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Das mensagens de Fátima: Apelo à Récita Diária do Terço (Irmã Lúcia).
 

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

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Devoções

Sagrados CoraçõesPratique a Devoção aos Corações de Jesus e de Maria, fazendo a Comunhão Reparadora das Primeiras Sextas-feiras e dos Primeiros Sábados de cada mês.
XIX Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   
10 de agosto de 2008

Semana de 10 a 16 de agosto de 2008
“A “pouca fé” e as hesitações do coração”

A PALAVRA DE DEUS
1ª Leitura: 1Rs 19,9a.11-13a: “Permanece sobre o monte diante do Senhor”
Salmo: 84,9ab-10.11s.13s.: “Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!”
2ª Leitura: Rm 9,1-5: “Eu desejaria ser segregado em favor de meus irmãos”
Evangelho: Mt 14,22-33: “Manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”

1.- Leitura do Evangelho segundo Mateus (Mt 14,22-33)

Depois da multiplicação dos pães, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho.
24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário.
25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo.
27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”
28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”.
29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!”
31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?”
32Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. 33Os que estavam no barco prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”

- Palavra da Salvação!
- Glória a Vós, Senhor!


2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

A passagem que acabamos de ler vem diretamente depois do que vimos na semana passada (o da multiplicação dos pães e dois peixes, a partir dos quais comeram, até saciar-se, mais de oito mil pessoas. –- Essa é a cifra que se pode calcular, conservadoramente, dos que comeram, tendo em conta que somente os homens, sem contar mulheres e crianças, chegavam a cinco mil — E os Apóstolos ainda recolheram as sobras até encher doze cestos!, dizia-nos o Evangelho da semana anterior...)

É imediatamente depois de realizar aquele milagre que Jesus manda a seus discípulos que vão adiante dele na barca, rumo a Genesaré, enquanto Ele ficava para despedir as multidões...

O início desta mesma passagem é narrado em termos muito similares no Evangelho de São Marcos (Mc 6,45-52), embora ele omita deliberadamente a experiência de Pedro. Tampouco no Evangelho de São João nos é dito algo a respeito, mas ele nos esclarece que Jesus fugia das multidões porque, depois da multiplicação dos pães, queriam torná-lo Rei à força. (cf. Jo 6,14-20).

A versão da Bíblia Ave Maria nos diz que o Senhor “obrigou seus discípulos a entrar na barca”... Outras versões dizem que os “forçou”, ou que “mandou... que entrassem na barca”...

Mas todos os textos manifestam ou sugerem, embora em diferentes medidas, que o Senhor teve que “mandar e fazer-se obedecer”; é que certamente seus Apóstolos insistiram com Ele, seja em esperarem juntos ou em ficarem, ao menos alguns deles, com Ele para depois acompanhá-lo para se reunirem com os outros.

Mas Ele queria estar sozinho, e assim poder rezar...! Recordemos que teve que adiar este momento de solidão e oração desde que soube da morte do Batista, para atender às multidões... Agora se dirigirá para o alto do monte (o que não só vem a reforçar a idéia de “solidão”, com nos indica a busca de “elevação”, a busca de uma especial disposição espiritual, de parte de Jesus) para encontrar-se com o Pai...

E aqui está justamente o primeiro grande ensinamento desta passagem: a oração comunitária é muito importante, MAS NÃO É SUFICIENTE! É preciso encontrar-se a sós com Deus, para se poder ter uma relação íntima com Ele.

Este assunto não é de menor importância: quem não desenvolve uma relação personalíssima e íntima com Deus corre o sério risco de cultivar uma fé somente externa, sempre mediada pelos outros, sempre sujeita à presença de outros e, portanto, pouco autêntica... Uma espécie de “Fé para inglês ver”, muito similar à que professavam os fariseus, e conseqüentemente muito perigosa para a alma, por todas a suas implicações...

“Este povo me glorifica com os lábios, mas o coração está longe de mim e a sua reverência para comigo não passa de mandamento humano, de coisa aprendida por rotina...” disse o Senhor pela boca de Isaías. (Is 29,13).

Por outro lado, basta apenas recordar que no momento de nos apresentarmos diante de Deus, quando nos chamar para deixar este mundo, estaremos sozinhos com Ele... O que Lhe diremos então...? Como seremos capazes de Lhe falar, se nunca ou em muito poucas ocasiões tivermos nos dirigido a Ele a sós, se não deixamos que seja “nosso coração” que Lhe fale e honre, além de nossos lábios...?

Não sabemos quanto tempo Jesus ficou em comunicação íntima com Seu Pai, mas deve ter sido bastante, desde o entardecer e talvez por toda a noite...

Os textos originais de Mateus e Marcos nos dizem que quando o Senhor chegou à barca “era a quarta vigília”, isto é, a última – entre as três e as seis da manhã, para sermos precisos. Segundo o sistema romano de medir o tempo, a noite se dividia em quatro períodos ou vigílias, de três horas cada uma, começando às seis da tarde.

De fato, a edição Pastoral da Bíblia nos diz que Jesus chegou à barca “entre as três e as seis da madrugada...” Esta idéia da prolongada oração de Jesus fica clara se prestamos atenção ao que nos diz Mateus: que a barca estava “já a boa distância da margem”, e que “o vento era contrário.” Avançar muito, com o vento contrário, sempre custa esforço e tempo. Um tempo em que eles remavam e Jesus orava.

Quando Jesus se aproxima da barca, os discípulos já estavam bastante nervosos pela tormenta e pelas ondas, de modo que se entende o motivo pelo qual o pânico caiu sobre eles a ponto de crerem que se tratava de um fantasma...

Então vem a grande aventura de Pedro, uma das mais polêmicas quanto a sua interpretação, ao longo da história da Igreja... Há quem comece por questionar o fato de que tenha colocado uma condição para Jesus, para que cresse que era Ele mesmo; há quem destaque sua valentia e outros que ressaltem sua falta de fé...

Em todo caso, vemos novamente um Pedro profundamente humano, e esse deve ser um estímulo para todos nós, em busca da santidade.

A catequese escrita para as crianças esta semana analisa com detalhe este assunto, através da pena de nossa mãe fundadora. Recomendamos sua leitura aqui somente dizemos que Pedro se animou: saiu da barca e caminhou uns passos, até que sentiu dúvidas... E então encontrou o braço forte de Jesus.

Nas Sagradas Escrituras o mar representa este mundo, turbulento, confuso, ruidoso; açoitado pelas paixões humanas, pelos problemas e os ataques diretos do inimigo... a barca simboliza por sua vez o coração do crente e a comunidade, isto é, a Igreja, que se agita meio desse agitado mundo, enquanto avança em direção ao porto seguro, que é Deus... a Pátria Celestial.

No capítulo 8 de seu Evangelho, Mateus já nos contou quem em uma ocasião havia acontecido algo semelhante aos Apóstolos, embora com certas características diferentes (Mt 8,23-27): também haviam enfrentado uma tormenta no meio do mar, mas o Senhor ia na barca, junto deles... Ele dormia e eles se assustaram, acordaram-no e Lhe pediram ajuda. Jesus se levantou, repreendeu os ventos e o mar, sobreveio a calma e os discípulos ficaram maravilhados, perguntando-se: “Quem é este homem a quem até os ventos e o mar obedecem?”

Agora Jesus não está, e passam várias horas lutando contra a tormenta, no que talvez tenha sido uma verdadeira agonia... Mais de um se terá perguntado sobre o sentido último de sua vida... que haviam deixado tudo para seguir a Jesus e agora Ele nem sequer estava perto, e eles se encontravam quase a ponto de naufragar e sucumbir!

Era uma verdadeira contradição que muitos deles, conhecedores do mar, pescadores de ofício, viessem a terminar seus dias desse triste modo. E o mais curioso, havia sido Jesus mesmo quem os obrigou a embarcar...

Os dois acontecimentos, relacionados, nos falam de duros momentos de prova para os amigos do Senhor... Em nenhum dos dois casos os discípulos haviam feito algo errado... Em um deles, Jesus estava a seu lado, quando ainda eram muito novos na fé; no outro, Ele os havia enviado, mas já estavam mais maduros, já haviam passado um tempo junto dEle, de maneira que a prova foi mais dura: era de noite, Jesus não esta-va com eles, passaram várias horas de angústia, mas de repente Ele aparece, caminhando sobre as águas, e diferentemente da primeira vez, não precisou repreender a natureza: bastou que subisse à barca para que a tempestade terminasse... Então já não se perguntarão “Quem é esse homem”, mas Lhe dirão: “Verdadeiramente tu és o Filho de Deus!”

No Evangelho segundo São João, Jesus nem sequer chegou a subir à barca, pois textualmente nos diz o Apóstolo: “Quiseram recebê-lo na barca, mas pouco depois a barca chegou ao seu destino.” (Jo 6,21).

O mesmo deve nos acontecer, e nisto temos que ir já amadurecendo com nossas interpretações; deve importar pouco a exatidão entre uma versão e a outra, pois o que interessa é a precisão da mensagem. dis-semos que a Igreja (a barca) se move através de um mundo convulsionado (o mar), enquanto avança para seu porto seguro (que é Deus)...

Nesse sentido, que Jesus suba à barca, ou que esta toque a terra quando Ele aparece, vem a ser exatamente o mesmo: a mensagem é uma só e é precisa: a comunidade dos Apóstolos foi provada em sua fé, e então constataram que, apesar de todos os seus conhecimentos e habilidades humanos, enquanto iam sozinhos, estavam a ponto de perecer, mas quando se encontraram com Jesus, voltou para eles a calma, a segurança, a Paz....

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada uma delas, para permitir a reflexão dos irmãos)
a) Com quanta freqüência faço como Jesus e me retiro para rezar na solidão e no silêncio?
b) Quando o Senhor me chama, confio plenamente ou, como Pedro, “penso melhor” e faço o que me dá na cabeça?
c) Estou decidido a sair da barca (de minha comodidade e segurança) para seguir o Senhor, ou perderei sempre a “grande aventura” de caminhar sobre as águas, junto com o Filho de Deus?
d) Tenho consciência de que somente estando com Jesus posso viver em paz, apesar das mais duras provas?

 

4.- Comentários dos irmãos:
Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos.


5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

Diz a fé: 2567 (A fé no Evangelho se apresenta no diálogo com Jesus)

2567 Deus é o primeiro a chamar o homem. Ainda que o homem esqueça seu Criador ou se esconda longe de sua Face, ainda que corra atrás de seus ídolos ou acuse a divindade de tê-lo abandonado, o Deus vivo e verdadeiro chama incessantemente cada pessoa ao encontro misterioso da oração. Essa atitude de amor fiel vem sempre em primeiro lugar na oração; a atitude do homem é sempre resposta a esse amor fiel. A medida que Deus se revela e revela o homem a si mesmo, a oração aparece como um recíproco apelo, um drama de Aliança. Por meio das palavras e dos atos, esse drama envolve o coração e se revela através de toda a história da salvação.

Nossa resposta: 2725 (A oração é um combate)

2725 A oração é um dom da graça e uma resposta decidida de nossa parte. Supõe sempre um esforço. Os grandes orantes da Antiga Aliança antes de Cristo, como também a Mãe de Deus e os santos com Ele, nos ensinam: a oração é um combate. Contra quem? Contra nós mesmos e contra os embustes do Tentador, que tudo faz para desviar o homem da oração, da união com seu Deus. Reza-se como se vive, porque se vive como se reza. Se não quisermos habitualmente agir segundo o Espírito de Cristo, também não poderemos habitualmente rezar em seu Nome. O “combate espiritual” da vida nova do cristão é inseparável do combate da oração.


6.- Refletindo com a Grande Cruzada

CA 163 Tu quiseras que Eu caminhasse sobre as águas, como um fantasma, como fiz com Meus incrédulos Apóstolos, quando depois, Pedro, havendo-Me reconhecido como o Mestre, se lançou à água. (...) Deveria ser somente um Deus sentado sobre um trono de Glória? Tu Me encontras no Céu e não na terra, na alegria e na dor, na profundidade do oceano e no furacão, na paz e na guerra. Sou sempre Eu, Aquele que É! 

 

7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês:
Durante este mês, praticaremos a virtude da Prudência (Catecismo da Igreja Católica: 1806—1835—1906—1805—1787—788)

1806 A prudência é a virtude que dispõe a razão prática a discernir, em qualquer circunstância, nosso verdadeiro bem e a escolher os meios adequados para realizá-lo. “O homem sagaz discerne os seus passos” (Pr 14, 15). “Sede prudentes e sóbrios para entregardes às orações” (1Pd 4, 7). A prudência é a “regra certa da ação”, escreve São Tomás (Suma Teológica 2-2 47,2), citando Aristóteles. Não se confunde com a timidez ou o medo, nem com a duplicidade ou dissimulação.

É chamada “auriga virtutum” (“cocheiro”, isto é “portadora das virtudes”), porque, conduz as outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida. E a prudência que guia imediatamente o juízo da consciência. O homem prudente decide e ordena sua conduta seguindo este juízo. Graças a esta virtude, aplicamos sem erro os princípios morais aos casos particulares e superamos as dúvidas sobre o bem a praticar e o mal a evitar.

Esta semana veremos o cânon 1906, que diz textualmente o seguinte:

1906 Por bem comum é preciso entender “o conjunto daquelas condições da vida social que permitem aos grupos e a cada um de seus membros atingirem de maneira mais completa e desembaraçadamente a própria perfeição.” (GS 26, 1; Cf. GS 74, 1). O bem comum interessa à vida de todos. Exige a prudência da par-te de cada um e mais ainda da parte dos que exercem a autoridade (...).

E a Grande Cruzada nos diz a respeito:

CA 178 Portanto, instruí, ensinai... Falai, fazei algo, não tenhais medo. Deus está convosco se estais com Deus. O amor não dá lugar ao temor. Logo, a caridade operante não se reduz a pregar o Amor, tem que fazer deste amor algo vivo, ativo. Poder-se-á resistir à palavra, mas não se resistirá ao exemplo que é sempre contagioso. Guerra ao próprio egoísmo, à própria comodidade individual. Saber dividir em dois o pão, mesmo que seja pequeno e mesmo que seja um só. Abrir generosamente os braços ao irmão, e são tantos os irmãos necessitados... Não é difícil a nenhuma alma de boa vontade entender que somente o retorno a Deus pode vos salvar da destruição.

 

9.- Propósito para esta semana:
IDENTIFICAREI AS COMODIDADES OU TEMORES QUE ME IMPEDEM DE ME ENTREGAR MAIS PLENAMENTE À MISSÃO QUE O SENHOR ME CONFIA. PEDIREI A ELE QUE AUMENTE MINHA FÉ E MINHA DOAÇÃO.

Prestarei especial atenção à maneira em que posso contribuir melhor para o bem comum, tanto em minha família, como em minha comunidade, minha casinha de oração ou meu ministério, vendo a possibilidade de esforçar-me mais pelo bem de todos.

 
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