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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

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Devoções

Sagrados CoraçõesPratique a Devoção aos Corações de Jesus e de Maria, fazendo a Comunhão Reparadora das Primeiras Sextas-feiras e dos Primeiros Sábados de cada mês.
XXX Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   
29 de outubro de 2008

Semana de 26 de outubro a 1º de novembro de 2008
“Se me amais, guardareis meus mandamentos”

A PALAVRA DE DEUS
1ª Leitura: Ex 22,21-27: “Se maltratardes a viúva e o órfão, minha cólera se inflamará”
Salmo: 17,2-3a.3bc-4.47 e 51ab: “Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.”
2ª Leitura: 1Ts 1,5c-10: “Abandonastes os falsos deuses, para servir ao Deus vivo e verdadeiro, esperando dos céus o seu Filho.”
Evangelho: Mt 22,34-40: “Amarás o Senhor teu Deus e ao teu próximo como a ti mesmo”

1.- Leitura do Evangelho segundo Mateus (Mt 22,34-40)

Naquele tempo, 34os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo,35e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36“Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?”
37Jesus respondeu: “‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento!’ 38Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. 40Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”.

- Palavra da Salvação!
- Glória a Vós, Senhor!


2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

No Evangelho deste 30º Domingo do Tempo Comum, os fariseus querem saber de Jesus qual é o maior mandamento da lei. Naquele tempo, entre os judeus, discutia-se muito sobre este tema. Tratava-se de uma questão polêmica. Também hoje muitas pessoas querem saber o que é que define uma pessoa como um bom cristão. Alguns dizem que isto consiste em ser batizado, rezar e ir à missa aos domingos. Outros dizem que consiste em praticar a justiça e viver a fraternidade. Cada um tem sua própria opinião. Para você, o que é o mais importante na religião e na vida da Igreja? Durante a leitura do texto, procure prestar muita atenção ao modo como Jesus responde a essa pergunta.

Aprofundando:

i) Fariseus:
A palavra fariseu significa separado, porque seu modo rígido de observar a lei de Deus os separava dos outros. Entre eles, chamavam-se companheiros, porque formavam uma comunidade cujo ideal era observar em tudo e por tudo as normas e todos os mandamentos da lei de Deus. O testemunho de vida da maioria deles era um testemunho para o povo, porque viviam de seu trabalho e dedicavam muitas horas do dia ao estudo e meditação da lei de Deus. Mas tinham algo de negativo: procuravam a segurança não em Deus, mas na rigorosa observância da lei de Deus. Tinham mais confiança no que faziam por Deus do que no que Deus fazia por eles. Tinham perdido a noção de gratidão, que é a fonte e o fruto do amor. Diante desta conduta falsa diante de Deus, Jesus reage com firmeza e insiste na prática do amor que relativiza a observância da lei e de seu verdadeiro significado. Em uma época de mudanças e insegurança, como é a nossa hoje, sempre volta a mesma tentação de buscar a segurança diante de Deus, não no amor que Deus tem por nós, mas na observância rigorosa da lei. Se caímos nesta tentação, merecemos a mesma crítica por parte de Jesus.

ii) Paralelo entre Marcos e Mateus:
No Evangelho de Marcos, é um doutor da lei quem dirige a pergunta a Jesus (Mc 12,32-33). Depois de ter escutado a resposta dada por Jesus, o doutor concorda com Ele e tira a seguinte conclusão: ― Sim, amar a Deus e ao próximo é muito mais importante que todos os holocaustos e todos os sacrifícios. Ou seja, o mandamento do amor é o mais importante entre os mandamentos ligados ao culto e aos sacrifícios do Templo e da observância externa. Esta afirmação já estava presente no Antigo Testamento desde os tempos do profeta Oséias (Os 6,6; Sl 40,6-8; Sl 51,16-17). Hoje dizemos que a prática do amor é mais importante que as novenas, promessas, jejuns, orações e procissões. Jesus confirma a conclusão a que chega o doutor da lei e diz: ― Tu não estás longe do Reino de Deus! O Reino de Deus consiste nisto: reconhecer que o amor a Deus é igual ao amor pelo próximo. Não se chega a Deus em o dom de si mesmo ao próximo!

iii) O maior Mandamento:
O maior ou o primeiro mandamento é este: ― Amar a Deus de todo o coração, com toda sua alma e com toda sua mente (Mc 12,30; Mt 22,37). Na medida em que o povo de Deus, através dos séculos, aprofundou-se sobre o significado deste amor, percebeu que o amor a Deus só é verdadeiro se se concretiza no amor ao próximo. É por isso que o segundo mandamento é semelhante ao primeiro (Mt 22,39; Mc 12,31). ― Se alguém diz: amo a Deus, mas odeia seu irmão, é um mentiroso (1Jo 4,20). ―Toda a lei e os profetas dependem destes dois mandamentos (Mt 22,40). Nesta identificação dos dois amores existiu uma evolução, dividi-da em três etapas:

1ª Etapa: ― Próximo é o parente da mesma raça
O Antigo Testamento ensinava a obrigação de amar ao próximo como a si mesmo! (Lv19,18). Naquele tempo a palavra próximo era sinônimo de parente. Sentiam-se obrigados a amar a todos os que faziam parte da família, do mesmo clã, do mesmo povo. Mas no que se refere aos estrangeiros, ou seja, os que não pertenciam ao povo hebreu, o livro do Deuteronômio dizia: ― Poderás obrigar ao estrangeiro; mas quanto às dívidas de teu irmão (parente, próximo), farás remissão (Dt 15,3).

2ª Etapa: ― Próximo é aquele de quem me aproximo ou quem se aproxima de mim 
O conceito de próximo é o mesmo. No tempo de Jesus houve uma discussão sobre “quem é meu próximo?” Alguns doutores da lei pensavam que se deveria estender o conceito de próximo para além dos limites da raça. Outros não queriam nem falar nisso. Então um doutor da lei se dirige a Jesus com esta polêmica pergunta: ― Quem é meu próximo? Jesus responde com a parábola do Bom Samaritano (Lc 10,29 - 37), na qual o próximo não é o parente ou amigo, mas qualquer um que se aproxima de nós, independentemente da religião, cor, raça, sexo ou língua. Você deve amá-lo!

3ª Etapa: A medida do amor pelo próximo é amar como Jesus nos amou
Jesus havia dito ao doutor da lei: ― Não estás longe do Reino de Deus! (Mc12,34). O doutor já estava perto porque, de fato, o Reino consiste em unir o amor a Deus com o amor ao próximo, como já havia afirmado um doutor diante de Jesus (Mc 12,33). Mas para poder entrar no Reino devia dar um passo mais. No Antigo Testamento o critério do amor ao próximo era o seguinte: ― Ama o teu próximo como a ti mesmo. Jesus alarga este critério e diz: ― Este é meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos tenho amado. Ninguém tem um amor maior que este: dar a vida por seus amigos! (Jo 15,12-13). Agora, no Novo Testamento o critério será: “Amar ao próximo como Jesus nos amou”. Jesus interpretou o sentido exato da Palavra de Deus e indicou o caminho para uma convivência mais justa e mais fraterna.

 

Reflexão
(Frei Nelson Medina O.P.)

1. Tem compaixão do pequeno e do pobre

1.1 Já sabemos que a Bíblia prega a compaixão e a misericórdia. O interessante da primeira leitura de hoje é a forma como se argumenta a ordem de sermos compassivos. A idéia é: reconhecer-se no pequeno, ver a si mesmo no pobre, descobrir que se foi (ou, no fundo, que se é) como esse necessitado.

1.2 Deve-se pensar que a ajuda deve brotar da diferença: “eu tenho muito e aquele pobre tem pouco.” Essa é uma parte mas talvez não é a parte mais importante. Somente quando chegamos a perceber o vínculo profundo que nos une, conseguimos ter olhos capazes de se horrorizarem com o que nos separa.

1.3 Se vejo um mendigo posso sentir desde amor até asco. Se logo chego a saber que esse mendigo é meu pai, que padece uma doença senil, a misericórdia brota como um rio de amor e generosidade por ele: quanto mais próximo o vejo, mais me espanta que a pobreza ou a fome nos estejam separando hoje. Aplique isso a toda a Humanidade.

2. Direto à essência

2.1 Uma pergunta direta provocou uma resposta direta: um dos escribas se aproximou de Jesus e lhe perguntou: “Qual é o maior dos mandamentos?” Jesus lhe respondeu: “ Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento!’ Esse é o maior e o primeiro mandamento.
O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”.

2.2 É bom recordar essa linguagem sucinta porque em um mundo semeado de fachadas e máscaras é  fácil acostumar-se a desculpar tudo ou justificar tudo ou vender tudo. A ordem começa sempre com um pensamento claro na mente; uma idéia cheia de luz atrai outras. E hoje Jesus nos dá essa chave fundamental, esse primeiro princípio que iluminou sua alma santa e que quer iluminar também nossas vidas.

2.3 A palavra fundamental na resposta de Jesus Cristo não podemos perder: AMA. O resto de sua resposta é essencial também, porque tudo depende de a quem você ama e com que amor. Tal foi o dom que nos deu com sua vida e sua morte. Bem podemos resumir a existência de Jesus dizendo que foi uma grande lição de amor na qual aprendemos que temos que amar para viver e temos que aprender a amar para vencer a morte e alcançar a vida que não morre.

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada uma delas, para permitir a reflexão dos irmãos)

a) Por que o amor a Deus e ao próximo constituem o resumo da Lei e dos profetas?
b) Realmente amo a Deus sobre todas as coisas? Como posso manifestar melhor esse amor, de agora em diante?
c) De que maneira dou testemunho de que amo aos outros como a mim mesmo(a)? Os outros sentem verdadeiramente meu amor? Como poderia fazer para que o sintam ainda mais?
d) Tenho sempre consciência de que, quando o Senhor me chamar, a primeira coisa sobre a qual terei que prestar contas será o amor que eu tenha ou não dado aos outros?

 

4.- Comentários dos irmãos:
Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos.

 

5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

Diz a fé: 2067 – 2072 (Os Dez Mandamentos) 1822 a 1829 (A relação amor - mandamentos)

2067 Os dez mandamentos enunciam as exigências do amor de Deus e do próximo. Os três primeiros se referem mais ao amor de Deus, e os outros sete ao amor do próximo.

Como a caridade abrange dois preceitos com os quais o Senhor relaciona toda a Lei e os profetas (...) assim os próprios dez preceitos estão divididos em duas tábuas. Três foram escritos numa tábua e sete na outra. (Santo Agostinho, serm. 33, 2: CCL 41, 414 (PL 38, 208)).

2072 Visto que exprimem os deveres fundamentais do homem para com Deus e para com o próximo, os dez mandamentos revelam, em seu conteúdo primordial, obrigações graves. São essencialmente imutáveis, e sua obrigação vale sempre e em toda parte. Ninguém pode dispensar-se deles. Os dez mandamentos estão gravados por Deus no coração do ser humano.

Nossa resposta: 2074 – 2196 (A caridade, expressão do amor)

2074 Jesus diz: “Eu sou a videira, e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto, porque, sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5). O fruto indicado nesta palavra é a santidade de uma vida fecundada pela união a Cristo. Quando cremos em Jesus Cristo, comungamos de seus mistérios e guardamos seus mandamentos, o Salvador mesmo vem amar em nós seu Pai e seus irmãos, nosso Pai e nossos irmãos. Sua pessoa se toma, graças ao Espírito, a regra viva e interior de nosso agir. “Este é o meu mandamento: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12).

2196 En Em resposta à pergunta feita acerca do primeiro dos mandamentos, Jesus diz: “O primeiro é: ‘Ouve, ó Israel: o Senhor nosso Deus é o único Senhor, e amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, com todo o teu espírito, e com toda a tua força’. O segundo é este: ‘Amarás O teu próximo como a ti mesmo’. Não existe outro mandamento maior do que estes” (Mc 12,29-31).
O apóstolo S. Paulo o recorda: “Quem ama o outro cumpriu a lei. De fato, os preceitos ‘não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás’ e todos os Outros se resumem nesta sentença: amarás o teu próximo como a ti mesmo. A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto a caridade é a plenitude da lei” (Rm 13,8-10).


6.- Refletindo com a Grande Cruzada

CA 112 É necessário que saibais estas coisas... para estar preparados para as receber, pois que importa crer se não se ama? Só crer não basta; é preciso amar, mas de verdade, porque no amor está a salvação; no amor reside todo bem, seja o vosso ou o Meu. 

 

7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês:
Durante este mês, praticaremos a virtude da Temperança (Catecismo da Igreja Católica: 1838—1805—1809—1834—2290—2407)

1809 A temperança é a virtude moral que modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos dentro dos limites da honestidade. A pessoa temperante orienta para o bem seus apetites sensíveis, guarda uma santa discrição e “não se deixa levar a seguir as paixões do coração”. A temperança é muitas vezes louvada no Antigo Testamento: “Não te deixes levar por tuas paixões e refreia os teus desejos” (Eclo 18,30). No Novo Testamento, é chamada de “moderação” ou “sobriedade”. Devemos “viver com moderação, justiça e piedade neste mundo” (Tt 2,12).

Esta semana veremos o cânon 2290, que diz textualmente o seguinte:

2290 A virtude da temperança manda evitar toda espécie de exceção, o abuso da comida, do álcool, do fumo e dos medicamentos. Aqueles que, em estado de embriaguez ou por gosto imoderado pela velocidade, põem em risco a segurança alheia e a própria, nas estradas, no mar ou no ar, tornam-se gravemente culpáveis.

E a Grande Cruzada nos diz a respeito:

CM 112 Na verdade, bem-aventurados os que choram assim, não somente porque um dia hão de rir, mas porque conquistarão um reconhecimento muito superior à justiça do homem. Por isso digo novamente, bem-aventurados os humildes porque o Céu é sua herança, e a terra, com todas suas vicissitudes, é somente o combate onde exercem belíssimas virtudes.
Verdadeiramente bem-aventurados e sempre bem-aventurados os humildes, porque não estão infeccionados pela soberba que cega e entristece.
Bem-aventurados os humildes, sempre bem-aventurados, porque constituem no Céu tesouros imensos e deixam por terra ciscos empoeirados da estultícia do homem; falo da soberba.
Feliz és tu se te esforças por imitar-Me, subindo por certos degraus que dão a sensação de descida. Feliz és tu, alma redimida, se Me segues ao monte das Bem-aventuranças, não com simples contemplação de Minha Sabedoria divina, mas com a aceitação diária das necessárias contradições para tornar Minha Palavra operante, em ti... Eu te digo que serás feliz não somente no Céu mas na terra, porque Eu mesmo te darei testemunho interior e também exteriormente.

 

9.- Propósito para esta semana:
MEDITAREI PROFUNDAMENTE SOBRE O AMOR QUE OFEREÇO AOS OUTROS A CADA DIA, ESPECIALMENTE EM MINHA FAMÍLIA E MINHA COMUNIDADE E ME ESFORÇAREI POR FAZÊ-LO MELHOR.

Pensarei em alguma pessoa com a qual preciso me reconciliar, e procurarei encontrá-la para fazê-lo o mais rápido possível, levando em meu coração a alegria das bem-aventuranças.

 
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