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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

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XVIII Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   
03 de agosto de 2008

Semana de 3 a 9 de agosto de 2008
“A “pouca fé” e os dons de Deus”

A PALAVRA DE DEUS
1ª Leitura: Is 55,1-3: “Apressai-vos e comei”
Salmo: 144, 8s.15s.17s.: “Vós abris a vossa mão e saciais os vossos filhos”
2ª Leitura: Rm 8,35.37-39: “Nenhuma criatura poderá nos separar do amor de Deus manifestado em Cristo”
Evangelho: Mt 14,13-21: “Todos comeram e ficaram satisfeitos”

1.- Leitura do Evangelho segundo Mateus (Mt 14,13-21)

Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé.
14Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes.
15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!”
16Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!”
17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”.
18Jesus disse: “Trazei-os aqui”.
19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida, partiu os pães e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões.
20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

- Palavra da Salvação!
- Glória a Vós, Senhor!


2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

Apesar de nossa esperança na Misericórdia de Deus, e de nossa fé na Justiça Divina, a morte de alguém sempre será motivo de pena e luto; será causa de uma dor humanamente difícil de superar, tanto mais quanto mais querido, próximo ou bom seja para nós aquele que se foi, ou quanto mais “injusta” nos pareça sua morte.

Jesus-homem recebeu uma péssima notícia! Nos versículos anteriores à passagem que acabamos de ler, Mateus nos conta que os discípulos de João Batista chegaram até onde Ele estava, para lhe contar que Herodes tinha mandado degolar o Profeta, e que acabavam de enterrá-lo.

As circunstâncias que rodearam o assassinato de João Batista tornavam sua morte ainda mais inaceitável, pois nelas se juntavam as paixões, a manipulação, a soberba e outros tantos males. Recordemos que João havia sido aprisionado principalmente porque criticava frente a frente o rei Herodes por ter tomado como sua mulher Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe, e agora a filha dela, Salomé, foi quem, manipulada por sua mãe, pediu a cabeça do Batista, em meio de uma bebedeira, de danças e desregramentos...

Agora nosso Senhor busca um lugar afastado e tranqüilo para estar sozinho, certamente para rezar e meditar, para fazer uma parada nessa agitada vida de missão e, quem sabe, em sua condição humana, chorar o seu primo morto. Mas não pode fazê-lo, pois as multidões o seguem... mais, elas se adiantam! Ao chegar a seu destino em uma barca, vê que já há uma grande multidão esperando por Ele, entre homens, mulheres e crianças.

Provavelmente nessas ou em circunstâncias semelhantes, qualquer um de nós veria a forma mais amável de se desculpar, se é que não mandaria logo seus discípulos à frente com a ordem: “Digam-lhes que no momento não estou disponível!”

Mas não foi isso o que fez o Nazareno... Deixou que os pobres, doentes e desconsolados se aproximassem dEle: escutou-os, aconselhou-os, curou-os... Logo o sol se poria e Ele continuava atendendo-os, apesar de seu próprio cansaço e de sua dor. Então virá, por assim dizer, outra “má notícia”... seus discípulos O fazem notar que já está anoitecendo, que estão em um lugar despovoado e não há de onde tirar comida para alimentar a tantas pessoas.

Junto com o problema, os apóstolos – muito eficientes – lhe apresentam uma possível solução: dizem, em outras palavras, que os mande embora para que vão às aldeias próximas e se virem como puderem. Mas ao Senhor, compassivo, essa não parece ser a melhor idéia. “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” – responderá, colocando-os, certamente, à beira do desespero...

A réplica não tardará em se fazer escutar, e os discípulos têm um excelente argumento: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes.” Dessa maneira, todas as condições foram dadas para que se produza o grande Milagre. Jesus lhes diz: “Trazei-os aqui.”

Mas o verdadeiro milagre começou quando Jesus se dispôs a escutar, atender, curar e animar a toda essa gente, apesar das difíceis circunstâncias pessoais pelas quais Ele mesmo estava humanamente atravessando... quando uma vez mais ensinou aos seus discípulos, com seu exemplo, que Ele não tinha vindo para ser servido, mas para servir.

O Senhor reforçou este ensinamento ao lhes dizer com autoridade: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!”... Nada nos fatos teria mudado se lhes tivesse dito “Não se preocupem, eu me encarrego disso”, mas ao mandar que eles o fizessem, estava transmitindo a eles que essa é a maneira de “fazer Igreja”: Alimentem, atendam, sirvam...! comecem a ser verdadeiros padres e pastores para este povo que vou lhes confiar...

Mas há mais um detalhe importante nesta passagem, que deve ser ensinamento especial para nós: se os Apóstolos não tivessem recorrido a Jesus, nada poderiam ter resolvido por seus próprios meios a partir dos cinco pães e dois peixes que tinham. Era, pois, necessário entregar tudo ao Senhor e pedir que Ele agisse! A lição é concluída com o “misterioso” fato de que sobraram doze cestos (um para cada apóstolo)...

Dessa maneira, o fato que o Evangelho nos a hoje não só é a prefiguração da Eucaristia, isto é, a antecipação que representa a entrega de Jesus mesmo como Verdadeiro Pão da Vida, para nos alimentar em abundancia, como também é uma prefiguração da MISSÃO APOSTÓLICA E EUCARÍSTICA DA IGREJA: é uma antecipação da “multiplicação do Amor de Deus, através da entrega de si mesmo e da colaboração decidida do homem com o Plano Divino.”

O milagre começou, na verdade, quando todo esse “povo”, quando essa multidão, antes dispersa, começou a se reunir ao redor de seu Pastor, quando começou a se tornar “comunidade”, reunida ao redor da Palavra, e que agora se fortaleceria ao compartilhar também o pão...

Em nenhum lugar da Bíblia está dito, mas é possível que este tenha sido um dos milagres que Jesus mais gostou de realizar... De fato, é o que mais tem realizado, através da história. Parece que ele gostaria de receber os “cinco pães e dois peixes” que cada um de nós tem para Lhe oferecer, e coloca-los a serviço de toda Sua Igreja, da Humanidade toda...

Por isso nos encontramos, através dos séculos, com histórias como a de Francisco de Assis, do Santo Cura d’Ars, de São Martinho de Porres ou de Madre Teresa de Calcutá... De pessoas que mesmo sendo pobres ou limitadas material, intelectual ou fisicamente, fizeram por Cristo, com Ele e nEle, maravilhosas obras na edificação do Reino.

E não precisamos olhar fora de nosso Apostolado para constatar que é assim que Deus age... Quantas coisas o Senhor está fazendo através dos pães e peixes que humildemente colocam a seu serviço muitos de nossos irmãos, começando por nossos padres fundadores!

Vejamos, por exemplo, os dez Centros de Assistência Social do Apostolado da Nova Evangelização (CASANES) que hoje alimentam material e espiritualmente a tantas pessoas em diversos países; vejamos como a Palavra de Deus chega aos presídios, aos asilos e hospitais, às pessoas que mais precisam de Deus e de Seu Amor, através de quem se coloca ao serviço do Senhor e da Igreja por meio desta Obra.

A Palavra do Senhor é sempre um chamado direto e pessoal a cada um dos que a escutam. Os ensinamentos que hoje o Evangelho nos traz devem nos convidar a meditar muito profundamente sobre o Plano de Salvação de Deus e sobre o destino para o qual fomos criados... Sobre nossa vocação e nossa missão; e sobre o modo que estamos respondendo a elas... Sobre os talentos, as graças, os dons e recursos que Deus imerecidamente nos tem concedido e sobre o uso e destino que estamos dando a eles... Sobre aquilo que Jesus está esperando de cada um de nós e, muitas vezes, com diferentes desculpas, não queremos dar...

Oremos pedindo que, com a Misericórdia de Deus, com a Luz e a Força do Espírito Santo, possamos dar esse pequeno grande passo!

 

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada uma delas, para permitir a reflexão dos irmãos)
a) Jesus provê alimento em abundância. Confio todas as minhas necessidades à providência do Senhor?
b) Em que consistem meus cinco pães e meus dois peixes? O que é TUDO O QUE TENHO, para colocar ao serviço de Deus e dos outros? Com quanto disso estou ficando, ou quanto está sendo desperdiçado?
c) Tenho consciência de que, na verdade, é o Senhor que faz com que meus esforços dêem fruto?
d) Consigo perceber o alimento que os Sacramentos oferecem à minha alma? Por que não sou mais santo?
e) Sinto verdadeiramente que a Eucaristia é o alimento que o Senhor me concede diariamente? Faço meu maior esforço para recebê-lo também diariamente?

 

4.- Comentários dos irmãos:
Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos.


5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

Diz a fé: 1335 1404 – 1405 (O Senhor vem em sua Eucaristia) 1397

1335 O milagre da multiplicação dos pães, quando o Senhor proferiu a bênção, partiu e distribuiu os pães a seus discípulos para alimentar a multidão, prefigura a superabundância deste único pão de sua Eucaristia...

1404 A Igreja sabe que, desde agora, o Senhor vem em sua Eucaristia, e que ali Ele está, no meio de nós. Contudo, esta presença é velada. Por isso, celebramos a Eucaristia “expectantes beatam spem et adventum Salvatoris nostri Jesu Christi - aguardando a bem-aventurada esperança e a vinda de nosso Salvador Jesus Cristo”, pedindo “saciar-nos eternamente da vossa glória, quando enxugardes toda lágrima dos nossos olhos. Então, contemplando-vos como sois, seremos para sempre semelhantes a vós e cantaremos sem cessar os vossos louvores, por Cristo, Senhor nosso” (Missal Romano, oração eucarística Nº 3,128: oração pelos defuntos).

1405 Desta grande esperança, a dos céus novos e da terra nova nos quais habitará a justiça, não temos penhor mais seguro, sinal mais manifesto do que a Eucaristia. Com efeito, toda vez que é celebrado este mistério, “opera-se a obra da nossa redenção” e nós “partimos um mesmo pão, que é remédio de imortalidade, antídoto não para a morte, mas para a vida eterna em Jesus Cristo”. (Santo Inácio de Antioquia, Ef 20,2).

1397 A Eucaristia compromete com os pobres. Para receber na verdade o Corpo e o Sangue de Cristo entregues por nós, devemos reconhecer o Cristo nos mais pobres, seus irmãos: (cf. Mt 25,40):

Degustaste o Sangue do Senhor e não reconheces sequer o teu irmão. Desonras esta própria mesa, não julgando digno de compartilhar do teu alimento aquele que foi julgado digno de participar desta mesa. Deus te libertou de todos os teus pecados e te convidou para esta mesa. E tu, nem mesmo assim, te tornaste mais misericordioso. (São João Crisóstomo, homilia 27,5 sobre a primeira carta aos Coríntios: PG 61, 230).

Nossa resposta:1385 – 1386 (Participar da Eucaristia)

1385 Para responder a este convite, devemos preparar-nos para este momento tão grande e tão santo. São Paulo exorta a um exame de consciência: “Todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignadamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Por conseguinte que cada um examine a si mesmo antes de comer desse pão e beber desse cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo, come e bebe a própria condenação” (1 Cor 11,27-29). Quem está consciente de um pecado grave deve receber o sacramento da reconciliação antes de receber a comunhão.

1386 Diante da grandeza deste sacramento, o fiel só pode repetir humildemente e com fé ardente a palavra do Centurião: “Domine, non sum dignus ut mires sub tectum meum sed tantum dic verbo et sanabitur anima mea - Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo”. E na divina liturgia de São João Crisóstomo os fiéis oram no mesmo espírito:

Da vossa ceia mística fazei-me participar hoje, ó Filho de Deus. Pois não revelarei o Mistério aos vossos inimigos, nem vos darei o beijo de Judas. Mas, como o ladrão, clamo a vós: Lembrai-vos de mim, Senhor, no vosso reino. (Liturgia bizantina. Anáfora de São João Crisóstomo).


6.- Refletindo com a Grande Cruzada

CA 162 Segui o rastro de Meu Precioso Sangue, derramado por vossa liberdade; caminhai sempre sob a Luz do Espírito Santo, voltai a ser crianças para que Minha Mãe seja vossa Mãe. Quero-vos em total santificação, aumentai cada vez mais vossos pequenos corações, não os reduzais com as dúvidas e o egoísmo. Se amais com pureza e sinceridade, aprendei a multiplicar cada vez mais para que possais repartir vosso amor em Meu Nome. Fazei como vosso Mestre que multiplicou pães e peixes para toda a humanidade, até a Eter-nidade. Lembrai, filhos Meus, que o amor é infinito, não tem peso nem medida.

Ajudai-Me a salvar almas, que Minha barca ainda está vazia. Nela há o melhor vinho, que é o Meu Sangue, e o melhor manjar, que é o Meu Corpo, para saciar a sede e a fome de todos os Meus filhos... Não Me deixeis sozinho, ajudai-Me a beber todos estes cálices de amargura que tenho diante de Mim. Despertai, filhos Meus, desta pesada letargia de indecisão, permanecei velando e preparados para o Grande Combate.

 

7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês:
Durante este mês de julho, praticaremos a virtude da Prudência (Catecismo da Igreja Católica: 1806—1835—1906—1805—1787—788)

1806 A prudência é a virtude que dispõe a razão prática a discernir, em qualquer circunstância, nosso verda-deiro bem e a escolher os meios adequados para realizá-lo. “O homem sagaz discerne os seus passos” (Pr 14, 15). “Sede prudentes e sóbrios para entregardes às orações” (1Pd 4, 7). A prudência é a “regra certa da ação”, escreve São Tomás (Suma Teológica 2-2 47,2), citando Aristóteles. Não se confunde com a timidez ou o medo, nem com a duplicidade ou dissimulação.

É chamada “auriga virtutum” (“cocheiro”, isto é “portadora das virtudes”), porque, conduz as outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida. E a prudência que guia imediatamente o juízo da consciência. O homem prudente decide e ordena sua conduta seguindo este juízo. Graças a esta virtude, aplicamos sem erro os princípios morais aos casos particulares e superamos as dúvidas sobre o bem a praticar e o mal a evitar.

Esta semana veremos o cânon 1835, que diz textualmente o seguinte:

1835 A prudência dispõe a razão prática a discernir, em qualquer circunstância, nosso verdadeiro bem e a escolher os meios adequados para realizá-lo.

E a Grande Cruzada nos diz a respeito:

CS 80 Digo estas coisas hoje, quando o afã pela matéria se generalizou tanto que os valores do espírito caíram no esquecimento e desprezo. Digo estas coisas para aprovar o santo desprezo que os cristãos têm das coisas materiais, já que por esse desprezo eles podem chegar a apreciar realmente todos os dons que Eu vos faço como prêmio da confiança que têm em Mim. E quero que tu, chefe de família, infundas no coração e na mente daqueles que te confiei, um particular apego à Minha Providência, da qual sempre obtendes benefícios.
Sejam prudentes tuas palavras, a fim de consolidar esses santos pensamentos em torno de cada um de vós e a este propósito Me será grato que abandoneis a consideração (e as palavras) sobre as injustiças humanas que vos privam do que vos cabe.

 

9.- Propósito para esta semana:
O MAIS QUE PUDER, BUSCAREI RECEBER O SENHOR TODOS OS DIAS DESTA SEMANA, CONSCIENTE DE QUE, AO FAZÊ-LO, ESTOU RECEBENDO TAMBÉM SUA DIVINDADE.

Farei esforços para mostrar a mim mesmo o valor do silêncio e da escuta, a fim de ganhar em prudência. Procurarei fazer com que minha voz esteja orientada para trazer a paz, o bem-estar e a compreensão em todo momento.

 
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