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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 08 de setembro de 2008
5º Domingo de Páscoa PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

14 de maio de 2006

Primeira Leitura: At 9, 26-31;
Segunda Leitura: 1Jo 3, 18-24;
Evangelho: Jo 15, 1-8

 

João 15, 1-8
    Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado.
    Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que
quiserdes e vos será feito.
    Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.

 

I) Comentando a Palavra de Deus

Nexo entre as leituras

"Permanecei unidos a mim, como eu estou a vós", nos diz Jesus no Evangelho. A unidade é o tema dominante nos textos deste domingo. Unidade, em primeiro lugar entre Cristo, a videira, e os cristãos, os ramos (evangelho). Unidade dos cristãos entre si, independentemente de sua história passada e de sua procedência, como no caso de Paulo (primeira leitura). Unidade entre as palavras e os fatos, para alcançar essa unidade interior da consciência, que está tranquila diante de Deus (segunda leitura).

Mensagem doutrinal

A unidade fundamental. No judaísmo a videira simbolizava as difíceis relações entre Deus e
seu povo Israel durante doze longos séculos. Essa relação se fundava sobretudo em três elementos: a Terra , a Torah e o Templo. Sobre as colunas do templo podia-se ver a videira em relevo, símbolo do povo de Israel na presença de Yahvéh, seu Deus. Jesus retoma esta imagem, porém mudando seu sentido. Agora é ele a videira, não Yahvéh. E os ramos já não são o povo de Israel, e sim os crentes em Cristo. Deus, o Pai de Jesus, não fica à margem do símbolo, mas agora ele é o vinhateiro. Em outros termos, é o Pai que enviou Jesus a este mundo e nele colocou o fundamento de toda a verdadeira unidade. Ele é o ponto de união que funda qualquer outra verdadeira união entre os homens, "porque sem mim não podeis fazer nada". A união eclesial, familiar, religiosa, política..., que queira ser qualificada de autêntica, estável e fecunda, não pode deixar de lado a realidade de Cristo, base de sustentação de toda existência individual ou coletiva. Nesse sentido, o cristianismo não é só uma opção que apela à liberdade, é uma exigência de identidade e de progresso que apela ao bem comum.

A unidade eclesial. Quando Paulo, depois de convertido, se apresenta em Jerusalém, os cristãos lhe têm medo, apartam-se dele, porque não crêem em sua conversão. Graças a Deus intervém Barnabé, que o apresenta à comunidade, certifica a sua conversão e seu zelo na pregação do Evangelho de Jesus Cristo em Damasco. Paulo então é recebido na comunidade, integra-se a ela e pode dedicar-se com liberdade ao seu trabalho de evangelização, sobretudo entre os judeus de procedência grega. É evidente que desde o início os apóstolos tomaram consciência de que a Igreja era só uma e que todos os que formavam parte dela estavam unidos na mesma fé e no mesmo zelo ardente de pregar o nome de Jesus em toda parte. Ainda que Paulo se tenha convertido a Jesus em Damasco e lá recebido o batismo, ele é bem recebido em Jerusalém e logo o será também em Antioquia e Roma, porque a Igreja é uma só na diversidade de lugares e de culturas. Assim foi desde o início, assim continuou sendo e ainda é. Seremos capazes nós, os cristãos de hoje, de colocar a unidade da Igreja acima das tensões internas? Seremos capazes de nos dispor para que Deus nos dê o dom da unidade de todos os cristãos?

A unidade interior. São João, na segunda leitura nos exorta a que "não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade". Deve haver unidade entre o que pensamos e dizemos com o que realmente fazemos. Sem essa unidade estaremos internamente divididos, em uma incoerência maligna que nos irá carcomendo a consciência. Quer dizer, o cristão deve ter uma consciência unificada, sem rachaduras nem divisões, para que possa estar tranquila diante de Deus, "guardando seus mandamentos e fazendo o que lhe agrada". É verdade que nem sempre o cristão atua de modo coerente e com isso a sua consciência o aflige e o condena. Então sabemos que "Deus é maior que nossa consciência" e que, portanto, pode reestruturá-la, unificá-la. É um convite estupendo à confiança na ação de Deus e no poder misterioso do “Espírito que nos deu”. Unidade interior, fruto da fidelidade à Palavra de Deus e aos seus mandamentos.

 

Sugestões Pastorais 

Unidos, ainda que diversos. Antes de tudo, a unidade intra-eclesial. Nós católicos temos de estar unidos afetiva e efetivamente, unidos à Hierarquia eclesiástica, unidos entre nós mesmos. Unidos no mesmo fim e destino, aceitando e respeitando o pluralismo de opções pastorais, mantendo a unidade substancial. É possível que haja dioceses, paróquias que não permitam a ação de grupos eclesiais aprovados pela autoridade da Igreja? Não é verdade que é muito o que ainda se pode fazer no campo da colaboração entre dioceses, paróquias, congregações religiosas, movimentos eclesiais? O inimigo é forte. Se não nos unirmos, seremos com toda certeza derrotados, tendo gasto talvez muita energia em questões inúteis ou de pouca importância. Sairá perdendo a proclamação eficaz do Evangelho, e seremos mais ocasião de escândalo, do que de edificação. Amemos a unidade, busquemos a unidade, acima de tantas pequenas diferenças não substanciais.

À unidade intra-eclesial, temos que acrescentar a unidade das diversas igrejas separadas: o diálogo, a colaboração ecumênica. Um processo lento, porém irreversível, porque está nele empenhado, mais que os homens, o próprio Deus, o “Espírito que fala às igrejas” e as impulsiona incontidamente para a unidade. Os passos dados e os que vão sendo dados são pequenos, porém seguros. Temos de criar uma mentalidade "ecumênica" em nós próprios, em nossas comunidades religiosas, paroquiais... A unidade é um grande bem que Deus nos quer presentear. Oremos para acolhê-lo com gratidão e amor.

 

Dar frutos. Unidos à fonte da vida e da santidade que é Cristo, unidos como irmãos na mesma fé e na única Igreja, unificados no interior de nossa consciência, daremos frutos. Porque da união nasce a força, nasce a eficácia. E dar frutos é um imperativo de nossa fé, de nossa vocação cristã. Que frutos? Certamente, e em primeiro lugar, frutos de santidade, de riqueza espiritual no coração, de transparência divina em nosso ser e atuar. Logo, frutos de solidariedade, de colaboração, de justiça, de respeito mútuo, de entrega aos mais necessitados, de benedicência, de bondade no trato, etc. Quais são os frutos que Deus te está pedindo agora? Quais são os frutos que Deus pede à nossa paróquia, à nossa comunidade? "Pelos frutos os conhecereis". Pelos frutos se saberá se estamos unidos a Cristo, se permanecemos em seu amor.

 

II) Concordância da Palavra de Deus com os ensinamentos do Catecismo da Igreja .-

755 "A Igreja é a lavoura ou campo de Deus (1 Cor 3,9). Nesse campo cresce a oliveira antiga, cuja raiz santa foram os Patriarcas e em que foi feita e se fará a reconciliação dos judeus e dos gentios (Rm 11, 13-26). Ela foi plantada pelo celeste Viticultor como vinha eleita (Mt 21, 33-43 par.; Cf. Is 5, 1-7). Cristo é a verdadeira Vide, que dá vida e fecundidade aos ramos, que dizer, a nós, que pela Igreja permanecemos nele, sem o qual nada podermos fazer (Cf. Jn 15, 1-5)." (Concilio Vaticano II, Const. dogm. Lumen gentium, 6: AAS 57 (1965) 8)

2074 Jesus diz: "Eu sou a videira, e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele
produz muito fruto, porque, sem mim, nada podeis fazer" (Jo 15,5). O fruto indicado nesta palavra é a santidade de uma vida fecundada pela união a Cristo. Quando cremos em Jesus Cristo, comungamos de seus mistérios e guardamos seus mandamentos, o Salvador mesmo vem amar em nós seu Pai e seus irmãos, nosso Pai e nossos irmãos. Sua pessoa se toma, graças ao Espírito, a regra viva e interior de nosso agir. "Este é o meu mandamento: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 15,12).

901 "Os leigos, em virtude de sua consagração a Cristo e da unção do Espírito Santo, recebem a vocação admirável e os meios que permitem ao Espírito produzir neles frutos sempre mais abundantes. Assim, todas as suas obras, preces e iniciativas apostólicas, vida conjugal e familiar, trabalho cotidiano, descanso do corpo e da alma, se praticados no Espírito, e mesmo as provações da vida, pacientemente suportadas, se tornam 'hóstias espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo' (l Pd 2,5), hóstias que são piedosamente oferecidas ao Pai com a oblação do Senhor na celebração da Eucaristia. É assim que os leigos consagram a Deus o próprio mundo, prestando a Ele, em toda parte, na santidade de sua vida, um culto de adoração." (LG 34; Cf. LG 10)

1072 "A liturgia não esgota toda a ação da Igreja"(SC 9): ela tem de ser precedida pela evangelização, pela fé e pela conversão; pode então produzir seus frutos na vida dos fiéis: a vida nova segundo o Espírito, o compromisso com a missão da Igreja e o serviço de sua unidade.

1083 Compreende-se então a dupla dimensão da liturgia cristã como resposta de fé e de amor às "bênçãos espirituais" com as quais o Pai nos presenteia. Por um lado, a Igreja, unida a seu Senhor e "sob a ação do Espírito Santo"(Cf. Lc 10, 21), bendiz o Pai "por seu dom inefável" (2Cor 9,15) mediante a adoração, o louvor e a ação de graças. Por outro lado, e até a consumação do projeto de Deus, a Igreja não cessa de oferecer ao Pai "a oferenda de seus próprios dons" e de implorar que Ele envie o Espírito Santo sobre a oferta, sobre si mesma, sobre os fiéis e sobre o mundo inteiro, a fim de que pela comunhão com a morte e a ressurreição de Cristo Sacerdote e pelo poder do Espírito estas bênçãos divinas produzam frutos de vida "para louvor e glória de sua graça" (Ef 1,6).

1109 A epiclese é também a oração para o efeito pleno da comunhão da assembléia com o mistério de Cristo. "A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo" (2Cor 13,13) devem permanecer sempre conosco e produzir frutos para além da celebração eucarística. A Igreja pede, pois, ao Pai que envie o Espírito Santo para que faça da vida dos fiéis uma oferenda viva a Deus por meio da transformação espiritual à imagem de Cristo, (por meio) da preocupação pela unidade da Igreja e da participação da sua missão pelo testemunho e pelo serviço da caridade.

 

III) Refletindo com a Grande Cruzada .-


CM 84: Eu sou a videira, vós os sarmentos
2 de maio de 1997 Jesus

Não te preocupes, não serão mais fortes tuas dores... Não estás Me ajudando com tua pequena cruz? Continua sorrindo, continua em tua alegria de Me amar e ignora todo ataque que não é Meu, mas que permito para teu fortalecimento...

Quem dá fruto em Mim? Quais são os brotos que o Pai limpará a fim de que dêem fruto mais abundante?

Não peço respostas positivas de vós, peço sinceridade de todos e em particular de cada um; não esqueçais as graças recebidas.

Tu não dás fruto, oh Meu broto árido? Então hás de te separar de Mim, Vida eterna e alimento suave.

Deveríeis refletir muito sobre este ponto, não passar por alto, ou pior, desprezá-lo. Estar Comigo e não dar fruto significa ter dureza de coração. Todos os Meus brotos devem frutificar; isto pela honra da vinha e complacência do vinhateiro que é Meu Pai.

Preferi a imagem da videira porque devia surtir efeito em milhões de criaturas que, por meio de Minhas Palavras se salvaram, se salvam e se salvarão. A uva é fruto grato a todos e reclama os grandes cuidados do vinhateiro, além da linfa da videira.

Pois bem, seja o vinhateiro, seja a vinha, requerem muita uva que seja bela e saborosa. Eu vos dou Meu humor, Meus ramos, difundindo Minha vida em cada um. Corre em vós, através de Meus ramos, a linfa vital que dará o fruto. Depois virá o vinhateiro e toda sua família para fazer a vindima.

Permanecei Comigo, chegareis a ser vinhas doces, repletas de néctar divino. Permanecei unidos, sereis Meu fruto, Minha beleza e tereis Meu sabor.

Eu a videira, vós os sarmentos. Da videira os sarmentos, dos sarmentos o fruto, do fruto o vinho, do vinho, depois a alegria do Celeste vinhateiro e de todos os que antes de vós foram
transformados por Minha obra de Redenção e glorificação.


CM 118: Não temais diante das dificuldades
19 de maio de 1997 Jesus

Minha paz contigo... Filhinhos, Eu sei guiar para o bem a qualquer criatura e de fato guia a muitas criaturas ao porto divino no qual se pode encontrar todo bem. Contento-Me com a aceitação simples mas sincera e não estou pensando se Me vem de uma pessoa inteligente, como vós dizeis, ou ignorante, porque para Mim é sábio de verdade somente aquele que aceita Minhas obras. Mas estas obras (vós sabeis) não aparecem totalmente, mas somente aparece a exterioridade de Meu ato divino, como os frutos que por fora são espinhosos e por dentro gostosos.

Além disso, tampouco aparece quem dá tais frutos, porque Eu Me sirvo de pessoas por demais fracas se não piores, mas tão amadas.

Homens, ânimo! Ânimo e recolhereis muitos "figos-da-índia ", sem pensar nos espinhos de que estão revestidos. Ânimo! Separai as plantas espinhosas dos espinhosos "figos-da-índia" que Eu vos trago. Não temais diante das dificuldades, porque o temor é o jogo do qual Me sirvo para vos fazer realizar um esforço maior. Ficai tranqüilos, saboreai Meus frutos e não os jogueis antes de os ter provado.

Deveríeis recordar que Eu sou o Deus do Amor e que por isso em Mim toda ação é Amor. Deveríeis crer que ter vivido entre vós com tudo o que resulta disso, é prova seguríssima de Meu amor. Ah, se soubésseis quantos espinhos Me cravei, Eu que não deveria ter sofrido sequer um instante. E quem pode dizer que vosso Deus não foi generoso convosco, antes de vos animar ao sofrimento?


CM 35: Os espinhos são parte da flor e do fruto
8 de abril de 1997 Jesus

Amada filha, sempre e em todo lugar verás que os espinhos não vivem ou subsistem se não estão unidos a um ramo do qual brotam também flores e frutos.

Considerar o espinho como isolado, significa crer que pode existir sem a linfa que lhe vem do ramo. Mas, com a separação do ramo, o espinho morre também com a flor e o fruto que deveriam brotar do único ramo que os alimentava. Se a vitalidade está determinada pelo ramo, então quem corta o ramo faz morrer a flor e o fruto. Também o espinho perde sua vitalidade, mas não sua ponta que incomoda.

É claro o que digo. Quem se aparta de Mim, faz morrer a linfa que sustenta sua alma e esta, ou apenas adoece ou morre em seguida. Se adoece, pode também morrer de sua doença; mas o espinho com sua ponta aguçada não deixa de atormentá-la e isto para que a alma volte a se unir a Mim e portanto a produzir flores e frutos. Isto é o sofrimento.

Mas, quem Me segue? Quem quer Me seguir? Que míseros frutos obteria de Minha Paixão se não aumentasse Meus auxílios de maneira verdadeiramente grande!

E tudo porque quero, junto à flor e ao fruto, também o espinho.

Minha Coroa de Espinhos não vos diz nada? Que quereis que faça de vossa compaixão pelas Minhas dores físicas, se depois não Me imitais? Quem entende Minhas dores e Me ama, deve unir-se a Mim também com a imitação. Não Me enganava quando vos disse: aprendei de Mim. Sabia o quanto aprenderíeis e previa como corresponderia a cada um. Mas resta o fato de que quem se esforça por Me imitar será dócil, enquanto que o que hoje Me ouve amanhã Me esquece, imitará o "rebelde" que, como tal, agita-se continuamente sob a pressão de seus muitos espinhos. E, lamentavelmente, devo comprovar que vós imitais mais a ele do que a Mim, a ele que se rebela contra Minha Justiça que o tem firme em toda tribulação porque não quer aderir a Mim.

Portanto, fazei os cálculos: ou imitais a Mim ou ao inimigo

 

Apostolado da Nova Evangelização 2006 

Última Atualização ( 25 de maio de 2006 )
 
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