Newsflash

Das mensagens de Fátima: Apelo à Récita Diária do Terço (Irmã Lúcia).
 

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Quem está online

Nós temos 33 visitantes online
ANE Brasil
Caixa Postal 90110
Petrópolis-RJ
25621-970
http://ane-brasil.leiame.net/

Informações em espanhol:
ANE Internacional
Calle 1H No.104 esquina 20
Col. México Norte, C.P. 97128
Mérida, Yucatán, Mexico
http://www.a-n-e.net


Visitantes recentes

Petrópolis, 08 de fevereiro de 2012

Devoções

Sagrados CoraçõesPratique a Devoção aos Corações de Jesus e de Maria, fazendo a Comunhão Reparadora das Primeiras Sextas-feiras e dos Primeiros Sábados de cada mês.
Principal arrow Casinhas de Oração arrow Catequese - Ano A arrow XXVII Domingo do Tempo Comum
XXVII Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   
05 de outubro de 2008

Semana de 5 a 11 de outubro de 2008
“O Reino começa com a Morte e Ressurreição de Cristo”

A PALAVRA DE DEUS
1ª Leitura: Is 5,1-7: “A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel”
Salmo: 79,9 e 12.13s.15s.19s.: “A vinha do Senhor é a casa de Israel”
2ª Leitura: Fl 4,6-9: “O Deus da paz estará convosco”
Evangelho: Mt 21,33-43: “Arrendará a vinha a outros vinhateiros”

1.- Leitura do Evangelho segundo Mateus (Mt 21,33-43)

Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33”Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas, e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro.
34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram.
36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma.
37Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’.
38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e to-mar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram.
40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?”
41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”.
42Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’
43Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.

- Palavra da Salvação!
- Glória a Vós, Senhor!


2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

A passagem do Evangelho que lemos hoje é uma sucessão direta do que vimos na semana passada; quer dizer que transcorre no contexto do mesmo diálogo que Jesus teve com as autoridades do Templo, que haviam questionado sua autoridade, não somente para pregar ali, como também para jogar ao chão as coisas dos mercadores que ali faziam seus negócios.

O incômodo dos sacerdotes e das outras autoridades é evidente, porque Jesus critica seu modo de viver, mas além disso porque a expulsão dos mercadores afeta as gordas comissões que deles recebiam.

A situação é dramática: os dias do Senhor estão contados. Ele sabe muito bem a quê está se expondo, porque já o anunciou a seus discípulos. Já aconteceu sua entrada triunfal em Jerusalém (que festejamos no Domingo de Ramos)... estamos vivendo o desenlace de seus três anos de pregação.

Já veio João e vós não lhe fizestes caso, disse-lhes, e agora lhes adianta, em forma de metáfora, o que farão com Ele. O mais grave do assunto é que eles talvez, sem se dar conta, estão profetizando também o que Deus Pai deveria fazer com eles...

Em seguida reproduzimos a Catequese preparada por nossas irmãzinhas do Instituto “Stella Maris”, por-que nela se faz uma análise exaustiva e profunda sobre esta passagem do Evangelho. Embora esta catequese tenha sido preparada para crianças, consideramos que vale muito a pena que todos meditemos a partir dela hoje.

No Evangelho desta semana Jesus nos ensina, através da parábola dos trabalhadores ingratos e malvados, (também conhecida como a “Parábola dos vinhateiros assassinos”) que nosso modo de viver nem sempre é coerente com a vida que Deus planejou para cada um de nós. Muitas vezes, apesar de nos sentirmos “eleitos”, por pertencer à Igreja Católica, não somos autênticos, e com nossos juízos e pecados podemos estar crucificando de novo a Jesus em nosso coração.

Analisemos este ensinamento para acolher com amor a mensagem pessoal que Jesus quer nos dar:

CARACTERÍSTICAS DO PROPRIETÁRIO: Jesus começa sua parábola falando do proprietário, um homem que havia não somente plantado uma videira, mas também a havia dotado de tudo o que era necessário para que aqueles que ali trabalhassem pudessem obter os frutos e benefícios da colheita.  Usando nossa imaginação intuímos que este proprietário detalhista construiu um belo vinhedo:

  • A vinha estava cercada para que ninguém entrasse para roubar.
  • Havia um lagar onde pisar a uva e extrair o suco, para fazer o vinho.
  • A casa do guarda já estava construída.

Em poucas palavras: havia sido feito quase tudo, faltavam somente os trabalhadores a quem arrendar o terreno; isto é, pessoas que viveriam e se beneficiariam da vindima com o único requisito de que deveriam dar ao dono a parte que lhe correspondia.

Deus é como o proprietário, pois sendo Criador do mundo, é também seu dono, que em sua grande bondade encomendou ao homem a administração de todas as coisas na terra. Na natureza colocou tudo o que era necessário para que vivamos em harmonia e bonança.

No contexto daquela época, Jesus quis dizer que Deus havia encomendado ao povo judeu a propagação do Reino dos Céus e a salvação dos homens pela Misericórdia de Deus.

Como o homem respondeu a esta responsabilidade...? Pelo modo com que Jesus falou aos fariseus e anciãos do povo, diríamos que não estava muito contente com o modo pelo qual haviam manipulado a Lei de Deus para satisfazer seus próprios desejos e ambições.

OS EMPREGADOS ENVIADOS: Os empregados que o dono enviou à vinha representam todos os profetas, aqueles homens escolhidos por Deus para chamar o povo à conversão. Mas todos eles haviam sido maltratados e mortos pelo mesmo povo, cujos chefes diziam cumprir a Lei do Senhor, mas na verdade tinham um coração duro e egoísta. 

Provavelmente os fariseus e os sumos sacerdotes não entendiam esta relação, mas em seus corações sentiam muita raiva de Jesus, pois suas palavras os enfrentavam com uma realidade vergonhosa: eles, assim como os vinhateiros da parábola, queriam matar o Filho de Deus, que reclamava de sua hipocrisia e de sua falta de amor.  De fato, ficavam buscando motivos com os quais acusar a Jesus, para depois poderem se livrar dEle.

Existe alguma possibilidade de que nós façamos o mesmo que esses fariseus?... Lamentavelmente, sim.  Cada vez que Deus nos envia uma mensagem através de uma pessoa (sacerdote, catequista, papai, mamãe, chefe, superior, etc.) e nos irritamos, porque sabemos que está nos pedindo mais amor e conversão, ou mais esforço e dedicação...  Depois, sem razão aparente, escapamos dessa pessoa, ou murmuramos contra ela, ou buscamos uma maneira de não a vermos.

OS VINHATEIROS INGRATOS: Ao falar dos vinhateiros ingratos, Jesus se referia propriamente aos chefes do povo judeu, que não o reconheciam como Filho de Deus. Mas em um contexto atual, também se refere a todos os que, conhecendo a fé em Cristo, servem-se dela segundo sua conveniência. E quando Jesus bate à porta de seu coração para pedir um pouco de amor, não querem abrir para Ele, ou ainda pior, ferem-no, dizendo-lhe que não precisam dEle, ou pecando.

Pensemos um instante em como nos sentiríamos se um dia vamos visitar um amigo muito querido, a quem temos ajudado em momentos difíceis; de repente ele nos abre a porta e não nos trata amavelmente, como se dizendo: “Por que você veio? Não preciso mais de você, já tenho o que queria e agora não me serve mais...”

É certo que nosso coração se partiria em dois… O mesmo acontece com o Coração de Jesus quando o rejeitamos; quando não queremos falar com Ele e só vamos à Missa aos domingos, quase por obrigação, quando pecamos...!

No relato vemos que os vinhateiros queriam se apossar da vinha. Sua avareza os envenenava cada vez mais, e como fruto deste veneno, tornavam-se mais violentos... Tanto, que foram capazes de cometer um crime horroroso: matar o herdeiro da vinha.

O mesmo nos acontece quando nossa consciência reclama por algo mau que fizemos; ou quando não nos arrependemos de coração por nossas faltas, e em conseqüência não as corrigimos. Perdemos a paz!  Sentimo-nos intranqüilos, irritáveis, e essa intranqüilidade se torna tóxica pois, como nossa natureza está em conflito, separamo-nos dos outros: ficamos violentos. Essas são as conseqüências típicas do pecado!

Por que os vinhateiros não queria dar a parte que correspondia ao dono...? Por que agora nós negamos a Deus o que é seu? (isto é, a Honra, o Poder, a Gloria... nossa própria vida...) As razões só podem ser duas:

  • Ou porque nos cremos donos dos dons que Deus nos deu (nossos talentos, capacidades, saúde...)
  • Ou porque os frutos que temos obtido são poucos ou inexistentes, por causa de nossa preguiça, de nosso descuido ou frouxidão, para fazer o melhor uso destes dons, para cultivá-los e multiplicá-los.

O CAMPO: Jesus compara o campo em que está a vinha com o Reino dos Céus, pois diz aos fariseus: “Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos.”

Certamente estas palavras foram como um golpe para todos aqueles chefes do Templo, que se sentiam donos do Reino. O que eles não sabiam, ou não queriam entender, era que o egoísta e o desconfiado não saem bem... De fato, em outra passagem do Evangelho Jesus nos falava de um servo preguiçoso, que não aplicou o único talento que tinha, e quando o dono chegou para lhe pedir contas, tirou esse pouco que tinha e jogou fora (cf. Mt 25,14-29).

“COM CERTEZA MANDARÁ MATAR DE MODO VIOLENTO ESSES PERVERSOS…”

Quando Jesus perguntou o que o proprietário faria com os vinhateiros mal-agradecidos, eles mesmos responderam que os mandaria matar, e que arrendaria a vinha a outros vinhateiros honestos. Que triste que nesse momento não perceberam que falavam de seu próprio futuro! E o que é pior: Jesus mesmo lhes escla-receu que o Reino lhes seria tirado, para ser dado a outros que produzam bons frutos, mas nada disso mu-dou o modo de pensar e de agira deles!

OS FRUTOS: Todos e cada um de nós viemos ao mundo com dons únicos e específicos.  Esta diversidade de dons enriquece nossa Igreja e lhe permite transmitir a Palavra de Deus a nossos irmãos que ainda não a conhecem. Mas quando não os utilizamos, ou os utilizamos para outros fins, então estamos desperdiçando parte dessa riqueza. Estamos tirando de Deus todas as almas a quem Sua Mensagem deixará de chegar, somente porque não cumprimos, COMO DEVÍAMOS, nossa missão.

Qual é essa missão?... É a de construir o Reino de Deus no coração de todos os homens e mulheres de hoje, levando-lhes Sua Palavra e mostrando-lhes, com nosso testemunho e nossa própria vida, que os frutos de viver com Jesus são sempre a Paz, a alegria e a fraternidade.

É verdade que nossa responsabilidade é grande, mas não devemos nos afligir, porque Deus nos dá todas as ferramentas necessárias para que a parte da vinha que nos confiou produza bons frutos! A nós só cabe aproveitá-las!

E o que acontece quando nos esforçamos, mas não vemos imediatamente os frutos...?

Não devemos nos desesperar. Se realmente estamos colocando nosso maior esforço, provavelmente Deus o estará canalizando para dar um fruto maior, que ainda não conseguimos ver, e nos pede que oremos e tenhamos paciência.

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada uma delas, para permitir a reflexão dos irmãos)

a) Tenho sempre presente que “minha vida” pertence na realidade ao “Dono da vinha”, e que só a tenho emprestada em administração por um tempo limitado, cujo objetivo e término desconheço?
b) Ouço a voz dos “empregados” (que, se para o povo judeu foram os profetas, para mim são os sacerdotes, e todas aquelas pessoas das quais o Senhor se serve para me chamar à conversão profunda), ou eu “os mato”, sendo indiferente a seus conselhos e exortações?
c) Reconheço o Filho, mandado pelo Dono da Vinha, como meu Senhor e meu Salvador? Ele é verdadeiramente “meu Senhor”?, isto é, o único senhor de minha vida, ou eu O obrigo a compartilhar seu senhorio com meus gostos ou minhas fraquezas? Como me comporto em relação com o que Ele tem me ensinado? 
d) Tenho consciência de que, ao pecar, assumo a situação de quem matou o filho do proprietário?

 

4.- Comentários dos irmãos:
Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos.


5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

Diz a fé: 597 – 598 - 601 (Os próprios pecadores foram os autores) 542 – 756 

597 Levando em conta a complexidade histórica do processo de Jesus manifestada nos relatos evangélicos, e qualquer que possa ser o pecado pessoal dos atores do processo (Judas, o Sinédrio, Pilatos), conhecido só de Deus, não se pode atribuirá responsabilidade ao conjunto dos judeus de Jerusalém, a despeito dos gritos de uma multidão manipulada e das censuras globais contidas nos apelos à conversão depois de Pentecostes.

O próprio Jesus, ao perdoar na cruz, e Pedro, depois dele, apelaram para a “ignorância” dos judeus de Jerusalém e até dos chefes deles. Menos ainda pode-se, a partir do grito do povo: “Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos” (Mt 27,25), que significa uma fórmula de ratificação, estender a responsabilidade aos outros judeus no espaço e no tempo.

Por isso a Igreja declarou muito oportunamente no Concílio Vaticano II: “Aquilo que se perpetrou em sua Paixão não pode indistintamente ser imputado a todos os judeus que viviam então, nem aos de hoje... Os judeus não devem ser apresentados nem como condenados por Deus nem como amaldiçoados, como se isto decorresse das Sagradas Escrituras”.

598 No magistério de sua fé e no testemunho de seus santos a Igreja nunca esqueceu que “foram os pecadores como tais os autores e como que os instrumentos de todos os sofrimentos por que passou o Divino Redentor”. Levando em conta que nossos pecados atingem o próprio Cristo, a Igreja não hesita em imputar aos cristãos a responsabilidade mais grave no suplício de Jesus, responsabilidade que com excessiva freqüência estes debitaram quase exclusivamente aos judeus.

Devemos considerar como culpados desta falta horrível os que continuam a reincidir em pecados. Já  que são os nossos crimes que arrastaram Nosso Senhor Jesus Cristo ao suplício da cruz, com certe-za os que mergulham nas desordens e no mal “de sua parte crucificam de novo o Filho de Deus e o expõem as injúrias” (Hb 6,6). E é imperioso reconhecer que nosso próprio crime, neste caso é maior do que o dos judeus. Pois estes, como testemunha o Apóstolo, “se tivessem conhecido o Rei da glória, nunca o teriam crucificado” (1Cor 2,8). Nós, porém, fazemos profissão de conhecê-lo. E, quando o negamos por nossos atos, de certo modo levantamos contra Ele nossas mãos homicidas. Os demônios, então, não foram eles que o crucificaram; és tu que com eles o crucificaste e continuas a crucificá-lo, deleitando-te nos vícios e nos pecados. (San Francisco de Assis, Admon. 5,3).

542 Cristo está no centro do congraçamento dos homens na “família de Deus”. Convoca-os junto a si por sua palavra, por seus sinais que manifestam o reino de Deus, pelo envio de seus discípulos. Realizar  a vinda de seu Reino sobretudo pelo grande mistério de sua Páscoa: sua morte na Cruz e sua Ressurreição. “E eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim” (Jo 12,32). A esta união com Cristo são chamados todos os homens.

756 “Com freqüência a Igreja é também chamada de construção de Deus. O próprio Senhor comparou-se à pedra que os construtores rejeitaram e se tornou a pedra angular (Mt 21,42 par.; At 4,11; 1 Pd 2,7; Sl 118,22). Sobre este fundamento a Igreja é construída pelos apóstolos, e dele recebe firmeza e coesão. Essa construção recebe vários nomes: casa de Deus (1 Tm 3,15) na qual habita sua família, morada de Deus no Espírito, tenda de Deus entre os homens e principalmente templo santo, que, representado pelos santuários de pedra, é louvado pelos santos Padres e, não sem razão, comparado na Liturgia com a Cidade santa, a nova Jerusalém. Pois nela somos, nesta terra, como as pedras vivas que entram na construção. E João con-templa esta cidade santa que, na renovação do mundo, desce do céu, de junto de Deus, adornada como uma esposa enfeitada para seu esposo (Ap 21,1-2). (Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen Gentium,)

Nossa resposta: 1692 – 1696 - 521 (A vida em Cristo)

1692 O Símbolo da fé professou a grandeza dos dons de Deus ao homem na obra de sua criação e, mais ainda, pela redenção e santificação. O que a fé confessa os sacramentos comunicam: pelos “sacramentos que os fizeram renascer”, os cristãos se tornaram “filhos de Deus” (1Jo 3,1), “participantes da natureza divina” (Pd 1,4). Reconhecendo na fé sua nova dignidade, os cristãos são chamados a levar a partir de então uma “vida digna do Evangelho de Cristo”. Pelos sacramentos e pela oração, recebem a graça de Cristo e os dons de seu Espírito, que os tomam capazes disso.

1696 O caminho de Cristo “conduz à vida”, um caminho contrário “leva à perdição”. A parábola evangélica dos dois caminhos está sempre presente na catequese da Igreja. Significa a importância das decisões morais para nossa salvação. “Há dois caminhos, um da vida e outro da morte; mas entre os dois há grande diferença”.

521 Tudo o que Cristo viveu foi para que pudéssemos vivê-lo nele e para que Ele o vivesse em nos. “Por sua Encarnação, o Filho de Deus, de certo modo, se uniu a todo homem.” Nós somos chamados a ser uma só coisa com Ele; Ele nos faz partilhar (comungar), como membros de seu corpo, de tudo o que (Ele), por nós e como nosso modelo, viveu em sua carne:

Devemos continuar e realizar em nós os estados e os mistérios de Jesus, e pedir-lhe muitas vezes que os complete e realize em nós e em toda a sua Igreja... Pois o Filho de Deus deseja conceder uma certa participação, e fazer como que uma extensão e continuação de seus mistérios em nós e em toda a sua Igreja, pelas graças que quer comunicar-nos, e pelos efeitos que quer operar em nós por esses mistérios. Por estes meios quer realizá-los em nós. (São João Eudes).

6.- Refletindo com a Grande Cruzada

CM 68 Fui vítima do mundo, vítima seria também hoje, se novamente fosse enviado ao mundo. Hoje como ontem, o homem mata os que são seus salvadores e se não os mata violentamente, sabe matá-los lentamente, clinicamente, mas não menos culpavelmente que antes.    

 

7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês:
Durante este mês, praticaremos a virtude da Temperança (Catecismo da Igreja Católica: 1838—1805—1809—1834—2290—2407)

1809 A temperança é a virtude moral que modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos dentro dos limites da honestidade. A pessoa temperante orienta para o bem seus apetites sensíveis, guarda uma santa discrição e “não se deixa levar a seguir as paixões do coração”. A temperança é muitas vezes louvada no Antigo Testamento: “Não te deixes levar por tuas paixões e refreia os teus desejos” (Eclo 18,30). No Novo Testamento, é chamada de “moderação” ou “sobriedade”. Devemos “viver com moderação, justiça e piedade neste mundo” (Tt 2,12).

Esta semana veremos o cânon 1838, que diz textualmente o seguinte:

1838 A temperança modera a atração dos prazeres sensíveis e procura o equilíbrio no uso dos bens criados.

E a Grande Cruzada nos diz a respeito:

CS 81 Atendei a Minhas coisas, buscai o Meu Reino e Sua justiça, que Eu não deixarei de prover vossos filhos do que necessitem e vós vos salvareis e conseguireis aquele tesouro de felicidade eterna que ninguém vos poderá tirar... Usai dos bens temporais somente para conservar a vida, no breve prazo de tempo que deveis viver. Meditai sem cessar que estais aqui como passageiros, mas encarregados de uma incumbência muito importante: vossa salvação e a salvação de vossos irmãos.

 

9.- Propósito para esta semana:
EXPLICAREI A ALGUÉM ESTA PARÁBOLA, À LUZ DO QUE TIVER CONSEGUIDO CAPTAR DURANTE A SANTA MISSA, A REUNIÃO DE MINHA CASINHA DE ORAÇÃO, E O QUE AGORA POSSO REFLETIR E APRENDER, PARA APLICAR À MINHA VIDA E À VIDA DE MINHA FAMÍLIA.

Fixarei em minha mente e em meu coração o Cristo crucificado, para ajudar-me a deixar de lado meus apegos e meus prazeres, e procurarei imitá-lo com todas as minhas forças na pobreza em espírito.

 
Apostolado da Nova Evangelização 2008
 
 
< Anterior   Próximo >

Casinhas de Oração

Os grupos de oração e evangelização do ANE são chamados Casinhas de Oração. Se você tem o Guia das Casinhas de Oração e toda semana faz a reunião seguindo nossas Catequeses, por favor, entre em contato e registre sua Casinha!
Joomla Templates by Joomlashack