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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 28 de agosto de 2008
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Solenidade da Ascensão do Senhor PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

28 de maio de 2006

Primeira Leitura: At 1, 1-11;
Segunda Leitura: Ef 1, 17-23;
Evangelho: Mc 16, 15-20

Marcos 16, 15-20

    E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.
    Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.
    Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.
    Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus. Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.

 

I) Comentando a Palavra de Deus .-

Nexo entre as leituras

Que significado tem a Ascensão de Jesus Cristo na história da Salvação, na qual Deus Pai colocou este mistério? Para Jesus Cristo significa que terminou a sua permanência entre os homens, que foi entronizado à direita do Pai para reinar com Ele sobre o céu e a terra, que sua ação benéfica e salvadora sobre a humanidade será exercida do céu por meio do Espírito Santo (evangelho, primeira leitura). Para os apóstolos quer dizer que agora começa realmente sua missão, revestidos de poder pelo Espírito em Pentecostes, de testemunhos de Jesus Cristo (evangelho, primeira leitura). Para os cristãos tem o sentido de nos abrirmos à esperança na vida futura com Deus e de nos lançarmos ao mundo inteiro para evangelizá-lo e uni-lo em uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai (segunda leitura).

Mensagem doutrinal

Valor da Ascensão para Jesus. O Verbo de Deus se fez carne em Jesus de Nazaré (Jo 1,14). Agora, depois da ressurreição e de um período de aparições aos discípulos para confirmá-los na fé, "o Senhor Jesus foi elevado ao céu e sentou-se à direita de Deus” (evangelho). Sua missão como revelador do Pai, como Mestre da humanidade, como Redentor de todos os homens, está concluída, mas não terminada. Está concluída nEle, como cabeça, mas não está terminada no seu corpo, que é a Igreja. A Ascensão é, de certo modo, o ponto de chegada da missão de Jesus e o ponto de partida da missão do Espírito Santo na comunidade dos crentes em Cristo.
Com a Ascensão Jesus ingressa como Senhor no reino de seu Pai e com Ele começa a reinar glorioso com justiça e amor, com misericórdia e perdão, com verdade e santidade. Reina sobre os acontecimentos da história e sobre a vida dos homens, de um modo que nós em grande parte ignoramos e às vezes nos desconcerta. Subindo aos céus levou consigo como cativos os homens que aceitam seu reinado no coração e na existência diária (segunda leitura), abriendo assim à humanidade as portas da casa do Pai, isto é, a vida e a felicidade de Deus (cf CIC 661).

Sentido da Ascensão para os Apóstolos. Até agora os apóstolos têm praticado, sobretudo, a receptividade da pessoa e da mensagem de Jesus. Com a Ascensão e com Pentecostes tem início para eles uma nova etapa: a transmissão do que receberam de seu Mestre e Senhor. Vão exercer sua atividade transmissora mediante o anúncio e a pregação da Boa Nova e de modo muito especial mediante o testemunho do Evangelho, inclusive até o heroísmo do martírio. É necessário anunciar o Evangelho e testemunhá-lo “até que Cristo volte”. Para esta missão prepararam-se ao longo da convivência com Jesus; para esta missão estarão acompanhados do Espírito de Jesus, que receberão dentro de poucos dias (primeira leitura). Esta missão está marcada pela esperança, sem que se possa ter certeza do tempo e do momento fixados pelo Pai para o estabelecimento definitivo do Reino por meio da segunda vinda de Cristo. A vinda imediata ou mediata não interessa tanto. O que importa é a esperança na sua vinda.

Valor da Ascensão para nós. Assim como os Apóstolos, nós temos de ser os homens da esperança, à qual a Ascensão de Jesus Cristo nos estimula. Esperamos antes de tudo a vinda gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. E esperamos com serenidade um futuro melhor e mais cristão, mais impregnado pelo evangelho de Jesus Cristo, mais dócil ao desígnio de Deus sobre a história e à sua ação misteriosa. A Ascensão suscita em nós o esforço ascético para nos dispormos à ação elevadora de Deus. Desperta igualmente o interesse e o trabalho pela unidade de todos os cristãos e de todos os homens, essa unidade possível, real, porém imperfeita, que logrará seu cumprimento no céu na união entre os homens e com Deus.

Sugestões pastorais

Gastar-se pelo Reino. A constituição dogmática sobre a Igreja apresenta-a com a figura do Reino: "A Igreja é o Reino de Cristo já presente em mistério" (LG 3). Gastar-se pelo Reino significa gastar-se pela Igreja segundo a condição, as possibilidades e a entrega de cada um. Este gastar-se pelo Reino pode realizar-se em qualquer circunstância da vida diária, porque importa mais a atitude interior e o oferecimento da vida ao Reino de Deus. Entretanto, gastar-se pelo Reino adquire uma conotação particular: trabalhar na Igreja , pela Igreja e no serviço da missão historico-salvífica da Igreja. Se um jovem ou um adulto passam uma tantas horas da semana diante da televisão, por que não dedicar ao menos o mesmo número de horas a trabalhar pelo Reino de Cristo entre os homens? Se há tanta gente que nos fins de semana diverte-se nas discotecas, não será possível que essa mesma gente se ponha a fazer o bem (ação social, visita a enfermos nos hospitais, voluntariado católico, acompanhamento de idosos, etc.) nesses mesmos fins de semana? Se colaborarmos, todos os cristãos, seguramente  o Reino de Cristo crescerá entre os homens além de nossas próprias expectativas.

Na medida do dom de Cristo. Todos somos chamados a colaborar no trabalho da Igreja, mas cada um segundo o dom recebido. Quem recebeu o carisma da autoridade colaborará, exercendo com amor e com firmeza ao mesmo tempo, a autoridade. Quem recebeu o dom do ensinamento (doutores nas ciências eclesiásticas, professores de religião, catequistas), que colabore na construção e difusão do Reino com seu ensinamento reto, completo, exposto de modo adequado e interessante. Aqueles a quem foi dado o carisma de dar a vida (pais de família, ministros dos sacramentos, diretores espirituais), apliquem com generosidade todas as suas qualidades ao serviço da vida, seja esta a vida física, a sacramental o a vida espiritual. Os que foram escolhidos para serem missionários (sacerdotes, religiosos ou leigos), que construam o Reino de Cristo onde ainda não existe, ou onde apenas esteja nos alicerces, ou onde tenha sido construção acabada e bela e esteja hoje em ruínas. O importante aqui é que todos trabalhemos, sem exceção e que cada um o faça na medida do dom de Cristo. Estaremos nós, cristãos, disponíveis para esta grande tarefa que Cristo nos confia no início do terceiro milênio?

 

II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do Catecismo da Igreja .-

333 Desde a Encarnação até a Ascensão, a vida do Verbo Encarnado é cercada da adoração e do serviço dos anjos. Quando Deus "introduziu o Primogênito no mundo, disse: - Adorem-no todos os anjos de Deus- " (Hb 1,6). O canto de louvor deles ao nascimento de Cristo não cessou de ressoar no louvor da Igreja: "Glória a Deus..." (Lc 2,14). Protegem a infância de Jesus (Cf. Mt 1, 20; 2, 13.19), servem a Jesus no deserto (Cf. Mc 1, 13; Mt 4, 11), reconfortam-no na agonia (Cf. Lc 22, 43), embora tivesse podido ser salvo por eles da mão dos inimigos (Cf. Mt 26, 53), como outrora fora Israel (Cf. 2 M 10, 29-30; 11, 8). São ainda os anjos que "evangelizam" (Cf. Lc 2, 10), anunciando a Boa Nova da Encarnação (Cf. Lc 2, 8-14) e da Ressurreição de Cristo (Cf. Mc 16, 5-7). Estarão presentes no retorno de Cristo, que eles anunciam serviço do juízo que o próprio Cristo pronunciará (Cf. Mt 13, 41; 25, 31; Lc 12, 8-9).

537 Pelo Batismo, o cristão é sacramentalmente assimilado a Jesus, que antecipa em seu Batismo a sua Morte e a sua Ressurreição; deve entrar neste mistério de rebaixamento humilde e de arrependimento, descer à água com Jesus para subir novamente com ele, renascer da água e do Espírito para tornar-se, no Filho, filho bem-amado do Pai e "viver em uma vida nova" (Rm 6,4):
Sepultemo-nos com Cristo pelo Batismo, para ressuscitar com Ele; desçamos com Ele, para ser elevados com Ele; subamos novamente com Ele, para ser glorificados nele. (S. Gregório Nazianz., or. 40, 9).
Tudo o que aconteceu com Cristo dá-nos a conhecer que, depois da imersão na água, o Espírito Santo voa sobre nós do alto do Céu e que, adotados pela Voz do Pai, nos tornamos filhos de Deus (S. Hilário, Mat. 2, 6).

662 "E, quando eu for elevado da terra, atrairei todos os homens a mim" (Jo 12,32). A elevação na Cruz significa e anuncia a elevação da Ascensão ao céu. É o começo dela. Jesus Cristo, o Único Sacerdote da nova e eterna Aliança, não "entrou em um santuário feito por mão de homem... e sim no próprio céu, a fim de comparecer agora diante da face de Deus a nosso favor" (Hb 9,24). No céu, Cristo exerce em caráter permanente seu sacerdócio, "por isso é capaz de salvar totalmente aqueles que, por meio dele, se aproximam de Deus, visto que ele vive eternamente para interceder por eles" (Hb 7,25). Como "sumo sacerdote dos bens vindouros" (Hb 9,11) ele é o centro é o ator principal da liturgia que honra o Pai nos Céus (Cf. Ap 4, 6-11).

665 A ascensão de Cristo assinala a entrada definitiva da humanidade de Jesus no domínio celeste de Deus, donde voltará (Cf. At 1,11), mas que até lá o esconde aos olhos dos homens (Cf. Cl 3, 3).

668 "Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos" (Rm 14,9). A Ascensão de Cristo ao Céu significa sua participação, em sua humanidade, no poder e na autoridade do próprio Deus. Jesus Cristo é Senhor: possui todo poder nos céus e na terra. Está "acima de toda autoridade, poder, potentado e soberania", pois o Pai "tudo submeteu a seus pés” (Ef 1,20-22). Cristo é o Senhor do cosmo (Cf. Ef 4, 10; 1 Co 15, 24.27-28) e da história. Nele, a história do homem e mesmo toda a criação encontram sua "recapitulação" (Cf. Ef 1, 10), sua consumação transcendente.

670 Desde a Ascensão, o desígnio de Deus entrou em sua consumação. Já estamos na "última hora" (1Jo 2,18; Cf. 1 Pd 4, 7)". "Portanto, a era final do mundo já chegou para nós, e a renovação do mundo está irrevogavelmente realizada e, de certo modo, já está antecipada nesta terra. Pois já na terra a Igreja se reveste de verdadeira santidade, embora imperfeita” (LG 48). O Reino de Cristo já manifesta sua presença pelos sinais milagrosos (Cf. Mc 16, 17-18) que acompanham seu anúncio pela Igreja"(Cf. Mc 16, 20).

965 Após a ascensão de seu Filho, Maria "assistiu com suas orações a Igreja nascente"(LG 69). Reunida com os apóstolos e algumas mulheres, "vemos Maria pedindo, também ela, com suas orações, o dom do Espírito, o qual, na Anunciação, a tinha coberto com sua sombra" (LG 59).

1067 "Esta obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus, da qual foram prelúdio as maravilhas divinas operadas no povo do Antigo Testamento, completou-a Cristo Senhor, principalmente pelo mistério pascal de sua bemaventurada paixão, ressurreição dos mortos e gloriosa ascensão. Por este mistério, Cristo, 'morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, recuperou nossa vida'. Pois do lado de Cristo adormecido na cruz nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja" (SC 5). Esta é a razão pela qual, na liturgia, a Igreja celebra principalmente o mistério pascal pelo qual Cristo realizou a obra da nossa salvação.

2795 O símbolo dos céus nos remete ao mistério da Aliança que vivemos quando rezamos ao nosso Pai. Ele está nos céus que são sua Morada; a Casa do Pai é, portanto, nossa "pátria". Foi da terra da Aliança que o pecado nos exilou (Cf. Gn 3) e é para o Pai, para o céu, que a conversão do coração nos faz voltar (Cf. Jr 3, 19-4,1a; Lc 15, 18.21). Ora, é no Cristo que o céu e a terra são reconciliados (Cf. Is 45, 8; Sal 85, 12), pois o Filho "desceu do céu", sozinho, e para lá nos faz subir com ele, por sua Cruz, sua Ressurreição e Ascensão(Cf. Jo 12, 32; 14, 2-3; 16, 28; 20, 17; Ef 4, 9-10; Hb 1, 3; 2, 13).

 

III) Refletindo com a Grande Cruzada .-

CM 105: Farei de vós a violeta, o lírio, a rosa que quero fazer
11 de maio de 1997 Jesus

Filhos Meus, Santidade é valor intrínseco que os homens recebem à medida em que se entregam a Mim e, como todo valor, dá seu preço enquanto leva consigo a participação de algum bem. Assim a santidade é o máximo valor que se pode ter não somente no Céu, mas também na terra. E por isto Eu chamo príncipes da terra a Meus filhos prediletos.

Quem conhece a santidade de modo inequívoco na terra? Somente a verdadeira e única Igreja Minha sabe dizer quem é Santo, os outros balbuciam em torno dela e não chegam à certeza. Muito bem dizem, pois, que é Mãe de Santos. Muitas aparências impedem um reto juízo, tanto que sabiamente Minha Igreja, depois de ter estudado detidamente a uma pessoa, não se convence suficientemente se Eu não intervenho com os Milagres para sela a convicção que a Igreja militante recebe através do exame ponderado.

Todos no Céu são Santos, sabeis disto; todos seriam dignos de ser venerados na terra. Mas somente alguns devem receber esta honra antecipada, e isto, por desígnio previamente querido por Mim. Pensai que a honra na terra é um reflexo da honra do Céu onde o exército dos Bem-aventurados é de tal número que não podeis imaginar e, mais que o número, não podeis imaginar quem vive feliz no Céu porque não suspeitais que abismos de Amor abri para alguns que aparentemente pareciam ou parecem não ser candidatos para a Glória eterna. No entanto, entre o exército inumerável dos que conquistaram o Paraíso, encontrareis a muitos que na terra credes condenados e será grande vossa alegria quando chegardes a conhecê-los.

Assim, pois, a Santidade é coisa que cabe a todos os que Eu quero e as aparências humanas são coisas totalmente transitórias. Mas vejamos, quem de vós virá aqui, onde o sorriso é beatífico e eterno? Quem alcançará aquela Pátria em que uma só bandeira cinge a milhões de almas santas?

Eu não experimento impaciências já que sou a Paz em essência e jamais posso experimentar qualquer turbação. Mas em verdade vos digo, também Eu estou à espera de acolher-vos e fazer-vos triunfar para sempre, também Eu quero vos fazer felizes e melhor direito que somente Eu quero vos dar a verdadeira felicidade Celestial, a que não passa, porque Eu a conheço e Eu mesmo vos encaminho continuamente à real felicidade.

Quando estiverdes em Meus braços, quando vos submergirdes em Mim, quando Eu fizer de vós a violeta, o lírio, a rosa que quero, então gozarei de nova alegria e serei Eu mesmo quem vos mostrará a todos. Feliz quem Me possuir no Céu! Terá tudo, nada poderá faltar-lhe jamais, porque possuirá a Vida. Feliz a alma que for admitida ao banquete eterno!, seu alimento será gozar-Me no êxtase de uma alegria que somente o Amor sabe dar. Quão feliz será quem Me vir; quem Me possuir. E quanto bem Eu lhe darei!

Vós que estais ansiosos por Mim, sabei muito bem que logo virei para vos levar. Não digais dez, vinte, trinta anos; não o digais porque, quem vos garante que Eu não virei antes?

Assim, pois, vós que sabeis que Eu ainda hoje poderia vir a vos dizer: vinde Comigo, por que não estais ainda prontos a vos lançar para fora da terra?... Pensai que as misérias que pesam sobre vós, Eu as desejo para que as useis em vosso proveito e não para que as tenhais inutilmente como um peso.

Almas Minhas, correi para Mim, trazei-Me vossos farrapos, Eu os amaciarei e tirarei deles finíssimas sedas para vos adornar aqui em cima. Não fiqueis olhando a feiúra de vossos trapos, olhai para a maestria de quem vos convida a refletir no Amor que Me faz chamar as almas mais miseráveis, precisamente porque Me compraz transformar, dar o que é Meu, embelezar, purificar.

Que vos importa que sejais andrajosos? A honra é vossa. Não é desonra porque vos amo, não será porque Eu sei fazer tudo o que quero. Vós não sabeis vos embelezar para Mim, mas Eu sei muito bem como devo fazer para vos embelezar para Mim mesmo.

Amadas almas, gozos Meus, flores do jardim Celestial, Eu palpito por vós, Eu vos quero Comigo. Aceitai o convite, Eu mesmo o faço e o farei novamente para que todos possais ouvir-Me e assim chegar ao Meu Reino feliz, onde milhões de vosso irmãos vos prepararam acolhidas triunfais.

Almas Minhas, andrajosos afortunados, dai-Me vosso coração, Eu o disputo abertamente porque Me consumo de Amor por vós e não posso vos ocultar isto.

Digo-vos hoje, quando Minha Igreja festeja na terra a Ascensão Triunfante de Minha Humanidade aos Céus, para unir-se à Gloriosa Divindade do Pai.

Não esqueçais este dia no qual Minha Misericórdia olha com complacência a união daqueles que estavam destinados a preparar o triunfo de Minha vinda a vós...

 

CM 108: Espero que todos venham para perto de Meu Jesus
11 de maio de 1997 Maria

Filhinhos, Meus pequenos, sou vossa Mãe, prestai atenção: "Subiu ao Céu, está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso" assim ensina a Igreja, Mãe admirável de Santos, depositária fidelíssima do Tesouro deixado por Meu Filho na terra.

Por isso o dia de Sua Ascensão é festejado, como o coroamento da vida terrena de Jesus, O qual como sabeis, não foi colocado na Glória senão depois de quarenta dias que seguiram a Sua Ressurreição.

Mistério de fé para vós, amados filhos da terra. Vós pensais que isto aconteceu para confirmar os Apóstolos e é verdade; pensais que quis fazer-se ver verdadeiramente Ressuscitado e também isto é verdade. Estas e outras razões divinas e humanas por sua vez, mantiveram Meu Jesus por quarenta dias na terra, mas por quê?

Vinde e ouvi, recolhei-vos em torno de Mim... A Humanidade de Jesus tomou em Si todas as penas, todas as cargas dos homens: por isso Se imolou e Seu Sacrifício foi completo já desde o primeiro momento em que teve vida em Mim. E assim, não faltava nada para que Aquela bendita Humanidade, passasse da dor à Glória no mesmo instante em que expirou.

Mas na infinita previsão das necessidades dos crentes, convinha que Jesus não fosse colocado imediatamente à direita do Pai.

Com efeito, como representante do gênero humano, assumiu todas as condições, menos a de verdadeiro ofensor do Pai. Quantos se detém nos umbrais do Paraíso porque ainda não são dignos depois de mortos?

Jesus era infinitamente digno de Glória assim que expirou, mas no entanto, quis assemelhar-se de algum modo - excetuado o sofrimento – às almas que se purificam, à espera de entrar na Glória.

Grandiosa manifestação é esta de Amor, na verdade infinita da parte do Redentor. Quem pensa nestas delicadezas?

Mas ainda há outra coisa que é maior. Sabei que no Juízo Final haverá divisão de bons e maus, isto é, separação. Pois bem, o Redentor, que deverá ser Juiz, adiando Seu ingresso triunfal no Céu, obteve que os bons filhos Meus, que hão de viver os últimos dias reservados à humanidade, possam entrar diretamente na Glória, sem esperar o tempo que para muitos teria sido necessário por causa de algum defeito seu, devido à tribulação que passarão na terra.

Filhinhos Meus, olhai amorosamente para Aquele Filho que vos dei, admirai Sua bondade e sereis felizes. Quando Ele ascendeu entre uma multidão de espíritos bem-aventurados, Eu o admirei extasiada, fora de Mim, já então tive a certeza de que voltaria para Me tomar em corpo e alma. Esperei e depois veio, glorioso, para Me transportar aqui para cima, onde vive cheio de Glória.

Também vós vireis, também vós ascendereis se seguirdes Seu Caminho, Sua Verdade e Sua Vida. Sim, filhinhos, desde agora vos beijo a fronte em sinal do futuro recebimento.

Eu espero que todos venham para aqui, junto ao Meu Jesus

 

Apostolado da Nova Evangelização 2006 

 
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