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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

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São Carlos, 11 de outubro de 2008

Casinhas de Oração

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Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   
18 de junho de 2006

(Devido à importância desta Solenidade, o ANE Internacional propõe a reflexão
sobre as leituras de Corpus Christi para esta semana de junho.)

18 de Junho de 2006
Primeira Leitura: Ex. 24, 3-8;
Segunda Leitura: Heb 9, 11-15;
Evangelho: Mc 14, 12-16.22-26

 

Marcos 14, 12-16

No primeiro dia dos Ázimos, em que se imolava a Páscoa, perguntaram-lhe os discípulos: Onde
queres que preparemos a refeição da Páscoa? Ele enviou dois dos seus discípulos, dizendo: Ide à cidade, e sair-vos-á ao encontro um homem, carregando um cântaro de água. Segui-o e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa: O Mestre pergunta: Onde está a sala em que devo comer a Páscoa com os meus discípulos? E ele vos mostrará uma grande sala no andar superior, mobiliada e pronta. Fazei ali os preparativos. Partiram os discípulos para a cidade e acharam tudo como Jesus lhes havia dito, e prepararam a Páscoa.

Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu-lho, dizendo: Tomai, isto é o meu corpo. Em seguida, tomou o cálice, deu graças e apresentou-lho, e todos dele beberam.

E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos. Em
verdade vos digo: já não beberei do fruto da videira, até aquele dia em que o beberei de novo no Reino de Deus. Terminado o canto dos Salmos, saíram para o monte das Oliveiras.

 

I) Comentando a Palavra de Deus .-

Nexo entre as leituras

A aliança ou pacto é o ponto de referência, quase obrigatório, dos textos litúrgicos. A aliança selada com o sangue de Cristo é o coração do culto e da vida da Igreja: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por todos” (evangelho).

Esta aliança está prefigurada e dá caráter definitivo à antiga aliança, selada com sangue de novilhos: “Eis, disse ele, o sangue da aliança que o Senhor fez convosco, conforme tudo o que foi dito” (primeira leitura).

A aliança no sangue de Cristo perpetua a presença de Deus entre nós e purifica a humanidade de todos os seus pecados “para poder dar culto ao Deus vivo” (segunda leitura).

 

Mensagem doutrinal

A antiga aliança. O texto da primeira leitura menciona algumas partes do rito de aliança, comum aos povos orientais da época: Primeiramente o caráter recíproco da aliança: Yahvéh de um lado e o povo do outro; logo, as cláusulas do pacto, que indicam os conteúdos obrigatórios a que se comprometem, seja Deus, seja o povo; o sacrifício de comunhão, que culminará em um banquete; o rito de aspersão do sangue sobre os contraentes do pacto, mediante o qual este se ratifica.

A condescendência de Deus com o homem chega a estes extremos de um pacto recíproco! Este
pacto nos fala com clareza meridiana do amor de Deus e de sua eterna fidelidade.

Este pacto, apesar de tantas infidelidades ao mesmo por parte de Israel, foi sempre um ponto de referência sem igual e um sinal inequívoco de esperança e de renovação permanente em suas vicissitudes históricas. Israel aprendeu, pouco a pouco, em sua longa experiência histórica, que Deus jamais abandona, que sua fidelidade “dura para sempre”. Vendo a fidelidade de Deus, Israel sentiu a força atrativa da fidelidade, de responder ao pacto com Yahvéh com um Amém sincero e definitivo.

A nova aliança. Por causa das constantes infidelidades de Israel a Yahvéh, Deus revelou ao profeta Jeremias a promessa de uma nova aliança, uma aliança inscrita no interior do coração, que dará a todos o dom do conhecimento de Deus e de seu perdão misericordioso (Jer 31, 31-34). Essa promessa chegou a seu cumprimento definitivo em Jesus Cristo, na ceia pascal que ele comeu com seus discípulos na noite em que ia ser entregue, no sangue da aliança, derramado por todos no alto do calvário.

Os judeus recordavam a antiga aliança a cada ano na festa da Páscoa; nós cristãos recordamos e revivemos a nova aliança a cada dia, mas de maneira especial no domingo, na celebração eucarística. A festa da aliança já não é anual, mas diária, semanal.

Não esqueçamos: aliança recíproca de Deus com a Igreja e com cada um de seus filhos e, conseqüentemente, da Igreja e de cada um de seus filhos com Deus. Todos e cada um de nós cristãos temos de valorizar a beleza de uma aliança com Deus no sangue de Jesus Cristo e, por sua vez, e seriedade e a responsabilidade de um pacto, ao qual juramos fidelidade.

 

A novidade da aliança. O evangelho e a segunda leitura apresentam alguns traços desta novidade.
1) Em Jesus Cristo coincidem o mediador da aliança (na antiga aliança - Moisés) e a vítima sacrificada, com cujo sangue se sela e ratifica (na antiga, o sangue dos novilhos);
2) A aliança no sangue de Cristo já não se faz somente com o povo de Israel, mas com toda a
humanidade. Por isso, seu sangue “é derramado por muitos” e nos alcança “uma redenção eterna”;
3) A aliança que Cristo estabelece entre Deus e a humanidade não somente é nova, é também
definitiva. Assim como em Cristo a revelação encontra sua plenitude, igualmente nele a aliança
encontra a plenitude. Ele não sela a penúltima, mas a última aliança em absoluto;
4) A aliança entre Deus e o homem em Cristo Jesus está presente, com seu caráter definitivo, na história e por isso submetida às diversas situações espaço-temporais.

Esta aliança culminará e alcançará sua perfeição no fim dos séculos, na eternidade com Deus.
Por isso Jesus diz aos discípulos: “já não beberei do fruto da videira, até aquele dia em que o beberei de novo no Reino de Deus”.

 

Sugestões pastorais

Sacerdotes da nova aliança. A nova aliança está destinada a todos os homens. Jesus Cristo, o seu Mediador, necessita de lábios para que chegue a todos a boa notícia desta aliança. Necessita de lábios e mãos que consagrem o pão e o vinho da nova aliança e distribuam aos homens.

Seja Deus, sejam os homens, há a necessidade de sacerdotes. É preciso que a comunidade criada tome maior consciência desta necessidade. Se não houver sacerdotes, quem fará presente no mundo a mediação de Cristo entre Deus e os homens?

Se as famílias cristãs não têm filhos ou têm um, no máximo talvez dois, não será conseqüência
que diminua o número dos chamados por Deus ao sacerdócio? Se os novos casais convivem
sem se casar ou casam-se somente no registro civil ou, o que é pior, não são casais heterossexuais, não será quase impossível que seus filhos, caso os haja, consigam ouvir o chamado de Deus a uma vocação sacerdotal? São perguntas graves. Toda a comunidade cristã deve colocá-las e deve colaborar, na medida em que possa, para buscar e oferecer respostas válidas.

 

Dar culto ao Deus vivo. Na Eucaristia está presente Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por isto a Igreja católica deu e continua dando culto de adoração à Eucaristia, não somente durante a missa, mas também fora da sua celebração.

O Papa João Paulo II escreveu: “A Igreja e o mundo precisam muito do culto eucarístico. Jesus
nos espera neste sacramento do amor. Não regateemos o tempo para ir encontrá-lo na adoração, na contemplação cheia de fé e aberta a reparar as faltas graves e os delitos do mundo. Que a nossa adoração nunca cesse” (cf CIC 1380).

Há quem atribua à agitação da vida o não ter tempo para o culto eucarístico, mas sejamos sinceros… têm tempo sim, para assistir a uma partida de futebol, passar grande parte da noite em uma discoteca, ir à praia no fim de semana, ficar imóvel diante da televisão vendo um filme ou se divertindo com um programa de variedades.

São todas coisas boas em si, mas por que não dar um espaço, entre estas ou outras atividades, para ir à Missa ou para entrar alguns minutos na igreja e adorar a Jesus Sacramentado? Que me perdoe o Senhor, mas ao menos isso, ao menos isso!

 

II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do Catecismo da Igreja .-

1322 A Santa Eucaristia conclui a iniciação cristã. Os que foram elevados à dignidade do sacerdócio régio pelo Batismo e configurados mais profundamente a Cristo pela Confirmação, estes, por meio da Eucaristia, participam com toda a comunidade do próprio sacrifício do Senhor.

1333 Encontram-se no cerne da celebração da Eucaristia o pão e o vinho, os quais, pelas palavras de Cristo e pela invocação do Espírito Santo, se tornam o Corpo e o Sangue de Cristo. Fiel à ordem do Senhor, a Igreja continua fazendo, em sua memória, até a sua volta gloriosa, o que ele fez na véspera de sua paixão: “Tomou o pão...” “Tomou o cálice cheio de vinho...” Ao se tomarem misteriosamente o Corpo e o Sangue de Cristo, os sinais do pão e do vinho continuam a significar também a bondade da criação. Assim, no ofertório damos graças ao Criador pelo pão e pelo vinho, fruto “do trabalho do homem”, mas antes “fruto da terra” e “da videira”, dons do Criador. A Igreja vê neste gesto de Melquisedec, rei e sacerdote, que “trouxe pão e vinho” (Gen 14,18), uma prefiguração de sua própria oferta.

610 Jesus expressou de modo supremo a oferta livre de si mesmo na refeição que tomou com os Doze Apóstolos (Cf. Mt 26, 20) na “noite em que foi entregue” (1 Cor 11,23). Na véspera de sua Paixão, quando ainda estava em liberdade, Jesus fez desta Última Ceia com seus apóstolos o memorial de sua oferta voluntária ao Pai (Cf. 1 Cor 5, 7), pela salvação dos homens: “Isto é o meu corpo que é dado por vós” (Lc 22,19). “Isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que é derramado por muitos para remissão dos pecados” (Mt 26,28).

611 A Eucaristia que instituiu naquele momento será o “memorial” (Cf. 1 Cor 11, 25) de seu sacrifício. Jesus inclui os apóstolos em sua própria oferta e lhes pede que a perpetuem (Cf. Lc 22, 19). Com isso, institui seus apóstolos sacerdotes da Nova Aliança: “Por eles, a mim mesmo me santifico, para que sejam santificados na verdade” (Jo 17,19; Cf. Cc. Trento: DS 1752, 1764).

103 Por este motivo, a Igreja sempre venerou as divinas Escrituras, como venera também o Corpo do Senhor. Ela não cessa de apresentar aos fiéis o Pão da vida tomado da Mesa da Palavra de Deus e do Corpo de Cristo (Cf. DV 21).

1003 Unidos a Cristo pelo Batismo, os crentes já participam realmente na vida celeste de Cristo ressuscitado (Cf. Fil 3, 20), mas esta vida permanece “escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,3). “Com ele nos ressuscitou e fez-nos sentar nos céus, em Cristo Jesus” (Ef 2,6). Nutridos com seu Corpo na Eucaristia, já pertencemos ao Corpo de Cristo. Quando ressuscitarmos, no último dia, nós também seremos “manifestados com Ele cheios de glória” (Cl 3,3).

1275 A iniciação cristã realiza-se pelo conjunto de três sacramentos: o Batismo, que é o início da vida nova; a Confirmação, que é sua consolidação e a Eucaristia, que alimenta o discípulo com o Corpo e o Sangue de Cristo em vista de sua transformação nele.

1337 Tendo amado os seus, o Senhor amou-os até o fim. Sabendo que chegara a hora de partir deste mundo para voltar a seu Pai, no decurso de uma refeição lavou-lhes os pés e deu-lhes o mandamento do amor (Jo 13, 1-17). Para deixar-lhes uma garantia deste amor, para nunca afastar-se dos seus e para fazê-los participantes de sua Páscoa, instituiu a Eucaristia como memória de sua morte e de sua ressurreição, e ordenou a seus apóstolos que a celebrassem até a sua volta, “constituindo-os então sacerdotes do Novo Testamento” (Cc. de Trento: DS 1740).

1355 Na comunhão, precedida pela oração do Senhor e pela fração do pão, os fiéis recebem “o pão do céu” e “o cálice da salvação”, o Corpo e o Sangue de Cristo, que se entregou “para a vida do mundo” (Jo 6,51):

Porque este pão e este vinho foram, segundo a antiga expressão, “eucaristizados”, “chamamos este alimento de Eucaristia, e a ninguém é permitido participar na Eucaristia senão àquele que admitindo como verdadeiros os nossos ensinamentos e tendo sido purificado pelo Batismo para a remissão dos pecados e para o novo nascimento, levar uma vida como Cristo ensinou” (S. Justino, Apol. 1, 66: CA 1, 180 (PG 6, 428)).

1378 O culto da Eucaristia. Na liturgia da missa, exprimimos nossa fé na presença real de Cristo sob as espécies do pão e do vinho, entre outras coisas, dobrando os joelhos, ou inclinando-nos profundamente em sinal de adoração do Senhor. “A Igreja católica professou e professa este culto de adoração que é devido ao sacramento da Eucaristia não somente durante a Missa, mas também fora da celebração dela, conservando com o máximo cuidarem com solenidade, levando-as em procissão (MF 56).

 

III) Refletindo com a Grande Cruzada .-

CM 58: A Eucaristia, Sacramento de Meu Amor
21 de abril de 1997 Jesus

Com a Confissão concedo o perdão, isto é, tiro as feiúras de vossas almas e o faço para que Minha Graça entre para habitar em vós e cresça cada vez mais. Mas tanto o perdão que ofereço como a Graça que participo, são atos preparatórios.

Sendo Vontade do Pai honrar a Humanidade que Lhe entreguei em Meu sacrifício, é o Pai mesmo quem dispõe as almas a Me receber. Trata-se do Filho predileto, e os olhares que troca Comigo são totalmente incompreensíveis para vós. Também os incentivos que vos dá são predispostos por Ele, a fim de que na atração vossas vontades se integrem um pouco à única Vontade que Nos une, Trindade e Unidade eternas.

É assim como a Eucaristia é o verdadeiro Sacramento de Amor porque nasceu do Amor infinito do Pai por Mim e se manifesta com a obra de Misericórdia em vós... Para vosso proveito Eu Me dou a vós; no entanto, a utilidade das almas é conseqüência do Amor do Pai por Mim. Por isso o próprio Pai, ao Me amar e Me honrar, vos torna partícipes de Meus méritos, dá a Mim, oculto misticamente, mas muito presente no Sacramento do Amor.

Oh queridas alminhas que acodem ao néctar que derramo de Meus altares e os vossos, se soubésseis que grandioso ato de Amor é a Eucaristia, não estaríeis pensando tanto em vós mesmos. O que é a justificação e a doçura de uma alma que comunga Comigo, em comparação com a Honra e a Glória e o Amor que Eu, Meu Pai e o Eterno Espírito manifestam por Minha mesma Humanidade justamente com a Eucaristia?

Sim, a alma desfruta de Mim, mas pensai que união vibra no amor mútuo que media entre Nós
que nos deleitamos em glorificar uma Humanidade, como pode deleitar-Se um Criador em Sua
obra máxima.

Com efeito, Minha própria Humanidade é a obra mestra das mãos de Meu Pai pela qual, embora somente como Homem Ele Me honra como se honra a Si mesmo... O Pai infinitamente bom e tão esquecido pelas cegas criaturas; o Pai cheio de minha Sabedoria e de Nosso Amor, em Trindade e Unidade, quis e quer uma Humanidade no Seu mesmo nível: Ah, amai a este Pai, adorai-O, fazei-O conhecer a todos! Em Mim colocou Sua Onipotência e Eu que fui Homem como vós, como tu que escreves ou tu que escutas, exteriorizo a Glória e a Beleza de Meu Pai dando-Me em alimento a vós, pequenos, amados e desejados irmãos Meus.

Tudo o que é Meu é vosso. Sou vosso, sede Meus. Como Eu pertenço ao Pai, assim vós Me pertenceis. Como Eu estou unido ao Pai, assim vós devereis estar unidos a Mim e a Ele. Para isto vim ao mundo e para isto paguei, se bem recordais.

Agora dizei-Me: que doçuras quereis ainda quando vindes a Mim e Eu Me dei a vós na Comunhão? Compreendestes o que Eu penso do Sacramento do Amor? Ouvistes quais são as intenções de Meu Pai ao dar e manter na terra Meu Corpo, Minha Alma, Minha Divindade?

Amados: pequenos e amados irmãos Meus, se não vos amasse tanto, como poderia vos falar
assim? Há um amor maior que este? Poderia existir um Pai mais bondoso, mais amoroso que
Meu adorado Pai?

Eu vos disse: Vinde, Eu vos aliviarei; mas ao vos aliviar Me revelarei a vós gradualmente, até que chegueis a ser uma só chama, isto é, até que sejais o fogo que arde fortemente em Mim. Sim, vós sereis Minha chama e Eu amarei em vós, de maneira divina, ao Pai Bendito que, por meio de Mim deu e dará a todos os homens que quiserem, a mesma glória e o mesmo Amor que tem por Mim.

Venite ad me omnes (“Vinde a mim, vós todos” Mt 11,28). Sou o Jesus que se abrasa e espera no Sacramento do Amor.

 

CA 84: A Salvação está na Eucaristia
15-1-96 Jesus

O Meu Coração deseja ardentemente a salvação do mundo. E esta salvação está na Eucaristia e no amor ao Meu Coração, unido ao Coração Imaculado de Minha Mãe. Foi Ela que Me deu o Meu Coração. Eu o tive por Ela assim como por Ela e nEla Me fiz homem, por Ela amei, amei esta humanidade que não quer compreender nem o nosso sacrifício nem o nosso amor.

Por este sacrifício incomparável, por este amor infinito, desejo salvar esta humanidade que se
empenha em procurar sua ruína e sua condenação eterna. Por isso quero que todas as almas se sintam inflamadas no amor e conhecimento Eucarístico e se disponham a levar às outras o que nelas transborda, e que ajam apenas guiadas pela Minha Caridade infinita, que é luz, verdade e justiça no amor de Deus Pai, Filho e Espírito…

 

CM 21 – Tudo é possível ao que crê
26 de fevereiro de 1997 – Jesus

Filha Minha, começa lendo Marcos 9,23-24. O pai do menino me disse: "Se podes fazer algo..."
Eu respondi: Tudo é possível ao que crê.

Por acaso não transformei água em vinho, dando-o a beber às pessoas não mostrei Minha graça e Meu poder?... Na cidade de Naim, não ressuscitei o filho de uma viúva? No deserto da Judéia, em Samaria, na Galiléia e em Cafarnaum, não demonstrei Minha compaixão e Meu amor?

O mesmo que fiz há dois mil anos, estou fazendo hoje no coração e nas famílias dos que crêem
em Meu Nome, no poder de Meu Nome. É isto que o homem de hoje precisa fazer: Crer em Mim; e, para crer em Mim, precisa Me conhecer, meditar, viver Minha Palavra com a força de Meu Espírito.

Quer fazer maravilhas em tua vida e em tua família. Basta uma só coisa... O que disse ao pai do menino, digo também para vós, através de Minha Palavra estou dizendo para ti, Maria, para ti, Fernando, para ti, Pedro, para ti, Yola, Minha pequenina: tudo é possível ao que crê.

Lê Marcos 16, 17-18. Eu vos deleguei todo poder para expulsar espíritos do mal que oprimem os corações e a vida dos homens. É isto que precisais fazer: apropriar-vos do nome que cura, do nome que salva, do nome que liberta, do nome diante do qual todo joelho se dobra, no céu, na terra.

Se, a cada vez que sentis a ação do inimigo em vossa vida, em vossa casa, em vossa família,
falardes com autoridade, como Eu fiz: Em nome de Jesus, retira-te, Satanás. Em nome de Jesus, retira-te, depressão. Em nome de Jesus, retira-te, doença física, doença espiritual. Em nome de Jesus, longe de nós tudo o que pertence a Satanás, porque somos de Jesus, somos filhos de Deus, somente a Ele pertencemos e neste momento somos lavados e purificados com o Sangue de Jesus Cristo, porque o sangue de Jesus tem poder. Experimenta em tua vida, filhinha. Agarra firme Minha Mão e vence todos os problemas espirituais.

Se tu não dás testemunho de Mim em tua família, como ireis conhecer-Me? Como Me invocará
quem não Me conhece? Que poder pode ter quem não sabe de Minha vida? A vida que Eu prometo e dou é Eu mesmo, e não uma vida condicionada pelas circunstâncias, boas ou más. Chama-Me, Minha filha, implora o poder de Meu sangue redentor porque os milagres ocorrem
somente para quem tem fé, para quem crê. Tu não sabes o quanto consolas Meu Coração dilacerado pelos sofrimentos, ignoras quantas vezes tomo tua mão e beijo com infinito amor tua fronte, teu rosto dolorido... Mas é preciso que leias, medites e vivas Minha Palavra cada vez mais. O ser humano não é uma ilha, precisa de uma comunidade de fé, de um grupo de oração. Gente que vá rezar contigo, que te impulsione a viver Comigo as 24 horas de cada dia.... Sem a Eucaristia e a oração pessoal, é difícil crescer na fé e no Meu conhecimento. Assim como em uma casa santa sentes Minha paz, em uma alma santa encontras Meu amor.

Ora louvando a Meu Pai pela manhã e, depois de preencher-te Conosco, pede Meu Espírito. Então farás como um pequeno exorcismo, dou um exemplo: Em nome de Jesus, eu te ordeno: retirate, Satanás, retira-te depressão, retira-te doença física, mental, ódio, amargura e pecado, porque eu sou de Jesus, sou filho de Deus e te ordeno, espírito do mal, prostra-te diante de Jesus e afasta-te de mim, desta casa, porque a Palavra de Deus diz: "ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e nos infernos. E toda língua proclame que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai." Retira-te, Satanás, em nome de Jesus, porque Jesus tem compaixão de mim. Depois agradece, pequena, sempre agradece o poder de Meu Nome, o poder de Meu Sangue...

Depois vem o momento da graça. Entrega-Me estes minutos e coloca-te na Minha presença, para Comigo adorar ao Pai. Confia em Mim, Eu sei exatamente quais são as necessidades de cada filho, e tu, sabes quais são Minhas necessidades com relação a ti, a tua família? Medita, filha, enche-te de Minha Palavra e acolhe o Meu Espírito em teu coração para que te inunde de fé. Que acenda em teu pequeno coração a fé ardente, o amor à Minha Palavra, a esperança, a caridade para que possas ser uma cristã resoluta.

Peço-te que te unas à tua família e façais esta pequena oração: Senhor, Deus Pai todo-poderoso, este Teu povo está enfermo. Enfermo da alma e enfermo do corpo. E nós queremos clamar neste momento: cura o Teu povo de toda falta de amor, cura a Teu povo de todo fechamento do coração, de toda tristeza e angústia, de toda falta de fé e perdão. Oh Senhor, socorre o Teu povo em suas dificuldades de crescimento espiritual, socorre o Teu povo carente de Tua graça e de Teu amor. Tem Misericórdia de nós em nome de Jesus Cristo, Teu Filho. Amém. Em Meu Nome, perdoai, Minha filha...

Agora, diz-me: não queres parecer-te Comigo? Minha pobreza é rainha do mundo... Tua vontade de amar é a livre nudez de tua sensibilidade, sua purificação. Teu coração ama sem saber e tuas obras seguem seus impulsos. O vazio de teu coração é o que sobre no Meu, ansioso por amar e se dar... O vazio de uma alma - adquirido por experiências, renúncias e sacrifícios, é o cheio de Amor. Para que possa dar sua plena medida, o recipiente tem que estar vazio das vaidades mundanas. É este o motivo pelo qual quero de ti o desprendimento do que é criado para dar todo o espaço ao incriado. Nele voltarás a encontrar tua sensibilidade de amor purificada.

Eu semeio o amor a mãos cheias, mas somente dá fruto quando a terra está bem preparada para receber a Semente celestial. Os pequenos mendigos do amor, os famintos se nutrem e por sua vez nutrem Àquele que os alimenta. O vai-vem do amor não cessa nas almas que o aceitam. O cume do amor é amar através de todos os sofrimentos da vida; é fazer de teu coração um braseiro de amor e de caridade; é a transparência do amor metamorfoseando-se na pele do corpo humano; é o sobrenatural transformando o natural; são as escórias do pecado desaparecendo nas enormes profundidades do divino para ali serem exterminadas... É a vontade da alma profundamente unida à Minha e o natural se move somente sob a ação do Espírito do amor, como um tule transparente que toma a forma do que recebe livremente de Minha ternura e, por sua vez, faz-se também ternura...

 

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