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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

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Por ANE Brasil / ANE Internacional   
19 de outubro de 2008

Semana de 19 a 25 de outubro de 2008
“A César o que é de César e a Deus o que é de Deus”

A PALAVRA DE DEUS
1ª Leitura: Is 45,1.4-6: “Tomei Ciro pela mão para submeter os povos ao seu domínio”
Salmo: 95: “Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!”
2ª Leitura: 1Ts 1,1-5b: “Recordamos sem cessar vossa fé, caridade e esperança”
Evangelho: Mt 22,15-21: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”

1.- Leitura do Evangelho segundo Mateus (Mt 22,15-21)

Naquele tempo, 15os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. 16Então mandaram os seus discípulos, junto com alguns do partido de Herodes, para dizerem a Jesus: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. 17Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?”
18Jesus percebeu a maldade deles e disse: “Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? 19Mostrai-me a moeda do imposto!” Levaram-lhe então a moeda.
20E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição desta moeda?” 21Eles responderam: “De César”. Jesus então lhes disse: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.

- Palavra da Salvação!
- Glória a Vós, Senhor!


2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

Tal como uma pequena moeda tem a imagem de César, assim a nossa alma é à imagem da Santíssima Trindade... Senhor, a luz da tua face, quer dizer a luz da tua graça que determina em nós a tua imagem e nos torna semelhantes a ti, está gravada em nós, quer dizer, gravada na nossa razão, que é a maior força da nossa alma... A face de Deus é a nossa razão; porque, tal como alguém conhece o seu rosto, assim conhecemos Deus pelo espelho da razão. Mas esta razão foi deformada pelo pecado do homem, porque o pecado torna o homem antagônico a Deus. A graça de Cristo reparou a nossa razão. É por isso que o apóstolo Paulo diz aos Efésios: «Renovai sem cessar o sentimento da vossa alma» (4,23).
Toda a Trindade marcou o homem à sua semelhança. Pela memória, é semelhante ao Pai; pela inteligência, é semelhante ao Filho; pelo amor é semelhante ao Espírito Santo... Desde a criação, o homem foi feito «à imagem e semelhança de Deus» (Gn 1,26). Imagem no conhecimento da verdade; semelhança no amor à virtude. A luz da face de Deus é pois a graça que nos justifica e que nos revela de novo a imagem criada. Esta luz constitui todo o bem do homem, o seu verdadeiro bem; ela o marca, como a imagem do imperador marca a moeda.
É por isso que o Senhor acrescenta: «Dai a César o que é de César». Como se dissesse: Tal como dais a César a sua imagem, dai a Deus a vossa alma, ornada e marcada pela luz do seu rosto.

 

Santo Antônio, franciscano, doutor da Igreja
Sermões para o domingo e a festa de todos os santos
Fonte: http://www.evangelhoquotidiano.org

 

Celebramos o Domingo Mundial das Missões. Por isso, depois de mencionar brevemente a mensagem do Evangelho seguindo nossa liturgia, seguiremos os comentários, estudos e questões oferecidos por nosso Diretor-Geral, sobre o envio que Jesus fez de seus apóstolos para evangelizar todos os povos (Mt 28,16-20):

 

Hoje Jesus pede aos apóstolos, e através deles também a nós, que vamos por todo o mundo para “dar de comer” o Pão de Sua Palavra (e de Seu próprio Corpo) a todas as nações, ajudando-o assim a dar cumprimento à missão que o Pai lhe deu (e, por meio de Jesus, também a nós): procurar redimir toda a humanidade.

Poderíamos comentar muitas coisas, mas preferimos fazer uma cuidadosa seleção das passagens do Catecismo da Igreja Católica que melhor explicam estas questões. Reproduziremos a seguir os cânones que nos expressam, desde o início, porque estamos nesta terra, como Deus quis realizar nossa Salvação, e como nos torna partícipes de Seu Plano, convidando-nos para que, por meio de una vida ativa em Sua Igreja, contribuamos com Seu projeto, procurando a Redenção de Seu Povo …

Como já é habitual (para evitar a distração dos membros das Casinhas de Oração, e ao mesmo tempo facilitar a leitura e compreensão dos textos do Catecismo), tiraremos deles as REFERÊNCIAS das passagens bíblicas, mas é importante que, AQUELES IRMÃOS NOSSOS QUE PARTICIPAM ATIVAMENTE NOS MINISTÉRIOS DE EVANGELIZAÇÃO OU CATEQUESE, REVISEM SEMPRE EM SEU CATECISMO OS CÂNONES CITADOS, PARA CONHECER O FUNDAMENTO BÍBLICO E ECLESIAL EM QUE SE BASEIAM. (Especialmente os irmãos que trabalham sobre temas de Apologética).

Dado o método especial que seguiremos nas Casinhas de Oração hoje, e devido a nosso propósito eminentemente catequético, deixaremos as perguntas e a participação dos irmãos para depois da leitura dos cânones do Catecismo, que serão mais extensos que de costume…

 

5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

O que nos ensina a fé: Cânones 1 e 2  (Deus nos cria por bondade e nos chama, como filhos, a colaborar com Ele).
Cânones 857 a 862 (A Igreja fundada por Cristo é Apostólica)
.

Cânon 1° Deus, infinitamente Perfeito e Bem-aventurado em si mesmo, em um desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para fazê-lo participar de sua vida bem-aventurada. Eis por que, desde sempre e em todo lugar, está perto do homem. Chama-o e ajuda-o a procurá-lo, a conhecê-lo e a amá-lo com todas as suas forças. Convoca todos os homens, dispersos pelo pecado, para a unidade de sua família, a Igreja. Faz isto por meio do Filho, que enviou como Redentor e Salvador quando os tempos se cumpriram. Nele e por Ele, chama os homens a se tornarem, no Espírito Santo, seus filhos adotivos, e portanto os herdeiros de sua vida bem-aventurada.

Cânon 2° A fim de que este chamado ressoe pela terra inteira, Cristo enviou os apóstolos que escolhera, dando-lhes o mandato de anunciar o Evangelho: “Ide, fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28,19-20). Fortalecidos com esta missão, os apóstolos “saíram a pregar por toda parte, agindo com eles o Senhor, e confirmando a Palavra por meio dos sinais que a acompanhavam” (Mc 16,20).

Canon 857 A Igreja é apostólica por ser fundada sobre os apóstolos, e isto em um tríplice sentido:
- 1°) ela foi e continua sendo construída sobre “o fundamento dos apóstolos” (Ef 2,20), testemunhas escolhidas e enviadas em missão pelo próprio Cristo;
- 2°) ela conserva e transmite, com a ajuda do Espírito que ela habita, o ensinamento, o depósito precioso, as salutares palavras ouvidas da boca dos apóstolos;
- 3°) ela continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos apóstolos até a volta de Cristo… (AG 5): “Pastor eterno, vós não abandonais o rebanho, mas o guardais constantemente pela proteção dos Apóstolos. E assim a Igreja é conduzida pelos mesmos pastores que pusestes à sua frente como representantes de vosso Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso” (Missal Romano, Prefácio dos apóstolos).

858 Jesus é o Enviado do Pai. Desde o início de seu ministério “chamou a si os que quis, e dentre eles escolheu Doze para estarem com ele e para enviá-los a pregar”. A partir daquela hora eles serão os seus “enviados” (é o que significa a palavra grega “apóstolo”). Neles continua a sua própria missão: “Como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21). Seu ministério é, portanto, a continuação de sua própria missão: “Quem vos recebe a mim recebe”, diz ele aos Doze.

859 Jesus associa-os à missão que recebeu do Pai: como “o Filho não pode fazer nada por si mesmo”, mas recebe tudo do Pai que o enviou, assim os que Jesus envia nada podem fazer sem. ele, de quem recebem o mandato de missão e o poder de exercê-lo. Os Apóstolos de Cristo sabem, portanto, que são qualificados por Deus como “ministros de Uma aliança nova”, “ministros de Deus”), “embaixadores de Cristo”, “servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus”.

860 No encargo dos Apóstolos, há um aspecto não-transmissível: serem as testemunhas escolhidas da Ressurreição do Senhor e os fundamentos da Igreja. Mas há também um aspecto permanente de seu ofício. Cristo prometeu-lhes ficar com eles até o fim dos tempos. “Esta missão divina confiada por Cristo aos Apóstolos deverá durar até o fim dos século que o Evangelho que eles devem transmitir é para a Igreja, em todos os tempos, a fonte de toda vida. Por esta razão os apóstolos cuidaram de instituir sucessores.” (LG 20).

861 “Para que a missão a eles confiada fosse continuada após sua morte, (os apóstolos) confiaram a seus cooperadores imediatos, como que por testamento, o múnus de completar e confirmar a obra iniciada por eles, recomendando-lhes que atendessem a todo o rebanho no qual o Espírito Santo os instituíra para apascentar a Igreja de Deus. Constituíram, pois, tais varões e administraram-lhes, depois, a ordenação a fim de que, quando eles morressem outros homens íntegros assumissem seu ministério.” (LG 20; Cfr. São Clemente Romano).

862 “Assim como permanece o múnus que o Senhor concedeu singularmente a Pedro, o primeiro dos apóstolos, a ser transmitido a seus sucessores, da mesma forma permanece todos Apóstolos de apascentar a Igreja, o qual deve ser exercido para sempre pela sagrada ordem dos Bispos.” Eis por que a Igreja ensina que “os bispos, por instituição divina, sucederam aos apóstolos como pastores da Igreja, de sorte quem os ouve, ouve a Cristo, e quem os despreza, despreza aquele por quem Cristo foi enviado”. (LG 20).

Nossa resposta deve ser: Cânones 863 a 865 (Comprometermo-nos com a Missão Apostólica da Igreja) 

863 Toda a Igreja é apostólica na medida em que, por meio dos sucessores de São Pedro e dos apóstolos, permanece em comunhão de fé e de vida com sua origem. Toda a Igreja é apostólica na medida em que é “enviada” ao mundo inteiro; todos os membros da Igreja, ainda que de formas diversas, participam deste envio. “A vocação cristã é também por natureza vocação ao apostolado.” Denomina-se “apostolado” “toda a atividade do Corpo Místico” que tende a “estender o reino de Cristo a toda a terra”. (AA –Decreto Apostoli-cam Actuositatem, sobre o Apostolado dos Leigos. Nº 2 Concilio Vaticano II-).

864 “Sendo Cristo enviado pelo Pai a fonte e a origem de todo apostolado da Igreja”, é evidente que a fecundidade do apostolado, tanto o dos ministros ordenados como o dos leigos, depende de sua união vital com Cristo (Cf. Jo 15,5; AA 4). De acordo com as vocações, os apelos da época e os dons variados do Espírito Santo, o apostolado assume as formas mais diversas. Mas é sempre a caridade, haurida sobretudo na Eucaristia, “que e como que a alma de todo apostolado”. (AA 3).

865 A Igreja é una, santa, católica e apostólica em sua identidade profunda e última, porque é nela que já existe e será consumado no fim dos tempos “o Reino dos céus”, “o Remo de Deus”, que veio na Pessoa de Cristo e cresce misteriosamente no coração dos que lhe são incorporados, até sua plena manifestação escatológica (isto é, até Sua Segunda Vinda). Então todos os homens remidos por ele, tornados nele “santos e imaculados na presença de Deus no Amor”, serão reunidos como o único Povo de Deus, “a Esposa do Cordeiro”, “a Cidade Santa descida do Céu, de junto de Deus, com a Glória de Deus nela”, e “a muralha da cidade tem doze alicerces, sobre os quais estão os nomes dos doze Apóstolos do Cordeiro” (Ap 21,14).

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada uma delas, para permitir a reflexão dos irmãos)

a) Cuido da imagem de Deus que carrego em mim? De que maneira procuro preservar essa imagem? Cuido e procuro preservar essa imagem no meu próximo?
b) Medito com freqüência sobre a RESPONSABILIDADE que tenho, de continuar com a Missão de Cristo? Procuro permanecer unido em todo momento a Ele, para que minhas obras dêem o fruto que Ele espera de mim?
c) Que faço em minha família, em minha comunidade e em meu trabalho, para dar testemunho de minha Fé católica? Procuro ser um verdadeiro exemplo de amabilidade no serviço, e de CARIDADE para com o próximo?
d) Procuro impregnar com os valores do Evangelho os diversos ambientes em que convivo?
e) Estou fazendo tudo o que posso para o serviço de Deus e de Sua Igreja, ou às vezes sinto que poderia e deveria fazer mais …? De que maneira participo na MISSÃO da Igreja? Sinto-me um missionário?

 

4.- Comentários dos irmãos:
Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos.


6.- Refletindo com a Grande Cruzada

(CA 22): “Cada alma tem a sua missão neste mundo; a tua é a do amor, do sacrifício. Tua missão é a de aproximar o mundo da única coisa que poderá salvá-lo: o Meu Coração Eucarístico e o Coração Imaculado de Minha Mãe”.

(CM 12): Quando tiverdes que sair para evangelizar, lede esta passagem e orai com confiança ilimitada. Este é o programa maravilhoso que vos proponho: submersos no amor de Deus, amar a Mim e a Meu Pai; no Espírito Santo, entregar-vos sem reservas ao Pai e a Mim, com total confiança, para perceber a missão de salvar almas.

(CM 8): Cada um deve dizer: consagro-me e me santifico por eles, por todos os cristãos e por todos os homens, para que eles também sejam verdadeiramente santificados e redimidos. O devoto de Nossos Corações não pode ser um renunciante. Se alguma vez se afasta das preocupações e dos deveres mundanos, fá-lo (somente) para poder depois dedicar-se novamente, com um amor mais puro e forte, a serviço dos homens, mesmo na vida pública, segundo suas possibilidades. 

 

7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês:
Durante este mês, praticaremos a virtude da Temperança (Catecismo da Igreja Católica: 1838—1805—1809—1834—2290—2407)

1809 A temperança é a virtude moral que modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos dentro dos limites da honestidade. A pessoa temperante orienta para o bem seus apetites sensíveis, guarda uma santa discrição e “não se deixa levar a seguir as paixões do coração”. A temperança é muitas vezes louvada no Antigo Testamento: “Não te deixes levar por tuas paixões e refreia os teus desejos” (Eclo 18,30). No Novo Testamento, é chamada de “moderação” ou “sobriedade”. Devemos “viver com moderação, justiça e piedade neste mundo” (Tt 2,12).

Esta semana veremos o cânon 2407, que diz textualmente o seguinte:

2407 Em matéria econômica, o respeito à dignidade humana exige a prática da virtude da temperança, para moderar o apego aos bens deste mundo; da virtude da justiça, para preservar os direitos do próximo e lhe dar o que lhe é devido; e da solidariedade, segundo a regra áurea e segundo a liberalidade do Senhor, que “se fez pobre, embora fosse rico, para nos enriquecer com sua pobreza”. (Cf. 2Cor 8,9).

E a Grande Cruzada nos diz a respeito:

CM 93 Não é da coisa, mas do apego à coisa que Eu reclamo, não uma pessoa mas o desmedido apego a essa pessoa. Isto é fazer-se pobre e ao mesmo tempo enriquecer-se cada vez mais.
Pobre homem, criatura Minha que vives no que tens, que miserável te vejo! Enquanto mais coisas tens, mais miserável és, quanto mais apegos tens, mais inútil te fazes para ti mesmo. Meu Querer é que muitas vezes te priva desta coisa ou daquela pessoa que não acrescentaria muito para tua vida espiritual. Quando crerás nisto?

 

9.- Propósito para esta semana:
MEDITAREI SOBRE O PAPEL QUE ESTOU DESEMPENHANDO NA MISSÃO GLOBAL DA IGREJA, E PROCURAREI ME ENVOLVER UM POUCO MAIS NAS ATIVIDADES DE NOSSO APOSTOLADO.

Farei um profundo exame de consciência, revisando meus apegos, e trabalharei neles, procurando conservar em meu coração somente os tesouros do Céu, que são meu verdadeiro tesouro.

 
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