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Das mensagens de Fátima: Apelo à Récita Diária do Terço (Irmã Lúcia).
 

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 28 de agosto de 2008
XIV Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

9 de julho de 2006
Primeira Leitura: Ez 2, 2-5;
Segunda Leitura: 2Cor 12, 7-10;
Evangelho: Mc 6, 1-6

Marcos 6, 1-6

1Depois, ele partiu dali e foi para a sua pátria, seguido de seus discípulos. 2Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos o ouviam e, tomados de admiração, diziam: Donde lhe vem isso? Que sabedoria é essa que lhe foi dada, e como se operam por suas mãos tão grandes milagres? 3Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito. 4Mas Jesus disse-lhes: Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria casa. 5Não pôde fazer ali milagre algum. Curou apenas alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. 6Admirava-se ele da desconfiança deles. E ensinando, percorria as aldeias circunvizinhas.

 

I) Comentando a Palavra de Deus .-

Nexo entre as leituras

No domingo anterior os textos litúrgicos centraram-se na potência da fé. Neste domingo estão
centrados nas dificuldades para crer e na atitude dos homens diante delas.
 

Os israelitas, aos quais dirige sua palavra o profeta Ezequiel, duvidam da fidelidade de Deus que os haveria abandonado à sua própria sorte no exílio da Babilônia. Diante dessa situação rebelam-se e seu coração se endurece para as coisas de Deus (primeira leitura).

Os nazarenos sofrem também uma crise de fé diante Jesus que, por um lado, operou grandes sinais e milagres e por outro, é mais um entre os habitantes de Nazaré, é "o filho do carpinteiro" (evangelho). Paulo não está isento de dificuldades em sua fé, mas mantém-se firme porque uma voz em seu interior lhe repete: "Basta-te a minha graça" (segunda leitura).

Mensagem doutrinal

O escândalo da fé. Crer é aceitar a irrupção de Deus na própria vida e na história dos homens. É aceitar que o homem, com toda a sua técnica e todo o seu saber, não tem todos os fios dos acontecimentos em suas mãos. É aceitar o risco de que Alguém lhe indique o caminho que você não vê. Neste sentido, a fé é um autêntico escândalo.

O escândalo da fé não é coisa destes últimos séculos, nem somente dos cristãos ou dos homens religiosos; o escândalo afeta todo ser humano, também os ateus. Queiram ou não, a fé é também para eles uma pedra de tropeço na sua marcha pela vida.

Os israelitas do século VI a. C. ficaram chocados e passaram por um verdadeiro drama ao ver que Jerusalém era conquistada pelos babilônios, que os deportaram em grande número para o seu próprio país.

Onde está a fidelidade de Yahvéh a suas promessas? Onde está, perguntavam-se os israelitas, o braço poderoso de Yahvéh? Não se mostrou mais poderoso Marduk (deus babilônio) do que Yahvéh? Yahvéh nos abandonou. O escândalo devia ser gigantesco! O escândalo dos nazarenos não teria sido menor. Eles conheciam a família de Jesus, uma família absolutamente igual às outras do povo. Eles conheciam Jesus muito bem: sua infância e juventude, seus pais, seu ofício, seus parentes; viram-no crescer como um entre tantos... Não, não podemos crer no que nos contam sobre ele. Deve ter-lhe acontecido algo estranho! É evidente que não há coisa pior para a fé do que se acostumar a viver com o mistério ao nosso lado.

A fé de Paulo é provada de modo diverso. Ele foi "arrebatado" até o terceiro céu, isto é, a uma experiência de Deus absolutamente arrebatadora e profunda.

Contudo, essa experiência não o livra do espinho na "carne" (uma enfermidade? a consciência de sua debilidade diante da missão? a consciência do abismo entre ele, com todas as suas limitações e Deus, com toda a sua grandeza? o sentir o peso do próprio pecado?). Como isto é possível? Por que Deus não o livra desse espinho que o atormenta? Também Paulo passou pelo escândalo da fé.

Atitudes diante do escândalo da fé. A liturgia apresenta para a nossa consideração três atitudes diante do escândalo da fé. A primeira é a dos israelitas.

É a atitude de rebelião, de obstinação, de dureza de coração. Em lugar de buscar solução para as suas dúvidas sobre a fidelidade de Deus, aferram-se a elas, nelas se encerram e com isto seu coração se endurece diante da voz de Deus que lhes chega pelo profeta Ezequiel. Em lugar de buscar resolver suas dúvidas de fé, afundam-se mais nelas.

A segunda atitude é a dos habitantes de Nazaré. Eles não podem duvidar dos sinais e prodígios que Jesus fez em Cafarnaum e nos povoados ao seu redor. Porém não podem crer que um homem comum, e do seu povoado, como é Jesus, consiga fazer tais coisas. Eles deveriam ter se dado conta desde o começo. Não são tão tolos! Algo diferente e estranho aconteceu, ainda que não saibam o que é!

A terceira atitude, muito diversa das anteriores, é a de Paulo. A experiência de Damasco marcou para sempre sua vida. O que ele passa tem de ser explicado a partir dessa experiência. E assim, a partir dessa experiência de fé, chega a duas conclusões:

1) Diante das crises de fé está presente a graça de Cristo para enfrentá-las com decisão e valentia;

2) Na minha fraqueza é que sou mais forte, mas não com minha força, e sim com a força de Deus. A provação da fé é um momento extraordinário para aumentá-la e consolidá-la.

 

Sugestões pastorais

As dificuldades da fé, hoje. O crer encontra dificuldades em qualquer época e em qualquer ponto da terra. Quais são as dificuldades que hoje encontram nossos contemporâneos em seu caminho de fé? Algumas são as de sempre, pois a fé é um dom e devemos acolhê-lo na oração e com humildade.

Em nossos dias algumas dificuldades se acentuaram. Por exemplo, o desinteresse mais ou menos marcado pelo que não seja imediato e traga algo útil ao homem hoje, aqui e agora; a excessiva confiança na razão científica, em prejuízo da razão filosófica que predispõe para a fé; o espírito relativista dominante em amplos setores da sociedade, no qual “Deus” é um ponto de vista a mais, concorrendo com outros aparentemente mais atraentes; não poucas vezes se menciona também a imagem de uma Igreja retrógrada, arraigada no passado ao propor algumas verdades dogmáticas ou morais.

Há ainda quem diga não crer porque a fé o aliena e o faz sonhar em um mundo inexistente, tirando-lhe energias para trabalhar no mundo em que vive; ou quem pense que a fé é coisa de “velhas”... Bom, imagino que se poderá acrescentar mais algumas dificuldades à lista...

“Fortes na fé”. Se mil tentações não ocasionam uma queda, tampouco mil dificuldades trazem uma só dúvida da fé. Não. As dificuldades são “magníficas” para fortalecer nossa fé, se sabemos enfrentá-las com valentia e com decidida coerência.

Vem uma dificuldade? Reze, em primeiro lugar. Logo de início cresça diante dela, de maneira que lhe pareça pequena, ainda que seja grande. Pense também que ela vai ajudá-lo a amadurecer a sua fé, porque uma virtude não provada sempre será uma virtude imatura.

Não se esqueça, por outro lado, de estar vigilante, porque se você vigiar a verá chegar e procurará o modo de se defender e de atacá-la.

Não se esqueça também de que você não é o único a ter essa dificuldade; de que antes de você houve muitos que a tiveram e a superaram; e que agora mesmo, quando você tem essa dificuldade de fé, outros como você a estão tendo em alguma parte do nosso planeta e estão lutando como você para vencê-la. E por que não procurar alguém que o ajude, alguém experiente nessas coisas da fé, por exemplo um sacerdote amigo, uma religiosa que trabalha em sua paróquia, um paroquiano que tenha passado por uma provação como a sua e a tenha felizmente superado? É bonito sentir a solidariedade, a companhia, o apoio humano e espiritual de uma pessoa amiga!

 

II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do Catecismo da Igreja .-

143 Pela fé, o homem submete completamente sua inteligência e sua vontade a Deus. Com todo o seu ser, o homem dá seu assentimento a Deus revelador (Cf. DV 5). A Sagrada Escritura denomina "obediência da fé" esta resposta do homem ao Deus que revela (Cf. Rm 1, 5; 16, 26).

149 Durante toda a sua vida e até sua última provação (Cf. Lc 2, 35), quando Jesus, seu filho, morreu na cruz, sua fé não vacilou. Maria não deixou de crer "no cumprimento" da Palavra de Deus. Por isso a Igreja venera em Maria a realização mais pura da fé.

423 Cremos e confessamos que Jesus de Nazaré, nascido judeu de uma filha de Israel, em Belém, no tempo do rei Herodes Magno e do imperador César Augusto, carpinteiro de profissão, morto e crucificado em Jerusalém, sob o procurador Pôncio Pilatos, durante o reinado do imperador Tibério, é o Filho eterno de Deus feito homem; que ele "veio de Deus" (Jo 13,3), "desceu do céu" (Jo 3,13; 6,33), "veio na carne" (Cf. 1Jo 4, 2), pois "o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e nós vimos sua glória, glória que ele tem junto ao Pai, como Filho único, cheio de graça e de verdade... Pois de sua plenitude nós recebemos graça por graça" (Jo 1,14-16).

500 A isto objeta-se por vezes que a Escritura menciona Irmãos e irmãs de Jesus (Cf. Mc 3, 31-55; 6, 3; 1Co 9, 5; Ga 1, 19). A Igreja sempre entendeu que essas passagens não designam outros filhos da Virgem Maria: com efeito, Tiago e José, "irmãos de Jesus" (Mt 13,55), são os filhos de uma Maria discípula de Cristo (Cf. Mt 27, 56) que significativamente é designada como "a outra Maria" (Mt 28,1). Trata-se de parentes próximos de Jesus, consoante uma expressão conhecida do Antigo Testamento (Cf. Gn 13, 8; 14, 16; 29, 15).

 

III) Refletindo com a Grande Cruzada .- 

CA 113 – Minha Igreja é amada, por isso ama-a!
20 de janeiro de 1996     Jesus

O influxo de Minha intercessão divina afasta até as últimas trevas que podem reinar numa alma e, por mais miserável que possa ser, não há quem não seja susceptível de melhoramento. Digo isto para confirmar a quem não compreende o amor Divino.

Quando Pedro foi severamente julgado sobre a questão dos idólatras, quem teve proveito: os juízes ou o julgado? Somente Paulo usou de caridade para julgá-lo, porque o fez por Meu amor; todos os outros ficaram tão miseráveis como antes ou mais… Mas Pedro julgava que estava agindo bem e Eu não o repreendi por Paulo porque Me tivesse ofendido, mas, simplesmente, para dar ao primeiro Pontífice a liberdade de ação que não pensa na fraqueza alheia e não se faz de instrumento, ainda que seja involuntariamente, de escândalo ou divisão por causa de uma questão puramente formal.

Do mesmo modo acontece que, quando Eu quero dar um grau de maior perfeição a um dos Meus eleitos, faço com que suas ações sejam censuradas, para que, submetendo-se a quem é menos que ele, receba o grande bem contido na admissão da sua debilidade, ou melhor, da sua fraqueza. Mas se pensa que esta Minha vontade de humilhar o Meu eleito está estreitamente ligada a determinados períodos da vida espiritual, e não acontece nunca no início dessa mesma vida.

A verdade é sempre uma, mas o homem só a percebe gradualmente porque certas alturas dão vertigens àquele que não está habituado a elas.

Quero chamar-vos a atenção: por que perdeis tempo construindo barquinhos de papel que se
afundam?

Construí, antes, embarcações sólidas que resistam às ondas tempestuosas. Os barquinhos de papel? Minha filha, são os acontecimentos com os quais não te deves preocupar em absoluto, porque esta ou aquela coisa são muito diferentes para outra pessoa. Não permaneças com quem te tira a paz, não contribuas para a guerra do mundo.

Oh, Meus queridos, quanto vos ama este ardente Coração! Vossa honra é receberdes injúrias, infidelidades e desprezos, principalmente daqueles que deveriam amar-vos. Tantos avisos, tantas advertências! Minha filha, quando não podemos formar, ensinar a humildade de coração, esperamos… Esperai que se descubram as coisas; não há melhor aliado que o tempo. Para elas não há pior inimigo que o tempo. Enchei-vos de paz, não insistais…

Nas estradas de ferro, o trilho é a salvação daqueles que põem a sua confiança no condutor do trem. Nestas palavras simples se encerra o sentido do que hoje quero te dizer.

O trem representa os homens de boa vontade; o condutor sou Eu; os trilhos são a doutrina da
Igreja e a submissão aos seus Ministros.

Aquele que está a bordo, viaje feliz e confiante rumo ao seu destino. Com efeito, de que serviria crer em Mim sem ter boa vontade? E que fruto produziria a boa vontade se não fosse bem dirigida pela doutrina infalível, cujo depósito está nas mãos dos sucessores de Pedro? E, finalmente, de que serviria conhecer todas estas coisas sem estardes submetidos ao Meu ministro que é Meu representante?

Refleti sobre isto, porque a falta de reflexão leva muitas vezes a conseqüências incalculáveis.

Crês que Eu sou o condutor do trem? Muito bem. Então, deixa-te guiar verdadeiramente, não em palavras, mas por fatos concretos; não com a ajuda de impressões sentimentais, mas da que é feita de fé viva, esperança sentida e caridade santa. Do contrário, como podes dizer que Me reconheces como teu superior, reformador e, sobretudo, como teu verdadeiro amor? Por isso, é necessário crer, esperar e amar, de maneira substancial.

Crês que Eu pus no teu interesse estes dois trilhos de que te falei, que concernem ao magistério da Igreja e à direção dos Meus ministros? Muito bem, mas sê coerente, porque não só deves acreditar nisso, mas é necessário reger-se diariamente por esta fé. E então, estuda o que diz a Igreja, segue os conselhos dos Meus ministros.

Assim, poderá correr velozmente o trem que te conduz à vida divina e assim poderás experimentar quão sábio é o pulso do condutor, que sou justamente Eu.

É necessário que Eu robusteça o amor que tens a esta Igreja em que coloquei a salvação, e da qual tens extraído nutritivo alimento. Deves amá-la intensamente, porque sabes que é amada por Mim, e não por outro motivo, nem em consideração da salvação que podes encontrar nela. A Igreja é amada por Mim, por isso ama-a.

A Ela confiei o Meu Sangue; a Ela Me sujeito como a amantíssima esposa; Ela possui todas as Minhas riquezas, porque lhas dei. Ama-a intensamente, porque a fiz também para ti e lhe dei autoridade e sabedoria para que te proteja de todas as formas, em todas as situações, sempre. Quem não a ama não é digno de Mim e aquele que a ama torna-se semelhante a Mim, porque Eu a amo infinitamente. É belo fazer o panegírico dos Santos, mas o panegírico de Minha Igreja, mãe de todos os santos, toca a Mim e Eu o farei um dia à vista do universo inteiro. Digo-o hoje, enquanto que no exterior brame a luta contra Ela.

Quem quer encontrar armas para dar-lhe a morte, se os seus golpes lhe estão dando um novo vigor? Como farão para matá-la, se Eu os advirto que tudo o que tramam servirá para fazer mais conhecida a beleza de Minha Esposa?

Oh, não se morre na cruz, não se ressuscita do sepulcro, não se operam milagres sem a minha Onipotência. E se não tivesse ressuscitado, poderiam esperar matar também a Minha Igreja…

Oh, ilustres temerários da terra, como tremeríeis vendo hoje o que será de vós quando, chegada a frustração de vossas esperanças, puser-vos sob os pés da Minha amada Esposa.

Rezai todos, rezai pelos vossos perseguidores. É a hora do inferno que, para te contrariar, blasfema o Meu Nome na terra; do inferno que estuda, através da inteligência humana, o modo de torturar os Meus eleitos. Disse que esta é a hora. Fora com os temores, Meus amados! Eu ressuscitei para ti. Lembra-te disso e pensa que nada nem ninguém poderá privar-te de Minha efetiva vitória...

Dou-te mais um outro companheiro, Agostinho, o ardente. Alegra-te pelo presente e pelo futuro…

 

CA 120 – A confiança é fruto do amor e da esperança
21 de janeiro de 1996     Jesus

A esperança está sempre viva, porque não esmorece com as flutuações das coisas humanas, não se desvanece no vento das contrariedades, e não muda sob a chuva das contradições. Eis a explicação deste mistério.

A esperança se apóia solidamente, depois de ter feito a experiência do desespero sensível: dai-me a vossa instabilidade, e Eu vos darei a Minha estabilidade. Onde está então vossa dificuldade? Toda ela reside em esperar contra todo o cálculo humano, e esperar depois de se ter imaginado tudo o que era possível. Não se pode ir além.

O confiar é fruto da esperança, somada ao amor. Mais ainda, confiar é um ato completo no qual a fé, a esperança e o amor se unem admiravelmente. É tão divina a união confiante destas três virtudes, que Meu Coração exulta e concede com generosidade tudo o que Me pedem com confiança.

Por que tremes, oh filho Meu? Por que tremes, oh inexperiente nas vias próprias dos que se adiantam no cumprimento de seus estudos? Por que queres despertar-Me, se durmo tão bem na tua pequena barca agitada pelas ondas e pelo vento? Não, não tentes despertar-Me; não Me digas nada, porque Eu na verdade não durmo, apenas descanso em ti. Sou tão combatido em outros lugares, por que não queres que Eu repouse na tua barca?

Temes as palavras, temes o rigor da estação inclemente? E que maior razão para confiares em Mim? Anda tranqüilo, não te abandono.

 

CS 80: Vossa satisfação consiste em vos conformar à Vontade Divina
12 de novembro de 1997     Jesus

Meu Pai Me enviou, não somente como Salvador, mas também como vosso mestre. Vim ao mundo para ensinar-vos com Minhas Palavras e com Meu exemplo o modo como deveis amar a Deus, o sumo bem.

Se quiserdes o tesouro do amor divino, deveis suplicar incessantemente ao Espírito Santo, que vos dê a conhecer a Vontade Divina e pedir-lhe a cada momento a luz necessária para conhecê-la e executá-la.

Quero ensinar-vos hoje que toda vossa satisfação deve consistir em vos conformar à Vontade Divina e em que coisas em como deveis vos conformar a Ela.

É verdade que vossa salvação consiste em amar a Deus; porque a alma que não O ama, fica na morte. Então, a perfeição do amor consiste em conformar sua vontade com a do Pai. O efeito principal do amor é querer o que quer a pessoa amada de maneira que ambas tenham um só coração e uma só vontade.

Tendo pregado em uma casa, respondi que quem faz a Vontade de Meu Pai é Meu irmão, Minha irmã e Minha Mãe (vede em Mt 12, 50). Com isto, quis dizer que tenho por parentes e amigos somente àqueles que cumprem a Vontade de Deus.

Os Santos no céu amam perfeitamente a Deus. Mas, em que consiste a perfeição de seu amor? Em conformar-se inteiramente com a Divina Vontade. Por isso vos ensinei a pedir a graça de fazer Minha vontade neste mundo, como a fazem os bem-aventurados no céu.

Um ato perfeito de conformidade com a Divina Vontade é suficiente para fazer um homem santo. Que fez Paulo quando Me viu e se converteu? Ofereceu a Deus sua própria vontade para que dispusesse dela à vontade.

Escutai: Aquele que se mortifica com jejuns e penitências, o que dá esmolas e outras coisas boas, dá a Deus parte de si e de seus bens; mas quem Me dá sua vontade, Me dá tudo e por isso pode dizer: "Senhor, tendo dado a Ti minha vontade, já não me resta o que Te dar, pois tudo Te dei”.

É este o tudo que vos peço ao reclamar vosso coração, isto é, a vontade... Todo o vosso bem consiste em cumprir Minha Vontade; mas a dificuldade está em executá-la.

Pois bem, para estar disposto a executar a Divina Vontade, deveis oferecer-vos primeiro, para receber com paz e resignação tudo aquilo que vosso Pai dispõe e exige de vós. Tomai o exemplo do Rei Davi que dizia: "Senhor, meu coração está disposto..." Com estas palavras pedia somente que Deus lhe ensinasse a cumprir Sua Vontade. Deste modo mereceu que Deus o chamasse "homem feito à medida de seu coração": "Encontrei um homem conforme o Meu Coração, que cumprirá toda a Minha Vontade ".

Ouço que um grande número de pessoas Me diz: cumpre hoje Tua Vontade; faz isto, faze aquilo, faze-nos este favor, etc. Ouço também a um grupo menor que Me diz: faz o que quiseres, faça-se Tua Vontade... Uns e outros estão fixos, estáveis no pensamento que têm, no amor que têm. Os primeiro crêem, mas amam pouco; os segundos crêem muito e amam muito.

Eu mesmo vos ensinei a pedir o pão de cada dia e sob o nome de pão entendia tudo o que vos é necessário para a vida, portanto, não serei Eu quem vos direi: não peçais nada, porque ao contrário, deveis pedir, por vários motivos, até as coisas materiais. Mas há grande diferença entre pedir e ser petulantes.

Pedir é humildade, ser petulantes é crer-me duro e insensível, além de ser demonstração de muito amor próprio. No fundo, repetir sempre o mesmo pedido é pensar em si mesmo, esquecendo que Eu penso em vós mais do que vós mesmos.

Pedi pão não propriamente para pedir o pão que quereis, mas para reconhecerdes que Eu sou o “padeiro” e que tendes necessidade de Mim, seja nas coisas boas, seja nas adversas. É melhor estar em calma do que viver inquietudes; é melhor crer em Meu amor do que esperar em Meu amor. Quem Me ama, sabe que eu não falto, não tardo em lhe dar tudo; quem Me ama pouco, está sempre como se lhe faltasse a terra sob os pés, por isso sofre.

Fui claro a respeito e claríssima será a resposta aos que confiam em Mim. Quanto bem e quantos bens recebe o pequeno grupo que Me dá toda sua confiança! Inclusive pelo que se refere ao espírito, terão sempre “pão” os que o esperam de Mim. Não se sentirão sozinhos, mas serão sustentados porque interiormente Eu lhes manifesto Minha aprovação ao seu modo de pensar e agir.

Digo estas coisas hoje, quando o afã pela matéria se generalizou tanto que os valores do espírito caíram no esquecimento e desprezo. Digo estas coisas para aprovar o santo desprezo que os cristãos têm das coisas materiais, já que por esse desprezo eles podem chegar a apreciar realmente todos os dons que Eu vos faço como prêmio da confiança que têm em Mim. E quero que tu, chefe de família, infundas no coração e na mente daqueles que te confiei, um particular apego à Minha Providência, da qual sempre obtendes benefícios.

Sejam prudentes tuas palavras, a fim de consolidar esses santos pensamentos em torno de cada um de vós e a este propósito Me será grato que abandoneis a consideração (e as palavras) sobre as injustiças humanas que vos privam do que vos cabe.

O juiz sou Eu, tu és apenas Minha criatura que recebe o que Eu mando e não recebe o que Eu não quero mandar. Mas é claro que se fazes exatamente tudo o que te digo: silêncio de palavras e pensamentos sobre este assunto, receberás e poderás dar aos outros aquele cêntuplo que eu tenho reservado para os que Me seguem com desprendimento de juízo das coisas e dos acontecimentos que os rodeiam.

No mais, disse que vos darei tudo e não retiro a palavra dada; disse que Eu acrescentarei outra coisa em compensação por algumas injustiças que vos fazem e vereis que será justamente assim.

Quero de vós o coração, busco vossa vontade, não quero outra coisa. Bendizei sempre e com amor, aceitai tudo, não peçais nada. Isto Me agrada, isto é santo.

Vós, Meus eleitos Apóstolos da Nova Evangelização, deveis conformar-vos com a Vontade Divina, não somente naquelas adversidades que chegam diretamente como com as enfermidades, perda de bens, privação de seres queridos; como também naquelas que, embora Deus as tolere, porque o que acontece no mundo está disposto por Deus, embora cheguem do céu indiretamente, isto é, por meio dos homens, como as injustiças, as calúnias, as injúrias, as perseguições, etc.

Perguntareis: como é isso? Por acaso Deus quer que uns pequem, ofendendo nos bens ou na honra? Não, Eu não quero que pequem aqueles que ofendem, mas sim, quero que sofrais aquela perda, aquela humilhação, e quero que, nesses casos, vós vos conformeis com Minha Divina Vontade.

Todos os bens como as riquezas e as honras; todos os males, como as enfermidades e as perseguições, vêm de Minha Mão. Tende presente que são chamados males, mas na realidade se os receberdes com a devida resignação, não serão males e sim bens.

Recordai que as jóias que fazem mais rica e resplandecente a coroa dos santos no céu, são as tribulações sofridas por Mim com paciência e resignação, pensando que todas elas vêm de Minhas Mãos. Sabei que quando os Santos Mártires Epíteto e Aton eram atormentados com unhas de ferro e archotes acesos, diziam somente: "Senhor, faça-se em nós Tua Divina Vontade".

A alma que Me ama, não se perturba jamais, mesmo que lhe aconteça qualquer tribulação, por grande que seja. Por isso o livro dos Provérbios diz: "Nenhum acontecimento poderá contristar o justo".

Houve uma vez um monge que operava muitos milagres e que não se destacava por ser mais virtuoso que os outros, pelo contrário, era ridicularizado e criticado por suas muitas faltas, mas um dia ouviu maravilhado que era o mais imperfeito dos monges, mas que colocava toda sua atenção em conformar sua vontade à de Deus. Aquele que age assim, goza a paz que em Meu nascimento anunciaram os anjos aos homens de boa vontade, isto é, aos que conformam sua vontade com a Minha. Paz grande, duradoura, que não está sujeita a vicissitudes humanas.

Observai: o homem néscio muda como a lua, mas o justo persevera na sabedoria como o sol. O néscio se ri hoje de sua loucura, amanhã chora de desespero: hoje está humilde e tranqüilo, amanhã soberbo e furibundo; em suma, o pecador muda segundo mudam as coisas prósperas ou adversas que lhe acontecem. Enquanto o justo persevera como o sol, sempre igual, sempre sereno, sempre o mesmo, ocorra o que ocorrer.

Não poderá deixar, como homem, de sentir certas contrariedades; mas enquanto fizer a Vontade divina, ninguém poderá lhe privar daquela alegria espiritual que não está sujeita às mudanças da vida presente.

Aquele que descansa na Vontade divina, é semelhante ao homem que se encontra colocado em um ponto elevado sobre as nuvens, de onde ele vê os relâmpagos, os trovões e as tempestades que se enfurecem debaixo de seus pés, mas não o atingem nem o perturbam. Quem não deseja outra coisa que o que Deus dispõe, consegue sempre o que deseja, pois não deseja mais do que o que Deus quer que aconteça.

As pessoas que assim agem estão sempre satisfeitas porque querem sempre o que Eu quero. Chega o frio, o calor, a chuva, o vento, e ele diz: quero este frio, quero este calor, quero que chova e vente, porque assim Deus o quer. E que maior prazer para ela do que abraçar com ânimo sereno aquela cruz que lhe é enviada, sabendo que, abraçando-a com paz, dá-Me a maior alegria que pode Me dar?

Pelo contrário, que néscios são os que se opõem à Minha Vontade. Por acaso pensam que opondo-se à Minha Divina Vontade, não acontecerá o que Eu quero?

Ao fazer Minha Vontade, manifestarão que têm amado a Deus durante sua peregrinação nesta terra, vale de lágrimas para vós e para Mim, e conseguirão depois gozar de Minha presença pelos séculos na vida eterna.

 

Apostolado da Nova Evangelização 2006 

 
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