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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

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Por ANE Internacional   
18 de outubro de 2009

Semana de 18 a 24 de outubro de 2009
“Os discípulos partiram e pregaram o Evangelho por toda parte”

1.- A Palavra de Deus:
1ª Leitura: Zc 8,20-23: “Virão muitos povos e poderosas nações buscar o Senhor em Jerusalém”
Salmo: 66,2-8 “Que os povos vos louvem, ó Deus, que todos os povos vos glorifiquem.”
2ª Leitura: Rm 10,9-18: “A fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo.”
Evangelho: Mc 16,15-20: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.”

Proclamação do Santo Evangelho segundo São Marcos (Mc 16,15-20)
Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.
Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus. Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
 

2.- Referências para refletir:

Esta semana celebramos na Igreja Católica o Domingo Mundial das Missões, pelo que é muito conveniente centrar nosso pensamento naquilo que a Igreja nos convida a refletir hoje: Sua razão de ser.

Para quê Jesus se incomodou em vir ao mundo, conviver com as pessoas de sua época e formar seus discípulos?... A missão é nada menos que a ferramenta fundamental da qual Deus se serve para levar a cabo a salvação da humanidade.

Mas, claro... a idéia de que se tem sobre as missões costuma estar relacionada com os territórios longínquos, as aldeias pobres, as viagens intermináveis de barco e, do outro lado, pessoas com rostos estranhos e roupas chamativas, que esperam os missionários com ânsias de viver uma verdadeira festa em torno de um fogaréu com bailes exóticos, tambores, brincos e pessoas quase que uivando (quando não francamente tentada em devorar o missionário...)

Ali estão a malária, a mosca tsé-tsé, a febre amarela, tifóide e outras centenas de males sem conta. No entanto, se olhamos um pouco ao nosso redor, chegaremos à triste conclusão de que nossa tão mencionada “Aldeia Global”, cada dia se afasta mais de Deus e de sua Salvação, ao ponto de que parece ser um tipo de moda atacar a Deus e a tudo o que a Ele se refere (em primeira instância, claro, a sua Igreja).

Hoje, mais do que nunca, podemos asseverar que a necessidade da evangelização não está marcada por fronteiras. A Palavra de Cristo circula por todo o mundo, mas nós não sabemos escutá-la. (cf. Jo 1,10)

É por isso que este Dia Mundial das Missões é um alento de vida, um convite da Igreja para que todos os católicos do mundo retomemos a missão original: “Ide por todo o mundo e anunciai a Boa Nova a toda a criatura”, começando por nossas próprias almas, para que assim, através de nosso testemunho, possamos mostrar e tornar crível este Cristo Jesus entre nossos irmãos.

Também devemos recordar e rezar especialmente por tantos homens e mulheres que, dispersos pelo mundo, entregam suas vidas com humildade ao serviço dos outros, em nome de Cristo Salvador; homens e mulheres que, deixando tudo para trás, tomam a Cruz como bandeira e submergem seus pés no pó dos caminhos do mundo, seguindo as pegadas de seu Mestre, buscando nos lugares mais impensados o necessitado e o faminto.

Este é o momento de considerar, diante de Cristo crucificado, as enormes diferenças que existem entre a sua vida e as vidas de muitos; entre o que desfrutas a cada dia, a maior parte do tempo sem se dar conta, como se fosse um direito natural, enquanto outros milhares raspam a terra em busca de uma sobra, para poderem chegar vivos ao dia seguinte.

E por que pensar em coisas tão tristes? Porque hoje é o dia mais adequado para tomar uma decisão: Qual é, e qual será daqui por diante a sua participação nesta missão fundamental, confiada pessoalmente por Jesus aos seus seguidores?

Oxalá você chegue à conclusão de que não é suficiente dar umas moedas na porta da igreja a cada domingo, ou dar sua roupa velha cada vez que chega a nova moda nas lojas. Talvez esteja chegando o momento em que Jesus sussurre no seu coração que precisa de ti, que quer você mais ativo, dando amor; entregando-se um pouquinho mais ao serviço dEle.

É certo que existem muitos freios: a comodidade, a vergonha, as considerações, a falta de preparo, o desconhecimento real do que se precisa, os compromissos de família, de trabalho, as dívidas, o financiamento e muitas coisas mais, porém… qual é a desculpa para não começar sua própria evangelização?

Podemos e devemos iniciar uma cruzada de evangelização “no interior”... Comecemos, como o bom la-drão, ao lado de Jesus crucificado... Façamos um exame de consciência, mas de verdade, e depois, olhan-do-o face a face, peçamos-lhe que nos perdoe e se lembre de nós no reino dos Céus.

Muitas vezes nos escudamos pensando que a evangelização e mesmo a própria santificação são “coisas de padres ou freiras, porque estudaram para isso”, mas isso é partir de uma mentira... Eles começaram a estudar depois de se terem decidido ouvir o chamado de Cristo, e Cristo há pouco também vem batendo à sua porta...

A Missão da Igreja começa, pois, em ouvir e responder individualmente ao chamado, em se decidir pela conversão pessoal, que é tarefa árdua e permanente, porque sendo sinceros temos todos que rezar com Davi o Salmo: “Não entreis em juízo com o vosso servo, porque ninguém que viva é justo diante de vós...” (Sl 143,2).

Não somente somos todos indignos de atirar a primeira pedra contra o pecado, o vício ou o defeito de qualquer irmão nosso, como além disso nos encontramos todos necessitados de pedir ao Senhor onipotente sua clemência, por todos os aqueles que carregamos.

Mas o reconhecimento sincero desta realidade é o primeiro passo, o ponto de partida indispensável e por sua vez glorioso que o Senhor nos oferece hoje, com o coração aberto e um sorriso franco nos lábios; porque assim indignos, como todos somos, Ele nos ama e precisa de nós para ajudá-lo na salvação das almas.

A vida em Jesus é o amor, e a pessoa mais indicada para operar no amor, para falar e ensinar sobre o amor, dentro da família, é justamente cada um dos membros dessa família. Não é coisa de padres ou de monjas, é coisa de seus pais, de seus filhos, de seus irmãos e sua: dos emissores e receptores desse amor.

Jesus nos promete, no Evangelho de hoje, que quem estiver disposto a assumir o desafio de continuar sua Missão Evangelizadora será acompanhado por sinais milagrosos...

O primeiro sinal, se o convite é aceito de coração, será o de começar a refletir a Cristo em nossos atos. Isto será possível somente se Ele está presente primeiro em nossos pensamentos e em nossos sentimentos; se verdadeiramente fazemos dele o centro de nossa vida íntima e o convidamos a governar ali, na própria medula de nosso ser, onde ninguém além dEle e eu vemos, ouvimos e julgamos.

Queira Deus (e oxalá aceitássemos de coração também nós) que não deixemos passar esta oportunida-de que nos oferece a brinda a Liturgia da Igreja para nos convertermos em autênticos discípulos e missionários de Cristo; para que recomecemos a nos evangelizar e evangelizar a sério, que é nosso primeiro dever como integrantes do ANE.

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada item e fazer um instante de silêncio após cada questão, para permitir a reflexão dos irmãos)

a) Consigo perceber quais são as áreas de minha vida que não estão próximas de Deus? O que farei a respeito disso?
b) Estou disposto a começar a me evangelizar mais, para assegurar com o favor de Deus meu lugar no Reino dos Céus?
c) Estou disposto a me fazer missionário de Cristo não somente em minha família, como também lá on-de Ele precisar de mim?

 

4.- Comentários dos irmãos:
Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos.

 

5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

Cânones: 75, 551, 714, 2032

75 “Cristo Senhor, em quem se consuma a revelação do Sumo Deus, ordenou aos Apóstolos que o Evangelho, prometido antes pelos profetas, completado por ele e por sua própria boca promulgado, fosse por eles pregado a todos os homens como fonte de toda a verdade salvífica e de toda a disciplina de costumes, comunicando-lhes os dons divinos.” (Dei Verbum 7).

551 Desde o início de sua vida pública, Jesus escolhe homens em número de doze para estar com Ele e para participar de sua missão; dá-lhes participação em sua autoridade “e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar” (Lc 9,2). Permanecem eles para sempre associados ao Reino de Cristo, pois Jesus dirige a Igreja por intermédio deles:

Disponho para vós o Reino, como meu Pai o dispôs para mim, a fim de que comais e bebais à minha mesa em meu Reino, e vos senteis em tronos para julgar as doze tribos de Israel (Lc 22,29-30).

714 É por isso que Cristo inaugura o anúncio da Boa Nova, fazendo sua esta passagem de Isaias (Lc 4,18-19):

O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque ele me ungiu
para evangelizar os pobres;
curar aos de coração ferido;
enviou-me para proclamar a remissão aos presos,
e aos cegos a recuperação da vista,
para restituir a liberdade aos oprimidos
e para proclamar um ano de graça do Senhor.

2032 A Igreja, “coluna e sustentáculo da verdade” (1 Tm 3,15) “recebeu dos Apóstolos o solene mandamento de Cristo de pregar a verdade da salvação”. “Compete à Igreja anunciar sempre e por toda parte os princípios morais, mesmo referentes à ordem social, e pronunciar-se a respeito de qualquer questão humana, enquanto o exigirem os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas.” (Código de Direito Canônico can. 747, 2).

 

6.- Refletindo com a Grande Cruzada

PC 101 Reza para que os leigos comprometidos tirem de seus corações o ódio, os ciúmes, a inveja e todo outro espírito mundano, que se abstenham de fazer o mal e em troca, que procurem sempre fazer o bem. Que todos se tornem apóstolos que proclamem em todos os lugares Minha Palavra, que tenham um só cora-ção e que sejam um.

 

7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha, o Apostolado, ou para a Igreja em geral.

 

8.- Virtude do mês:
Durante este mês, praticaremos a virtude da Temperança (Catecismo da Igreja Católica: 1838—1805—1809—1834—2290—2407)

Esta semana veremos o cânon 2290, que diz textualmente o seguinte:

2290 A virtude da temperança manda evitar toda espécie de exceção, o abuso da comida, do álcool, do fumo e dos medicamentos. Aqueles que, em estado de embriaguez ou por gosto imoderado pela velocidade, põem em risco a segurança alheia e a própria, nas estradas, no mar ou no ar, tomam-se gravemente culpáveis.

E a Grande Cruzada nos diz a respeito:

CA 69 Para o Meu Reino no mundo, é preciso que a Minha justiça caminhe ao lado do Meu amor. Para isso, há almas que seguem ansiosas a divina estrada das renúncias. Como os homens desconhecem o significado dessa renúncia! Suas ofensas vão se acumulando para sua perdição! Correm pelo caminho do prazer e da libertinagem como animais desenfreados!
Quero libertar os homens de uma infinidade de males; quero que os jovens se encaminhem para Meu Coração; que se instruam na Verdade, para que a mentira da Besta não penetre em seus corações.

 

9.- Propósitos semanais:

Com o Evangelho:
Preparar-me-ei devidamente, em oração e espírito de penitência, e receberei o Sacramento da Reconciliação. Farei com que toda minha vida proclame Cristo e o Evangelho, especialmente em minha família e em minha comunidade.  

Com a virtude do mês:
Esta semana renunciarei a alguma das coisas que mais me atraem, para dedicar esse tempo a rezar e meditar diante de Cristo crucificado.

  
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