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Das mensagens de Fátima: Apelo à Récita Diária do Terço (Irmã Lúcia).
 

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

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Devoções

Sagrados CoraçõesPratique a Devoção aos Corações de Jesus e de Maria, fazendo a Comunhão Reparadora das Primeiras Sextas-feiras e dos Primeiros Sábados de cada mês.
V Domingo de Páscoa PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   
18 de abril de 2008

Semana de 20 a 26 de abril de 2008
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida”

A PALAVRA DE DEUS
1ª Leitura: At 6, 1-7: “Escolheram sete homens cheios do Espírito Santo”
Salmo 32,1-2.4-5.18-19: “Sobre nós, venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vos nós espe-ramos”
2ª Leitura: 1Pd 2,4-9: “Vós sois a raça escolhida, o sacerdócio do Reino”
Evangelho: Jo 14, 1-12: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”

1.- Leitura do Evangelho segundo Lucas (Jo 14, 1-12)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. 2Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou pre-parar-vos um lugar. 3Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais. 4E vós conheceis o caminho para ir aonde vou.
5Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho? 6Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. 7Se me conhecês-seis, também certamente conheceríeis meu Pai; desde agora já o conheceis, pois o tendes visto.
8Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta. 9Respondeu Jesus: Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai... 10Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras. 11Crede-me: estou no Pai, e o Pai em mim. Crede-o ao menos por causa destas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai.

- Palavra da Salvação!
- Glória a Vós, Senhor!


2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

O diálogo que o Evangelho de João nos apresenta hoje acontece durante a Última Ceia. Jesus já lhes anunciou que ia ser traído por um deles. Seus discípulos se encontram certamente muito angustiados, porque o Senhor acabava de lhes dizer que lhe resta muito pouco tempo junto deles, e que depois o buscarão, mas onde Ele vai eles não poderão ir. Por isso inicia esta parte de sua conversa dizendo-lhes “não vos perturbeis”...

Apesar desse contexto dramático, da gravidade daquela hora e a tristeza que certamente embargava os corações de todos ali presentes, as palavras de Jesus constituem uma verdadeira manifestação de esperança: “Na casa de meu Pai há muitas moradas...”

As palavras de Jesus também são palavras de profundo amor. Quanto carinho terão sentido os que o escutavam! Que mistura de emoções, ao ouvi-lO dizer: “voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais...” O Senhor irá embora, mas essa separação não será definitiva.

Há pouco tempo, meditando sobre a Ressurreição de nosso Senhor, analisávamos o profundo impacto que deveria ter, em todas as vidas, pensar sobre aquele glorioso acontecimento; e, precisamente unida à mensagem que nos traz o Evangelho de hoje, a Ressurreição de Cristo deveria se constituir na fonte de toda esperança humana.

Como superar a crua realidade da morte? Como enfrentar a inevitável separação de nossos entes queridos, quando chega sua vez de partir ou quando chega o nosso? Afinal de contas, tudo nesta vida é incerto, exceto a morte.

Só compreendendo que a vida não é em si mesma uma corrida vertiginosa para o nada, um irremediável trânsito do berço ao túmulo, pode-se ser feliz e ao mesmo tempo fazer felizes os outros.

Dizendo com as palavras de Sua Santidade, Bento XVI: “Somente quando o futuro é certo como realidade positiva, é que se torna vivível também o presente. Sendo assim, podemos agora dizer: o cristianismo não era apenas uma «boa nova», ou seja, uma comunicação de conteúdos até então ignorados. (...) o Evangelho não é apenas uma comunicação de realidades que se podem saber, mas uma comunicação que gera fatos e muda a vida. A porta tenebrosa do tempo, do futuro, foi aberta de par em par. Quem tem esperança, vive diversamente; foi-lhe dada uma vida nova.” (Carta Encíclica Spe Salvi, Nº 2. Roma, 30 de novembro de 2007).

Nós recebemos essa “vida nova” por meio do Batismo, mas na maioria dos casos, a formação não recebida de nossos próprios pais e a lógica do mundo fizeram com que essa “novidade” se desvanescesse, que aquele acontecimento transcendental fique arquivado no baú das recordações, que nossa filiação divina aparente ser somente um fato simbólico do passado.

Mas em sua infinita Misericórdia, Deus quis que, em algum momento de nossas vidas, todos os que nos unimos tentando viver mais seriamente nosso cristianismo, os que fazemos parte de alguma casinha de oração, em algum lugar do mundo, voltemos a redescobrir este chamado a viver uma nova vida, a viver “diversamente”, como disse o Papa.

Pelos séculos que transcorreram (porque o que coube a eles viver em primeira pessoa é para nós uma história muito conhecida), é pelo infatigável trabalho da Igreja que, diferente de Tomé ou Felipe, nós pode-mos presumir saber “de cor” que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida.

“E vós conheceis o caminho para ir aonde vou”, diz Jesus a nós hoje, e nos torna a recordar como podemos e devemos percorrê-lo. Como estamos fazendo isso? Quantas horas de nosso dia somos conscientes do destino para o que fomos criados e para o qual deveríamos estar avançando? Dito de outra forma: Quantos atos ou pensamentos temos por dia que, de alguma forma, nos afastam da meta para a qual deveríamos estar cem por cento orientados?

A quantas pessoas fazemos o infinito favor de mostrar esse caminho? A quantas pessoas o temos feito, desde o início de nossa conversão até agora, e a quantas poderíamos fazer a partir de hoje? Como andamos com essa tarefa em casa? Encontramos os “atalhos” e os “truques” para poder fazer isso, sem gerar reações adversas? Não estará nos faltando fé, para seguir com empenho? Precisamos de mais oração ou penitência, para obter a ajuda do Céu? E como está nosso testemunho? Mostramos o Amor de Cristo em cada um de nossos atos?

Jesus iniciou a Igreja que hoje conhecemos, e se tivesse havido mais homens ou mulheres que o seguissem como Ele nos ensinou, agora seria muito mais santa e ainda mais numerosa, mas está em nossas mãos trabalhar com esse empenho; e para isso contamos com a promessa de Sua assistência: “aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas.”

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada uma delas, para permitir a reflexão dos irmãos)
a) O que estou fazendo para que outros conheçam Jesus, e cheguem ao Pai através dele?
b) Entendendo que Jesus é o único Caminho que me levará ao Céu, eu me dedico a conhecê-lo mais através das Sagradas Escrituras? Converso com Ele o suficiente?
c) Se Jesus é o Caminho, sei como chegar ao Pai? Se Ele é a Verdade, eu a busco em outras coisas ou pessoas? Se Ele é a Vida, passo a minha aferrado ao material e à opinião dos outros?
d) Que sentimentos produz em nossa “casinha de oração” a leitura desta passagem do Evangelho? Enriqueçamo-nos agora expressando o que sentimos!


4.- Comentários dos irmãos:
Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos.


5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

151 Para o cristão, crer em Deus é, inseparavelmente, crer naquele que Ele enviou, “seu Filho bem-amado”, no qual Ele pôs toda a sua complacência (Mc 1,11). Deus mandou que O escutássemos (Cf. Mc 9,7). O próprio Senhor disse a seus discípulos: “Crede em Deus, crede também em mim” (Jo 14,1). Podemos crer em Jesus Cristo por que ele mesmo é Deus, o Verbo feito carne: “Ninguém jamais viu a Deus: o Filho unigênito, que está voltado para o seio do Pai; este o deu a conhecer” (Jo 1,18). Por ter ele “visto o Pai” (Jo 6,46), ele é o único que o conhece e pode revelá-lo. (Cf. Mt 11,27).

459 O Verbo se fez carne para ser nosso modelo de santidade: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim...” (Mt 11,29). “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai a não ser por mim” (Jo 14,6). E o Pai, no monte da Transfiguração, ordena: “Ouvi-o” (Mc 9,7; Cf. Dt 6,4-5). Pois Ele é o modelo das Bem-aventuranças e a norma da Nova Lei: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Este amor implica a oferta efetiva de si mesmo em seu seguimento. (Cf. Mc 8, 34).

2466 Em Jesus Cristo, a verdade de Deus se manifestou plenamente. “Cheio de graça e verdade, Ele é a “luz do mundo” (Jo 8,12), é a Verdade.”...para que aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.” O discípulo de Jesus “permanece em sua palavra” para conhecer “a verdade que liberta” (Jo 8,32) e santifica. Seguir a Jesus é viver do “Espírito da verdade” que o Pai envia em seu nome e conduz “à verdade plena” (Jo 16,13). Jesus ensina a seus discípulos o amor incondicional da verdade: “Seja o vosso 'sim', sim, e o vosso 'não', não” (Mt 5,37).

2467 O homem tende naturalmente para a verdade. É obrigado a honrá-la e testemunhá-la: “É postulado da própria dignidade que os homens todos, por serem pessoas... se sintam por natureza impelidos e moralmente obrigados a procurar a verdade, sobretudo a que concerne à religião. São obrigados também a aderir à verdade conhecida e a ordenar toda a vida segundo as exigências da verdade” (DH 2).

2470 O discípulo de Cristo aceita “viver na verdade”, isto é, na simplicidade de uma vida conforme o exemplo do Senhor permanecendo em sua verdade. “Se dissermos que estamos em comunhão com Ele e andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade” (1 Jo 1,6).


6.- Refletindo com a Grande Cruzada
CS 7
Disse abertamente a todos que o Caminho, a Verdade e a Vida sou Eu. Com isto dissipei antecipadamente todas as dúvidas no sentido de que, crendo em Mim, necessariamente devem se desvanecer todas as travas da mente. Disse crendo em Mim, porque é inútil afirmar uma verdade tão grande como a que se disse e depois não ser acreditado. (…) mas seria imensamente útil para vós crer em Mim, porque da Fé em Mim podem dimanar todos os bens que reservei até para esta vossa vida temporal. Por isso, se credes, se podeis crer que Eu sou o Caminho, digo-vos que todas as dúvidas se desvanecerão rapidamente.


7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês:
Durante este mês de abril, praticaremos a virtude da Castidade (CIC.: 922—1632—1832—2337 a 2346)

O evangelho nos orienta para o bom uso de nossa capacidade sexual que deve ser exercida sobretudo apelando à fortaleza e à temperança para praticá-la com retidão dentro das regras aceitas pela Igreja Católica e com total responsabilidade.

A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual. A sexualidade, na qual se exprime a pertença do homem ao mundo corporal e biológico, torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando é integrada na relação de pessoa a pessoa, na doação mútua integral e temporalmente ilimitada do homem e da mulher.

A virtude da castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação.

Esta semana veremos os cânones 2346 e 2351, que dizem textualmente o seguinte:

2346 A caridade é a forma de todas as virtudes. Influenciada por ela, a castidade aparece como uma escola de doação da pessoa. O domínio de si mesmo está ordenado para a doação de si mesmo. A castidade leva aquele que a pratica a tornar-se para o próximo uma testemunha da fidelidade e da ternura de Deus.

2351 A luxúria é um desejo desordenado ou um gozo desregrado do prazer venéreo. O prazer sexual é moralmente desordenado quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e de união.

 

E a Grande Cruzada nos diz a respeito (CS 52):

Mas alguém Me esperava ali, entre as oliveiras, alguém que queria me colocar à prova pelo engano. Era o tentador que, ignorando Minha Divindade, acreditava poder me fazer cair no desânimo. Chamava-me com os piores nomes, tratava-me como iludido, fanático e afirmava que ele sim teria sido capaz de levantar a humanidade.
“Por que te atormentas? –dizia– Tu não podes fazer nada por ninguém, és somente um miserável iludido que sente a loucura. Vês como eu sou honrado? Todos me pedem favores; faz como eu, emprega teu poder para fazeres para ti fiéis e submissos seguidores.” Assim continuava o infame Satanás aguilhoando-me, dizendo-me que Deus não aceitaria nada do que Eu esperava, porque o poder sobre os homens, dizia ele, estava em sua própria mão.
“Se queres fazer com te creiam santo –insistia o miserável–, declara ao mundo que a luxúria e a soberba são as únicas satisfações do homem. Falando de humildade e castidade te fizeste tão odioso que até os santos sacerdotes do Templo querem te aprisionar.” “Vê”, dizia-me, “sai desse Horto maldito, busca Judas e diz-lhe que com ele queres fundar uma nova religião. Eu te ajudarei, porque te vejo miserável e abatido, porque tremes. Olha quão intrépido eu sou porque sei que sou o rei do mundo!”
Mas se Satanás Me esperava para tentar-me, também Meu Pai Me esperava e por um motivo diferente. Ele, deixando que Satanás desafogasse seu ódio, preparava-Me o altar sobre o qual Eu, Sua Vítima, devia ser imolado.

 

9.- Propósito para esta semana:

TRANSMITIREI A MINHA FAMÍLIA A ESPERANÇA DE SABER QUE JESUS TEM UM LUGAR RESERVADO PARA NÓS NO CÉU, MAS RECORDAREI A ELES QUE É NECESSÁRIO ESFORÇAR-SE PARA CHEGAR ALI.

Fixarei meu olhar em Maria Santíssima e, com esse exemplo, procurarei ser um modelo de castidade em meu entorno.

 
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