amor, ao manter a guarda sobre todos os sentidos, é casto e sensato, fiel a Deus. Agora, se Eu  amo tanto a Meus filhos e quero salvá-los, vós deveis amar de igual maneira ao homem, para chegar a ele com Minhas Palavras, com as centenas de Mensagens que tendes, para serdes Meus dignos Apóstolos, assim Meu amor alcançará a perfeição em vós.

Não penseis que neste caminho da Nova Evangelização jamais sentireis alguma dificuldade, nem sofrereis qualquer aflição; a verdadeira virtude do amor é justamente oferecer-se a si mesmo com todo seu coração sem buscar consolo em coisas pequenas ou grandes, sem esperar que alguém vos agradeça por isso. Ao contrário, vosso caminho estará cheio de obstáculos, de críticas, de inveja. Mas se sois um só Comigo, vereis Meu rosto com grande alegria, sabendo que fostes chamados a algo grande e que estais fazendo o que é certo.

Quando sofrerdes injustiças ou suportardes provações para o reconhecimento de Minha presença, ficai felizes porque isto não é outra coisa que Minha graça trabalhando em vós... Quero que leiais João 17,22.

Com relação a Minhas afirmações de vossa inserção no amor do Pai por Mim e em Meu amor por Meu Pai, vão muito além do que poderíeis imaginar. Se aceitais com fé estas afirmações, trans-formareis vossos corações, repletos com uma alegria sublime e sereis conquistados totalmente...

Vejamos, Meu Pai não se limitou a revelar seu amor por vós em Meu Coração e a vos apresentar Meu amor como o modelo a imitar, mas vos insere no amor que há entre Ele e Eu, quando amais crendo e credes amando. Agora lede João 15,9 e vos encontrareis realmente diante do mistério mais íntimo do Deus trinitário que quer vos levar ao Meu ardente Coração.

Próximo a enfrentar Minha Paixão e morte dolorosíssima, falei a Meu Pai sobre Meus discípulos, mas falei também de todos os que, mediante Meus enviados, abraçariam a fé; falei de vós. Orei por todos vós, para que amando-vos mutuamente e permanecendo unidos, participeis de Meu amor pelo Pai e do amor do Pai por Mim.

Quando tiverdes que sair para evangelizar, lede esta passagem e orai com confiança ilimitada. Este é o programa maravilhoso que vos proponho: submersos no amor de Deus, amar a Mim e a Meu Pai; no Espírito Santo, entregar-vos sem reservas ao Pai e a Mim, com total confiança, para perceber a missão de salvar almas.

Enfrentai com a realidade: chega o tempo da safra e a colheita é abundante... Quereis comprometer-vos Comigo?


CM 8: Peço que vos consagreis aos Sagrados Corações
5 de fevereiro de 1997      Jesus

Lede Sab 11,23-12,2. Sabeis que Eu não posso senão amar ao mundo que criei. Mas deveria maravilhar-vos ver como amo a um mundo submergido no pecado, com que compaixão olho para uma humanidade que, com sua rebeldia contra mim, caiu em uma imensa miséria. E mais maravilhados devereis ficar agora, quando comprovardes que assim como a Meus Apóstolos confiei uma missão solene no mundo, a missão de anunciar o amor com o qual Eu o amei, vós, Meus Apóstolos da Nova Aliança, unidos em Meu Coração, deveis permanecer unidos, para que o mundo reconheça e sinta com que amor Meu Pai enviou o Filho como Redentor.

Hoje vos chamei para que consagreis o mundo aos Nossos Corações... Meus filhos, os devotos de Meu Sagrado Coração e do Coração Imaculado de Minha Mãe não são homens fechados em si mesmos. São homens que se consagram ao Coração Redentor e ao Coração Puríssimo e se unem deste modo ao Nosso amor universal. Toda a Igreja deve saber que está a serviço do amor de Nossos Corações pela salvação do mundo. Mas a Consagração do mundo aos Nossos Corações evita também outro perigo, o dos ativistas que pensam poder salvar o mundo e melhorá-lo pela manipulação de suas estruturas econômicas, culturais e sociais, atiçando o ódio e a luta de classes contra outras classes e povos. Como se todos não fossem um só povo: o Meu.

O mais importante, o urgente é a mudança dos corações, a luta contra o egoísmo individual e coletivo, a conversão ao verdadeiro amor e à verdadeira justiça. Em síntese, não é outra coisa que a conversão à fonte de todo amor a Deus.

Os Profetas, sobretudo Jeremias e Ezequiel, quando pregam a renovação dos corações, falam contemporaneamente da "nova aliança", da nova solidariedade salvífica entre os homens... da união aos Nossos Corações.

A consagração do mundo, feita por cada comunidade, por cada grupo e pela Igreja universal é um ato solene de solidariedade salvífica, um compromisso solene com a missão que Eu vos confio ao dizer-vos "vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo..." Cada indivíduo em particular não pode se unir a esta consagração se não assume conscientemente sua parte de corresponsabilidade pelo mundo que Nossos Corações vos confiam, corresponsabilidade que é uma missão honrosa mas também cheia de sacrifícios.

Este compromisso possui alguns aspectos que não se pode descuidar: o mundo tem urgente ne-cessidade de corações cheios de amor, que sabem distinguir o amor verdadeiro do falso, homens que ajudam a colocar pontes de coração a coração, seres que inspiram o sentido da totalidade representado pelo símbolo de Nossos Corações.

Para tu que és político te digo que, quem quiser contribuir para melhorar a vida social e econômica, deve examinar continuamente a pureza das próprias intenções e dos meios empregados, conhecer as disposições interiores que devem acompanhar as mudanças estruturais propostas e ajudar aos outros a adquiri-las.

Quem se consagra aos Nossos Corações, quem participa da consagração de sua nação e da humanidade, deve ter consciência das ambigüidades que se escondem no mundo e no coração. Deve sentir profundamente a necessidade de redenção e ter uma grande confiança no poder Redentor do mundo.

Por isso, a consagração aos Nossos Corações inclui a oração constante pela purificação do pró-prio coração e pelo estabelecimento de relações interpessoais mais saudáveis, mesmo em vista de uma melhoria da vida pública.

Cada um deve dizer: consagro-me e me santifico por eles, por todos os cristãos e por todos os homens, para que eles também sejam verdadeiramente santificados e redimidos. O devoto de Nossos Corações não pode ser um renunciante. Se alguma vez se afasta das preocupações e dos deveres mundanos, fá-lo para poder depois dedicar-se novamente, com um amor mais puro e forte, a serviço dos homens, mesmo na vida pública, segundo suas possibilidades.

 

Apostolado da Nova Evangelização 2006

 

 
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