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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

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XXXII Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   
09 de novembro de 2008
Nota: Por orientação da Direção de nosso Apostolado, não mais adaptaremos a catequese à nossa liturgia, seguindo o mais possível a indicada pela Congregação para o Clero (Catequese Ano A).

Semana de 9 a 15 de novembro de 2008
“O Senhor voltará para abrir e fechar a porta do banquete das bodas”

A PALAVRA DE DEUS
1ª Leitura: Sab 6,13-17: “Encontram a sabedoria os que a buscam”
Salmo: 62 (63) 3,2.3s.5s.7s.: “Minha alma está sedenta de vós”
2ª Leitura: 1Ts 4,12-18: “Cremos que Deus levará com Jesus os que nele morreram”
Evangelho: Mt 25,1-13: “Eis o esposo, ide-lhe ao encontro”

1.- Leitura do Evangelho segundo Mateus (Mt 25,1-13)

1O Reino dos céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo. 2Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes. 3Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. 4As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. 5Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram. 6No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro. 7E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. 8As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando. 9As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprardes para vós. 10Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. 11Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: Senhor, senhor, abre-nos! 12Mas ele respondeu: Em verdade vos digo: não vos conheço!
13Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

- Palavra da Salvação!
- Glória a Vós, Senhor!


2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

O Evangelho de Mateus tem dois tipos de parábolas: as que ajudam a perceber o Reino de Deus presente nas atividades de Jesus e as que nos ajudam a nos prepararmos para a vinda futura do Reino. As primeiras são as que aparecem sobretudo na primeira parte da vida apostólica de Jesus. As outras são mais freqüentes na segunda parte, quando parece evidente que Jesus será perseguido, preso e morto por mãos das autoridades civis e religiosas. Em outras palavras, nas parábolas se misturam as duas dimensões do Reino: (1) o Reino já presente, aqui e agora, escondido no cotidiano de nossa vida e que se descobre e aprofunda de nossa parte; (2) o Reino futuro que ainda deve vir e para o qual cada um deve se preparar desde já. A tensão entre o “já” e o “ainda não” invade toda a vida cristã. O Natal é ao mesmo tempo uma celebração do Reino já presente e uma antecipação do Reino que ainda deve vir.

Analisando a leitura por partes:

Mateus 25, 1-4: A conduta diferente das virgens que acompanham o esposo: cinco prudentes e cinco néscias 

Jesus começa a parábola com as palavras: “O Reino dos céus será semelhante…” Significa que a parábola das dez virgens se refere à vinda futura do Reino, para o qual devemos nos preparar desde agora. Para esclarecer esta dimensão do Reino, Jesus recorre ao costume bem conhecido de convidar algumas jovens para acompanhar o esposo em sua chegada para a festa de casamento. Elas deviam acompanhar o esposo com as lâmpadas acesas. Mas as lâmpadas eram pequenas e o azeite que continham bastava somente para um tempo determinado. Por isso era prudente que cada uma levasse consigo um pouco de azeite de reserva, porque o percurso com o esposo podia durar mais do que o limitado tempo do azeite na lâmpada.

Isto é o que se depreende nesta história das dez virgens: que quem aceita um determinado ofício deve se preparar com base nas exigências do mesmo ofício. A jovem que aceita ser dama de honra no casamento deve se comportar de modo adequado a essa função. Deve ser previdente e levar o azeite necessário para sua lâmpada. Quem deve fazer uma viagem de 100 quilômetros em uma estrada deserta e, sabendo disso, sai com gasolina para apenas uns 50 quilômetros, não é previdente nem prudente. As pessoas exclamam: “Que tolo, não tem cabeça”.

Mateus 25, 5-6: O atraso do esposo e sua chegada de improviso na noite

A seqüência dos fatos narrados por Jesus é muito normal. É de noite e o esposo tarda. Mesmo sem querer, por maior que seja a vontade das jovens, começam a cochilar. E ao mesmo tempo se esforçam para estar atentas, porque o esposo pode chegar de um momento para outro. De súbito, o grito: “Eis o esposo”. É o sinal que todas estavam esperando. É neste momento de crise que se revela o valor das pessoas. Os fatos que acontecem de improviso, independentes de nossa vontade, demonstram se somos previdentes ou néscios.

Mateus 25, 7-9: Atitudes diferentes das sábias e das néscias

Uma vez despertas, as jovens começam a preparar as lâmpadas que devem servir para iluminar o caminho. Havia chegado a hora de colocar mais azeite, porque as lâmpadas estavam se apagando. As jovens que não tinham consigo azeite de reserva, pedem azeite emprestado às outras. Estas respondem que não podem lhes dar, porque no final faltaria azeite para todas. Se fosse somente para iluminar o caminho, as sábias poderiam ter dito: “Caminhai junto a nós e vereis onde poreis os pés”. Mas não se trata de iluminar o caminho. As lâmpadas serviam também para festejar e iluminar a chegada do esposo. Este era o dever das damas de honra que cada uma tivesse uma lâmpada acesa na mão.

No momento da crise, as jovens néscias pedem a partilha. Pedem que as sábias compartilhem com elas o azeite que haviam levado. Compartilhar é uma prática muito importante e fundamental na vida do povo de Deus. Mas aqui não se trata somente de compartilhar: porque se as prudentes tivessem compartilhado o azeite, teriam prejudicado o esposo, arruinando a festa das bodas e acabariam por não cumprir, nem elas nem as outras, a tarefa que haviam assumido. Por isto, as prudentes, diante do pedido das néscias, respondem que não podem compartilhar e dão um conselho realista: “Ide aos vendedores!”. Sendo já meia-noite, seria difícil encontrar uma loja aberta.

Mateus 25, 10-12: Destino diferente das prudentes e das néscias

Enquanto as néscias iam comprar, chegou o esposo e as que estavam preparadas entraram com ele na festa das bodas, e se fechou a porta. Na história da parábola, as néscias encontraram uma loja aberta e compraram o azeite. Embora atrasadas, chegaram e gritaram: “Abri-nos a porta!” O esposo (pelo menos parece que é ele) responde com dureza: “ Em verdade vos digo: não vos conheço”.

Mateus 25, 13: Conclusão: vigilância

A conclusão do próprio Jesus, ao final da história, é uma frase que pode servir de chave para toda a pa-rábola: “Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora”. Deus pode vir em qualquer hora de nossa vida. Todos devemos estar preparados. Como as jovens da festa de bodas, todos devem ser prudentes e previdentes, cada um tendo azeite suficiente consigo. Ou seja, devem estar atentos para não ser causa de desvio para outros, embora insistam em coisas boas como a partilha. Devem aprender a estar sempre atentos ao serviço que devem dar a Deus e ao próximo.

Para complementar 

Como explicar a frase tão severa: “Não vos conheço!”? Colocamos aqui duas sugestões para a resposta: 

- Muitas parábolas têm algo de estranho: o pai que não reprova o filho pródigo, o pastor que deixa as noventa e nove ovelhas para preocupar-se com uma só, o samaritano, que age melhor que o sacerdote e o levita, etc. Geralmente estes aspectos estranhos e surpreendentes escondem uma chave importante para descobrir o ponto central da parábola. Assim, na parábola das dez virgens há várias coisas estranhas, que em geral não acontecem: (1) À noite não há lojas abertas. (2) Nas bodas não se costuma fechar as portas. (3) Em situações normais, o esposo nunca diz: “Não vos conheço”. É por estes aspectos estranhos que Passa o fio central do ensinamento da parábola. Qual seria? “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 

- O esposo da parábola é (também) o próprio Jesus, que chega repentinamente de noite. É o que o contexto de outros textos do Evangelho e do Antigo Testamento sugere. Na conversa com a samaritana Jesus lhe diz que tinha cinco maridos e que o que tem agora – ou seja, o sexto – não é seu verdadeiro marido. O sétimo é Jesus, o esposo verdadeiro (Jo 4, 16-18). Enquanto o esposo está com os discípulos, eles não têm necessidade de jejuar (Mc 2, 19-20). Desde os tempos do profeta Oséias, no século VIII antes de Cristo, crescia no povo a esperança de poder chegar um dia a uma tal intimidade com Deus, semelhante à intimidade do esposo com a esposa. (Os 2, 19-20). Isaías diz claramente: é desejo de Deus ser o marido do povo (Is 54, 5; Jer 3, 14), alegrar-se com o povo como um esposo se alegra com a presença de sua esposa (Is 62, 5). Esta esperança se realiza com a chegada de Jesus. Quando Jesus faz sua entrada na vida das pessoas, tudo deve se retirar, porque Ele é o esposo. Esta visão de fundo, da história e da esperança secular do povo, ajuda a compreender melhor o sentido da frase tão severa do esposo: “Não vos conheço”! Pela falta de empenho e seriedade, as cinco jovens néscias mostraram claramente que ainda não estavam preparadas para o compromisso definitivo do matrimônio com Deus. Tinham necessidade de outro tempo para se prepararem: “Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora”. 

 

3.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

Diz a fé: 668-675 (Vivemos o advento)

668 Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos” (Rm 14,9). A Ascensão de Cristo ao Céu significa sua participação, em sua humanidade, no poder e na autoridade do próprio Deus. Jesus Cristo é Senhor: possui todo poder nos céus e na terra. Está  “acima de toda autoridade, poder, potentado e soberania”, pois o Pai “tudo submeteu a seus pés (Ef 1,20-22). Cristo é o Senhor do cosmos (Cf. Ef 4, 10; 1 Cor 15, 24.27-28) e da história. Nele, a história do homem e mesmo toda a criação encontram sua “recapitulação” (Cf. Ef 1, 10), sua consumação transcendente.

675 Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalar a fé de muitos crentes (Cf. Lc 18, 8; Mt 24, 12). A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra (Cf. Lc 21, 12; Jo 15, 19-20) desvendará  o “mistério de iniqüidade” sob a forma de uma impostura religiosa que há  de trazer aos homens uma solução aparente a seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, a de um pseudo-messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de seu Messias que veio na carne. (Cf. 2 Tes 2, 4-12; 1 Tes 5, 2-3; 2 Jo 7; 1 Jo 2, 18.22).

Nossa resposta: 2612. 2849. 2699 (A espera em vigília) 

2612 Em Jesus, “o Reino de Deus está próximo” (Mc 1,15) e convoca à conversão e à fé, como também, à vigilância. Na oração, o discípulo vigia atento Aquele que É e que Vem na memória de sua primeira Vinda na humildade da carne e na esperança de sua segunda Vinda na Glória (Cf. Mc 13; Lc 21, 34-36). Em comunhão com o Mestre a oração dos discípulos é um combate, e é vigiando na prece que não se cai em tentação (Cf. Lc 22, 40.46).

2849 Ora, tal combate e tal vitória não são possíveis senão na oração. Foi por sua oração que Jesus venceu o Tentador, desde o começo (Cf. Mt 4, 11) e no último combate de sua agonia (Cf. Mt 26, 36-44). E a seu combate e à sua agonia que Cristo nos une neste pedido a nosso Pai. A vigilância do coração é lembrada com insistência em comunhão com a de Cristo (Cf. Mc 13, 9.23.33-37; 14, 38; Lc 12, 35-40). A vigilância consiste em “guardar o coração”, e Jesus pede ao Pai que “nos guarde em seu nome” (Cf. Jo 17, 11). O Espírito Santo procura manter-nos sempre alerta para essa vigilância (Cf. 1 Cor 16, 13; Col 4, 2; 1 Tes 5, 6; 1 Pd 5, 8). Esse pedido adquire todo seu sentido dramático no contexto da tentação final de nosso combate na terra; pede a perseverança final “Eis que venho como um ladrão: feliz aquele que vigia!” (Ap 16, 15).

2699 O Senhor conduz cada pessoa pelos caminhos e na maneira que lhe agradam. Cada fiel responde ao Senhor segundo a determinação de seu coração e as expressões pessoais de sua oração. Entretanto, a tradição cristã conservou três expressões principais da vida de oração: a oração vocal, a meditação, a oração contemplativa. Uma característica fundamental lhes é comum: o recolhimento do coração. Esta vigilância em guardar a Palavra e em permanecer na presença de Deus faz dessas três expressões tempos fortes da vida de oração.

 

4.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada uma delas, para permitir a reflexão dos irmãos)

a) Minha lâmpada está acesa? (isto é, vivo em estado de graça, recebo freqüentemente os sacramen-tos, pratico obras de misericórdia...?) Busco a santidade? Deixo-me distrair às vezes por questões terrenas, descuidando-me de prever minha salvação?
b) Alguma vez penso que poderia chegar a ficar fora do banquete celestial, por não ter prestado a devida atenção às coisas do Senhor, ou por havê-las adiado, pensando que “tenho muito tempo à frente?”
c) Trabalho o suficiente para ajudar na conversão dos outros, usando assim minha lâmpada para iluminar aos que Deus colocou aos meus cuidados, ou por temor ou preguiça prefiro deixar que cada um faça o que melhor lhe parece?

 

4.- Comentários dos irmãos:
Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos.

 

6.- Refletindo com a Grande Cruzada

CA 64 Agita tu, alma que me pertences, a tocha que te dou para iluminar os teus irmãos. A lâmpada não há de ser colocada em um saco. Eu a quero no alto, para iluminar a casa. Tu, ilumina os alimentos que faço chegar para os Meus amados, ilumina os rostos daqueles que Me olham e terás cumprido tua tarefa, lá eles se voltam para mirar as trevas. Eu te guio; tu, imita-Me, faz o mesmo e agradar-Me-ás… 

 

7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês:
Durante este mês, praticaremos a virtude da Humildade (Catecismo da Igreja Católica: 2546, 2613, 2559, 2540, 1450)

Esta semana veremos o cânon 2613, que diz textualmente o seguinte:

2613 Três parábolas principais sobre a oração nos são transmitida por S. Lucas.
A primeira, “o amigo importuno” (Cf. Lc 11, 5-13), convida a uma oração persistente […].
A segunda, “a viúva importuna” (Cf. Lc 18, 1-8) focaliza uma das qualidades da oração: é preciso rezar sem-pre sem esmorecimento, com a paciência da fé. […]
A terceira parábola, “o fariseu e o publicano” (Cf. Lc 18, 9-14), refere-se à humildade do coração que reza. “Meu Deus, tem piedade de mim, pecador.” Essa oração a Igreja constantemente toma sua: “Kyrie eleison!”

E a Grande Cruzada nos diz a respeito:

CA 127 Bate, mesmo que não Me ouças, bate de novo; o grande Espírito que te encaminhou na terra far-te-á entrar no puro e ardentíssimo amor. É este Espírito que, a partir de agora, permanece contigo para guiar com Sabedoria os teus passos no caminho do amor e da entrega.

 

9.- Propósito para esta semana:
MANTEREI EM MINHA MENTE MINHA MISSÃO, QUE É A DE TER MINHA LÂMPADA SEMPRE PRONTA PARA ILUMINAR MEU CAMINHO E O DE MEUS IRMÃOS, SENDO LUZ PARA OS OUTROS COM MEU MODO DE VIVER MINHA FÉ.

Rezarei insistentemente, pedindo ao Senhor que impregne em minha alma o dom da humildade, para parecer-me mais com Ele um pouquinho mais a cada dia.

 
Apostolado da Nova Evangelização 2008

Última Atualização ( 09 de novembro de 2008 )
 
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