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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

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Sagrados CoraçõesPratique a Devoção aos Corações de Jesus e de Maria, fazendo a Comunhão Reparadora das Primeiras Sextas-feiras e dos Primeiros Sábados de cada mês.
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XXXII Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   
08 de novembro de 2009

Semana de 8 a 14 de novembro de 2009
“Teu Pai, que vê no segredo, recompensar-te-á”

1.- A Palavra de Deus:
1ª Leitura: 1Rs 17,10-16: “A viúva fez um pãozinho e o deu a Elias”
Salmo: 145,7.8-9a.9bc-10: “Bendize, minh’alma, bendize ao Senhor!”
2ª Leitura: Hb 9,24-28: “Cristo se ofereceu uma vez por todas, para tirar os pecados da multidão”
Evangelho: Mc 12,38-44: “Esta viúva deu mais do que todos os outros”

Proclamação do Santo Evangelho segundo São Marcos (Mc 12,38-44)
Naquele tempo, Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão: “Tomai cuidado com os doutores da Lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação”.
Jesus estava sentado no Templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias.
Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada.
Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os ou-tros que ofereceram esmolas. Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
 

2.- Referências para refletir:

Temos visto que com frequência Jesus se refere aos fariseus, aos escribas e aos mestres da Lei, e qua-se sempre o faz para colocar o exemplo do que não se deve fazer...

Prestando atenção a isto, é fácil compreender por que a maioria deles estava contra o Senhor. E se consideramos que além de tudo eles tinham um imenso poder sobre o povo hebreu, entenderemos claramente por quê Jesus teve que padecer o que padeceu, e o alto preço que teve que pagar para nos redimir.

No entanto, nem os fariseus, nem os escribas, nem os mestres da Lei (que é de quem Jesus fala especificamente a seus discípulos na primeira parte da passagem do Evangelho que nos cabe meditar hoje) eram pessoas “essencialmente más”.

Com efeito, não se tratava de criminosos nem nada do tipo; de fato, todos eles eram homens para os quais a religião era algo “importantíssimo”. Inclusive, muitos dedicavam sua vida ao estudo e ensinamento das Sagradas Escrituras.

O problema principal era que uma imensa maioria deles havia parado nas formas. Tinham, por assim dizer, um apego exagerado “à letra”, mas frequentemente descuidavam do sentido. Sua vida espiritual era paupérrima, e lhes aconteceu o que necessariamente ocorre nesses casos: eles se haviam convertido em “repetidores de verdades”, ou, se se prefere, em meros porta-vozes, “proclamadores” – mais ou menos brilhantes – da Verdade, mas somente a proclamavam, pois não a viviam.

Santo Agostinho dizia que “quem não vive como pensa, acaba pensando como vive”. Isso aconteceu com muitos dos (entre aspas e sublinhado) “religiosos” da época de Jesus, que supostamente viviam esperando a chegada do Messias, mas quando Ele esteve diante deles, não o reconheceram, porque estavam demasiado apegados a seus benefícios, ao seu poder e aos privilégios de que gozavam. Portanto, queriam um “messias” feito à sua medida.

Como nos diz Jesus hoje: eles gostavam de ser cumprimentados, reconhecidos... e até se amparavam por trás de longas orações, a fim de serem tidos por “santos”, enquanto devoravam os bens das viúvas.

Em outras palavras: viviam de Deus, mas não para Deus. Por isso agora Jesus termina de falar deles e seus costumes dizendo-nos “eles receberão a pior condenação!”

Hoje também acontecem coisas parecidas, e diante disso não podemos menos do que pedir Misericórdia a Deus... por nós mesmos, e pelos que podem estar em piores condições espirituais que nós; é que as tentações são muitas, e como dissemos recentemente, em uma pregação a nossos irmãos do Apostolado no México: o combate espiritual se torna cada vez mais árduo; se não nos damos conta disso, seremos presas dóceis do inimigo.

Em menor escala do que ocorria com os mestres da Lei, mas sem que por isso deixe de ser preocupante, isto de não viver conforme o que se pensa, acontece também com uma grande parte dos católicos de hoje em dia, que “dizem” crer em Deus, assistem à Missa Dominical, e talvez até participem de algumas atividades de sua Paróquia ou de algum Apostolado Leigo, mas no fundo vivem como se Deus não existisse; isto é, não permitem que Ele seja o centro de suas vidas. Depois, mais cedo ou mais tarde, acabarão com sérias dúvidas em sua fé, ou justificando o que dificilmente se possa justificar.

Na segunda parte deste Evangelho, temos a passagem da viúva pobre, que dá de esmola tudo o que tem. São Marcos nos apresenta ambos acontecimentos juntos (a crítica ao modo de vida dos mestres da Lei e a observação sobre a viúva pobre) para acentuar o contraste entre a soberba e a humildade, entre a aparência e a autenticidade, entre a petulância e a simplicidade.

A viúva pobre é a única, entre muitos, que dá ao Senhor o que Ele merece: Tudo!

Ela representa um sem-número de irmãos nossos, que também dão ao Senhor tudo o que têm (ou ao menos tudo o que podem Lhe dar), e nos ajuda a meditar no quanto nós estamos dando a Ele, de nossos talentos, de nosso tempo, de nosso esforço, e quanto dele reservamos para nós, quem sabe para satisfazer que gostos ou desejos.

Ela nos convida a recordar que, no final das contas, não somos mais do que meros “administradores” de tudo o que cremos possuir, começando por “nosso” dinheiro e terminando em “nossa” energia e “nosso” tempo (destaquem-se as aspas quando dizemos “nosso” ou “nossa”).

A viúva pobre deve nos ajudar a recordar que, no final deste caminho, deveremos prestar contas a Deus de tudo o que nos emprestou.

Finalmente, e agora que estamos próximos de iniciar um novo Tempo do Advento (que deve ser caracterizado pela prática frequente do jejum, da oração e da esmola), resulta oportuno também meditar em particular sobre a esmola.

Nosso querido João Paulo II, de feliz memória, escrevia no primeiro ano de seu Pontificado: “A esmola e o jejum, como meios de conversão e de penitência cristã, estão estreitamente ligados entre si. O jejum significa um domínio sobre nós mesmos [...] E a esmola, em sua acepção mais ampla e essencial, significa nossa prontidão em compartilhar com os outros as alegrias e tristezas, a dar ao próximo, em particular ao necessitado; a repartir não somente os bens materiais, como também os dons do espírito. E justamente por este motivo, devemos nos abrir aos outros, sentir suas diversas necessidades, sofrimentos, infortúnios, e buscar não somente em nossos recursos, mas sobretudo em nossos corações, em nosso modo de nos comportar e de agir, os meios para nos adiantarmos às suas necessidades ou levar alívio aos seus sofrimentos e desventuras.” (João Paulo II, Carta à Diocese de Roma, 28-2-1979).

Outro Papa de grande estatura, São Gregório Magno, referindo-se ao pobre Lázaro, dizia: “Continuamen-te encontramos um Lázaro, se o procuramos, e a cada passo o vemos, embora não o procuremos. Considerai que os pobres necessitados se apresentam a nós e nos suplicam uma esmola, quando hão de ser com o tempo nossos principais intercessores.” (São Gregório Magno, Homilia 40 sobre os Evangelhos).

Também o santo Cura d’Ars, a quem recordamos especialmente na Igreja durante este ano sacerdotal, procurava exortar seus paroquianos sobre a necessidade de ver o pobre com outros olhos, dizendo-lhes: “O pobre não é mais que um instrumento do qual Deus se serve, para nos impulsionar a fazer o bem.” (Santo Cura d’Ars, Sermão sobre a esmola).

Finalmente, São João Crisóstomo (um dos quatro “Grandes Padres da Igreja Grega ou Oriental”, junto com Santo Atanásio o Grande, São Basílio de Cesaréia e São Gregório Nazianzeno), dizia: “Deus pode, na verdade, alimentar os pobres; mas quer que se unam, por amor, os que dão com os que recebem.” (São João Crisóstomo, em Catena Aurea volume VI, p. 312).

Queira Deus que, depois de tanta citação dos grandes, algo nos fique na memória, e que isto termine por nos confirmar na necessidade de reconhecer que tudo o que temos é um dom de Deus, e portanto devemos colocá-lo a seu serviço. E quanto mais nos custe, melhor!

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada item e fazer um instante de silêncio após cada questão, para permitir a reflexão dos irmãos)

a) Pratico minhas obras de caridade sem pensar na gratificação que obterei com os olhares da sociedade?
b) O que estou dando ao Senhor, em relação a tudo o que Ele me dá?
c) O que eu poderia dar de mim, que se compare com essas “duas pequenas moedas” da viúva?
d) O que eu poderia fazer por alguém, que realmente “mude sua vida”, a partir do pouco ou muito que eu tenho? Estou disposto a fazê-lo, ou há algo que me impede? Farei isso?

 

4.- Comentários dos irmãos:
Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos.

 

5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

Cânones: 2444 e 2544

2444 “O amor da Igreja pelos pobres... faz parte de sua tradição constante”. Inspira-se no Evangelho das bem-aventuranças, na pobreza de Jesus e em sua atenção aos pobres. O amor aos pobres é também um dos motivos do dever de trabalhar, “para se ter o que partilhar com quem tiver necessidade”. Não se estende apenas à pobreza material, mas também às numerosas formas de pobreza cultural e religiosa.

2544 Jesus ordena a seus discípulos que O prefiram a tudo e dos e lhes propõe que “renunciem a todos os bens” por causa dele e do Evangelho. Pouco antes de sua paixão, deu-lhes como exemplo a pobre viúva de Jerusalém que, de sua indigência, deu tudo o que possuía para viver (cf. Lc 21,4). O preceito do desprendimento das riquezas é obrigatório para se entrar no Reino dos céus.

 

6.- Refletindo com a Grande Cruzada

CS 73 Estar em graça, na verdade significa ter recebido a filiação divina, isto é, uma participação de Minha divina filiação, na qual consiste a adoção de filhos por Meu Pai, filhos mais ou menos revestidos de Meus méritos, de Minhas virtudes. […] Não vejo que Meus amados pensem muito nesta semelhança Comigo. Da graça têm estima, enquanto dá um sentimento de justificação e de paz. Poucos, muito poucos refletem na realidade de ser filhos adotivos do Meu Padre e de estar, por isso, revestidos de Minhas próprias vestes, isto é, dos méritos que acumulei para vós em medida ilimitada.
Fazem as nove primeiras sextas-feiras, pedidas por Mim, por amor à sua própria alma; rezam terços para ter méritos, dão esmolas às vezes para conquistar o pároco ou outro sacerdote. Oh, quantas obras boas fazem sem pensar na Minha complacência, mas somente pelo gosto que se experimenta ao fazer o bem!
Mas os verdadeiros filhos de Deus pensam em dar contentamento a Meu Pai e a Mim, embora sem excluir a própria utilidade.  

 

7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha, o Apostolado, ou para a Igreja em geral.

 

8.- Virtude do mês:
Durante este mês, praticaremos a virtude da Humildade (Catecismo da Igreja Católica: 2546, 2613, 2559, 2540, 1450)

Esta semana veremos o cânon 2613, que diz textualmente o seguinte:

2546 Três parábolas principais sobre a oração nos são transmitida por S. Lucas.
A primeira, “o amigo importuno” (cf. Lc 11,5-13), convida a uma oração persistente […].
A segunda, “a viúva importuna” (cf. Lc 18,1-8), focaliza uma das qualidades da oração: é preciso rezar sem-pre sem esmorecimento, com a paciência da fé.
A terceira parábola, “o fariseu e o publicano” (cf. Lc 18,9-14), refere-se à humildade do coração que reza. “Meu Deus, tem piedade de mim, pecador.” Essa oração a Igreja constantemente toma sua: “Kyrie eleison!”

E a Grande Cruzada nos diz a respeito:

CA 127 Bate, mesmo que não Me ouças, bate de novo; o grande Espírito que te encaminhou na terra far-te-á entrar no puro e ardentíssimo amor. É este Espírito que, a partir de agora, permanece contigo para guiar com Sabedoria os teus passos no caminho do amor e da entrega.

 

9.- Propósitos semanais:

Com o Evangelho:
Esforçar-me-ei para que, ao menos uma esmola desta semana, não se limite a dar dinheiro ou roupa, mas a dar aquilo que Deus precise de mim para ajudar alguém a crescer no espírito.  

Com a virtude do mês:
Aproximar-me-ei do Santíssimo Sacramento ao menos uma vez esta semana, para ter momentos de oração contemplativa com o Senhor, pedindo-Lhe que me ensine e exercite na humildade diante dEle e de todos os outros em toda a minha vida.

  
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