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21 de maio de 2006 Primeira Leitura: At 10, 25-27.34-35.44-48; Segunda Leitura: 1Jo 4,7-10; Evangelho: Jo 15, 9-17
João 15, 9-17 Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros. I) Comentando a Palavra de Deus .- Nexo entre as leituras
"Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor". Bela síntese da presente liturgia! A vida cristã desenvolve-se no círculo do amor, que começa em Deus, faz-se visível em Jesus Cristo, prolonga-se nos homens e retorna ao próprio Deus. Sendo Deus o amor, nEle está o ponto de partida de todo movimento de amor (segunda leitura). Jesus Cristo, encarnação do amor de Deus, chama seus discípulos de amigos, quer dizer, criados pelo amor para o amor (evangelho). O amor de Deus em Cristo aos homens não é exclusivista nem limitado, mas aberto e universal, porque no amor de Deus não há acepção de pessoas e a todos pode fazer partícipes de seu Espírito, força e presença do amor no homem (primeira leitura). Mensagem doutrinal O círculo do amor. "O amor consiste em Ele ter-nos amado" (1Jo 4,10). Não se origina o amor no coração do homem, mas no de deus. Deus é a fonte inextinguível e única do amor. Longe dEle, o amor não merece este nome. E todo amor verdadeiro nasce de Deus, e volta para Deus, como as águas do oceano que se evaporam, nutrem o caudal dos rios e regressam, depois de um longo caminho, à sua origem. Deus está no princípio de todo amor, porém o amor cristão passa por Jesus Cristo. Isto é, o Pai aplica todo o seu amor ao Filho e Este, por sua vez o comunica a seus discípulos. "Como o Pai me amou, assim também Eu vos amei". Amigos de Jesus Cristo, já não servos, estamos capacitados para amarmo-nos mutuamente, com o amor novo e incontaminado do Pai, que nos concede ser irmãos de seu Filho. Dada a vocação do homem à vida e dada a eternidade do amor, este se orienta, já neste mundo e sobretudo no outro, no rumo da sua origem que coincide agora com seu fim: o próprio Deus. Lá obteremos o conhecimento verdadeiro de Deus e de todas as coisas nEle, que nos será concedido pela força incontida do amor. As características do amor. Um amor, primeiramente, imerecido. O amor não consiste em que nós tenhamos amado a Deus (segunda leitura), nem em que tenhamos tomado a iniciativa de escolher Jesus Cristo como mestre e modelo de nossa vida (evangelho), nem em que Cornélio e sua família eram dignos de receber o evangelho e a fé em Jesus Cristo. Se assim fosse, o amor não teria sua definição em Deus, mas no homem. Então, que distinta, que pobre seria a definição do amor! Na realidade, o amor se define a partir de Deus, que no-lo concede gratuitamente como a existência, como a missão, como o destino último da vida. Se merecêssemos o amor, não seria amor e sim recompensa devida. Além do mais, o amor é criativo e universal, é sacrificado e gozoso. Cria a amizade, essa capacidade extraordinária de amor mútuo e desinteressado, como o de Jesus a seus discípulos, como o dos discípulos em relação a Jesus. Cria também a vocação, seja à fé na mensagem e na pessoa de Cristo (primeira leitura), seja ao discipulado e ao seguimento radical de seu estilo de vida e de sua missão (evangelho). O amor é universal, porque não faz distinções, nem de temperamentos, nem de raças, nem de culturas, nem de qualidades. Ama-se porque se ama, sem mais, sem acepção alguma de pessoas (segunda leitura). O amor sabe de sacrifício, "porque ninguém tem maior amor do que quem dá a vida por seus amigos" e porque o amor exige a obediência a os mandamentos do amado (evangelho). E não teve Pedro que sacrificar sua mentalidade judaica quando, diante do dom do Espírito Santo a Cornélio e sua família, manda que sejam batizados no nome de Jesus Cristo? E acaso não deve sacrificar-se o cristão, a quem se dirige a primeira carta de João para colocar, acima do conhecimento (a gnose), o amor? O amor, finalmente, é gozoso. O gozo que sente Jesus Cristo de ser amado e amar o seu Pai; o gozo dos discípulos ao se saberem amados e poderem amar com o mesmo amor de Deus. O gozo de Cornélio e dos seus que, investidos do Espírito Santo, exaltam com alegria a grandeza de Deus.
Sugestões pastorais Amor e responsabilidade. Palavras que evocam um livro de Karol Wojtyla sobre o amor humano, especialmente no matrimônio e na família! Duas palavras que na experiência cristã se entrecruzam e mutuamente se requerem: o amor, por força de sua natureza, é responsável; a responsabilidade autêntica funda-se e mantém-se somente com base no amor. Uma responsabilidade, que no caso do amor cristão, se configura em primeiro lugar como oração de súplica a Deus: "Senhor, dá-me, concede-nos o dom do amor", porque no amor não existem autodidatas, somos eternos aprendizes de Deus, nosso único Mestre. Uma responsabilidade que adquire a forma da constância no amor, porque não se contempla no espelho dos amores tão volúveis das ‘love stories’ ou dos famosos ‘latin lovers’, mas sim nas águas cristalinas do amor permanente e fiel do próprio Deus. Uma responsabilidade no amor, nada fácil, objeto preferido de muitos atentados provenientes do mundo circunstante; uma responsabilidade que, por isso, se apóia e fortifica na ação do Espírito Santo, que possui em si a força do amor. Ao finalizar o período da Páscoa vai-nos bem, seguramente, um pequeno exame sobre o amor. Logo... mãos à obra! Na órbita do amor. A psicologia ensina que o homem busca um centro, em torno do qual fazer girar sua existência terrena. Quando encontrou esse centro, que pode ser muito variado, a vida humana adquire estabilidade, significado e certa harmonia e felicidade. Quando o centro em cuja órbita giramos é o amor, tudo na vida, tudo sem exceção, fica enamorado, isto é, impregnado, embebido pelo amor. E então o sol do amor resplandece no firmamento de nossas horas e nossos dias, fazendo-os brilhar com uma luz duradoura, regozijante, rejuvenescedora e gratificante. O que o amor não pode fazer, sobretudo se provém do próprio Deus? Ama-se na escola e no trabalho, na família e na vida social, na enfermidade e na velhice, nos momentos de dor e nas horas de gozo. Ama-se os próprios entes queridos, o vizinho que pertence a outro partido político, o companheiro de trabalho que não vai à missa embora seja católico, o chefe do escritório com o seu mau caráter, o reclamão que encontro todos os dias na entrada do metrô, o policial que com a lei na mão e um sorriso nos lábios lavra uma pesada multa... Não deixes passar ocasião alguma para te exercitares no amor verdadeiro. II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do catecismo da Igreja .- 470 Uma vez que na união misteriosa da Encarnação "a natureza humana foi assumida, não aniquilada"(GS 22, 2), a Igreja tem sido levada, ao longo dos séculos, a confessar a plena realidade da alma humana, com suas operações de inteligência e vontade, e a do corpo humano de Cristo. Mas, paralelamente, teve de lembrar toda vez que a natureza humana de Cristo pertence "in proprio" à pessoa divina do Filho de Deus que a assumiu. Tudo o que Cristo é e o que faz nela depende do "Um da Trindade". Por conseguinte, o Filho de Deus comunica à sua humanidade seu próprio modo de existir pessoal na Trindade. Assim, em sua alma como em seu corpo, Cristo exprime humanamente os modos divinos de agir da Trindade. (Cf. Jo 14, 9-10): O Filho de Deus... trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana, amou com coração humano. Nascido da Virgem Maria, tomou-se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado (GS 22, 2). 478 Jesus conheceu-nos e amou-nos a todos durante sua Vida, sua Agonia e Paixão e entregou-se por todos e cada um de nós: "O Filho de Deus amou-me e entregou-se por mim" (Gl 2,20). Amou-nos a todos comum coração humano. Por esta razão, o sagrado Coração de Jesus, traspassado por nossos pecados e para a nossa salvação (Cf. Jo 19, 34), "praecipuus consideratur index et symbolus... illius amoris, quo divinus Redemptor aeternum Patrem hominesque universos continenter adamat - é considerado o principal sinal e símbolo daquele amor com o qual o divino Redentor ama ininterruptamente o Pai Eterno e todos os homens" (Pio XII, enc. "Haurietis aquas": DS 3924; Cf. DS 3812). 782 O Povo de Deus tem características que o distinguem nitidamente de todos os agrupamentos religiosos, étnicos, políticos ou culturais da história: - Ele é o Povo de Deus: Deus não pertence, como propriedade, a nenhum povo. Mas adquiriu para si um povo dentre os que outrora não eram um povo: "Uma raça eleita, um sacerdócio régio, uma nação santa" (1Pd 2,9). - A pessoa torna-se membro deste povo não pelo nascimento físico, mas pelo "nascimento do alto", "da água e do Espírito" (Jo 3,3-5), isto é, pela fé em Cristo e pelo Batismo. - Este povo tem por Chefe (Cabeça) Jesus Cristo (Ungido, Messias); pelo fato de a mesma Unção, o Espírito Santo, fluir da Cabeça para o Corpo, ele é "o Povo messiânico". - A condição deste povo é a dignidade da liberdade dos filhos de Deus: nos corações deles, como em um templo, reside o Espírito Santo - "Sua lei é o mandamento novo de amar como Cristo mesmo nos amou." (LG 9; Cf. Jo 13, 34). É a lei "nova" do Espírito Santo (Cf. Rm 8, 2; Gl 5, 25). - Sua missão é ser o sal da terra e a luz do mundo (Cf. Mt 5, 13-16). "Ele constitui para todo o gênero humano o mais forte germe de unidade, esperança e salvação". (LG 9) - Finalmente, sua meta é "o Reino de Deus, iniciado na terra por Deus mesmo, Reino a ser estendido mais e mais, até que, no fim dos tempos, seja consumado por Deus mesmo". (LG 9) 1823 Jesus fez da caridade o novo mandamento (Cf. Jo 13, 34). Amando os seus "até o fim" (Jo 13,1), manifesta o amor do Pai que Ele recebe. Amando-se uns aos outros, os discípulos imitam o amor de Jesus que eles também recebem. Por isso diz Jesus: "Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei em meu amor" (Jo 15,9). E ainda: "Este é o meu preceito: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 15,12). 142 Por sua Revelação, "o Deus invisível, levado por seu grande amor, fala aos homens como a amigos, e com eles se entretém para os convidar à comunhão consigo e nela os receber". A resposta adequada a este convite é a fé. 609 Ao abraçar em seu coração humano o amor do Pai pelos homens, Jesus "amou-os até o fim" (Jo 13,11), "pois ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos" (Jo 15,13). Assim, no sofrimento e na morte, sua humanidade se tornou o instrumento livre e perfeito de seu amor divino, que quer a salvação dos homens(Cf. Hb 2, 10.17-18; 4, 15; 5, 7-9) . Com efeito, aceitou livremente sua Paixão e sua Morte por amor de seu Pai e dos homens, que o Pai quer salvar: "Ninguém me tira a vida, mas eu a dou livremente" (Jo 10,18). Daí a liberdade soberana do Filho de Deus quando Ele mesmo vai ao encontro da morte. (Cf. Jo 18, 4-6; Mt 26, 53) III) Refletindo com a Grande Cruzada .- CA 99: Quanto mais obstinadamente Me rejeita o homem, mais Me deleito em atraí-lo ao Meu Amor 19-1-96 Jesus É mais agradável dominar que se sujeitar. Mas o domínio de uma hora, de um dia e mesmo de toda uma vida é breve e não satisfaz; melhor é dominar para sempre. Dominei Eu quando vivi entre vós? Não. Submeti-Me e Me agradou fazê-lo porque não era prudente que Eu estivesse entre os homens em posição de domínio, e por isso quis deixar-Me dominar. Lembra-te dos acontecimentos da Minha Paixão? Vês como deixei a todos a miséria de prevalecer? Estava tranqüilo porque depois Eu os dominaria. Mas tinha motivos muito maiores para permanecer tranqüilo, entre os quais a certeza de agradar a Meu Pai, cedendo a todos o Meu direito de prevalecer. Que importava ser injuriado, preterido por um Barrabás, colocado entre dois ladrões? Eu amava e atendia ao amor, não aos homens que escarneciam de Mim. Então, quiseram não só humilhar-Me, mas marcar-Me com um sinal de infâmia: a Cruz. Também convinha a Cruz, porque Eu tinha grande sede de submeter-Me. Esse é o exemplo exterior. Quanto ao interior, tu sabes como Me submeti não apenas aos homens daquele tempo, como também aos de todos os tempos. Com efeito, sobre Mim foi descarregado e sobre Mim colocado todo o vosso pecado, a ponto de parecer o único ofensor de Deus. É verdade que com milagres, com a Doutrina e o conjunto da Minha Vida, exerci uma supremacia efetiva (no sentido humano) sobre os Meus contemporâneos. Mas isto foi não só para confirmar Minha missão, mas também para a vida Divina interior que possuía Minha Humanidade. Pode o homem imitar-me? Sim. Pode também com certa facilidade se está firme, sem pensar em quem é que pede ou impõe a renúncia. Esta é a submissão de que falo, é como faz ver a mansidão e a humildade do coração; esta é a esperança que tive para vós, a fim de que com a submissão obtenhais a Minha semelhança. Não, não atendais ao homem, não penseis em quem é, porque hoje é e amanhã Eu o renovo; ao contrário, atendei ao que Me agrada e ao que permanece em vós quando sinceramente vos rebaixais por Meu Amor. Grande sabedoria a humildade, grande sabedoria a mansidão! Grande sabedoria, o Meu jogo com o qual vos dou a ocasião de agradar-Me! A boa ovelhinha parou de balir, porque na pastagem que lhe foi oferecida, encontra já o seu alimento e sua satisfação. Conforme a promessa, recebeu o amor e só com o cumprimento dos seus deveres encontrou o que desejava. Uma vida comum, é certo, mas vivida de modo singular; uma pessoa qualquer no mundo, mas muito distinta no Céu. Diz às minhas outras ovelhinhas que dão balidos e que continuam ociosas, como se esquecendo de Meu mandamento que é o de investir a moeda que lhes dei. Quem enterra Minha moeda não terá aprovação; quem não se esforça não terá ajuda. Por outro lado, quem avança e vem para Mim, o bom Pastor, pastará nos Meus prados divinos. Mas eis que o Pastor sobe a uma íngreme montanha, onde a erva é mais rara mas de sabor melhor do que a erva dos prados. Valente ovelhinha, come o que encontras atrás de suas pegadas: é bom aquele que te guia e aprecia o esforço das tuas delicadas perninhas. Então, quererás parar? Por quê? Aqui há pouca erva e se olhas para cima te sobrevém a vertigem. Não, mais alto, mais alto encontrarás melhor pastagem: sobe Comigo! Firma teus pés no terreno pedregoso; segue firme se mais alguma pedra rolar; não deves cair, mas olhar mais para cima. Faço tanto por ti que finalmente te abri os olhos. Sirvo-te de mestre, de médico, de pastor. Empurro-te, levo-te, faço-te voar, aqueço-te, desenredo-te, faço-te arder. O que não faço por ti? Diz-me uma só coisa que ainda queiras de Mim e imediatamente te darei. Se trabalhas, estás mergulhado em muitas coisas pequenas; pois bem, nem sequer assim te deixo em paz, ainda porque às vezes te mando o inimigo de cada instante: Satanás, que ruge. Por quê te espantas se te faço gritar aos quatro ventos: amor, amor, amor? Por que te retrais ao ouvir que te explico o mistério que te envolve? Agora é assim: tu quase temes a Minha palavra, porque falo de ti. Mas, diz: podes negar que Eu te amo? Podes negar as Minhas obras em ti? Talvez temes chegar a ser o que não és? Mas não são as palavras, porém as obras, que dirão que o Céu se compraz em ti. Não estas linhas mas o Meu futuro testemunho dirá o amor com que te prendi. Queres saber porque te falei assim? Porque até agora tens tido por imperdoável o que fizeste contra Mim e porque Eu, por outro lado, devo demonstrar que mesmo essa montanha de misérias que tu és, é objeto de grandes preocupações de Minha parte; e digo que, quanto mais obstinado é o homem em rejeitar-Me, mais Me deleito em atraí-lo ao amor. Mais ainda, quanto mais frágil é a base, mais firmemente Me ponho a construir. Os pecados são repugnantes, a obstinação é horrível, mas o Meu amor pode hoje cantar com a Minha amadíssima Igreja e contigo: Oh! feliz culpa! CM 13: Eu vos dou Meu Amor 17 de fevereiro de 1997 Jesus Sou Eu quem decide que carisma dou a cada um; o carisma que lhe cabe em Meu plano de amor. (...). Dai graças pelo dom que recebeis e orai para que Minha graça ilumine muitas almas em trevas, através de vossas futuras ações evangelizadoras, mas não busqueis questionamentos logo no primeiro dia. Eu sou vosso Deus e somente Eu sei por que tiro e por que dou. Asseguro-vos que não é por méritos vossos mas por gratuidade... Para começar vossa sessão, lede primeiro Ef.3,14-19. Bem, não foi por acaso que começastes este estudo depois da Quarta-feira de Cinzas. Lede Mc.1,15. “Metanoeite”, que é palavra grega, significa uma nova disposição interior, a renovação do coração operada pela abertura ao evangelho que sou Eu e pela confiante doação por meio de uma fé comprometida. Lede Ez.36,25-26 e Jer 3,34. Agora vos explico. A alegre notícia, é a expressão do amor divino por vós: a conversão, a mudança das disposições interiores, é possível porque Eu vos dou um coração novo e Me proponho a enviar Meu Espírito aos vossos corações, a vossas mentes, a vossas bocas, sempre e quando assim o quiserdes. Eu desejo inscrever Meu amor como um dom, como Minha nova lei em vossos corações, mas limpos e entregues. Quero que sejais capazes de pensar, de querer e desejar de uma maneira totalmente nova. Quero vos dar o dom do conhecimento, fruto do amor, deste amor que vai de Mim e vos traz a Mim, que sou o amor em pessoa. Lede Mat.5,8- Ef 3,17- Ef,1,14... Prestai atenção ao que vos irei revelar. Na linguagem das Sagradas Escrituras, coração significa a consciência que chegou a ser perspicaz e sensível em virtude do amor. Trata-se de um modo de conhecer, totalmente novo em uníssono Comigo e com a comunidade de Meus Apóstolos, de uma nova experiência da solidariedade salvífica. De uma consciência que compreendeu profundamente o sentido comunitário e vicário da redenção. Com o conhecimento de Mim e de Meu Pai, a consciência humana adquire uma nova capacidade cognoscitiva, com novos horizontes, com um novo ardor pela verdade, o bem e a beleza. Isto, pequenos, é pura graça e não somente uma justificação que vem do exterior. Lede João 6,44, Lucas 10,22, Mat 11,25. Com o conhecimento Nosso em virtude do amor redentor, tudo aparece em sua verdadeira luz... O olho do coração, sua consciência profunda, torna-se perspicaz, agora vê tudo de maneira diferente e possui uma fina sensibilidade. O descanso sobre Meu Peito, a inserção em Meu Coração, fazem com que a consciência possa ver tudo com Meu olhar, até o sentido profundo de cada mandamento. Conseguem que possa captar extraordinariamente os sinais dos tempos, os possíveis modos de fazer, aqui e agora, o bem, e de dar testemunho. O furacão das paixões que vos destroça e os afãs de um Eu egoísta calam, quando chegais a descansar em Meu peito. A paz da alma é o entranhamento de vosso verdadeiro Eu em Meu amor; então vos inundam nova força e alegria; vedes com novos olhos o sentido de cada um de Meus mandamentos e mesmo das provações; as decisões de vossa consciência se tornam mais convincentes. Se o coração do homem se deixa conquistar por Meu amor e pela capacidade de amar Comigo; se a memória agradecida chega a plasmar isto de maneira suficiente, então vossa consciência, unida ao subconsciente, poderá chegar a uma paz profunda, semelhante às águas cristalinas de um lago tranqüilo. Tudo isto, filhos Meus, manifestar-se-á não somente em decisões perfeitamente conscientes, mas transparecerá em vossa forma de evangelizar. Lede Mat 15,18 e Mat 6,21. Se fizerdes tudo por Meu Reino, por Meu amor que supera toda compreensão, então limpareis vossa memória e será transformada em uma memória agradecida para louvor do Pai... Sucesso, filhinhos, estou convosco...
Apostolado da Nova Evangelização 2006
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