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(Nota: Devido à diferença de calendário litúrgico, com a celebração da solenidade do dia 29/06 sendo feita neste domingo no Brasil, foram colhidos comentários e orientações para estudo do Catecismo dos sites http://www.catholic.net e http://www.clerus.org) 2 de julho de 2006 Primeira Leitura: At 12,1-11; Segunda Leitura: 2Tm 4,6-8.17-18; Evangelho: Mt 16,13-19
Mateus 16,13-19 13Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? 14Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. 15Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? 16Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! 17Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. 18E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. I) Comentando a Palavra de Deus .- No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? O que os jornais têm a dizer sobre Jesus de Nazaré? E os programas de TV? O que os seus amigos têm a dizer sobre Ele? Em outras palavras, o que você tem ouvido por aí, sobre Jesus? Tal diversidade de opiniões pode fazer com que se seja tentado a pensar que uma única verdade é impossível. “Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar "aqui e além por qualquer vento de doutrina", aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades.” (Homilia do Cardeal Joseph Ratzinger, Missa “Pro Eligendo Romano Pontifice”, 18 de abril de 2005). Mas vós, quem dizeis que Eu sou? A questão que Jesus coloca para os discípulos atravessa os séculos buscando uma resposta pessoal de cada um de nós. Ito é porque ela é dirigida para aqueles que deveriam conhecê-lo melhor. “Você, meu caro cristão, vem Me seguindo já há algum tempo. Quem Eu sou na sua vida?” Pelas alegrias e provações da vida diária, encontramos Jesus nos perguntando: “Quem você realmente diz que Eu sou? Você acredita em Mim? Você confia em Mim? Você Me ama?” Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo. A resposta de Pedro à pergunta é de tal importância que a Igreja continuamente a contempla, todos os dias, na Missa e na Liturgia. Ela tem até tempos especiais, tais como Advento, Natal, Quaresma e Páscoa para meditar cada vez mais profundamente sobre a inalcançável verdade sobre Jesus e Seu amor redentor. Professar a fé na divina filiação de Cristo é o fruto perene da meditação da Igreja sobre Sua Pessoa. De fato, a expressão de fé de Pedro tornou-se a proclamação constante da Igreja, como testemunhado de maneira especial por seus Papas: “Foi Pedro quem expressou primeiro, em nome dos apóstolos, a profissão de fé: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mt 16, 16). Esta é a tarefa de todos os Sucessores de Pedro: ser a guia na profissão de fé em Cristo, o Filho do Deus vivo” (Papa Bento XVI, Homilia, 7 de maio de 2005). II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do Catecismo da Igreja .- A Igreja é una: 816 "A única Igreja de Cristo (...) é aquela que nosso Salvador depois de sua Ressurreição, entregou a Pedro para que fosse seu pastor e confiou a ele e aos demais Apóstolos para propagá-la e regê-la... Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste na ("subsistit in") Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele": O Decreto sobre o Ecumenismo, do Concílio Vaticano II, explicita: "Pois somente por meio da Igreja católica de Cristo, 'a qual é meio geral de salvação', pode ser atingida toda a plenitude dos meios de salvação. Cremos que o Senhor confiou todos os bens da Nova Aliança somente ao Colégio Apostólico, do qual Pedro é o chefe, a fim de constituir na terra um só Corpo de Cristo, ao qual é necessário que se incorporem plenamente todos os que, de que alguma forma, já pertencem ao Povo de Deus". 834 As Igrejas particulares são plenamente católicas pela comunhão com uma delas: a Igreja de Roma, "que preside à caridade". "Pois com esta Igreja, em razão de sua origem mais excelente, deve necessariamente concordar cada Igreja, isto é, os fiéis de toda parte." "Com efeito, desde a descida a nós do Verbo Encarnado, todas as Igrejas cristãs de toda parte consideraram e continuam considerando a grande Igreja que está aqui [em Roma] como única base e fundamento, visto que, segundo as próprias promessas do Salvador, as portas do inferno nunca prevaleceram sobre ela." Magistério da Igreja: 2034 O romano pontífice e os Bispos "são os doutores autênticos dotados da autoridade de Cristo, que pregam ao povo a eles confiado a fé que deve ser crida e praticada". O magistério ordinário e universal do Papa e dos Bispos em comunhão com ele ensina aos fiéis a verdade em que se deve crer; a caridade que se deve praticar, a felicidade que se deve esperar. 2035 O grau supremo da participação na autoridade de Cristo é assegurado pelo carisma da infalibilidade. Esta tem a mesma extensão que o depósito da revelação divina; estende-se ainda a todos os elementos de doutrina, incluindo a moral, sem os quais as verdades salutares da fé não podem ser preservadas, expostas ou observadas. http://www.clerus.org - Biblioteca Catequese para a Solenidade de São Pedro e São Paulo III) Refletindo com a Grande Cruzada .- CA 60 – Deste País espero grandes coisas 12 de janeiro de 1996 Jesus
A Igreja está já passando pela grande prova de fogo em que será acrisolada, passada pelo crivo, até que se opere a separação do joio. Muitos serão separados e lançados fora, porque não podem conviver nem prosperar o Bem misturado com o mal. A soberba está semeando a traição entre os Meus consagrados e, como Judas, vendem-se por idéias que consideram superiores à Minha mensagem Evangélica. A sua vaidade e orgulho não querem admitir que a divina simplicidade da Minha mensagem é adequada para estes tempos e tentam mudar o Meu Evangelho, fazendo dele o reflexo do mundo atual, mudando assim os valores autênticos. O Meu Evangelho é uma Mensagem Divina, não existe para ele um tempo determinado, pois foi prescrito para todos os tempos; em sua simplicidade e pureza, é apropriado para todas as almas, para todas as mentes e todas as idades… A criatura não é superior ao Criador, nem o homem é mais sábio que Aquele que lhe deu a vida e a sabedoria, e que é a própria Sabedoria. Os inimigos da alma reinam hoje no mundo, como uma necessidade que se admite e aceita naturalmente. É por isso que o mundo vem antes de Deus; o demônio se faz deus e a carne se mostra em toda a sua nudez, desencadeando apetites desordenados. Tira-se da alma a noção do pecado e se faz com que veja Deus como um ser longínquo e antiquado, ao qual não é preciso temer nem obedecer. Contudo, assim como o mal se espalha com facilidade, também há almas boas que sofrem, que rezam e amam. Serão elas que salvarão o mundo e a Igreja. Serão estas almas fiéis, escondidas, ignoradas e valorosas que farão renascer a Igreja nova e formosa. Deste país [Bolívia] espero grandes coisas, para isso o pus sob a proteção dos Meus Arcanjos. Eles o protegerão. Compreendei, filhos Meus, as orações e jejuns têm grande valor. Pelas orações desta Minha filha e pela intercessão de Minha Mãe, aceitei instruir-vos um pouco mais… Deveis começar a viver da fé, de toda palavra que, de uma maneira incompreensível para o homem, foi dirigida a vós…Um pouco mais… Já falta pouco para vos dizer… Não inicieis grandes realizações, vivei do que possuís porque, lembrai-vos: a quem mais foi dado, mais será pedido… Grande valor tem o sofrimento, pois Eu mesmo o escolhi para a salvação do homem. Por isso também o envio àquelas almas que foram escolhidas pelo Pai para um fim determinado. Mas elas devem aceitá-lo voluntariamente, sem desfalecimento, por mais doloroso e amargo que seja. Eu serei a sua consolação e o seu amigo…
CA 113 – Minha Igreja é amada, por isso ama-a! 20 de janeiro de 1996 Jesus
O influxo de Minha intercessão divina afasta até as últimas trevas que podem reinar numa alma e, por mais miserável que possa ser, não há quem não seja susceptível de melhoramento. Digo isto para confirmar a quem não compreende o amor Divino. Quando Pedro foi severamente julgado sobre a questão dos idólatras, quem teve proveito: os juízes ou o julgado? Somente Paulo usou de caridade para julgá-lo, porque o fez por Meu amor; todos os outros ficaram tão miseráveis como antes ou mais… Mas Pedro julgava que estava agindo bem e Eu não o repreendi por Paulo porque Me tivesse ofendido, mas, simplesmente, para dar ao primeiro Pontífice a liberdade de ação que não pensa na fraqueza alheia e não se faz de instrumento, ainda que seja involuntariamente, de escândalo ou divisão por causa de uma questão puramente formal. Do mesmo modo acontece que, quando Eu quero dar um grau de maior perfeição a um dos Meus eleitos, faço com que suas ações sejam censuradas, para que, submetendo-se a quem é menos que ele, receba o grande bem contido na admissão da sua debilidade, ou melhor, da sua fraqueza. Mas se pensa que esta Minha vontade de humilhar o Meu eleito está estreitamente ligada a determinados períodos da vida espiritual, e não acontece nunca no início dessa mesma vida. A verdade é sempre uma, mas o homem só a percebe gradualmente porque certas alturas dão vertigens àquele que não está habituado a elas. Quero chamar-vos a atenção: por que perdeis tempo construindo barquinhos de papel que se afundam? Construí, antes, embarcações sólidas que resistam às ondas tempestuosas. Os barquinhos de papel? Minha filha, são os acontecimentos com os quais não te deves preocupar em absoluto, porque esta ou aquela coisa são muito diferentes para outra pessoa. Não permaneças com quem te tira a paz, não contribuas para a guerra do mundo. Oh, Meus queridos, quanto vos ama este ardente Coração! Vossa honra é receberdes injúrias, infidelidades e desprezos, principalmente daqueles que deveriam amar-vos. Tantos avisos, tantas advertências! Minha filha, quando não podemos formar, ensinar a humildade de coração, esperamos… Esperai que se descubram as coisas; não há melhor aliado que o tempo. Para elas não há pior inimigo que o tempo. Enchei-vos de paz, não insistais… Nas estradas de ferro, o trilho é a salvação daqueles que põem a sua confiança no condutor do trem. Nestas palavras simples se encerra o sentido do que hoje quero te dizer. O trem representa os homens de boa vontade; o condutor sou Eu; os trilhos são a doutrina da Igreja e a submissão aos seus Ministros. Aquele que está a bordo, viaje feliz e confiante rumo ao seu destino. Com efeito, de que serviria crer em Mim sem ter boa vontade? E que fruto produziria a boa vontade se não fosse bem dirigida pela doutrina infalível, cujo depósito está nas mãos dos sucessores de Pedro? E, finalmente, de que serviria conhecer todas estas coisas sem estardes submetidos ao Meu ministro que é Meu representante? Refleti sobre isto, porque a falta de reflexão leva muitas vezes a conseqüências incalculáveis. Crês que Eu sou o condutor do trem? Muito bem. Então, deixa-te guiar verdadeiramente, não em palavras, mas por fatos concretos; não com a ajuda de impressões sentimentais, mas da que é feita de fé viva, esperança sentida e caridade santa. Do contrário, como podes dizer que Me reconheces como teu superior, reformador e, sobretudo, como teu verdadeiro amor? Por isso, é necessário crer, esperar e amar, de maneira substancial. Crês que Eu pus no teu interesse estes dois trilhos de que te falei, que concernem ao magistério da Igreja e à direção dos Meus ministros? Muito bem, mas sê coerente, porque não só deves acreditar nisso, mas é necessário reger-se diariamente por esta fé. E então, estuda o que diz a Igreja, segue os conselhos dos Meus ministros. Assim, poderá correr velozmente o trem que te conduz à vida divina e assim poderás experimentar quão sábio é o pulso do condutor, que sou justamente Eu. É necessário que Eu robusteça o amor que tens a esta Igreja em que coloquei a salvação, e da qual tens extraído nutritivo alimento. Deves amá-la intensamente, porque sabes que é amada por Mim, e não por outro motivo, nem em consideração da salvação que podes encontrar nela. A Igreja é amada por Mim, por isso ama-a. A Ela confiei o Meu Sangue; a Ela Me sujeito como a amantíssima esposa; Ela possui todas as Minhas riquezas, porque lhas dei. Ama-a intensamente, porque a fiz também para ti e lhe dei autoridade e sabedoria para que te proteja de todas as formas, em todas as situações, sempre. Quem não a ama não é digno de Mim e aquele que a ama torna-se semelhante a Mim, porque Eu a amo infinitamente. É belo fazer o panegírico dos Santos, mas o panegírico de Minha Igreja, mãe de todos os santos, toca a Mim e Eu o farei um dia à vista do universo inteiro. Digo-o hoje, enquanto que no exterior brame a luta contra Ela. Quem quer encontrar armas para dar-lhe a morte, se os seus golpes lhe estão dando um novo vigor? Como farão para matá-la, se Eu os advirto que tudo o que tramam servirá para fazer mais conhecida a beleza de Minha Esposa? Oh, não se morre na cruz, não se ressuscita do sepulcro, não se operam milagres sem a minha Onipotência. E se não tivesse ressuscitado, poderiam esperar matar também a Minha Igreja… Oh, ilustres temerários da terra, como tremeríeis vendo hoje o que será de vós quando, chegada a frustração de vossas esperanças, puser-vos sob os pés da Minha amada Esposa. Rezai todos, rezai pelos vossos perseguidores. É a hora do inferno que, para te contrariar, blasfema o Meu Nome na terra; do inferno que estuda, através da inteligência humana, o modo de torturar os Meus eleitos. Disse que esta é a hora. Fora com os temores, Meus amados! Eu ressuscitei para ti. Lembra-te disso e pensa que nada nem ninguém poderá privar-te de Minha efetiva vitória... CA 59 – A dor é um dom de Deus 12 de janeiro de 1996 Deus Pai
Filha queridíssima, unida a Meu filho no desejo e na redenção da Cruz, o teu coração repara o pecado pelo amor unitivo que se obtém no terno reconhecimento da Minha Bondade, unido à amargura e ao sofrimento do coração humano; pois pelo amor infinito, unido à dor infinita, opera Minha Misericórdia infinita. Mas o homem ignora isto: não quer ouvir falar da dor aceita e desejada por amor a Mim; ela é redenção por meio de Meu Filho e daqueles que se unem a Ele no sofrimento, e que, chamando com humildade o Meu Coração de Pai, chegam ao perfeito conhecimento de si mesmos, de Mim neles. Não fiques tristes se, encontrando-se neste conhecimento, tenhas que sofrer. Basta saber que por este sofrimento, Eu não Me lembrarei mais do que Me tenhas ofendido, e que aqueles por quem o teu amor satisfez a Minha Misericórdia, serão preparados para receberem os Meus dons. As almas luminosas e de elevada estatura que se encontram à Minha esquerda, são almas que se unem às dores de Meu Filho com as suas próprias dores. Elas estarão e estão muito próximas de Mim, participando da Minha vida eterna. Vou dizer-te qual é o sofrimento do Coração de Meu Filho. Compreenderás que é uma realidade. Mas desejo que o escrevas para conhecimento de tantas almas que não compreendem como o sofrimento pode chegar a divinizá-las. O sofrimento de Meu Filho está latente no universo desde que redimiu o gênero humano e assim estará até o fim dos séculos. Se não conseguis compreender que a dor é um dom de Deus e a rejeitais, quem sabe, se soubésseis o valor que tem este sofrimento a Meus olhos, não só não o rejeitaríeis, mas que até Mo pediríeis com insistência… O Meu Filho, ao entregar a Sua vida às almas, ao fazer-se homem para poder sofrer e redimi-las, elevou o sofrimento a um tal grau de sublimidade que este, ao ser aceito voluntariamente por uma alma, tornando-se vítima propiciatória, toma instantaneamente sobre si, não os seus sofrimentos, mas uma parte dos de Meu Filho, que vivem pelos séculos para a redenção do homem. O sofrimento contém em si: luz, amor e conhecimento da Verdade. O Coração de Meu Filho já não sofre, mas a Sua dor viverá no universo enquanto os homens se empenharem em não querer ver a luz, em odiar e em não querer compreender que a Verdade sou Eu. A minha visão abarca o que foi, o que é e o que será, com tanta nitidez que ninguém poderá compreender como aquilo que está ao mesmo tempo diante de mim, sem limitação nem espaço, possa não só não se confundir, mas também não se misturar… Por isso eu te digo que, desde a redenção do gênero humano por Meu Filho, quisemos que as Suas dores, angústias e sofrimentos e o Seu martírio, permaneçam através dos tempos, a fim de que estas almas eleitas continuem a assumi-los e possam participar na Sua redenção. Quando já não houver nem uma só alma para redimir e o fim dos tempos chegar, então o sofrimento do Homem-Deus desaparecerá. Por isso, minha filha, quis fazer-te ver como redime o sofrimento de Jesus… A dor suportada por Meu Filho é uma fonte inesgotável de bens e de dons divinos, fonte de santidade e de vida eterna para aqueles que, compenetrados com a sua Paixão, unem-se a Ele e com Ele suportam e sofrem este martírio lento mas intenso na sua eficácia, que é suportar o sofrimento físico e espiritual sem desfalecer, sorrindo à dor, desejando partilhá-la com Jesus, para a salvação das almas, até ao fim dos seus dias. Infelizmente, a humanidade rejeita cada vez mais a dor e procura avidamente todos os meios que a ciência descobre para a suprimir. Não quer aceitar o sofrimento na vida e chega, em seu atrevimento, a negar os méritos da Paixão e do Martírio de Meu Filho na redenção do homem. Na sua soberba e rebeldia, a humanidade quer chegar até Mim sem passar por Cristo… Não quer um Deus ferido e crucificado que lhe recorde o que Ele suportou por todos os homens, o que lhes obriga a reconhecer que Lhe são devedores de sua redenção. Querem um Deus que não os importune e um Deus longínquo, sem recordações dolorosas que possam causar-lhes remorsos. Querem que Deus vá reconhecendo que eles, sem Ele, ao descobrir todos os mistérios da natureza, vão se apoderando da grande força escondida no Universo, porque para o fazerem, não têm necessidade dEle, uma vez que são seres inteligentes e livres. Ignoram que essa inteligência, Eu a dei para que sigam trabalhando para Mim na grande obra do universo. Também aqueles que Eu elevei à mais alta dignidade querem forjar, para si e para os outros, um Deus que se submeta às suas ambições e aos seus caprichos. Querem mudar a Igreja ao ritmo materialista do mundo, introduzindo nela modas e costumes que roçam a heresia e o erro. A liberdade não deve ser independência e libertinagem… A evolução não consiste em mudar a fé para que a Igreja seja melhor. A Igreja traz em si, desde que foi fundada por Cristo e iluminada pelo Espírito Santo, todos os gérmens divinos para o seu gradual desenvolvimento nos tempos, para a sua evolução divina nas almas que a formam, continuando nelas tudo o que, sendo eterno, pode conduzi-las ao seu Deus. Ao saírem das vias traçadas pela mão de Jesus, desviam-se perigosamente para a heresia, para a rebeldia contra as leis divinas, para a soberba, para, erigindo-se renovadores da sua Igreja, não acatar Suas Leis... Para chegar a Mim, Luz inacessível, é necessário passar por Cristo e por Maria. É preciso seguir Seus passos e acatar, humildemente, os desígnios divinos. Assim será reconhecido pelo homem fiel se quiser Me encontrar, que, com Meu Divino Filho e o Espírito Santo, somos um só Deus. Por isso, o Coração de Meu Filho, que deu pelos homens até a última gota do Seu Sangue, quer permanecer no universo por meio desses Seus sofrimentos, que vivem e permanecem como ajuda e alento para as almas que anseiam pelo divino e querem unir-se a Ele na redenção. O seu amor misericordioso torna assim presente e perene Sua redenção para muitas almas que existiram, existem e existirão no decorrer dos tempos. Que sofram calada e humildemente, sentindo a fome da salvação das almas, passando por todas as tribulações, na medida em que Eu lhas quero enviar. Assim unir-se-ão ao sofrimento de Meu Filho e saberei que procuram o Reino de Deus nas almas. Apostolado da Nova Evangelização 2006 |