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Semana de 26 de abril a 2 de maio de 2009 “Crer na Ressurreição é sentir-se impulsionado pela fé a proclamá-la em todo tempo e lugar” 1.- A Palavra de Deus: 1ª Leitura: At 4 3,13-15.17-19: "Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos" Salmo: 4,2.4.7.9: "Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face!" 2ª Leitura: 1Jo 2,1-5: "Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados, e pelos pecados do mundo inteiro." Evangelho: Lc 24, 35-48: "Assim está escrito: ‘O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia’"
Proclamação do Santo Evangelho segundo São Lucas (Lc 24,35-48) Naquele tempo, os dois discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!” Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. E, dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” Deram-lhe um pedaço de peixe assado. Ele o tomou e comeu diante deles. Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, e lhes disse: “Assim está escrito: ‘O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém’. Vós sereis testemunhas de tudo isso”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor! 2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho: A passagem que o Evangelho nos traz hoje, vem imediatamente depois do encontro de Jesus com os dois discípulos (Cléofas e o outro, cujo nome não sabemos), que iam caminhando de Jerusalém para a aldeia de Emaús, distante uns 13 quilômetros daquela capital. Recordemos brevemente que eles vinham falando da trágica morte de seu Mestre, quando lhes aparece Ele mesmo, e embora não o tenham reconhecido por um bom tempo – talvez um par de horas, calculando a distância –, Jesus lhes explicou o significado profundo de todos aqueles tristes mas esperançosos acontecimentos. Apesar de terem convivido com Jesus por três anos, não o reconheceram quando Ele se apresentou no caminho e andou com eles até chegarem à casa. Somente conseguiram perceber Quem era Ele, quando partiu o pão... Esta é uma história que se repete diariamente, quando, da mesma forma que naqueles dias, Jesus parte hoje para nós o Pão da Vida, na Santa Eucaristia. De certo modo, esta leitura está nos explicando as duas partes mais importantes da Santa Missa: 1.- A primeira parte, quando na Liturgia da Palavra, através das leituras e por meio da homilia, nos são explicadas as Escrituras, e tudo o que de Jesus se havia profetizado... “Era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. Isto vemos na Primeira e Segunda Leituras, e no Salmo Responsorial. “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco”, ou seja, no Evangelho, que nos apresenta as palavras dita por Jesus e o que Ele fez, ao longo de Sua Vida terrena. 2.- A segunda parte, quando nas mãos do sacerdote se apresenta a todos: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo”, e nós respondemos com as palavras do Centurião: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo”. Este diálogo, entre o sacerdote e a assembléia, acontece justamente instantes antes de recebermos o próprio Cristo na Comunhão, isto é, o momento em que Ele se faz presente com Seu Corpo, Sua Alma e Sua Divindade no meio de nós, da mesma forma que quando se apresentou no meio dos apóstolos e compartilhou da comida com eles. Agora Ele mesmo se faz alimento para nosso corpo e nosso espírito. Quando recebemos a Santa Comunhão, Jesus nos diz para nos aproximarmos, “tocar suas feridas” e nos alimentarmos com Seu Corpo. Com isso recorda-nos que Ele não é um símbolo (um fantasma), mas que está presente, real e palpável entre nós, que é Ele mesmo Quem, segundo seu oferecimento, dá-Se a nós total e integralmente na Hóstia Consagrada... (Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo). Depois Jesus esclareceu aos discípulos a chave de ouro de nossa fé: “Assim está escrito: ‘O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia’”. Cristo triunfou de uma vez para sempre com Sua Ressurreição. Essa foi a chave que terminou por demonstrar sua condição de Ungido, de “Cristo”, foi isso que colocou Seu Nome acima de todo nome. Cristo é o vencedor do pecado e da morte, conforme as Escrituras. E, por fim, anuncia a missão da Igreja nascente: “No seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém”. Com estas palavras, põe uma condição para “ressuscitar” com Ele: primeiro o arrependimento, sem o qual não pode existir o perdão dos pecados. Então sim, estaremos convidados a nos “convertermos”. As últimas palavras de Jesus são certamente as que mais nos comprometem: “Vós sereis testemunhas de tudo isso”. Estas palavras nos obrigam a aceitar, e sobretudo a exercer, a função de “testemunha”, de “enviado” por Cristo a propagar a fé e a Boa Nova da Redenção. O dicionário Houaiss define o termo Apóstolo da seguinte forma: “história da religião: cada um dos 12 discípulos de Jesus Cristo, encarregados de difundir a palavra de Deus. Etimologia da palavra: do grego apostélló 'enviar em missão ou serviço'. Derivação: aquele que se dedica à defesa e propagação de uma doutrina ou de um ideal”. Como alguém pode ser testemunha de que Jesus ressuscitou e nos enviou a espalhar a Boa Nova? Muitos de nós cremos que para ser um evangelizador basta saber dar aulas, palestras ou seminários nos quais se fale de Deus; mas isso não basta, sobretudo a exigência inicial é dar testemunho de que a ressurreição de Cristo não é um fato externo maravilhoso, como a erupção de um vulcão ou uma estrela supernova no céu, mas que Cristo Ressuscitado é uma realidade interior, viva e palpitante, que atua em minha vida, que a transforma em uma vida de paz, de perdão e de esperança... em uma Vida Plena, que vale a pena ser vivida. O testemunho de Cristo para os católicos (como membros de Seu Corpo Místico), deve acontecer na vida da comunidade, da mesma forma que nos primeiros dias da Igreja, quando o povo dizia ao vê-los: “vede como se amam”... Ao falarmos também da necessidade de conversão, junto ao perdão dos pecados, a leitura do Evangelho de hoje nos chama, nos convida veementemente, a praticar com fatos concretos, com a transformação minuciosa e detalhada de nossa vida pessoal, e do modo de assumir e encarar nossos compromissos comunitários, tudo aquilo do que “temos sido testemunhas”, segundo Cristo Jesus. A tarefa de ser testemunhas e dar verdadeiro testemunho não é fácil, mas as palavras de Jesus neste Evangelho devem ser motivo de profunda reflexão para nós: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? Vede minhas mãos e meus pés”. Se olhamos Suas Mãos e Seus Pés, as chagas com as quais venceu definitivamente o pecado, encontraremos a força e o ânimo para ir morrendo a cada dia para nossos egoísmos, nossas tolices, e ir ressuscitando nEle para uma Vida Plena de amor e de entrega aos outros. 3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente e fazer um instante de silêncio após cada questão – não depois de cada item, mas depois de cada questão – para permitir a reflexão dos irmãos) a) Jesus disse aos seus discípulos “A Paz esteja convosco” e lhes pergunta: “Por que vos preocupais?” Pois bem... Existe alguma coisa que me tira a paz...? Do que tenho medo...? Por acaso não encontro no Senhor toda a tranquilidade e a coragem de que preciso, para me desenvolver na vida diária? b) Cada vez que recebo a Santa Comunhão, o Senhor entra em mim para me santificar. Faço o suficiente para que Ele fique em mim, de modo permanente, ou saio da Missa e volto para minha vida de sempre? c) O Senhor quer comer comigo em minha casa. Nossas horas de refeição são momentos especiais de amor e paz, para que Ele esteja no meio de nós? d) Ajo em minha comunidade como verdadeira “testemunha da Páscoa”, isto é, da Ressurreição, e a presença viva de Jesus em minha existência? 4.- Comentários dos irmãos: Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos. 5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica Cânones: 642, 647, 654, 857, 1303 642 Tudo o que aconteceu nesses dias pascais convoca todos os apóstolos, de modo particular Pedro, para a construção da era nova que começou na manhã de Páscoa. Como testemunhas do Ressuscitado, são eles as pedras de fundação de sua Igreja. A fé da primeira comunidade dos crentes tem por fundamento o testemunho de homens concretos, conhecidos dos cristãos e, na maioria dos casos, vivendo ainda entre eles. Estas "testemunhas da Ressurreição de Cristo" são, antes de tudo, Pedro e os Doze, mas não somente eles: Paulo fala claramente de mais de quinhentas pessoas às quais Jesus apareceu de uma só vez, além de Tiago e de todos os apóstolos. (cf. 1Cor 15,4-8). 647 "Só tu, noite feliz" – canta o Exsultet da Páscoa – "soubeste a hora em que Cristo da morte ressurgia." Com efeito ninguém foi testemunha ocular do próprio acontecimento da Ressurreição, e nenhum Evangelista o descreve. Ninguém foi capaz de dizer como ela se produziu fisicamente. Muito menos sua essência mais íntima, sua passagem a outra vida, foi perceptível aos sentidos. Como evento histórico constatável pelo sinal do sepulcro vazio e pela realidade dos encontros dos apóstolos com Cristo ressuscitado, a Ressurreição nem por isso deixa de estar no cerne do mistério da fé, no que ela transcende e supera a história. E por isso que Cristo ressuscitado não se manifesta ao mundo mas a seus discípulos, "aos que haviam subido com ele da Galiléia para Jerusalém, os quais são agora suas testemunhas diante do povo" (At 13,31). 654 Há um duplo aspecto no Mistério Pascal: por sua morte Jesus nos liberta do pecado, por sua Ressurreição Ele nos abre as portas de uma nova vida. Esta é primeiramente a justificação que nos restitui a graça de Deus, "a fim de que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos vida nova" (Rm 6,4). Esta consiste na vitória sobre a morte do pecado e na nova participação na graça". Ela realiza a adoção filial, pois os homens se tornam irmãos de Cristo, como o próprio Jesus chama seus discípulos após a Ressurreição: "Ide anunciar a meus irmãos" (Mt 28,10). Irmãos não por natureza mas por dom da graça, visto que esta filiação adotiva proporciona uma participação real na vida do Filho Único, que se revelou plenamente em sua Ressurreição. 857 A Igreja é apostólica por ser fundada sobre os apóstolos, e isto em um tríplice sentido: - ela foi e continua sendo construída sobre "o fundamento dos apóstolos" (Ef 2,20), testemunhas escolhidas e enviadas em missão pelo próprio Cristo (cf. Mt 28, 16-20; At 1,8; 1Cor 9,1; 15,7-8; Gal 1,1; etc.). - ela conserva e transmite, com a ajuda do Espírito que ela habita, o ensinamento (cf. At 2,42), o depósito precioso, as salutares palavras ouvidas da boca dos apóstolos (cf. 2Tm 1,13-14). - ela continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos apóstolos até a volta de Cristo, graças aos que a eles sucedem na missão pastoral: o colégio dos bispos, "assistido pelos presbíteros, em união com o sucessor de Pedro, pastor supremo da Igreja" (AG 5): "Pastor eterno, vós não abandonais o rebanho, mas o guardais constantemente pela proteção dos Apóstolos. E assim a Igreja é conduzida pelos mesmos pastores que pusestes à sua frente como representantes de vosso Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso". (Missal Romano, Prefácio dos apóstolos).
1303 Por isso, a confirmação produz crescimento e aprofundamento da graça batismal: - enraíza-nos mais profundamente na filiação divina, que nos faz dizer "Abbá, Pai" (Rm 8,15); - une-nos mais solidamente a Cristo; - aumenta em nós os dons do Espírito Santo; - torna mais perfeita nossa vinculação com a Igreja (cf. LG 11); - dá-nos uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé pela palavra e pela ação, como verdadeiras testemunhas de Cristo, para confessar com valentia o nome de Cristo e para nunca sentir vergonha em relação à cruz (cf. DS 1319; LG 11, 12): “Lembra-te, portanto, de que recebeste o sinal espiritual, o Espírito de sabedoria e de inteligência, o Espírito de conselho e força, o Espírito de conhecimento e de piedade, o Espírito do santo temor, e conserva o que recebeste. Deus Pai te marcou com seu sinal, Cristo Senhor te confirmou e colocou em teu coração o penhor do Espírito.” (Santo Ambrósio, myst. 7,42).
6.- Refletindo com a Grande Cruzada CA 113 Oh, não se morre na cruz, não se ressuscita do sepulcro, não se operam milagres sem a minha Onipotência. E se não tivesse ressuscitado, poderiam esperar matar também a Minha Igreja… Oh, ilustres temerários da terra, como tremeríeis vendo hoje o que será de vós quando, chegada a frustração de vossas esperanças, puser-vos sob os pés da Minha amada Esposa. CA 50 A Minha nova Sião regozijar-se-á. A Minha nova Cidade constitui a salvação do seu povo. Será o refúgio dos escolhidos e dos arrependidos que confiarem em Mim. Entre os povos da terra, a nova Sião regozijar-se-á. Não haverá nela habitante algum a quem a iniqüidade não tenha sido perdoada. Aqueles que Eu ajudar, os libertos por Mim, chegarão a esta Nova Sião por uma calçada e um caminho conseguido pela Expiação e Penitência e os seus corações exultarão de alegria ao transporem as suas portas, pois todo o sofrimento terá passado. 7.- Comentários finais: Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado. 8.- Virtude do mês: Durante este mês, praticaremos a virtude da Castidade (Catecismo da Igreja Católica: 922—1632—1832—2337 a 2346) Esta semana veremos o cânon 2337, que diz textualmente o seguinte: 2337 A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual. A sexualidade, na qual se exprime a pertença do homem ao mundo corporal e biológico, torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando é integrada na relação de pessoa a pessoa, na doação mútua integral e temporalmente ilimitada do homem e da mulher. A virtude da castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação. E a Grande Cruzada nos diz a respeito: CS 87 Tu, oh virgem, desejas manter-te em teu estado de fidelidade a Mim? Pois bem, ama-Me como a teu amante e te será fácil permanecer casta. E tu, oh criatura casada, queres ser fiel à outra criatura, à qual escolheste, e a Mim? Então, ama-a, porque Eu assim te mando. Talvez estejas na escuridão a este respeito e não amas tua criatura, a qual Eu formei para ti e te dei, com um amor duradouro e convicto. 9.- Propósitos semanais: Com o Evangelho: Terminada a Missa, permanecerei uns minutos em adoração, para falar com o Senhor em meu coração, e dizer-Lhe o quanto O amo, e quanto mais quero amá-Lo... Com a virtude do mês: Farei com que meu amor a meu (minha) esposo (a) seja cada dia mais casto e puro, em sinceridade, em dedicação, em serviço, ternura, entrega e caridade, em Nome de Jesus. Apostolado da Nova Evangelização 2009 |