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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 28 de agosto de 2008
XV Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

Semana de 13 a 19 de julho de 2008
“Se o semeador semeia e a semente é fecunda, por que não há fruto?”

A PALAVRA DE DEUS
1ª Leitura: Is 55, 10-11: “A chuva faz germinar a terra”
Salmo: 64, 10.10-11.12-13: “A semente caiu em terra boa e deu fruto”
2ª Leitura: Rm 8, 18-23: “A criação está esperando ansiosamente o momento de se revelarem os filhos de Deus”
Evangelho: Mt 13, 1-23: “O semeador saiu para semear”

1.- Leitura do Evangelho segundo Mateus (Mt 13, 1-23)

1Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galiléia.
2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso, Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia.
3E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. 4Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram.
5Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz.
7Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas.
8Outras sementes, porém, caí­ram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9Quem tem ouvidos, ouça!”
10Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que falas ao povo em parábolas?”
11Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. 12Pois à pessoa que tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem será tirado até o pouco que tem.
13É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não vêem, e ouvindo, eles não escutam nem compreendem. 14Desse modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. 15Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’.
16Felizes sois vós, porque vossos olhos vêem e vossos ouvidos ouvem. 17Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram.
18Ouvi, portanto, a parábola do semeador: 19Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho.
20A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; 21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento; quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo.
22A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto.
23A semente que caiu em terra boa é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”.

- Palavra da Salvação!
- Glória a Vós, Senhor!


2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

O texto do Evangelho que acabamos de ler não necessita de maior explicação sobre as circunstâncias nas quais o fato teve lugar, exceto por um pequeno detalhe: ele começa dizendo “Naquele dia...”

No capítulo anterior, Mateus nos diz que os fariseus haviam acusado a Jesus de expulsar os demônios com o poder de Belzebu, e que depois que o Senhor lhes respondeu, colocando-os em seu lugar, eles lhe pediram um sinal milagroso, para lhes confirmar que Deus realmente estava com Ele... Então lhes disse que o único sinal que teriam era o do profeta Jonas, referindo-se ao fato de que ressuscitará ao terceiro dia depois de morte; mas é claro que ninguém o compreendeu naquele momento...

Hoje, Mateus nos diz que o fato narrado nesta passagem aconteceu naquele mesmo dia... Provavelmente, com isto ele nos convide a pensar no “tipo de terreno”, tão pouco fértil, que era o coração dos fariseus, dos escribas e dos mestres da Lei...

Agora nos deteremos brevemente a explicar o que são as parábolas; Jesus usou abundantemente essa forma de expressão, porque ao transmitir seus ensinamentos de maneira oral, e de maneira geral à gente simples, era muito conveniente utilizá-lo.

Parábola é a “narração de um fato suposto, do qual se deduz, por comparação, ou semelhança, uma verdade importante ou um ensinamento moral.”

Procurando esclarecer mais este conceito, podemos dizer que as parábolas são uma forma de expres-são, isto é, um método ou uma maneira especial de transmitir as idéias, que consiste na utilização de uma história inventada ou imaginária, mas que poderia perfeitamente ter acontecido, e que permite, a quem a escuta, tirar um ensinamento ou comparar essa história com o que acontece a ele mesmo, pois ao final se consegue que o leitor ou ouvinte descubra que a conclusão se aplica muito bem a suas próprias preocupações.

Assim como as fábulas, as parábolas costumam narrar uma ação simples, singular e concreta, sem detalhes estranhos nem circunstâncias que levem à distração; mas diferentemente delas e das alegorias, as pa-rábolas não contêm elementos mágicos, fantásticos ou fantasiosos, mas pelo contrário se encaixam nas atividades da vida diária, e narram fatos ou observações que poderiam perfeitamente ser reais, ou pelo menos possíveis de acontecer.

O propósito essencial das parábolas é o de “ilustrar”, isto é, o de lançar luz para esclarecer um tema pro-fundo de ordem espiritual, servindo-se de circunstâncias ou situações fáceis de imaginar, de entender, e portanto de recordar.

A parábola é, justamente, uma das formas mais simples da narrativa. Nela se cria um ambiente, descre-ve-se uma ação e se relatam seus resultados.

Freqüentemente (embora a parábola do Semeador, que lemos hoje, não seja deste tipo), também se envolve um personagem, que se encontra diante de um conflito moral, ou realiza uma ação questionável, para depois sofrer as conseqüências negativas das escolhas erradas – ou, pelo contrário, para desfrutar dos prêmios que correspondem às decisões corretas. Assim é o caso de muitas das parábolas narradas por Jesus, como a do filho pródigo, a do último lugar no banquete, a dos vi-nhateiros assassinos, a de Lázaro e do rico epulão, etc.

Ao ensinar em parábolas, aqueles que ouviam Jesus com o coração bem disposto aprendiam facilmente, pois com elas não somente despertava seu interesse imediato, como além disso prendia sua atenção e os ajudava a gravar definitivamente, na mente e no coração , a verdade espiritual que desejava lhes transmitir.

Além disso, o método das parábolas permitia ao Senhor evitar a condenação antecipada por parte de seus inimigos, ao lhes impedir de usar argumentos concretos para acusá-lo.

Como vimos na passagem do Evangelho de hoje, e em muitos outros, depois de ensinar o povo em parábolas, nosso Senhor continuava ensinando os discípulos em particular, de maneira mais direta e com maior profundidade do que lhe era possível fazer com o povo. Assim os formava para depois encarregá-los de divulgar essas verdades.

Como agora é nosso bom Jesus Quem se encarrega de nos explicar a Parábola do Semeador com detalhe, não vamos tentar esclarecê-la; mas é importante que estejamos sempre atentos quando formos ouvir a Palavra de Deus, pensando que tipo de “terreno” seremos:

Seremos como o caminho, se não prestamos a devida atenção, porque muitas vezes achamos que “já sabemos essa passagem”, e perdemos aquele ensinamento específico que o Senhor talvez quisesse nos mostrar agora com Sua Palavra.

Seremos como o terreno pedregoso se as dificuldades depois nos impedirem de fazer o que Deus nos pede. Seremos como os espinhos quando a tentação nos vencer e nos levar a não cumprir o que o Senhor nos recomenda.

Seremos terreno fértil, enfim, se meditamos com freqüência a Palavra de Deus e em oração lhe rogar-mos que nos dê a Luz e a Fortaleza para perseverar em seu fiel seguimento... Não há o que mais dizer a respeito.

No entanto, há uma frase neste Evangelho que desejamos analisar, dado que poderia nos levar à confusão: é o que o Senhor disse, que “à pessoa que tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem será tirado até o pouco que tem”. Se não se observa esta frase em seu devido contexto, facilmente se poderia pensar que Deus não é justo e equitativo, ou que não é bom... Mas é necessário entender que aqui Jesus está nos falando especificamente da Graça, e em particular da que é necessária para compreender as Verdades do Reino.

Sabemos que a vida na graça é indispensável para alcançar a salvação, e que pelos dons que Deus deu a todos, todos temos a possibilidade de viver em Comunhão Perfeita com Ele:

Temos a razão (para discernir o que está bem e o que não está bem), a liberdade (para poder optar en-tre fazer esse bem ou esse mal) e a vontade (para nos orientar sempre para a prática do bem)...

Mas quem voluntariamente se afasta de Deus e de Sua Graça, é claro que perderá os dons que o Senhor lhe concedeu originalmente: nublar-se-á a razão, e buscará justificar-se no mau caminho; condicionará sua liberdade, por causa do pecado; e irá perdendo gradualmente a força de sua vontade, ao não utilizá-la quando se encontrar em situações de tentação.

Quem se encontra nessa situação, está, como diz hoje o Senhor, com a “consciência endurecida”, e portanto seus olhos não querem ver, seus ouvidos não querem ouvir nem seu coração compreender... Aqui nos diz Jesus: se o fizessem – isto é, se viessem, se escutassem se compreendessem, eles se converteriam e eu os curaria. Mas, e se não querem fazer isso? E se não queremos...? Deus respeita a liberdade do ser humano até o inconcebível, pois é nessa liberdade que somos feitos “à imagem de Deus...”

Assim vemos que, longe de ser uma injustiça do Senhor que àquele tem seja dado mais e ao que não tem lhe seja tirado, é um de seus supremos atos de Justiça... É assim que Ele faz justiça, com o uso que fazemos de nossa liberdade; premiando-nos com mais graças quando fazemos bom uso daquelas que Ele deu a todos nós.

Finalmente, Jesus nos diz: “Felizes sois vós, porque vossos olhos vêem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram”.

O que podemos então dizer, ainda mais neste Apostolado, que não nasceu como a imensa maioria dos movimentos eclesiais “por inspiração”, mas “por revelação”, como bem diz e repete nosso querido Padre Álvaro...?

O que dizer das riquezas que o Senhor nos tem dado para aprender e fazer; das graças e maravilhas que nos tem permitido ver...? Só nos resta recordar, com santo temor, que a quem mais foi dado, mais con-tas lhe serão pedidas... Que Deus seja Misericordioso e nos acompanhe a cada instante!

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada uma delas, para permitir a reflexão dos irmãos)
a) A Palavra de Deus é para mim uma semente que dá fruto, ou é simplesmente um conjunto de “palavras sábias” sem eco em minha vida?
b) O que estou fazendo diariamente para viver mais de acordo com o Evangelho? Eu o estudo? Medito? Faço propósitos concretos de conversão a partir de sua leitura? Rezo pedindo ao Senhor sua Luz e Força?
c) “A quem tem será dado ainda mais, e a quem não tem será tirado até o pouco que tem” Quanto eu recebi? Quanto aproveitei? Tenho ou não tenho? Dou ou não dou?
d) Que tipo de terreno meu coração é para a semente da Palavra de Deus? Poderia adubá-lo um pouco mais? Como?
e) Quais são as “pedras”, os “espinhos”, ou os “pássaros” que matam a semente da Palavra de Deus em minha vida?


4.- Comentários dos irmãos:
Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos.


5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

Diz a fé: 104 (Cristo, Palavra única da Sagrada Escritura) 108 (A fé cristã é a religião da Palavra)

104 Na Sagrada Escritura, a Igreja encontra incessantemente seu alimento e sua força, pois nela não acolhe somente uma palavra humana, mas o que ela é realmente: a Palavra de Deus “Com efeito, nos Livros Sagrados o Pai que está nos céus vem carinhosamente ao encontro de seus filhos e com eles fala”. (DV 21).

108 Todavia, a fé cristã não é uma “religião do Livro”. O Cristianismo é a religião da “Palavra” de Deus, “não de uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo” (São Bernardo, hom. miss. 4, 11). Para que as Escrituras não permaneçam letra morta, é preciso que Cristo, Palavra eterna de Deus vivo, pelo Espírito Santo nos “abra o espírito à compreensão das Escrituras”. (Lc 24,45).

Nossa resposta: 1724; 2654 (Fecundidade da Palavra divina)

1724 O Decálogo, o Sermão da Montanha e a catequese apostólica nos descrevem os caminhos que levam ao Reino dos Céus. Neles nos engajamos, passo a passo, pelas ações de todos os dias, sustentados pela graça do Espírito Santo. Fecundados pela Palavra de Cristo, daremos, aos poucos, frutos na Igreja para a glória de Deus. (cf. a parábola do semeador: Mt 13,3-23). 
Os Padres espirituais, parafraseando Mt 7,7, resumem assim as disposições do coração alimentado pela Palavra de Deus na oração: “Procurai pela leitura, e encontrareis meditando; batei orando, e vos será aberto pela contemplação”.  


6.- Refletindo com a Grande Cruzada

CM 104 Eu ofereci aos Meus discípulos como último legado de amor Minha paz... Não desejo outra coisa agora, a não ser que mantenhas aberto o fio de tua fé e recebas Minha paz. Não entendes agora? Já compreenderás... Aprofunda-te nesta reflexão. (...)
É tempo propício para todos, chegou o momento em que Meus eleitos podem Me dar as alegrias que espero. Minha doutrina é santa, Meu jugo é suave, Meu amor merece vossas atenções. Não vades longe de vosso posto, buscando vibrações espirituais, mas trateis de que, ao vosso redor, haja eco às Minhas Palavras. captai-as, tomai posse delas e difundi-as como onda benéfica e segura. Sede um plácido mar sem tempestades e, se houverem, que suas ondas se dirijam ao Porto de Minha Salvação, ao farol luminoso de Minha Cruz. Conservai em vossos corações Minhas Palavras, porque são semente, divina, que dará fruto...

 

7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês:
Durante este mês de julho, praticaremos a virtude da (Catecismo da Igreja Católica, cânones: 1666 – 2609 – 2690 – 2087 – 2088 – 2089)

A fé é a virtude teologal pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos disse e revelou, e que a Santa Igreja nos propõe, porque Ele é a própria verdade. Pela fé ‘o homem se entrega inteira e livremente a Deus’ (DV 5). Por isso o crente se esforça por conhecer e fazer a vontade de Deus. ‘O justo viverá pela fé (Rom 1,17). A fé viva ‘age pela caridade’.

Esta semana veremos o cânon 2609, que diz textualmente o seguinte:

2609 O coração assim decidido a se converter aprende a orar na fé. A fé é uma adesão filial a Deus, acima daquilo que sentimos e compreendemos. Tomou-se possível porque o Filho bem-amado nos abre as portas para o Pai. Este pode pedir-nos que “procuremos” e “batamos”, uma vez que Ele mesmo é a porta e o caminho. (cf. Mt 7,7-11.13-14).

E a Grande Cruzada nos diz a respeito:

CA 139 Este mundo quer ver um Deus vivo, tem fome de Mim, mas o demônio vos ensinou a ver tudo numa tela, e hoje já não alimentais a vossa fé com a oração, hoje as almas precisam ver, tocar, participar. (...)
Peço-vos que não percais o entusiasmo pelos vossos trabalhos.
É duro este caminho, e muito duras as provas, isso é certo. No entanto, não podeis imaginar sequer a inigualável beleza da vossa recompensa. E até boa parte dela vos darei na vida terrena para vos animar.

 

9.- Propósito para esta semana:
SÓ ESTA SEMANA, ANOTAREI OS FRUTOS QUE MINHA CONVERSÃO DÊ EM FAVOR DE MINHA FAMÍLIA E MINHA PEQUENA COMUNIDADE, NÃO PARA ME GABAR DISSO, MAS PARA VER O QUANTO ME FALTA AINDA FAZER...

Procurarei conseguir que minha família deixe uma hora de televisão para fazermos oração em família.

 
Apostolado da Nova Evangelização 2008

 

 
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