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Semana de 24 a 30 de agosto de 2008 “A fé de Pedro, fundamento e centro de comunhão da Igreja” A PALAVRA DE DEUS 1ª Leitura: Is 22,19-23: “Eu o farei levar aos ombros a chave da casa de Davi” Salmo: 137,1-2a.2bc-3.6.8bc: “Ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Completai em mim a obra começada!” 2ª Leitura: Rm 11,33-36: “Tudo é dele, por ele, e para ele.” Evangelho: Mt 16,13-20: “Tu és Pedro... e Eu te darei as chaves do Reino dos Céus”
1.- Leitura do Evangelho segundo Mateus (Mt 16,13-20)Naquele tempo, 13Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? 14Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. 15Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? 16Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! 17Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. 18E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. 20Depois, ordenou aos seus discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Cristo. - Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor! 2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:
Nota.- Devido a estar em viagem, o senhor Diretor Geral pediu-nos que, esta semana, transcrevamos as reflexões de alguns sites católicos amigos. Damos cumprimento a seu encargo, tomando a reflexão e o nexo entre as leituras de Catholic.net. Autor: P. Sergio A. Córdova LC. O Evangelho de hoje apresenta-nos precisamente esta verdade fundamental de nossa fé, sobre a qual baseiam-se nossas certezas e seguranças sobrenaturais: Jesus Cristo fundou realmente sua Igreja e colocou Pedro e seus sucessores como pedra angular da mesma! – Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e o poder do inferno não a derrotará. E Eu te darei as chaves do Reino dos Céus. Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. É isto que dá força e solidez à nossa fé e por isto é que nos proclamamos, com santo orgulho, ―católicos, apostólicos romanos! Este é um ponto fundamental que tristemente negam os irmãos separados, que se autodenominam - cristãos – e que, dizendo claramente, abandonaram a fé católica para passar às diversas denominações protestantes. No Papa nós católicos temos um ponto firme e seguro de nossa fé porque Jesus Cristo quis edificar a sua Igreja sobre Pedro e seus sucessores. Em seus ensinamentos e em seu Magistério pontifício encontramos uma rocha irremovível frente às ondas de confusão doutrinal que hoje em dia proliferam em toda parte, sobretudo em todas essas seitas que querem devastar e enganar os fiéis católicos. No Papa, nos Bispos e nos sacerdotes fiéis - isto é, em todos aqueles que reconhecem a autoridade do Romano Pontífice, seguem seu Magistério e transmitem seus ensinamentos – encontramos o próprio Cristo, Bom Pastor, que guia suas ovelhas às pastagens do céu. Ouçamos sua voz, sigamos suas pegadas, imitemos seu exemplo de amor, de santidade e de entrega incondicional para o bem de todos os homens, nossos irmãos. Que este seja hoje o nosso compromisso de viver, defender e proclamar nossa fé católica, em obediência ao Papa e aos nossos pastores e, se Deus permitir, também pedir-lhe a graça de morrer por ela, como fizeram um dia os primeiros cristãos e todos os nossos mártires. Que Deus assim nos conceda e desde agora proclamemos nossa fé com nossas obras. Nexo entre as leituras Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo. A confissão de Pedro no Evangelho concentra nossa atenção neste domingo. Pedro menciona duas verdades fundamentais: o messianismo e a divindidade de Jesus Cristo. Ou seja, Ele é o Messias, o que devia vir para salvar o povo, o ungido do Senhor; e Ele é o Filho de Deus. Jesus se dirige a seus apóstolos e pergunta-lhes: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? Os apóstolos respondem, sem grande compromisso, o que a gente pensava de Jesus: uns diziam que era João Batista, outros Jeremias ou algum dos profetas. Com efeito, Jesus já havia realizado vários milagres e havia feito várias pregações, sua fama começava a espalhar-se. Contudo, Jesus deseja saber qual é o pensamento dos seus homens: E vós, quem dizeis quue sou? A pergunta toca a própria essência da relação entre Jesus e seus discípulos. Desta resposta depende o significado de suas vidas. Desta resposta depende o sentido do sacrifício que haviam feito ao deixarem seus bens e seguirem o Mestre. Portanto, não era uma resposta fácil e superficial. Havia que meditar antes de falar. Por isto devemos agradecer a Pedro por sua resposta. Ela orienta todas as respostas que oferecemos à identidade de Jesus. Devemos agradecer sobretudo ao Pai do céu, que revela a Pedro a identidade de seu Filho. Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo. Jesus é o Messias, isto é, aquele que Deus ungiu com o Espírito Santo para realizar a missão da salvação dos homens e sua reconciliação com Deus. Jesus é aquele que vem instaurar o Reino de Deus. O esperado pelas nações. Jesus Cristo é o Filho de Deus vivo: Neste caso, a palavra Filho de Deus não tem somente um sentido impróprio em que se sublinha uma filiação adotiva, mas um sentido próprio. Isto é, aqui Pedro reconhece o caráter transcendente da filiação divina; por isso Jesus afirma solenemente: não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. Não se equivoca Paulo ao dizer, depois de uma longa meditação sobre o mistério da salvação, que os planos divinos são inefáveis: que abismo de generosidade, de sabedoria e de conhecimento de Deus (2ª. Leitura). Efetivamente, quando se contempla o plano de salvação e se compreende, até onde possível, que Deus se encarnou por amor ao homem, só resta prorromper em um canto de louvor e em uma disponibilidade total ao plano divino. Assim, após a sua confissão, Pedro recebe o primado: Será a pedra da Igreja, possuirá as chaves dos céus. 3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada uma delas, para permitir a reflexão dos irmãos) a) E eu, quem digo - E SINTO - que é Jesus? b) Como demonstro diariamente o que sinto por Ele? c) Que tipo de “pedra” eu sou para os outros? de edificação, de tropeço, ou no sapato? uma pedra da calçada? 4.- Comentários dos irmãos: Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos. 5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica
Diz a fé: 881 – 882 - 883 (constiuiu-o pastor de todo o rebanho) 881. Foi só de Simão, a quem deu o nome de Pedro, que o Senhor fez a pedra da sua Igreja. Confiou-lhe as chaves desta (405) e instituiu-o pastor de todo o rebanho (406). «Mas o múnus de ligar e desligar, que foi dado a Pedro, também foi dado, sem dúvida alguma, ao colégio dos Apóstolos unidos ao seu chefe» (407). Este múnus pastoral de Pedro e dos outros apóstolos pertence aos fundamentos da Igreja e é continuado pelos bispos sob o primado do Papa. 882. O Papa, bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, «é princípio perpétuo e visível, e fundamento da unidade que liga, entre si, tanto os bispos como a multidão dos fiéis» (408). Com efeito, em virtude do seu cargo de vigário de Cristo e pastor de toda a Igreja, o pontífice romano tem sobre a mesma Igreja um poder pleno, supremo e universal, que pode sempre livremente exercer» (409). 883. «O colégio ou corpo episcopal não tem autoridade a não ser em união com o pontífice romano [...] como sua cabeça». Como tal, este colégio é «também sujeito do poder supremo e pleno sobre toda a Igreja, poder que, no entanto, só pode ser exercido com o consentimento do pontífice romano» (410). Nossa resposta: 2040 - 159 – 797 (Um verdadeiro espírito filial com relação à Igreja) 2040. Assim, pode desenvolver-se entre os cristãos um verdadeiro espírito filial em relação à Igreja. Esse espírito é a expansão normal da graça baptismal, que nos gerou no seio da Igreja e nos tornou membros do corpo de Cristo. Na sua solicitude maternal, a Igreja concede-nos a misericórdia de Deus, que supera todos os nossos pecados e age especialmente através do sacramento da Reconciliação. Como mãe solícita, administra-nos também, na sua liturgia, diariamente, o alimento da Palavra e da Eucaristia do Senhor. 159. Fé e ciência. «Muito embora a fé esteja acima da razão, nunca pode haver verdadeiro desacordo entre ambas: o mesmo Deus, que revela os mistérios e comunica a fé, também acendeu no espírito humano a luz da razão. E Deus não pode negar-Se a Si próprio, nem a verdade pode jamais contradizer a verdade» (30). «É por isso que a busca metódica, em todos os domínios do saber, se for conduzida de modo verdadeiramente científico e segundo as normas da moral, jamais estará em oposição à fé: as realidades profanas e as da fé encontram a sua origem num só e mesmo Deus. Mais ainda: aquele que se esforça, com perseverança e humildade, por penetrar no segredo das coisas, é como que conduzido pela mão de Deus, que sustenta todos os seres e faz que eles sejam o que são, mesmo que não tenha consciência disso» (31). 797. «O que o nosso espírito, quer dizer, a nossa alma, é para os nossos membros, o Espírito Santo é-o para os membros de Cristo, para o Corpo de Cristo, que é a Igreja» (248). «É ao Espírito de Cristo, como a um princípio oculto, que se deve atribuir o facto de todas as partes do Corpo estarem unidas, tanto entre si como com a Cabeça suprema, pois Ele está todo na Cabeça, todo no Corpo, todo em cada um dos seus membros» (249). É o Espírito Santo que faz da Igreja «o templo do Deus vivo» (2 Cor 6, 16) (250): «De facto, foi à própria Igreja que o dom de Deus foi confiado [...]. Nela foi depositada a comunhão com Cristo, isto é, o Espírito Santo, arras da incorruptibilidade, confirmação da nossa fé e escada da nossa ascensão para Deus [...]. Porque onde está a Igreja, aí está também o Espírito de Deus; e onde está o Espírito de Deus, aí está a Igreja e toda a graça» (251).
6.- Refletindo com a Grande Cruzada CS 141 O querido Pedro havia acreditado em Minha Divindade como as crianças crêem em sua mãe, isto é, sem discernimento, pela intensidade do sentimento e pela pouca compreensão. Por isso Pedro logo voltou a me ver como homem, a me amar da maneira simples que provém da intensa amizade. Mas depois chegou a ser animado defensor de minha Divindade. 7.- Comentários finais: Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado. 8.- Virtude do mês: Durante este mês, praticaremos a virtude da Prudência (Catecismo da Igreja Católica: 1806—1835—1906—1805—1787—788) 1806 A prudência é a virtude que dispõe a razão prática a discernir, em qualquer circunstância, nosso verdadeiro bem e a escolher os meios adequados para realizá-lo. “O homem sagaz discerne os seus passos” (Pr 14, 15). “Sede prudentes e sóbrios para entregardes às orações” (1Pd 4, 7). A prudência é a “regra certa da ação”, escreve São Tomás (Suma Teológica 2-2 47,2), citando Aristóteles. Não se confunde com a timidez ou o medo, nem com a duplicidade ou dissimulação. Esta semana veremos o cânon 1787, que diz textualmente o seguinte: 1787 Por vezes, o homem vê-se confrontado com situações que tornam o juízo moral menos seguro e a decisão difícil. Mas deve procurar sempre o que é justo e bom e discernir a vontade de Deus expressa na lei divina. E a Grande Cruzada nos diz a respeito: CM 2 Jamais vou ordenar-te alguma coisa; guio-te, falo-te através de outras pessoas, mostro-te as coisas boas e más, porém és tu que deves decidir. Eu proponho, tu tens liberdade de escolher. O homem deve se preocupar em viver o momento presente, em todos seus detalhes, com retidão. Não se angustiar tanto pelo momento que há de vir porque não sabes como, nem quando virá, nem sequer se chegará. 9.- Propósito para esta semana: Esta semana farei com que o Senhor participe mais de meus dias (falando com Ele com freqüência), e participarei mais dos Seus (lendo o Evangelho em família). Se a experiência me for enriquecedora, buscarei convertê-la em hábito. Vigiarei com atenção, para que minhas decisões sejam sempre conformes ao que nos ensina o Senhor através de sua Palavra. Apostolado da Nova Evangelização 2008 |