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COMEMORAÇÃO DOS FIÉIS DEFUNTOS Semana de 2 a 8 de novembro de 2008 “A ressurreição de Cristo sustenta nossa fé” A PALAVRA DE DEUS 1ª Leitura: Sb 3,1-6.9: “A vida dos justos está nas mãos de Deus.” Salmo: 22: “Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei.” 2ª Leitura: Rm 6,3-9: “Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele.” Evangelho: Jo 11,17-27: “Eu sou a ressurreição e a vida”
1.- Leitura do Evangelho segundo João (Jo 11,17-27)17Quando Jesus chegou a Betânia, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. 18Betânia ficava a uns três quilômetros de Jerusalém. 19Muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. 20Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em ca-sa. 21Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. 23Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais. Crês isto?” 27Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”. - Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor! 2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:
a. O amor é mais forte que a morte a.1 O mistério central de nossa fé é a Ressurreição de Jesus (cf. 1 Cor 15,14). Isto devemos levar a sério: o maior inimigo de nossos sonhos e esperanças, isto é, a morte, caiu diante de alguém que é mais forte: Jesus Cristo. a.2 A ressurreição do Senhor é uma obra do amor. Levantado do sepulcro, Cristo manifesta o sentido de toda sua vida, que não foi outra coisa que uma contínua oferenda de amor. É que o freio para amar, o que nos impede de amar mais e melhor é a morte. Sentimos que, se amamos demais, perdemos o que é nosso e ficamos sem nada. Mas Jesus amou até ficar sem nada, porque se “esvaziou” de si mesmo na cruz (cf. Flp 2,7). Jesus assumiu o risco terrível de oferecer-se à morte, confiado somente na vontade do Pai. A ressurreição de Cristo é então a resposta de amor do Pai, que assim manifesta o triunfo de um amor que não se mede, um amor que não se limita porque não se detém diante da morte. b. A comunhão dos santos b.1 Nós nascemos desse amor invencível, pois de nós foi escrito: “não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus “ (Jo 1,13). Quem nos une e nos reúne não é outro senão o Espírito Santo, o Espírito que ressuscitou Jesus dentre os mortos. Este é o mistério a que chamamos a “comunhão dos santos”: somos um nEle, graças ao mesmo amor que tornou possível o portento da Encarnação e o milagre sublime da Ressurreição. b.2 Não cabe pensar então que esse amor, que já venceu uma vez e para sempre a morte, seja agora inferior à morte. O amor que nos torna “um” em Jesus é o mesmo amor que ressuscitou Jesus, e por isso estamos certos de que a Igreja que peregrina nesta terra está indissoluvelmente unida à Igreja que já passou pelo umbral da morte. b.3 Semelhante linguagem não era possível antes da ressurreição do Senhor, e por isso, antes da pregação deste mistério dos mistérios, toda invocação de defuntos ou toda idéia de uma comunicação entre os defuntos e nós tinha que ser proibida como espiritismo, segundo ordena severamente o Antigo Testamento: “Não se ache no meio de ti ... quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à invocação dos mortos” (Dt 18,10-11). Esta proibição era razoável porque o contato com os defuntos só podia ter um objetivo: a intenção de assegurar alguns bens (sorte, dinheiro, sucesso...) para esta vida. Mas nós não vemos assim nossos falecidos, pois é a luz da vitória do Ressuscitado que nos leva a considerar o alto destino a que foram chamados, assim como nós. [Nota para os Animadores: este parágrafo será mais explicado na próxima parte. Mas, sentindo necessidade, comentar a diferença entre “invocação” de defuntos condenada pela Sagrada Escritura, e a oração aos falecidos e por eles – isto é, aos santos, às almas do purgatório (ANE Brasil)] c. Um imenso ato de amor c.1 Nossas orações pelos fiéis defuntos têm, por conseguinte um duplo selo: caridade por eles e certeza da vitória de Cristo. Nós os amamos, mas não com um amor nostálgico, prisioneiro da fantasia ou recordação, mas com o amor eficacíssimo, próprio da vitória do Senhor. c.2 Por isso, desde os tempos antigos a Igreja considerou um ato precioso de misericórdia orar pelos falecidos que podemos pensar que necessitam deste sufrágio, não para substituir a fé, se não a tiveram em vida, mas para limpar, com a potência de nosso amor, fundamentado em Cristo, qualquer imperfeição que possa impedir-lhes de gozar a visão de Deus. c.3 Oferecemos este ato de amor unindo-nos ao maior amor de todos, isto é, ao amor de Cristo na Eucaristia. Justamente ali, onde se renova a oferenda viva de Cristo, ali fundamentamos nosso amor e nossa esperança, enquanto rogamos por nossos irmãos falecidos. (Frei Nelson Medina O.P.) 3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada uma delas, para permitir a reflexão dos irmãos) a) Com que freqüência reflito sobre a crucifixão de Jesus? O que penso e o que sinto, quando medito sobre isso? Reconheço em Sua morte a prova de Seu Amor infinito e o preço de minha redenção? b) Acompanho Jesus em Sua morte com minha oferta pessoal em cada missa? E como faço a cada dia a prática dessa minha oferta simbólica da Eucaristia? c) Rezo pelos falecidos que conheci em vida? E pelas almas do purgatório em geral? Tenho a esperança de voltar a encontrar, na Glória do reino, meus entes queridos que já morreram? Esforço-me o suficiente para que seja assim? 4.- Comentários dos irmãos: Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos. 5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica Diz a fé: 1371 (O sacrifício eucarístico pelos fiéis defuntos) 1012 (A visão cristã da morte) 1371 O Sacrifício Eucarístico é também oferecido pelos fiéis defuntos “que morreram em Cristo e não estão ainda plenamente purificados” (Concílio de Trento: DS 1743), para que possam entrar na luz e na paz de Cristo: Enterrai este corpo onde quer que seja! Não tenhais nenhuma preocupação por ele! Tudo o que vos peço é que vos lembreis de mim no altar do Senhor onde quer que estejais. (Santa Mônica, antes de sua morte, a Santo Agostinho e seu irmão; conf. 9, 9, 27). Em seguida, oramos [na anáfora] pelos santos padres e Bispos que faleceram, e em geral por todos os que adormeceram antes de nós acreditando que haverá muito grande benefício para as almas, em favor das quais a súplica é oferecida, enquanto se encontra presente a santa e tão temível vítima. (...) Ao apresentarmos a Deus nossas súplicas pelos que adormeceram, ainda que fossem pecadores, nós (...) apresentamos o Cristo imolado por nossos pecados, tomando propício, para eles e para nós, o Deus amigo dos homens. (São Cirilo de Jerusalém, cateq. mist. 5,9.10).
Nossa resposta: 958 (A comunhão com os falecidos) 1404 (Igreja expectante)
958 A comunhão com os falecidos. “Reconhecendo cabalmente esta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primevos da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos (...) e, ‘já que é um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados’ (2Mc 12,46), também ofereceu sufrágios em favor deles.” (LG 50). Nossa oração por eles pode não somente ajudá-los, mas também tornar eficaz sua intercessão por nós.
6.- Refletindo com a Grande Cruzada CA 118 Certamente, o poder sobre aquelas almas é absoluta prerrogativa Minha. E a Igreja na terra está plenamente na verdade, inclusive nesta matéria como em todas as outras que são próprias dos militantes. Ah! se se compreendesse que afã maternal leva a Minha Igreja a rezar pelos defuntos e, sobretudo, se se compreendesse pelo menos um pouco daquela conclusão das orações que põe a Igreja quando implora que eles sejam acolhidos por Meus méritos, ou melhor, pela Minha glória. Eu poderia continuar muito ainda. Mas Me limito a dizer-vos que as almas do Purgatório, libertas por Mim graças às vossas orações e com os oferecimentos que Me fazeis, consideram-vos como irmãos muito queridos aos quais elas devem em certa medida a sua felicidade. 7.- Comentários finais: Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado. 8.- Virtude do mês: Durante este mês, praticaremos a virtude da Humildade (Catecismo da Igreja Católica: 2546, 2613, 2559, 2540, 1450) Esta semana veremos o cânon 2546, que diz textualmente o seguinte: 2546 “Bem-aventurados os pobres em espírito” (Mt 5,3). As bem-aventuranças revelam uma ordem de felicidade e de graça, de beleza e de paz. Jesus celebra a alegria dos pobres, a quem já pertence o Reino (Lc 6, 20): O Verbo chama “pobreza em espírito” à humildade voluntária de um espírito humano e sua renúncia; o Apóstolo nos dá como exemplo a pobreza de Deus quando diz: “Ele se fez pobre por nós” (2 Cor 8,9). (São Gregório de Nisa, beat, 1).
E a Grande Cruzada nos diz a respeito: CA 107 Exaltarei o humilde, e o conduzirei diretamente ao fim das suas fadigas, sem que conheça as qualidades que acabará por adquirir no seu caminho para a completa luz. O humilde Me agrada porque reproduz em si o Meu despojamento, o Meu aniquilamento; agrada-Me o humilde porque é o espelho da verdade e Eu considero sua vida como uma preciosa história na qual estão escritas coisas admiráveis e inspiradas. […] A origem da humildade está no amor. Quanto mais o amor aumenta, maior é a humildade na alma. Portanto, fortalecei o vosso amor e recebereis tudo o que se relaciona à bela e santa humildade. 9.- Propósito para esta semana: OFRECEREI MINHA DEVOTA PARTICIPAÇÃO EM UMA MISSA EM SUFRÁGIO PELAS ALMAS DO PURGATÓRIO. Pensarei em Jesus humilhado e dolorido cada vez que sentir que me invade o orgulho ou que me falta humildade. Apostolado da Nova Evangelização 2008 |