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Das mensagens de Fátima: Apelo à Récita Diária do Terço (Irmã Lúcia).
 

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 07 de agosto de 2008
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VI Domingo de Páscoa PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

Semana de 27 de abril a 4 de maio de 2008
“O Espírito vive conosco e está em nós”

A PALAVRA DE DEUS
1ª Leitura: At 8,5-8.14-17: “Impuseram-lhes as mãos, e eles receberam o Espírito Santo”
Salmo 65,1-7.16.20: “Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira”
2ª Leitura: 1Pd 3,15-18: “Sofreu a morte na carne, mas voltou à vida pelo Espírito”
Evangelho: Jo 14,15-21: “Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará um outro Defensor” 

1.- Leitura do Evangelho segundo João (Jo 14, 15-21)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 15Se me amais, guardareis os meus mandamentos, 16e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: 17o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós. 18Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. 19Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. 20Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós.
21Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.

- Palavra da Salvação!
- Glória a Vós, Senhor!


2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

A passagem que hoje o Evangelho nos traz é uma continuação quase imediata da que ouvimos na se-mana anterior: Jesus falava com seus discípulos durante a Última Ceia, e havia lhes dito que quem crê nEle fará as mesmas obras que Ele fez, e as fará ainda maiores, porque agora Ele vai para junto do Padre (Cf. Jo 14,12).

Sabemos que de lá nosso Senhor enviará o Espírito Santo, que permanecerá junto a quem verdadeiramente O segue (ou junto a quem O segue na Verdade).

No entanto, como vemos no início e no final desta Leitura, há uma pequena condição para que essas su-blimes promessas possam ser cumpridas em cada um de nós: TEMOS QUE AMÁ-LO E OBEDECER A ELE!

Como certamente já teremos escutado antes, conhecer Jesus significa “automaticamente” amá-Lo, e amá-Lo nos leva a segui-Lo; isto é, a “guardar Seus mandamentos”, como Ele nos pede hoje.

Deste modo, conhecê-Lo, amá-Lo e obedecer a Ele são, por assim dizer, três etapas de um mesmo processo, que constitui o exercício pleno do discipulado, ao qual fomos chamados desde nosso batismo.

Assim, pois, vemos que “conhecer” o Senhor é essencial, é o passo inicial para poder alcançar todo esse cúmulo de bênçãos que Deus deseja derramar sobre nós, por meio de seu Santo Espírito, para que possa-mos fazer “as mesmas obras que Ele fez”.

Mas… por que não estamos “convertendo os pecadores”, curando os doentes, “libertando os cativos” ou ressuscitando os mortos? Por que não estamos, em resumo, continuando com a missão que Cristo nos encomendou, e cumprindo a Vontade do Pai?

Se lembrarmos bem, na semana anterior Jesus dizia a Felipe: “Há tanto tempo que estou convosco e ainda não me conheceis …?” e aí encontramos o núcleo de toda esta difícil questão…

O problema está em que esse “conhecê-Lo” não quer dizer simplesmente “saber dEle”, como quem está informado sobre algo mas no final das contas O conhece somente “de ouvir falar” …

Como também já tenhamos ouvido antes (e talvez até o tenhamos repetido nós mesmos em mais de uma ocasião) é necessário cultivar una “relação pessoal” com Jesus, uma amizade estreita com Ele, e essa é a tarefa pendente da grande maioria dos batizados:

Vamos à Missa aos domingos, provavelmente já escutamos a quase totalidade do que nos dizem de Jesus os quatro evangelistas; os que têm melhor memória até recordarão com clareza muitas passagens do Evangelho (embora talvez não possamos citá-los com a precisão de nossos irmãos separados). No entanto, vemos que ainda não O conhecemos…

Não O conhecemos, digo, porque continuamos a querer ficar no centro de nossas próprias vidas, julgan-do com nossos próprios critérios, buscando com ardor nossos próprios interesses, pretendendo enfim, que tudo se acomode aos nossos gostos e desejos pessoais.

O Evangelho de hoje, muito conciso, muito breve, traz-nos palavras preciosas, altamente motivadoras e profundamente esperançosas.

Jesus nos diz:
- “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco”
- “Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós“
- “…vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis…”
- “…sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós.“

O Senhor nos traz hoje palavras gloriosas, extraordinárias, gratificantes, mas também sumamente graves:

- “Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá …” – ele nos diz.
- Virá o Espírito Santo, mas acontece que a Ele, a esse Espírito de Verdade (Defensor, Advogado, Prote-tor…) como hoje nos adverte Jesus, “o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece”.

Uma vez mais, recordando o que o Senhor lhes havia dito (e por meio de suas habituais contraposições, de suas costumeiras antíteses), São João nos coloca em um dilema: seremos de Cristo, ou seremos do mundo, não há meio termo, não há mais chance para se ficar indo daqui para lá, porque isso significa estar mais lá do que aqui, e nessas circunstâncias não poderemos receber seu Santo Espírito.

A decisão não é fácil, e nunca ninguém nos disse que era. Em teoria, as coisas se apresentam tão simples que não há como se perder: HÁ QUE SE OPTAR POR JESUS E DAR AS COSTAS AO MUNDO!, dire-mos todos em uma só voz; mas é na prática, ou melhor, no conjunto de TODAS as práticas diárias, que está o problema: temos que decidir, várias vezes ao dia, se na verdade seremos de Cristo ou do mundo.

É por isso que em mais de uma ocasião os mesmos Apóstolos, contrariados, disseram ao Senhor que suas palavras eram muito duras, que segui-lo custava demais, que precisavam que Ele aumentasse a fé deles… Quanto mais nós precisamos disso, na medida em que, por simples lógica, não temos essa amizade estreita que eles tinham com o Senhor!

Por isso, Jesus mesmo nos exortava a nos esforçarmos para poder passar pela porta estreita, e nos chamava de “pequeno rebanho”, pois sem dúvida a grande maioria não somente não esforça como até “não sabe” que tem que fazer isso, ou de antemão já renunciou a sequer tentar se esforçar…

No entanto, ao final deste Evangelho Jesus nos torna a dar ânimo, dizendo: “Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.”

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada uma delas, para permitir a reflexão dos irmãos)
a) Demonstro meu amor a Jesus, guardando realmente todos os seus mandamentos?
b) Estou entre os que “vêm e conhecem” o Espírito de Deus? Minha vida é congruente com a dos que recebem o Espírito da Verdade?
c) Se creio em Cristo, sou Igreja e a represento, ponho limites à minha entrega como cristão?
d) Percebo que o Evangelho de hoje é um claro convite do Senhor para viver um Pentecostes especial? Como deverei me preparar para vivê-lo de maneira eficaz?


4.- Comentários dos irmãos:
Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos.


5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

729 É somente quando chega a Hora em que vai ser glorificado que Jesus promete a vinda do Espírito San-to, pois sua Morte e Ressurreição serão o cumprimento da Promessa feita aos Apóstolos: o Espírito de Verdade, o Paráclito, será dado pelo Pai a pedido de Jesus; Ele será enviado pelo Pai em nome de Jesus; Jesus o enviará de junto do Pai, pois ele procede do Pai. O Espírito Santo virá, nós o conheceremos, Ele estará conosco para sempre, Ele permanecerá conosco; Ele nos ensinará tudo e nos lembrará de tudo o que Cristo nos disse, e dele dará testemunho; conduzir-nos-á à verdade inteira e glorificará a Cristo. Quanto ao mundo, confundi-lo-á em matéria de pecado, de justiça e de julgamento.

730 Finalmente chega a Hora de Jesus. Jesus entrega seu espírito nas mãos do Pai momento em que, por sua Morte, e, vencedor da morte, de maneira que, "ressuscitado dos mortos pela Glória do Pai" (Rm 6,4), dá imediatamente o Espírito Santo, "soprando" sobre seus discípulos. (Cf. Jo 20,22). A partir dessa Hora, a mis-são de Cristo e do Espírito passa a ser a missão da Igreja: "Como o Pai me enviou, também eu vos envio" (Jo 20,21; Cf. Mt 28,19; Lc 24,47-48; At 1,8).

1112 A missão do Espírito Santo na liturgia da Igreja é preparar a assembléia para encontrar-se com Cristo; recordar e manifestar Cristo à fé da assembléia; tornar presente e atualizar a obra salvífica de Cristo por seu poder transformador e fazer frutificar o dom da comunhão na Igreja.

798 O Espírito Santo é "o Princípio de toda ação vital e verdadeiramente salutar em cada uma das diversas partes do Corpo". (Pio XII, "Mystici Corporis": DS 3808). Ele opera de múltiplas maneiras a edificação do Corpo inteiro na caridade: pela Palavra de Deus, "que tem o poder de edificar" (At 20,32); pelo Batismo, por meio do qual forma o Corpo de Cristo; pelos sacramentos, que proporcionam crescimento e cura aos membros de Cristo; pela "graça concedida aos apóstolos, que ocupa o primeiro lugar entre seus dons" (LG 7), pelas virtudes, que fazem agir segundo o bem; e, enfim, pelas múltiplas graças especiais (chamadas de "carismas"), por meio das quais "torna os fiéis aptos e prontos a tomarem sobre si os vários trabalhos e ofícios que contribuem para a renovação e maior incremento da Igreja" (LG 12; Cf. AA 3).


6.- Refletindo com a Grande Cruzada

CA 156 Hoje sereis desprezados, marginalizados, caluniados, mas amanhã sereis procurados e chamados, ao verem que tendes o verdadeiro alimento. Eu, vosso Senhor, abrirei uma passagem para Mim entre a multidão para vos encontrar. Procurai, Meus bem-amados, estar por último; não busqueis os primeiros lugares, porque vos ignorarei. Somente a oração acompanhada do verdadeiro jejum vos tornará servos dignos do Senhor. Acorrentai a soberba com a Humilde Oração do Santo Rosário, continuai a meditar para que encontreis a verdade. Anunciei-vos um deserto. Pois já o estais atravessando; basta que olheis à vossa volta (…) Mas não temais: o Santo Espírito do Pai e do Filho vos abraçará e os Anjos serão os vossos guias.

Falai de vosso Senhor. Dizei que vos amo e que quero vos dar a Minha Paz e o Meu Perdão. Estarei vos esperando até o último instante para vos dar o Meu abraço de Pai, irmão e amigo.


7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês:
Durante este mês de abril, praticaremos a virtude da Castidade (CIC.: 922—1632—1832—2337 a 2346)

O evangelho nos orienta para o bom uso de nossa capacidade sexual que deve ser exercida sobretudo apelando à fortaleza e à temperança para praticá-la com retidão dentro das regras aceitas pela Igreja Católica e com total responsabilidade.

A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual. A sexualidade, na qual se exprime a pertença do homem ao mundo corporal e biológico, torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando é integrada na relação de pessoa a pessoa, na doação mútua integral e temporalmente ilimitada do homem e da mulher.

A virtude da castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação.

Esta semana veremos o cânon 2349, que diz textualmente o seguinte:

2349 "A castidade há de distinguir as pessoas de acordo com seus diferentes estados de vida: umas na virgindade ou no celibato consagrado, maneira eminente de se dedicar mais facilmente a Deus com um cora-ção indiviso; outras, da maneira como a lei moral determina, conforme forem casados ou celibatários." (CDF, decl. "Persona humana" 11). As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência:

Existem três formas da virtude da castidade: a primeira, dos esposos; a segunda, da viuvez; a terceira, da virgindade. Nós não louvamos uma delas excluindo as outras. Nisso a disciplina da Igreja é rica. (Santo Ambrosio, vid. 23).

E a Grande Cruzada nos diz a respeito:

CS 87 Tu, oh virgem, desejas manter-te em teu estado de fidelidade a Mim? Pois bem, ama-Me como a teu amante e te será fácil permanecer casta. E tu, oh criatura casada, queres ser fiel à outra criatura, à que escolheste e a Mim? Então, ama-a porque Eu te mando. Talvez estejas na escuridão a este respeito e não amas a tua criatura, a que Eu formei para ti e te dei, com um amor duradouro e convicto. Talvez encontres em teu semelhante algo que te aborrece. Pois bem, Eu que te criei, e que conheço os dois, asseguro que também em ti existe algo que não é agradável para aquele ou aquela que deverias amar. Sim, tu poderias estar can-sado dele ou dela, mas então compreende que Eu te quero adestrar no amor humano incitando-te com Meu amor divino.

É uma grande graça, fora disso, se por amar a criatura que te escolheste por tua vontade agora não tenhas que experimentar desgosto. Se não te impacientas, poderás ainda amá-la, mas por um motivo melhor do que querias ter e que, talvez, já não te sustém. Ama-a porque Eu quero que ames aquela ou aquele que coloquei ao teu lado. Esforça-te por tua e Minha criatura do melhor modo para Me dar contentamento. Ama-a, portanto, por amor divino.

 

9.- Propósito para esta semana:

COMEÇAREI MINHA PREPARAÇÃO CONSCIENTE PARA VIVER UM PENTECOSTES ESPECIAL, PROCURANDO IDENTIFICAR AQUELAS DECISÕES MAIS RADICAIS QUE DEVO TOMAR PARA SER UM VERDADEIRO DISCÍPULO DE CRISTO.

Tomarei consciência de minhas atitudes que podem aborrecer meu esposo ou esposa, meus filhos e filhas, meu chefe e a todos os meus irmãos no Apostolado, em lugar de viver pensando no que considero que são erros deles.

 
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