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Semana de 18 a 24 de maio de 2008 “Deus é o amor infinito no Pai, no Filho e no Espírito Santo” A PALAVRA DE DEUS 1ª Leitura: Ex 34,4b-6.8-9: “Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente” Salmo Dn 3,52.53.54.55.56: “A vós louvor, honra e glória eternamente!” 2ª Leitura: 2Cor 13,11-13: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito San-to” Evangelho: Jo 3,16-18: “Deus enviou seu Filho ao mundo para que o mundo seja salvo por ele”
1.- Leitura do Evangelho segundo João (Jo 20,19-23) 16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. - Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor! 2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:
O Evangelho que lemos hoje está emoldurado em uma conversa que Jesus tem com Nicodemos, o fariseu que tinha ido visitá-lo de noite, provavelmente para não ser visto publicamente com Ele, e não ser depois criticado por seus pares. Ao finalizar este ensinamento, Jesus o ensinará com amor: “Aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus...”, dizendo-lhe, em outras palavras: “se não estás fazendo o mal, por que te escondes...?” Durante esta conversa, nosso Senhor manifestou a Nicodemos o mistério da Santíssima Trindade de Deus, como faria depois com seus Apóstolos, na Última Ceia... (Ler em casa e meditar o Evangelho segundo São João, Capítulos 14 al 17). Voltando novamente a esta passagem, que serve de contexto ao que Jesus nos diz hoje, certamente to-dos recordaremos que o Senhor disse a Nicodemos que é necessário “nascer de novo, da água e do Espírito, para entrar no reino de Deus” (cf. Jo 3,1-7), mas talvez alguns de nós não tenhamos prestado a devida atenção ao fato de que, neste mesmo discurso, Jesus fala a seu amigo fariseu no plural, dizendo-lhe: “Em verdade, em verdade te digo: dizemos o que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas não recebeis o nosso testemunho. Se vos tenho falado das coisas terrenas e não me credes, como crereis se vos falar das celestiais? Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu...” (Jo 3,11-13) É claro que Jesus está se referindo a Si mesmo e à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade; fala no plural assim como quando Deus (Pai) disse “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança...” (Gn 1,26). No entanto, recordaremos também que – como o Papa Virgílio fazia notar no século VI, “os cristãos são batizados ‘no nome’ do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e não ‘nos nomes’ deles (cf. Profissão de fé do Papa Virgílio em 552: DS 415)... Trata-se, pois, de Três Pessoas mas de um só Deus. A Igreja nos ensina que “o mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da vida cristã”, e que, como tal, constitui a fonte de todos os outros mistérios, e por sua vez que é a luz que os ilumina (cf. CIC 234) O mesmo cânon de nosso Catecismo acrescenta depois que: “Toda a história da salvação não é senão a história da via e dos meios pelos quais o Deus verdadeiro e Único, Pai, Filho e Espírito Santo, se revela, reconcilia consigo e une a si os homens que se afastam do pecado”. Estas afirmações nos colocam diante de um verdadeiro e grave dilema, na medida em que, sendo absolutamente sinceros, para a maioria dos católicos – e entre eles mesmo para os mais “comprometidos” – o mistério da Santíssima Trindade dificilmente passe de um “dogma” que se deve “sustentar”, embora não se saiba muito bem nem o que é isso que se sustenta, nem por que se deve fazer isso, nem que importância pode ter em nossa vida espiritual. E tudo isto apesar dos inumeráveis teólogos que, em dois mil anos de vida da Igreja, têm desprendido um colossal esforço, primeiro para a compreensão e depois para a explicação sobre o mistério trinitário de Deus, chegando a níveis cada vez mais altos de abstração e precisão; mas – como afirmam alguns críticos – às vezes convertendo este mistério (cuja raiz está na Revelação viva de Deus ao longo da história da salvação) em um assunto reservado somente para “doutores” e especialistas. Tão importante é o Mistério da Santíssima Trindade, que não somente se constitui em motivo de crítica para os cristãos por parte dos fiéis das outras religiões monoteístas (judeus e muçulmanos), mas também serviu de justificativa (ou pretexto) para a separação de nossos irmãos Ortodoxos da obediência ao Romano Pontífice (pelo velho dilema da “procedência” do Espírito Santo: ele procede também do Filho?). Por outro lado, talvez pelo fato de que o Mistério da Santíssima Trindade seja uma verdade incompreensível, e por isso mesmo “secundária” na vida espiritual e nas práticas piedosas – para uma grande parte dos crentes de hoje –, seja um dos motivos pelos quais, segundo dados oficiais da Igreja, somente um entre cada dez católicos participe ativamente da vida eclesial. Todos recordaremos a história de Santo Agostinho, que chegou à conclusão de que, assim como um pequeno buraco na areia da praia não pode conter toda a água do mar, da mesma forma um cérebro limitado não pode conter todo o Mistério de Deus, Uno e Trino... No entanto, convém ao espírito meditar sobre esta insondável maravilha de Deus, pois será de significativo proveito para nosso crescimento em COMUNHÃO com nossos irmãos: "Que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste" (Jo 17,21). “Olhai com bondade a oferenda da vossa Igreja, reconhecei o sacrifício que nos reconcilia convosco e concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito” Oração Eucarística III. 3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada uma delas, para permitir a reflexão dos irmãos) a) Jesus veio ao mundo para me salvar. Como vivo a nova vida que Ele me concedeu? b) Creio em Cristo em todos os momentos de minha vida? Mesmo nas adversidades? c) Que sacrifícios ofereço a Deus para compensar o Sacrifício Eterno de seu Filho por mim? Procuro amar a Deus, e ensinar a alguém a amá-lo, na medida em que Ele me ama? 4.- Comentários dos irmãos: Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos.
5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica
Diz-nos a fé: 232 al 237 (A fé se cimenta na Trindade) 236 Os Padres da Igreja distinguem entre a "Theologia" e a "Oikonomia", designando com o primeiro termo o mistério da vida íntima do Deus-Trindade e com o segundo todas as obras de Deus por meio das quais ele se revela e comunica sua vida. E mediante a "Oikonomia" que nos é revelada a "Theologia"; mas, inversamente, é a "Theologia" que ilumina toda a "Oikonomia". As obras de Deus revelam quem Ele é em si mesmo e, inversamente, o mistério de seu Ser íntimo ilumina a compreensão de todas as suas obras. Acontece o mesmo, analogicamente, entre as pessoas humanas. A pessoa mostra-se em seu agir e, quanto melhor conhecermos uma pessoa, tanto melhor compreenderemos seu agir. 237 A Trindade é um mistério de fé no sentido estrito, um dos "mistérios escondidos em Deus que não podem ser conhecidos se não forem revelados do alto". (Cc. Vaticano I, Const. dogm. Dei Filius, c. 4: DS 3015). Sem dúvida, Deus deixou vestígios de seu ser trinitário em sua obra de Criação e em sua Revelação ao longo do Antigo Testamento. Mas a intimidade de seu Ser como Santíssima Trindade constitui um mistério inacessível à pura razão e até mesmo à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo. Nossa resposta: 189 A primeira "profissão de fé" é feita por ocasião do Batismo. O "símbolo da fé" é inicialmente o símbolo batismal. Uma vez que o Batismo é dado "em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19), as verdades de fé professadas por ocasião do Batismo estão articuladas segundo sua referência às três pessoas da Santíssima Trindade. 260 O fim último de toda a Economia divina é a entrada das criaturas na unidade perfeita da Santíssima Trindade. Mas desde já somos chamados a ser habitados pela Santíssima Trindade: "Se alguém me ama - diz o Senhor -, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará e viremos a ele, e faremos nele a nossa morada" (Jo 14,23): “Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente para firmar-me em Vós, imóvel e pacifica, como se a minha alma já estivesse na eternidade: que nada consiga perturbar a minha paz nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável, mas que cada minuto me leve mais longe na profundidade do vosso Mistério! Pacificai a minha alma! Fazei dela o vosso céu, vossa amada morada e o lugar do vosso repouso. Que nela eu nunca vos deixe só, mas que eu esteja aí, toda inteira, completamente vigilante na minha fé, toda adorante, toda entregue à vossa ação criadora. (Oração da Beata Elisabeth da Trindade).
261 O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Só Deus no-lo pode dar a conhecer, revelando-se como Pai, Filho e Espírito Santo. 954 Os três estados da Igreja. "Até que o Senhor venha em Sua majestade e, com ele, todos os anjos e, tendo sido destruída a morte, todas as coisas lhe forem sujeitas, alguns dentre os seus discípulos peregrinam na terra; outros, terminada esta vida, são purificados; enquanto outros são glorificados, vendo claramente o próprio Deus trino e uno, assim como é': Todos, porém, em grau e modo diverso, participamos da mesma caridade de Deus e do próximo e cantamos o mesmo hino de glória a nosso Deus. Pois todos quantos são de Cristo, tendo o seu Espírito, congregam-se em uma só Igreja e nele estão unidos entre si".(LG 49).
1878 Todos os homens são chamados ao mesmo fim, o próprio Deus. Existe certa semelhança entre a uni-dade das pessoas divinas e a fraternidade que os homens devem estabelecer entre si, na verdade e no amor (Cf. GS 24, 3). O amor ao próximo é inseparável do amor a Deus. 2063 A Aliança e o diálogo entre Deus e o homem são ainda confirmados pelo fato de que todas as obriga-ções são enuncia das na primeira pessoa ("Eu sou o Senhor...") e dirigidas a um outro sujeito ("tu...") Em todos os mandamentos de Deus, é um pronome pessoal singular que designa o destinatário. Deus dá a co-nhecer sua vontade a cada um em particular, ao mesmo tempo que o faz ao povo inteiro: O Senhor prescreveu o amor para com Deus e ensinou a justiça para com o próximo, a fim de que o homem não fosse nem injusto nem indigno de Deus. Assim, pelo Decálogo, Deus preparou o homem para se tornar seu amigo e ter um só coração com o próximo... Da mesma maneira, as palavras do Decálogo continuam válidas entre nós [cristãos]. Longe de serem abolidas elas cresceram e se desenvolveram pelo fato da vinda do Senhor na carne (S. Ireneu, haer. 4, 16, 3-4).
2517 O coração é a sede da personalidade moral: "É do coração que procedem más intenções, assassínios, adultérios, prostituições, roubos, falsos testemunhos e difamações" (Mt 15,19). A luta contra a concupiscência da carne passa pela purificação do coração e a prática da temperança: Conserva-te na simplicidade, na inocência, e serás como as criancinhas, que ignoram o mal destruidor da vida dos homens. (Hermas, mand. 2,1).
6.- Refletindo com a Grande Cruzada
CA 106 Santo, soberano e glorioso é o Meu Nome no Céu, e venerado na terra. Ao ressoar deste Meu Nome, foge todo o inferno, e aquele que Me invoca, que Me chama de coração, encontra o que perde, consola-se em toda aflição e abre o coração à esperança. Determinei dar a quem Me invoca com afeto, com fé, uma recompensa especial no Céu: por todas as vezes que Me chamou na terra, outras tantas será louvado por todos os bem-aventurados no Céu. Mas aquele que Me chama distraidamente ou por hábito, que espera de Mim se nem sequer repara em Meu Nome? Este Nome não dá força se não Me amais; não pode suscitar sentimentos de piedade se não se pronuncia mais com o coração do que com os lábios. Quem conhece o poder que encerra o Nome que Meu Pai Me deu? Quem conhece a doçura que contém este Nome que foi revelado à Minha Virgem Mãe? CM 133: FESTA DA SANTÍSSIMA TRINDADE (São Bernardino de Sena) Queremos que saibais que, aqui entre nós, a Festa da Trindade Santíssima é sempiterna, e mais ainda, é a única que abarca todas as outras que têm relação conosco, os Bem-aventurados do Céu. Mas na terra deve-se respeitar o tempo. Não obstante, aprendei de nós a estar sempre gozosos por causa da Trindade, gozosos não de quanto bem vem a vós do Deus supremo, Trino e Uno, não por isto, que seria pouquíssima coisa e não vos bastaria. Digo: aprendei a vos alegrar de que o Pai, juntamente com o Verbo e o Espírito sejam o que são: a felicidade incriada, a Essência da felicidade, a alegria que nunca nasceu, mas que sempre e em si mesma tem existido. Mas, em Sua unidade, Deus é também Trino e se a Essência é única, as pessoas são verdadeira e eternamente três. O Pai, o Verbo e o Amor não podem ser chamados três divindades, porque se fossem tais, teriam três glórias separadas, enquanto que têm uma só; teriam três amores, enquanto um só é o Amor. Teriam também três luzes enquanto um só é a Luz: o Verbo que se fez Homem por amor. Por isso, no Pai como no Filho e no Amor, vive um só Espírito, pois de outro modo não poderiam ser iguais, mas somente distintos, enquanto são distintos e perfeitamente iguais porque as três divinas Pessoas são um só espírito. Fazei como fiz eu na vida, isto é, dai-vos a Jesus e Ele vos iluminará cada vez mais sobre o mistério impenetrável da Trindade Santíssima. Ele vos faz conhecer a Seu Pai, Ele vos faz conhecer Seu Amor, e nEle podereis captar quão belo é louvar às Três Divinas Pessoas pelo que são, sem considerar quanto bem provém disso. 7.- Comentários finais: Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado. 8.- Virtude do mês: Durante este mês de maio, praticaremos a virtude da Justiça (376 – 909 – 1807 – 1834) A justiça é a virtude moral que consiste na vontade constante e firme de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido. A justiça para com Deus chama-se "virtude de religião". Para com os homens, ela nos dispõe a respeitar os direitos de cada um e a estabelecer nas relações humanas a harmonia que promove a equidade em prol das pessoas e do bem comum. Esta semana veremos o cânon 909, que diz textualmente o seguinte: 909 “Além disso, com forças conjugadas, que os leigos sanem as instituições e condições do mundo, caso estas incitem ao pecado. E isto de tal modo que todas essas coisas se conforme com as normas da justiça e, em vez de a elas se opor, antes favoreçam o exercício das virtudes. Agindo dessa forma impregnarão de valor moral a cultura e as obras humanas” (LG 36). E a Grande Cruzada nos diz a respeito: CM 4 Eu disse: "Não julgueis e não sereis julgados; perdoai e sereis perdoados". Agora te digo: Desfaz-te de toda amargura, toda má paixão e desgosto, das grosserias, calúnias e malícia. Procura ser amável, compassiva. Perdoa como Eu te perdoei e receberás Meu Amor Misericordioso.... O amor e a Misericórdia não podem existir onde há divisão. Perdoa-te a ti mesma para que Eu te possa perdoar. Não acumules condenações contra ti mesma: ama a ti mesma, sê misericordiosa contigo mesma, sê compassiva. Não podes perdoar sem esquecer, não poderias ter o coração puro, e a Misericórdia está relacionada com o perdão. A Misericórdia, Minha filha, é o amor, é a união com Deus e a união com Deus é a certeza da vitória e abundância eterna de virtudes. A Misericórdia é a prova inquestionável de amor por Mim. A justiça humana não anda com a Misericórdia. A justiça é algo imposto pelo homem como vingança de uma pessoa que foi prejudicada por outra. Meu Pai não Me enviou ao mundo para condená-lo, mas para que pu-desse ser salvo por Mim. O homem não deve vingar-se por si mesmo, mas deixar isso à vontade de Deus. 9.- Propósito para esta semana: Invocarei o Santo nome de Jesus com maior consciência, de agora em diante. ESFORÇAR-ME-EI PARA SER COMPASSIVO E MISERICORDIOSO, POIS É O QUE ESPERO DE MEU DEUS PARA COMIGO NA HORA EM QUE ME APRESENTAR PARA PRESTAR-LHE CONTAS DE MINHA VIDA Apostolado da Nova Evangelização 2008
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