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Semana de 5 a 11 de abril de 2009 O Rei que entrega sua vida como Servo – Is 50,4-7: "Não desviei o rosto de bofetões e cusparadas" 1.- A Palavra de Deus: 1ª Leitura: Is 50, 4-7 "Não me deixei abater o ânimo, porque sei que não sairei humilhado." Salmo: 21,8-9.17-18a.19-20.23-24 (W.: 2a) "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?" 2ª Leitura: Fil 2,6-11: "Humilhou-se a si mesmo" Evangelho: Mc 14,1-15,47: "Eram nove horas da manhã quando o crucificaram."
1.- Leitura do Evangelho segundo Marcos +++ (Mc 14,1-15,47) (LER BEM PAUSADAMENTE)Ora, dali a dois dias seria a festa da Páscoa e dos (pães) Ázimos; e os sumos sacerdotes e os escribas buscavam algum meio de prender Jesus à traição para matá-lo. Mas não durante a festa, diziam eles, para não haver talvez algum tumulto entre o povo. Jesus se achava em Betânia, em casa de Simão, o leproso. Quando ele se pôs à mesa, entrou uma mulher trazendo um vaso de alabastro cheio de um perfume de nardo puro, de grande preço, e, quebrando o vaso, derramou-lho sobre a cabeça. Alguns, porém, ficaram indignados e disseram entre si: «Por que este desperdício de bálsamo? Poder-se-ia tê-lo vendido por mais de trezentos denários, e os dar aos pobres». E irritavam-se contra ela. Mas Jesus disse-lhes: «Deixai-a. Por que a molestais? Ela me fez uma boa obra. Vós sempre tendes convosco os pobres e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem; mas a mim não me tendes sempre. Ela fez o que pode: embalsamou-me antecipadamente o corpo para a sepultura. Em verdade vos digo: onde quer que for pregado em todo o mundo o Evangelho, será contado para sua memória o que ela fez.» Judas Iscariotes, um dos Doze, foi avistar-se com os sumos sacerdotes para lhes entregar Jesus. A esta notícia, eles alegraram-se e prometeram dar-lhe dinheiro. E ele buscava ocasião oportuna para o entregar. No primeiro dia dos Ázimos, em que se imolava a Páscoa, perguntaram-lhe os discípulos: «Onde queres que preparemos a refeição da Páscoa? » Ele enviou dois dos seus discípulos, dizendo: «Ide à cidade, e sair-vos-á ao encontro um homem, carregando um cântaro de água. Segui-o e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa: O Mestre pergunta: Onde está a sala em que devo comer a Páscoa com os meus discípulos? E ele vos mostrará uma grande sala no andar superior, mobiliada e pronta. Fazei ali os preparativos.» Partiram os discípulos para a cidade e acharam tudo como Jesus lhes havia dito, e prepararam a Páscoa. Chegando a tarde, dirigiu-se ele para lá com os Doze. E enquanto estavam sentados à mesa e comiam, Jesus disse: «Em verdade vos digo: um de vós que come comigo me há de entregar». Começaram a entriste-cer-se e a perguntar-lhe, um após outro: «Porventura sou eu? » Respondeu-lhes ele: «É um dos Doze, que se serve comigo do mesmo prato. O Filho do homem vai, segundo o que dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem for traído! Melhor lhe seria que nunca tivesse nascido... » Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu-lho, dizendo: «Tomai, isto é o meu corpo». Em seguida, tomou o cálice, deu graças e apresentou-lho, e todos dele beberam. E disse-lhes: «Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos. Em verdade vos digo: já não beberei do fruto da videira, até aquele dia em que o beberei de novo no Reino de Deus.» Terminado o canto dos Salmos, saíram para o monte das Oliveiras. E Jesus disse-lhes: «Vós todos vos escandalizareis, pois está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas serão dispersas (Zac 13,7). Mas depois que eu ressurgir, eu vos precederei na Galiléia.» Entretanto, Pedro lhe respondeu: «Ainda que todos se escandalizem de ti, eu, porém, nunca!» Jesus disse-lhe: «Em verdade te digo: hoje, nesta mesma noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me terás negado.» Mas Pedro repetia com maior ardor: «Ainda que seja preciso morrer contigo, não te renegarei». E todos disseram o mesmo. Foram em seguida para o lugar chamado Getsêmani, e Jesus disse a seus discípulos: «Sentai-vos aqui, enquanto vou orar». Levou consigo Pedro, Tiago e João; e começou a ter pavor e a angustiar-se. Disse-lhes: «A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai». Adiantando-se alguns passos, prostrou-se com a face por terra e orava que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. «Aba!» (Pai!), suplicava ele. «Tudo te é possível; afasta de mim este cálice! Contudo, não se faça o que eu quero, senão o que tu queres.» Em seguida, foi ter com seus discípulos e achou-os dormindo. Disse a Pedro: «Simão, dormes? Não pudeste vigiar uma hora! Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.» Afastou-se outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras. Voltando, achou-os de novo dormindo, porque seus olhos estavam pesados; e não sabiam o que lhe responder. Voltando pela terceira vez, disse-lhes: «Dormi e descansai. Basta! Veio a hora! O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos e vamos! Aproxima-se o que me há de entregar.» Ainda falava, quando chegou Judas Iscariotes, um dos Doze, e com ele um bando armado de espadas e cacetes, enviado pelos sumos sacerdotes, escribas e anciãos. Ora, o traidor tinha-lhes dado o seguinte sinal: «Aquele a quem eu beijar é ele. Prendei-o e levai-o com cuidado.» Assim que ele se aproximou de Jesus, disse: «Rabi!», e o beijou. Lançaram-lhe as mãos e o prenderam. Um dos circunstantes tirou da espada, feriu o servo do sumo sacerdote e decepou-lhe a orelha. Mas Jesus tomou a palavra e disse-lhes: «Como a um bandido, saístes com espadas e cacetes para prender-me! Entretanto, todos os dias estava convosco, ensi-nando no templo, e não me prendestes. Mas isso acontece para que se cumpram as Escrituras.» Então todos o abandonaram e fugiram. Seguia-o um jovem coberto somente de um pano de linho; e prenderam-no. Mas, lançando ele de si o pano de linho, escapou-lhes despido. Conduziram Jesus à casa do sumo sacerdote, onde se reuniram todos os sacerdotes, escribas e anciãos. Pedro o foi seguindo de longe até dentro do pátio. Sentou-se junto do fogo com os servos e aquecia-se. Os sumos sacerdotes e todo o conselho buscavam algum testemunho contra Jesus, para o condenar à mor-te, mas não o achavam. Muitos diziam falsos testemunhos contra ele, mas seus depoimentos não concordavam. Levantaram-se, então, alguns e deram esse falso testemunho contra ele: «Ouvimo-lo dizer: Eu destruirei este templo, feito por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, que não será feito por mãos de homens.» Mas nem neste ponto eram coerentes os seus testemunhos. O sumo sacerdote levantou-se no meio da assembléia e perguntou a Jesus: «Não respondes nada? O que é isto que dizem contra ti?» Mas Jesus se calava e nada respondia. O sumo sacerdote tornou a perguntar-lhe: «És tu o Cristo, o Filho de Deus bendito?» Jesus respondeu: «Eu o sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do poder de Deus, vindo sobre as nuvens do céu.» O sumo sacerdote rasgou então as suas vestes. «Para que desejamos ainda testemunhas?!», exclamou ele. «Ouvistes a blasfêmia! Que vos parece?» E unanimemente o jul-garam merecedor da morte. Alguns começaram a cuspir nele, a tapar-lhe o rosto, a dar-lhe socos e a dizer-lhe: «Adivinha!» Os servos igualmente davam-lhe bofetadas. Estando Pedro embaixo, no pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote. Ela fixou os olhos em Pedro, que se aquecia, e disse: «Também tu estavas com Jesus de Nazaré». Ele negou: «Não sei, nem compreendo o que dizes.» E saiu para a entrada do pátio; e o galo cantou. A criada, que o vira, começou a dizer aos circunstantes: «Este faz parte do grupo deles». Mas Pedro negou outra vez. Pouco depois, os que ali estavam diziam de novo a Pedro: «Certamente tu és daqueles, pois és galileu». Então ele começou a praguejar e a jurar: «Não conheço esse homem de quem falais». E imediatamente cantou o galo pela segunda vez. Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe havia dito: «Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás». E, lembrando-se disso, rompeu em soluços. Logo pela manhã se reuniram os sumos sacerdotes com os anciãos, os escribas e com todo o conselho. E tendo amarrado Jesus, levaram-no e entregaram-no a Pilatos. Este lhe perguntou: «És tu o rei dos judeus?» Ele lhe respondeu: «Sim». Os sumos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas. Pilatos perguntou-lhe outra vez: «Nada respondes? Vê de quantos delitos te acusam! » Mas Jesus nada mais respondeu, de modo que Pilatos ficou admirado. Ora, costumava ele soltar-lhes em cada festa qualquer dos presos que pedissem. Havia na prisão um, chamado Barrabás, que fora preso com seus cúmplices, o qual na sedição perpetrara um homicídio. O povo que tinha subido começou a pedir-lhe aquilo que sempre lhes costumava conceder. Pilatos respondeu-lhes: «Quereis que vos solte o rei dos judeus?» (Porque sabia que os sumos sacerdotes o haviam entregue por inveja.) Mas os pontífices instigaram o povo para que pedissem de preferência que lhes soltasse Barrabás. Pilatos falou-lhes outra vez: «E que quereis que eu faça daquele a quem chamais o rei dos judeus?» Eles tornaram a gritar: «Crucifica-o!» Pilatos replicou: «Mas que mal fez ele?» Eles clamavam mais ainda: «Crucifica-o!» Querendo Pilatos satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás e entregou Jesus, depois de açoitado, para que fosse crucificado. Os soldados conduziram-no ao interior do pátio, isto é, ao pretório, onde convocaram toda a coorte. Vestiram Jesus de púrpura, teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na sua cabeça. E começaram a saudá-lo: «Salve, rei dos judeus!» Davam-lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e punham-se de joelhos como para homenageá-lo. Depois de terem escarnecido dele, tiraram-lhe a púrpura, deram-lhe de novo as vestes e conduziram-no fora para o crucificar. Passava por ali certo homem de Cirene, chamado Simão, que vinha do campo, pai de Alexandre e de Rufo, e obrigaram-no a que lhe levasse a cruz. Conduziram Jesus ao lugar chamado Gólgota, que quer dizer lugar do crânio. Deram-lhe de beber vinho misturado com mirra, mas ele não o aceitou. Depois de o terem crucificado, repartiram as suas vestes, tirando a sorte sobre elas, para ver o que tocaria a cada um. Era a hora terceira quando o crucificaram. A inscrição que motivava a sua condenação dizia: «O rei dos judeus». Crucificaram com ele dois bandidos: um à sua direita e outro à esquerda. [Cumpriu-se assim a pas-sagem da Escritura que diz: Ele foi contado entre os malfeitores (Is 53,12).] Os que iam passando injuriavam-no e abanavam a cabeça, dizendo: «Olá! Tu que destróis o templo e o reedificas em três dias, salva-te a ti mesmo! Desce da cruz!» Desta maneira, escarneciam dele também os sumos sacerdotes e os escribas, dizendo uns para os outros: «Salvou a outros e a si mesmo não pode salvar! Que o Cristo, rei de Israel, des-ça agora da cruz, para que vejamos e creiamos!» Também os que haviam sido crucificados com ele o insultavam. Desde a hora sexta até a hora nona, houve trevas por toda a terra. E à hora nona Jesus bradou em alta voz: «Elói, Elói, lammá sabactáni?», que quer dizer: «Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?» Ouvindo isto, alguns dos circunstantes diziam: «Ele chama por Elias!» Um deles correu e ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta de uma vara, deu-lho para beber, dizendo: «Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo». Jesus deu um grande brado e expirou. O véu do templo rasgou-se então de alto a baixo em duas partes. O centurião que estava diante de Jesus, ao ver que ele tinha expirado assim, disse: «Este homem era realmente o Filho de Deus». Achavam-se ali também umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e Salomé, que o tinham seguido e o haviam assistido, quando ele estava na Galiléia; e muitas outras que haviam subido juntamente com ele a Jerusalém. Quando já era tarde - era a Preparação, isto é‚ é a véspera do sábado -, veio José de Arimatéia, ilustre membro do conselho, que também esperava o Reino de Deus; ele foi resoluto à presença de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos admirou-se de que ele tivesse morrido tão depressa. E, chamando o centurião, perguntou se já havia muito tempo que Jesus tinha morrido. Obtida a resposta afirmativa do centurião, mandou dar-lhe o corpo. Depois de ter comprado um pano de linho, José tirou-o da cruz, envolveu-o no pano e depositou-o num sepulcro escavado na rocha, rolando uma pedra para fechar a entrada. Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o depositavam. - Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor! 2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:
A Liturgia prevê três “formas” ou “fórmulas” distintas para a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo que não necessariamente todos os integrantes de cada casinha de oração terão ouvido a mesma passagem do Evangelho na Missa do domingo. Nós decidimos utilizar a “terceira forma”, que talvez seja a mais extensa das 3 quanto à Liturgia da Palavra, porque certamente a paixão do Senhor é o resumo de toda sua doutrina; é o objeto, o tema central de toda a Sagrada Escritura, mas além disso é a demonstração pragmática do modo pelo qual Jesus ama a humanidade (e nos ensinou que também nós devemos amá-la). Um pensador católico dizia que “cada uma das gotas do sangue de Cristo, derramadas em sua paixão e em sua morte, é uma sílaba do poema de amor mais maravilhoso que jamais se escreveu...” Isto se torna mais claro quando pensamos que tudo o que aconteceu naquelas terríveis horas, foi fruto da vontade de Jesus, de entregar Ele mesmo sua vida em OFERENDA a seu Pai, por todos os pecados da humanidade. Com sua Paixão e sua morte, Jesus nos deixa uma mostra inquestionável de “coerência” total entre tudo o que havia ensinado ao longo de sua vida e sua forma de agir. Ele ensinava que “o amor não tem limites”, e assim o demonstrou ao se submeter a terríveis torturas e a uma morte não somente horrorosa, como também humilhante e desonrosa. Esta Semana Santa deveria ser para nós um tempo de especial meditação, de contemplar com verdadeira humildade o Mistério de nossa Redenção, para podermos aprofundar nosso agradecimento, sobretudo ao fato de que Jesus, o Filho de Deus (o próprio Deus feito homem!), que nada precisa da humanidade, que desde sempre e até sempre tem em si mesmo a glória e o poder sobre toda a criação, tenha chegado, somente por amor, a tomar essa duríssima decisão: “Seja feita a tua vontade e não a minha”. Foi Ele quem tomou essa decisão, e a partir desse momento, recebeu na própria carne toda a fúria, toda a humilhação, todas as vexações e as dores às quais o demônio se pôde utilizar, servindo-se dos homens, para procurar quebrar a decisão que Ele havia tomado, de cumprir fielmente a missão encomendada pelo Pai. Talvez alguns de nós nos escandalizemos ao ler o relato da paixão de Cristo, e há até quem diga que as crianças “não deveriam escutar um relato tão cheio de sangue e de dor, porque poderiam ‘ferir’ a sensibilidade e delicadeza de suas emoções”. No entanto, nada dizem das milhares de mortes de todo tipo que assistem na tela do televisor a cada dia, e são esses mesmos pais que “protegem” seus filhos comprando-lhes jogos nos quais as próprias crianças ganham prêmios e pontos segundo o número de mortes que provocam. Para esses pais, é preferível que seus filhos se distraiam com os monstros mais espantosos (quanto mais parecidos com o demônio, melhor), com brinquedos que enchem suas prateleiras, suas estantes e armários, mas não querem “ofendê-los” colocando um crucifixo sobre sua cama. Até pareceria que, desse jeito, a palavra “amor” vai acabar significando fraqueza de perdedores, e “sacrifício” se converterá em sinônimo de bobagem. Realmente é muito o que teríamos que meditar neste Domingo de Ramos, com o qual iniciamos a Semana Santa, e por certo deveríamos não apenas olhar, mas contemplar essa cruz com o Corpo de Jesus pendente, ensangüentado e morto, cravado nela... e comparar essa tremenda decisão que levou Jesus ao sacrifício, com as pequenas e grandes decisões que tomamos todo dia, a cada instante... Porque é importante que assimilemos a mensagem central da cruz: dali o próprio Cristo nos diz “Decide...! Mas faze-o não por amor a ti, mas a quem está perto de ti”. Terminamos recordando que TODOS OS DIAS, durante a Santa Missa, repete-se o mesmo sacrifício (embora incruento) de Jesus... Ali, no Altar, se revive todo o drama que se viveu no Calvário, e quando o assistimos, somos “atores” desse drama. Em que papel nós o viveremos de hoje em diante? Continuaremos sendo o povo cego que grita «Crucifica-o, solta-nos Barrabás!»...? Essa é, por exemplo, uma decisão que deveríamos tomar durante este Domingo de Ramos. Que todos vivamos uma frutífera e santa Semana Santa... Do tempo e intensidade com que nos voltaremos à oração e à contemplação deste Sagrado Mistério, dependerá em grande parte que possamos ressuscitar, com Cristo, a uma vida de maior entrega aos outros, e a sujeição à Vontade do Pai. 3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada uma delas, para permitir a reflexão dos irmãos) a) Meditei com atenção a Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, lendo-a com atenção na Santa Bíblia? O que é que mais me comove, dentre todos aqueles acontecimentos? Por quê...? b) Jesus sofreu, morreu e ressuscitou por mim. Tenho consciência de que todo o drama do Calvário se aplica pessoalmente à minha vida, e que não é apenas mais um relato histórico? Como faço para tomá-lo para mim? c) Se louvo a Jesus no Domingo de Ramos, junto a todo o povo, o que faço quando chega a Sexta-feira Santa? Como se vive a Semana Santa em minha casa? Poderei fazer algo más, que ofereça a todos um maior crescimento espiritual, este ano? (TROCAR IDÉIAS E SUGESTÕES) 4.- Comentários dos irmãos: Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos. 5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica Cânones: 617, 618, 1851, 559, 560, 601 617 “Por sua santíssima Paixão no madeiro da cruz mereceu-nos a justificação”, ensina o Concílio de Trento, sublinhando o caráter único do sacrifício de Cristo como "princípio de salvação eterna". E a Igreja venera a Cruz, cantando: “Salve, ó Cruz, única esperança...” (Hino "Vexilla Regis"). 618 A Cruz é o único sacrifício de Cristo, "único mediador entre Deus e os homens". Mas pelo fato de que, em sua Pessoa Divina encarnada, "de certo modo uniu a si mesmo todos os homens", "oferece a todos os homens, de uma forma que Deus conhece, a possibilidade de serem associados ao Mistério Pascal". Chama seus discípulos a "tomar sua cruz e a segui-lo", pois "sofreu por nós, deixou-nos um exemplo, a fim de que sigamos seus passos". Quer associar a seu sacrifício redentor aqueles mesmos que são os primeiros beneficiários dele. Isto realiza-se de maneira suprema em sua Mãe, associada mais intimamente do que qualquer outro ao mistério de seu sofrimento redentor. (Sta. Rosa de Lima, vida).
1851 É justamente na paixão, em que a misericórdia de Cristo vai vencê-lo, que o pecado manifesta o grau mais alto de sua violência e de sua multiplicidade: incredulidade, ódio assassino, rejeição e zombarias da parte dos chefes e do povo, covardia de Pilatos e crueldade dos soldados, traição de Judas, tão dura para Jesus, negação de Pedro e abandono da parte dos discípulos. Mas, na própria hora das trevas e do príncipe deste mundo, o sacrifício de Cristo se toma secretamente a fonte de onde brotará inesgotavelmente o perdão de nossos pecados. 559 Como vai Jerusalém acolher seu Messias? Embora sempre se tivesse subtraído às tentativas populares de fazê-lo rei. Jesus escolhe o momento e prepara os detalhes de sua entrada messiânica na cidade de "Davi, seu pai" (Lc 1,32). É aclamado como o filho de Davi, aquele que traz a salvação ("Hosana" quer dizer salva-nos!", "dá a salvação!") Ora, o "Rei de Glória" (Sl 24,7-10) entra em sua cidade "montado em um jumento" (Zc 9,9): não conquista a Filha de Sião figura de sua Igreja, pela astúcia nem pela violência, mas pela humildade que dá testemunho da Verdade. Por isso os súditos de seu Reino, nesse dia, são as crianças e os "pobres de Deus" que o aclamam como os anjos o anunciaram aos pastores. A aclamação deles - "Bendito seja o que vem em nome do Senhor" (Sl 118,26) - é retomada pela Igreja no "Sanctus" da liturgia eucarística, para abrir o memorial da Páscoa do Senhor. (Santo, santo, santo, é o Senhor...) 560 A entrada de Jesus em Jerusalém manifesta a vinda do Reino que o Rei-Messias vai realizar pela Páscoa de sua Morte e de sua Ressurreição. E com sua celebração, no Domingo de Ramos, que a liturgia da Igreja abre a grande Semana Santa. 6.- Refletindo com a Grande Cruzada CA 132 Virei cheio de luz, rodeado de Amor e coroado por miríades de Anjos em festa. Repetir-se-á: "Bendito o que vem em nome do Senhor", em coroamento daquela saudação que o Domingo de Ramos deu a Minha Pessoa, que humildemente se encaminhava para o martírio da Cruz. 7.- Comentários finais: Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado. 8.- Virtude do mês: Durante este mês, praticaremos a virtude do Sacrifício (Catecismo da Igreja Católica: 2099-618-901-2100-1032) Esta semana veremos o cânon 922, que diz textualmente o seguinte: 922 Desde os tempos apostólicos, virgens e viúvas cristãs, chamadas pelo Senhor a apegar-se a Ele sem partilha em uma liberdade maior de coração, de corpo e de espírito, tomaram a decisão, aprovada pela Igreja, de viver respectivamente no estado de virgindade ou de castidade perpétua "por causa do Reino dos Céus" (Mt 19,12). E a Grande Cruzada nos diz a respeito: CA 10 José era puro, diz-se e é verdade, mas Eu desejo acrescentar algo sobre a sua pureza. Equivale a castidade, mas a pureza de Meu esposo tinha uma fragrância especial: era uma pureza tal que podia e pode estar muito próxima da Minha. Pode-se representá-la por um grande ramalhete de lírios cultivados num campo circundado de rosas, isto é, era uma pureza que tinha por horizonte o amor mais santo que um esposo poderia alimentar pela esposa. 9.- Propósitos semanais: Com o Evangelho: Viverei intensamente esta Semana Santa, começando com este Domingo de Ramos... Procurarei encarnar os sentimentos que Jesus teve, ao entrar em Jerusalém, sabendo que todos o abandonariam poucos dias depois. Com a virtude do mês: Farei tudo o que me for possível para que todos os meus relacionamentos e os de minha família estejam cheios de castidade em pensamentos, palavras, intenções e ações. Apostolado da Nova Evangelização 2009 |