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11 de Junho de 2006
Primeira Leitura: Deut 4, 32-34.39-40; Segunda Leitura: Rom 8, 14-17; Evangelho: Mt 28, 16-20
Mateus 28, 16-20 Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda. Mas Jesus, aproximando- se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.
I) Comentando a Palavra de Deus .- Nexo entre as leituras
O mistério trinitário é um mistério de Deus-Amor. Isto é evidente nas leituras da liturgia. Deus-Amor intervém com mão forte e braço poderoso para tirar o seu povo do Egito, símbolo de servidão e opressão (primeira leitura). Deus-Amor presenteia a seus discípulos uma missão maravilhosa e lhes assegura sua companhia ao longo dos séculos (evangelho). Deus-Amor faz dos homens seus filhos adotivos para que possam clamar com Jesus Cristo: "abba", isto é, "Pai".
Mensagem doutrinal O Deus de Moisés. Ainda que no Antigo Testamento já se encontrem figuras que preparam a revelação do mistério trinitário, o Deus do Antigo Testamento, o Deus de Moisés, revela-se em sua unicidade (de cara) frente a outros deuses que não são deuses. Na pedagogia de Deus com o homem tem lugar primeiramente a revelação de um Deus único e pessoal que em seu amor inenarrável escolhe um povo, liberta-o e faz uma aliança com ele. Na capacidade de abertura do homem ao divino, está primeiro a revelação de seu caráter único, pessoal e salvífico diante dos acontecimentos e situações que os israelitas encontraram naqueles séculos remotos. O politeísmo circundante (sobretudo os deuses cananeus: Baal, deus da terra e de seus frutos, Astarte, deusa da fecundidade, e Moloch, deus que exigia sacrifícios humanos) exerciam um forte atrativo sobre a religiosidade, ainda elementar, das doze tribos de Israel. Era preciso proclamar e defender a todo custo a unicidade de Deus: "Reconhece hoje convence-te de que o Senhor é Deus lá em cima nos céus e aqui embaixo, na terra e de que não há outro" (primeira leitura). Na mesma linha que o deuteronomista, o segundo Isaías põem na boca de Deus estas palavras: "Há algum deus fora de mim, algum outro apoio que eu não conheça? (Is 44,8) e pouco antes havia dito sobre os ídolos: "Todos eles são uma nulidade, suas obras um nada, vento e vazio são suas estatuas"" (Is 41,29).
A tentação da idolatria não pertence ao passado. Espreita na esquina de cada época e de cada quadrante da história. Em nossos dias, em uma sociedade multi-étnica e religiosamente individualista, a tentação quase parece uma invasão.
O Deus de Jesus Cristo. Após uma preparação secular Deus considerou que o homem estava capacitado para receber a revelação de sua vida íntima, de seu mistério trinitário. Deus-Amor envia seu Filho para que nos descortine um pouco o véu de sua misteriosa intimidade, e o Espírito Santo instrui-nos interiormente para que não sejamos néscios nem fiquemos ofuscados ou cegos diante de tanto esplendor divino. O Deus de Jesus Cristo é, antes de tudo, um Deus de doação: o Pai nos doa seu Filho, o Pai e o Filho doam-nos seu Espírito, o Pai, Filho e o Espírito doam-nos sua própria vida, fazendo-nos filhos de Deus. O Deus de Jesus Cristo é um Deus de salvação: O Pai quer que todos os homens se salvem, o Filho leva a cabo a salvação de todos em seu sangue, o Espírito torna eficaz no coração de cada homem a salvação de Deus. O Deus de Jesus Cristo é um Deus de missão: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai- as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi” (evangelho). A revelação deste mistério divino pode ser captada em parte com a inteligência, mas penetra- se ainda mais com o coração e com a experiência de Deus na oração. Por isso, este mistério não é uma barreira entre Deus e o homem (se fosse assim, Deus não se teria revelado a nós), mas um impulso intenso, vivo, constante a desejar adentrar-se mais nele para ficar maravilhados, extasiados. Deus conosco. O evangelho de São Mateus começa com o nascimento do Emanuel (Deus conosco) e termina igualmente com a presença de Jesus Cristo glorioso entre seus discípulos e na história humana: "Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo " (evangelho). Israel já havia experimentado em sua história a presença e a proximidade de Yahvéh. Agora o novo Israel, a Igreja, experimenta a proximidade do Pai na presença e no rosto de seu Filho, Jesus Cristo, em virtude do Espírito Santo, cuja missão é fazer presente no tempo e na história a verdade completa sobre Deus e sobre o homem. No tempo da Igreja, não somente o Filho, mas também o Pai e o Espírito, estão realmente conosco e em nós. Sugestões pastorais A desilusão dos ídolos. Em todas as épocas tem sido uma verdade que, se Deus não existisse, teria que ser inventado. E assim foi, efetivamente. Não há povo, nem cultura, desde a mais primitiva até a mais avançada, que não tenha fabricado os seus deuses. A história das religiões mostra isto. Nem mesmo os ateus estão isentos desta lei. Eles mudarão o rosto de seus ídolos, divinizarão o "Partido", darão culto ao "Chefe", lutarão por plantar o céu na terra... É evidente que não se pode eliminar o que o homem leva inscrito em sua própria natureza. Na história humana as gerações viram cair muitos ídolos, mas sempre surgem outros. No momento em que nos toca viver, os ídolos criados pelo comunismo caíram estrepitosamente, derrubam-se outros ídolos, como a técnica, o progresso,o dinheiro, o erotismo...
Estamos em um momento muito propício para que nós cristãos falemos ao mundo não de ídolos, mas do Deus único e verdadeiro, que nos revelou Jesus Cristo. É uma enorme pena que, quando muitos homens necessitam que alguém lhes fale de Deus, nós cristãos fiquemos submersos no silêncio por ignorância, por temor o por excessiva prudência humana. Não tenhamos medo, o próprio Deus colocará em nossos lábios as palavras justas para que falemos bem dEle. Tornar visível o Deus-Amor. Possivelmente, nós cristãos não fazemos visível a Deus porque não temos uma experiência viva dEle, porque nosso trato com Deus é às vezes, mais com uma abstração do que com um Deus vivo, que se chama Pai, Filho e Espírito Santo. A justiça faz-se visível em um homem justo, a verdade em um homem veraz, o amor em um homem que ama realmente; pois é desta mesma maneira que Deus faz-se visível em um homem que tenha experimentado o amor, a ternura, a grandeza e beleza de Deus; em um homem "que viu, ouviu e tocou” em Deus na Sagrada Escritura, na oração, nos sacramentos, no irmão. Não é verdade que cada cristão deveria ser como um ostensório do Deus vivente, do Amor trinitário? Se Deus não está mais presente em nosso mundo, não desanimemos. Digamos: "É hora de esforços, é hora de responsabilidade". Mãos à obra II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do Catecismo da Igreja.- 189 A primeira "profissão de fé" é feita por ocasião do Batismo. O "símbolo da fé" é inicialmente o símbolo batismal. Uma vez que o Batismo é dado "em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19), as verdades de fé professadas por ocasião do Batismo estão articuladas segundo sua referência às três pessoas da Santíssima Trindade. 198 Nossa profissão de fé começa com Deus, pois Deus é ô o Primeiro e o último" (Is 44,6), o Começo e o Fim de tudo. O Credo começa com Deus Pai, pois o Pai é a Primeira Pessoa Divina da Santíssima Trindade; nosso Símbolo começa pela criação do céu e da terra, porque a criação é o começo e o fundamento de todas as obras de Deus. 232 Os cristãos são batizados "em nome do Pai, do Filho e dó Espírito Santo" (Mt 28,19). Antes disso, eles respondem "Creio" à tríplice pergunta que os manda confessar sua fé no Pai, no Filho e no Espírito: "Fides omnium christianorum in Trinitate consistit - A fé de todos os cristãos consiste na Trindade" (S. Cesário de Arles, symb.). 233 Os cristãos são batizados "em nome" do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e não "nos nomes" destes três (Cf. Profissão de fé do Papa Vigílio em 552: DS 415), pois só existe um Deus, o Pai Todo-Poderoso, seu Filho Único e o Espírito Santo: a Santíssima Trindade. 234 O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. É o mistério de Deus em si mesmo. É, portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé, é a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na "hierarquia das verdades de fé" (Cf. DCG 43). "Toda a história da salvação não é senão a história da via e dos meios pelos quais o Deus verdadeiro e Único, Pai, Filho e Espírito Santo, se revela, reconcilia consigo e une a si os homens que se afastam do pecado"(DCG 47). 237 A Trindade é um mistério de fé no sentido estrito, um do "mistérios escondidos em Deus que não podem ser conhecidos se não forem revelados do alto" (Cc. Vaticano I, Const. dogm. Dei Filius, c. 4: DS 3015). Sem dúvida, Deus deixou vestígios de seu ser trinitário em sua obra de Criação e em sua Revelação ao longo do Antigo Testamento. Mas a intimidade de seu Ser como Santíssima Trindade constitui um mistério inacessível à pura razão e até mesmo à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo.
245 A fé apostólica no tocante ao Espírito foi confessada pelo segundo Concílio Ecumênico, em 381, em Constantinopla: "Cremos no Espírito Santo, que é Senhor e que dá a vida; ele procede do Pai" (DS 150). Com isso a Igreja reconhece o Pai como "a fonte e a origem de toda a divindade" (Cc. de Toledo VI, ano 638: DS 490). Mas a origem eterna do Espírito Santo não deixa de estar vinculada à do Filho: "O Espírito Santo que é a Terceira Pessoa da Trindade, é Deus, uno e igual ao Pai e ao Filho, da mesma substância e também da mesma natureza....Contudo, não se diz que Ele é somente o Espírito do Pai, mas ao mesmo tempo o Espírito do Pai e do Filho" (Cc. de Toledo XI, ano 675: DS 527). O Credo da Igreja do Concilio de Constantinopla (ano 381), confessa: "Com o Pai e o Filho ele recebe a mesma adoração e a mesma glória" (DS 150). 249 A verdade revelada da Santíssima Trindade esteve desde as origens na raiz da fé viva da Igreja, principalmente por meio do Batismo. Ela encontra sua expressão na regra da fé batismal, formulada na pregação, na catequese e na oração da Igreja. Tais formulações encontram-se já nos escritos apostólicos, como na seguinte saudação, retomada na liturgia eucarística: "A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós" (2Cor 13,13; Cf. 1 Cor 12, 4-6; Ef 4, 4-6). III) Refletindo com a Grande Cruzada .- CM 125: Sou a luz do Pai 20 de maio de 1997 Jesus Do fogo e do amor, com palavras divinas trago informação aos homens porque é próprio do Verbo dar sabedoria e ciência. Com efeito sou a Luz e da Luz cumulo as almas que são dóceis às Minhas operações interiores. Ao fazer isto, ajo, quase sempre, em união com alguma amada criatura do Céu ou da terra. É possível ao homem encontrar a mais alta compreensão justamente porque compreendo tudo e sei perfeitamente todo o porquê do homem. Mas o fogo que devo pôr no mundo não pode ser apagado, porque Minha obra é diversa e sumamente libertadora. Conhecei-Me através do Evangelho como homem e um pouco como Deus. Obrei, de fato, com pleno conhecimento de vossas necessidades e Me manifestei tanto quanto era necessário, não mais. Mas dei a entender que Minha obra seria continuada com maior intensidade e que Minha missão humana não é outra coisa que a revelação da Minha Essência de Verbo divino e, como tal, a única pessoa da Trindade que devia manifestar o Pai e o Espírito Santo. Eu sou Luz, Luz do Pai e do Amor, sou Luz para todas as criaturas. Ver a Mim é ver o Pai, porque Ele se manifesta somente por meu intermédio, e Eu, sendo Seu verdadeiro e eterno Filho, manifesto Sua divina geração; mas a Essência em Nós é única, ainda que as pessoas sejamos três. Sou a Luz do Pai, quero ser e sou Sua alegria. Sou o portador do Espírito à terra e explico Suas obras de modo que Pai e Amor têm Seu centro em Mim e Eu vivo dEles e por Eles. Quem Me vê, vê realmente ao Pai e ao Amor. Nestas semi-veladas palavras está encerrada toda a Minha obra e vos falo dela para que possais elevar-vos, alguma vez ao Céu, onde também entenderão a Nosso respeito. Assim, pois, ainda quereis julgar Minhas obras de Amor? Já não é a hora de crer na Luz e o Amor que os faz conhecer e amar o Pai que vos confiei?
CA 38: Resta apenas o refúgio do Coração Imaculado de Minha Mãe e o Meu 10-1-96 Jesus (Rezando, peço a Deus que me ajude a ter qualidades para evangelizar e poder salvar almas.) Não penses que Me servirias melhor. Não penses que os grandes trabalhos, acompanhados de ruídos e mortificações extraordinárias teriam maior mérito a Meus olhos se descuidasses das pequenas coisas que te peço. Esta disciplina da vontade, pela qual te aproximaste de Mim, é-Me mais agradável. Pode-se atingir a Santidade em todos os estados. A uns, peço grandes coisas, a outros pequenas. Tanto uns como outros, exercitando sua vontade em agradar-Me, têm o mesmo mérito a Meus olhos, porque o verdadeiro valor não está no que fazem, mas na intenção com que o fazem, unindo e identificando a sua vontade à Minha. O mundo deve ter confiança no Coração de Minha Mãe, pois somente esse Coração Imaculado e o Meu serão o refúgio nas horas de dor e de provação que se aproximam. Deve-se invocá-lo assim: "Coração Doloroso e Imaculado de Maria, sede a nossa salvação!" ou "Coração Doloroso e Imaculado de Maria, salvai-nos, que recorremos a Vós." Porque Ela, desde o início, ofereceu o Seu Coração à dor, e muito triste contempla os males sem limites que os Seus filhos estão buscando. Neste Coração toda a dor humana encontra o seu eco e o seu bálsamo. Esse Coração, que se ofereceu pela salvação da humanidade, está também presente agora para salvá-la da ruína. Aqueles que, invocando-A em suas penas, aproximarem-se do seu Coração, não perecerão eternamente. Assim como os anjos lançam aos quatro ventos na terra e no mar o Nome de Deus na Sua Unidade, Trindade e Santidade, para preparar o caminho da grande provação, também os homens, todas as almas, devem louvá-lO sem cessar e devem reconhecer o Seu poder, dizendo: "Santo, Santo, Santo, Senhor dos Exércitos, o céu e a terra estão cheios da vossa glória". Quero que isto seja repetido muitas vezes, seguido de um Glória. O reconhecimento do Deus Uno, Trino e Poderoso: a aceitação de Seu poder supremo, podem abrandar o rigor de Sua justiça. Diz assim para que em todas as casas religiosas seja reconhecido como o Senhor dos Exércitos. Todas estas almas consagradas ao Meu serviço fazem parte do Meu exército, e as suas orações são parte das armas com as quais será vencido e esmagado o inimigo. As orações e os sacrifícios voluntários, a expiação e a penitência, são tão aceitos pela Divindade para apaziguar a sua justa cólera. Por que não chamar a humanidade a esta Cruzada que peço? Acaso tendes os olhos tão cheios de poeira e de terra que isso vos impeça de ver como os homens se odeiam de morte? Não ouvis o ruído da tempestade que se aproxima?
CM 133: Festa da Santíssima Trindade 25 de maio de 1997 São Bernardino de Sena Minha filha, irmã de outra Catarina, a paz de Cristo esteja nesta casa... Queremos que saibais que aqui entre nós, a Festa da Trindade Santíssima é sempiterna, e mais ainda, é a única que abarca todas as outras que têm relação conosco, os Bem-aventurados do Céu. Mas na terra se deve respeitar o tempo. No entanto, aprendei de nós a estar sempre felizes por causa da Trindade, felizes não pelo bem que vem a vós do Sumo Deus, Trino e uno, não por isto, que seria pouquíssima coisa e não vos bastaria. Digo: aprendei a vos alegrar de que o Pai juntamente com o Verbo e o Espírito sejam o que são: a felicidade incriada, a Essência da felicidade, a alegria que nunca nasceu, mas que sempre e em si mesma existe. Observai no céu as estrelas, a lua e o próprio sol, são seres que têm luz participada ou própria; mas o sol que ilumina os outros planetas parece mais perfeito porque tem luz e calor, tanto que dá sem perder nada, até que se apague totalmente. Agora, com vossos olhos podeis olhar e argumentar quem é Deus, o Trino e Uno, em cuja Essência estão todas as criaturas. Assim é Deus no Céu e assim somos nós, Suas criaturas beatificadas por Ele. Ah, nós não pensamos em quem somos porque temos outros motivos para nos alegrar, mais do que os que nos que nos cabem. Nossos olhares estão fixos no Sol divino, do qual estamos tão cativos, que nos transformou por virtude de Amor. Vendo a Deus luz, Deus bondade, Deus poder e santidade, a criatura se esquece de si mesma e se lança toda naquele amoroso fogo que a extasia. E que pode ver o Amor, sem estar nem sequer um instante por submergir-se nEle? As grandezas são sempre relativas e a grandeza da qual rodeia nossa memória é como una sombra comparada com a grandeza na que estamos imersos. Deus! Se o vísseis agora que sois caminhantes, a morte física seria certa, porque vê-Lo e lançar-se nEle é um só instante. Mas, em Sua unidade, Deus é também Trino e se a Essência é única, as pessoas são verdadeira e eternamente três. O Pai, o Verbo e o Amor não podem ser chamados três divindades, porque se fossem assim, teriam três glórias separadas, quando na verdade têm uma só; teriam três amores e na verdade um só é o Amor. Teriam também três luzes, mas na verdade uma só é a Luz: o Verbo se fez Homem por amor. Por isso no Pai como no Filho e no Amor, vive um só Espírito, pois de outro modo não poderiam ser iguais, mas apenas distintos e na verdade são distintos e perfeitamente iguais porque as três Pessoas divinas são um só Espírito. Vós no mundo louvais a Deus de uma maneira que mais tem algo de cegueira de luz, já que sem ver a Essência infinita como uma presença eterna, louvais a Trindade pela pouca noção que tendes. Por isso agis pela fé e não como "compressores"(*) E isto é justo, mas para vos fazer saber como louvar melhor Àquele que é Amor, exorto-vos a considerá-Lo somente na pessoa do Verbo que se fez Homem, porque dEle podeis ter o que falta para conhecê-Los menos defeituosamente. Fazei como eu fiz na vida, isto é, dai-vos a Jesus e Ele vos iluminará cada vez mais sobre o mistério impenetrável da Trindade Santíssima. Ele vos faz conhecer a Seu Pai, Ele vos faz conhecer a Seu Amor e nEle podereis compreender quão belo é louvar às Três Divinas Pessoas pelo que são, sem considerar todo o bem que Deles provêm. E agora que vos infundi curiosidade, termino estas palavras ao redor de meu amantíssimo Bem, sabendo que se me ouvis quanto ao conselho que vos dou, de estudar e freqüentar Jesus, podereis receber dEle mesmo a luz que eu não posso vos dar sobre a Santíssima Trindade... (*Compressores somos os Santos que já estamos no Céu)
Apostolado da Nova Evangelização 2006
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