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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 08 de setembro de 2008
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O Evangelho de Judas: Uma nova traição a Jesus! PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

Dois mil anos depois, já não por 30 moedas de prata, mas por milhões de dólares em publicidade e para matar não seu corpo, mas sua imagem de Deus e Salvador do mundo.

Por: Jorge Hernán López Carvajal
Diretor do Grupo Internacional para a Paz ( Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo )

Há alguns meses vimos os excessos e revoltas dos muçulmanos apenas por umas caricaturas inofensivas de seu profeta Maomé, em que chegaram até a queimar edifícios inteiros e a matar em nome de Alá. Hoje nós, os cristãos católicos, nem sequer levantamos nossa voz, para denunciar tão gigantesca blasfêmia diante de nossos olhos, o que me confirma uma das principias razões pelas quais centenas de imagens de gesso e pedra investigadas por nós ao redor do mundo, inexplicavelmente choram não somente lágrimas humanas, mas também sangue, pois como diz a palavra de Deus, “…se estes se calarem, clamarão as pedras”. (Lc 19, 40)

Da mesma forma que Judas foi tecendo seu macabro plano para entregar Jesus aos membros do Sinédrio, alguns dos canais de televisão a cabo foram preparando a humanidade com seus excelentes e atrativos documentários sobre as ciências e a natureza, caracterizados por seu rigor científico, com os quais adquiriram nível mundial, rigor que agora perderam completamente ao se pretender doutores em teologia e ao lançar seus dardos contra a sã doutrina conservada por mais de dois mil anos.

Primeiro pretenderam explicar as pragas do Egito pela explosão de um vulcão, depois quiseram demonstrar que Jesus tinha irmãos em um dos documentários mais pobres pela falta de provas concretas. Posteriormente buscaram dar explicação científica para os milagres de Jesus, cegando até a dizerem coisas tão absurdas tais como Jesus não caminhou sobre as águas mas sobre um pedaço de gelo que boiava, depois promoveram o famoso código Da Vinci, com o que exacerbaram a imaginação do mundo, fazendo com que fosse visto como um trabalho histórico, fruto de uma pesquisa séria, mas que não é mais que uma bem entretecida fábula anticristo, produto da imaginação de Dan Brawn e agora, quando a fé das pessoas  se preparava para ter novamente a chama de avivamento durante a semana santa, lançou-se ao mundo com pratos e tambores o evangelho proibido de Judas, que nem é evangelho, nem foi proibido, nem foi Judas quem o escreveu, pois na antigüidade era muito freqüente, tanto entre os judeus como os gregos, atribuir um escrito a um personagem famoso para conferir maior autoridade, no que se denomina pseudo-epigrafia ou falsa autoria.


É surpreendente o inusitado interesse geral das pessoas por conhecer este códice escrito 250 anos depois da morte de Judas, quando nem nos interessamos em conhecer a fundo os livros mais importantes da humanidade, os quatro evangelhos, Mateus, Marcos, Lucas e João, documentos que verdadeiramente foram escritos por testemunhas oculares, os apóstolos de Jesus e seus discípulos, poucos anos depois dos fatos, que em quatro formas de narrar os mesmos acontecimentos, revelam-nos tudo o que aconteceu com Jesus, Deus feito homem. 

Este nosso desinteresse em conhecer nossa fé, é o caldo de cultivo da confusão, por isso ficou tão bem marcada a frase “Católico ignorante, seguro protestante”.

Pode-se ver então claramente como o cristianismo se converteu no principal objetivo de grandes impérios econômicos que com seus planos ocultos, deixam ver o conteúdo de seus programas, suas macabras intenções de confundir os crentes, pelo que devemos nos prevenir, pois o grande pecado de Adão e Eva não foi cometido por fome, mas pela dúvida que Satanás neles semeou.

Durante vários anos, em minhas palestras sobre os perigos dos meios de comunicação, adverti a necessidade de discernimento de tudo o que captam nossos sentidos, e mais ainda, o que constantemente entra por nossos olhos através desse objeto protagonista de nossas salas, a televisão.

Este suposto “evangelho de Judas”, encontrado em 1970 perto de Minya, no Egipto, é um fragmento perdido, pertencente à conhecida biblioteca gnóstica encontrada em 1945 em Nag Hammadi, escrito em língua Copta, sobre papiro, que de fato foi datado entre os anos 220 e 340 depois de Cristo com as técnicas de carbono 14. Não nos deixemos confundir, pois o que foi autenticado foi o papiro e não seu conteúdo.

Foi comprovado à saciedade que seus autores pertenceram à seita chamada de “Cainitas”, do grupo dos gnósticos que surgiram no século segundo da era cristã e que proclamavam que Deus fez o mundo e também o mal, e que por tanto os maus nas escrituras não tinha culpa por seus pecados, e sim Deus, e que por isso era preciso recuperar figuras das escrituras como Caim, que matou seu irmão Abel, ou como Judas, que agora querem mostrar como bom, pois dizem que apenas cumpriu ordens de Jesus.

Não é tão inocente a afirmação de algumas pessoas que diziam que se Judas agora é bom, em nada tira o mérito da redenção de Jesus, mas nada mais distante da realidade, pois a suposta bondade de Judas representaria a falsidade dos já citados quatro evangelhos, pilares de nossa fé, nos quais Jesus até mesmo chega a dizer com relação ao traidor: “Melhor seria não ter nascido”.

Esses mesmos grupos gnósticos são os que diziam que Jesus não era Deus, mas um homem que se fez Deus por conhecimentos ocultos revelados somente a uns poucos chamados “escolhidos”, teoria que foi bem combatida e denunciada em seu tempo por Santo Irineu de Lyon em sua obra “Contra as heresias” na qual em finais do século segundo dava o nome de “Desmascaramento e derrubada da pretendida mas falsa gnose”, pois havia percebido que os gnósticos eram uma seita sincretista que  tomava elementos do judaísmo, do cristianismo, da filosofia grega e outras filosofias, para formar uma doutrina que libertaria o ser humano de todas as angústias desta vida material e que continuou até nossos dias para misturar-se com muitas outras doutrinas ocultistas no que se chama a “Nova Era”, na qual o homem quer ser Deus por seus próprios meios, esforços e conhecimentos, sem participação do Criador.

Razão tinha São Paulo quando advertia em sua segunda carta a Timótio, capítulo quatro, versículo três, com cerca de dois mil anos de antecipação: "Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas." 

Tenhamos, pois, nossos evangelhos como doutrina intocável que nos orienta e enamora dAquele que tanto nos amou primeiro, e sejamos zelosos de cuidar dela tal como fizeram tantos cristãos que deram até sua vida para preservá-la pura, tal como chegou até nós. Um deles, São Paulo, o grande evangelizador dos gentios, que em sua carta aos Gálatas, capítulo primeiro, versículos oito e nove, chegou até a chamar de “Anátema”, que em nossas palavras significa “maldito”, a todos aqueles que divulgam um evangelho diferente do nosso depósito da fé: "Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!”

 

Sobre o autor deste artigo:
O engenheiro civil manizalenho JORGE HERNAN LOPEZ CARVAJAL especializou-se em fenômenos místicos e realizou suas pesquisas em cerca de 15 nações do mundo. Representou a Colômbia em cerca de 10 países apresentando suas palestras sobre espiritualidade, ciência e fé, apologética, Mistérios da Virgem de Guadalupe, influência dos meios tecnológicos na família e um de seus principais trabalhos foi mostrar ao mundo a autenticidade do Sudário de Turim, como única prova física existente da ressurreição de Jesus.
 

Última Atualização ( 17 de junho de 2006 )
 
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