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Missionária da Imaculada - Padre Kolbe (da coluna "Plantão da Fé", revista O Mílite de julho 2006)
Antes de mais nada, é importante esclarecer que para os cristãos a primeira e fundamental consagração é a consagração batismal. Em sentido originário, portanto, a consagração é um ato de culto dirigido a Deus, podendo, no entanto, analogicamente ser referida a Maria. De fato, São Luís Maria Grignion de Montfort, em seu Tratado da verdadeira devoção a Maria, escreve:
"A perfeita consagração a Jesus Cristo, pois, nada mais é do que uma consagração perfeita e total de si mesmo a Maria; ou, em outras palavras, uma renovação perfeita dos votos e das promessas do santo batismo". O Papa João Paulo II reforça a afirmação de São Luís questionando: "Como poderíamos viver o nosso batismo sem contemplar Maria, a bendita entre as mulheres, que tão bem recebe o dom de Deus? Cristo no-la deu por mãe. Deu-a por mãe à Igreja... Todo católico espontaneamente a Ela confia a sua oração e se consagra a Ele para melhor se consagrar ao Senhor".
A consagração é antes de tudo um ato voluntário e consiste na entrega total de si a Maria, como conseqüência do reconhecimento da sua missão materna e exemplar na vida cristã. Esta entrega enriquece a vida espiritual do cristão enquanto o ajuda a viver concretamente a espiritualidade de Maria: disponibilidade, dedicação, aceitação da vontade de Deus, humildade... O fundamento bíblico desta entrega total de si mesmo a Maria encontramos em Jo 19,25-27. O texto grego diz: "E a partir dessa hora o discípulo a recebeu entre seus bens" (v.27). Os bens a que o evangelista se refere são os dons de Jesus aos seus discípulos: o Espírito Santo, a sua palavra, a alegria, a paz... Maria é, portanto, um dom entre os dons e acolhê-la na própria vida quer dizer acolher a vontade de Jesus. São Maximiliano, partindo da sua experiência pessoal de consagração, diz que quanto mais uma pessoa pertence à Imaculada, com maior franqueza e maior liberdade pode aproximar-se de Deus. |