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Das mensagens de Fátima: Apelo à Récita Diária do Terço (Irmã Lúcia).
 

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 08 de setembro de 2008
III Domingo da Quaresma PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

Semana de 24 de fevereiro a 1º de março de 2008
“Chamados a beber da água que jorra para a vida eterna”

A PALAVRA DE DEUS
1ª Leitura: Ex 17,3-7: “Dai-nos água para beber”
Salmo 94,1-2.6-9: “Escutaremos vossa voz, Senhor”
2ª Leitura: Rm 5,1-2.5-8: “O amor de Deus foi derramado em nossos corações”
Evangelho: Jo 4,5-42

1.- Leitura do Santo Evangelho segundo São João (Jo 4,5-42)

Naquele tempo, 5Jesus chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José. 6Era aí que ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço. Era por volta de meio-dia. 7Chegou uma mulher de Samaria para tirar água. Jesus lhe disse: “Dá-me de beber”.
8Os discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. 9A mulher samaritana disse então a Jesus: “Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?” De fato, os judeus não se dão com os samaritanos.
10Respondeu-lhe Jesus: “Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: “Dá-me de beber”, tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva”.
11A mulher disse a Jesus: “Senhor, nem sequer tens balde e o poço é fundo. De onde vais tirar água viva? 12Por acaso, és maior que nosso pai Jacó, que nos deu o poço e que dele bebeu, como também seus filhos e seus animais?”
13Respondeu Jesus: “Todo aquele que bebe desta água terá sede de novo. 14Mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede. E a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna”.
15A mulher disse a Jesus: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede e nem tenha de vir aqui para tirá-la”. 16Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e volta cá. 17A mulher respondeu: Não tenho marido. Disse Jesus: Tens razão em dizer que não tens marido. 18Tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu. Nisto disseste a verdade. 19Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que és profeta!... 20Os nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que em Jerusalém é que se deve adorar”.
21Disse-lhe Jesus: “Acredita-me, mulher: está chegando a hora em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23Mas está chegando a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. De fato, estes são os adoradores que o Pai procura. 24Deus é espírito, e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade”.
25A mulher disse a Jesus: “Sei que o Messias (que se chama Cristo) vai chegar. Quando ele vier, vai nos fazer conhecer todas as coisas”. 26Disse-lhe Jesus: “Sou eu, que estou falando contigo”.
27Nisso seus discípulos chegaram e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher. Ninguém, todavia, perguntou: Que perguntas? Ou: Que falas com ela? 28A mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: 29Vinde e vede um homem que me contou tudo o que tenho feito. Não seria ele, porventura, o Cristo? 30Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus. 31Entretanto, os discípulos lhe pediam: Mestre, come. 32Mas ele lhes disse: Tenho um alimento para comer que vós não conheceis. 33Os discípulos perguntavam uns aos outros: Alguém lhe teria trazido de comer? 34Disse-lhes Jesus: Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra. 35Não dizeis vós que ainda há quatro meses e vem a colheita? Eis que vos digo: levantai os vossos olhos e vede os campos, porque já estão brancos para a ceifa. 36O que ceifa recebe o salário e ajunta fruto para a vida eterna; assim o semeador e o ceifador juntamente se regozijarão. 37Porque eis que se pode dizer com toda verdade: Um é o que semeia outro é o que ceifa. 38Enviei-vos a ceifar onde não tendes trabalhado; outros trabalharam, e vós entrastes nos seus trabalhos.
39Muitos foram os samaritanos daquela cidade que creram nele por causa da palavra da mulher, que lhes declarara: Ele me disse tudo quanto tenho feito. 40Assim, quando os samaritanos foram ter com ele, pediram que ficasse com eles. Ele permaneceu ali dois dias. 41Ainda muitos outros creram nele por causa das suas palavras. 42E diziam à mulher: Já não é por causa da tua declaração que cremos, mas nós mesmos ouvimos e sabemos ser este verdadeiramente o Salvador do mundo.
- Palavra da Salvação!
- Glória a Vós, Senhor!


2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

O Evangelho desta semana é muito rico em ensinamentos, e certamente se poderiam analisar nele diversos aspectos; mas, por motivos de tempo e espaço, focalizaremos nossa atenção somente sobre aqueles que nos parecem mais relevantes para nossa missão evangelizadora, uma vez que (como procuramos fazer sempre), tenhamos considerado algumas referências de contexto, que nos permitam compreender melhor esta leitura.

Nos versículos anteriores a esta passagem, explica-se que Jesus está indo da Judéia para a Gali-léia, e para isso “tinha que passar” pela região da Samaria. Embora seja certo que esse era o caminho mais curto para ir de uma cidade à outra, também é certo que a maioria dos judeus preferia dar a volta pela Peréia, situada na margem oriental do Jordão, estendendo o caminho em um dia, para evitar o país dos samaritanos. De fato, em certas ocasiões Jesus também optou por essa rota (como vemos em Mateus 19,1 e em Marcos 10,1); isto nos mostra que, embora Ele “devesse” passar por ali, também queria fazê-lo, pois do contrário teria tomado o caminho que quase todos faziam, quase sempre. Não há motivos para pensar que tivesse alguma pressa em especial; de modo que esse “tinha que passar” deve ser interpretado que era a Vontade do Pai e não que era a rota obrigatória ou o único caminho possível.

E por que quase todos, geralmente, davam uma volta enorme, em vez de ir sempre pelo caminho mais curto? Esta passagem do Evangelho – assim como o sugerem muitos outros – nos diz que “os judeus não se dão com os samaritanos” (inclusive, em João 8,48, vemos que, em meio a uma discussão, certos judeus dizem a Jesus: “Não dizemos com razão que és samaritano, e que estás possesso de um demônio?”, como quem diz: “és da pior raça”); mas nunca nos é explicado claramente o motivo do rancor recíproco entre judeus e samaritanos, e nos parece ser muito importante ver isso agora, para poder compreender melhor a transcendência deste Evangelho.

No ano 926 antes de Cristo, as tribos do norte, sob o comando de Jeroboão, rebelaram-se contra o rei legítimo, Roboão, que era filho de Salomão. Desta rebelião surgiu a divisão do povo hebreu em dois reinos: o de Israel no norte, com sua capital em Sicar ou Siquém (exatamente onde se encontrava o poço ao qual se refere este Evangelho), e o de Judá no sul, com sua capital em Jerusalém.

Assim se dividiu o reino – tal qual havia sido anunciado por Yahveh a Salomão, como castigo por sua in-fidelidade, segundo lemos no primeiro livro dos Reis (1Rs 11,9-13). De modo que seu filho ficou reinando somente sobre as tribos de Benjamim e de Judá; duas tribos que foram conhecidas como “o Reino de Judá”; enquanto que Jeroboão, seu inimigo, ficou com as dez tribos restantes, que formaram “o Reino de Israel”.

Duzentos anos depois, no ano 722 antes de Cristo, estas dez tribos que formavam o reino de Israel seriam conquistadas pelos assírios. Deste modo, o povo original foi em sua maior parte para o exílio, sendo substituído por tribos de assírios, a quem foi dada instrução religiosa semelhante à judaica, baseada no Pentateuco.

No entanto, o povo samaritano (originado como conseqüência desta mistura entre assírios e israelitas), embora reconhecendo a religião do Torá, seria desprezado pelo povo judeu, e assim começaria o ódio entre ambos os povos. Os judeus menosprezavam os samaritanos porque os consideravam “impuros” (devido a terem se misturado com os assírios) e por isso os impediam de participar do culto no Templo de Jerusalém, apesar de que, como vemos, também eles se considerassem “filhos de Jacó”.

No século sexto antes de Cristo, também o reino de Judá (composto pelas duas tribos) seria levado em cativeiro para a Babilônia. Quando os judeus regressaram desse cativeiro, para restaurar Jerusalém, sob a liderança de Zorobabel e de Josué, os samaritanos quiseram ajudá-los e reconstruir o templo com eles, mas os judeus não permitiram, o que aumentou a rivalidade entre uns e outros (Esdras 4).

Em conseqüência disso, os samaritanos construíram seu próprio templo, no monte Gerizim, mas como os judeus sentiam que este templo “rivalizava” com o de Jerusalém, destruíram-no, no tempo da rebelião dos Macabeus (128 anos antes do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo). Por isso vemos que a samaritana diz a Jesus: “Os nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que em Jerusalém é que se deve adorar?”

Pois bem, além desse contexto histórico de rivalidades, sabemos que naquela época um mestre (um Rabi, que era como seus discípulos consideravam Jesus) habitualmente não se detinha para falar na rua com uma mulher, menos ainda se se tratasse de uma samaritana, muito menos se tivesse um histórico como o daquela mulher!

Daí o assombro, tanto da mulher como dos discípulos do Senhor quando o viram falando com ela. Mas ali estava Ele, desafiando todas as convenções, com um propósito claro: saciar sua sede, mas sua sede de almas! Era meio-dia e Ele estava cansado pela caminhada, mas não pensaremos que Ele começou a conversa pedindo água somente porque estava fatigado e queria beber...

A primeira coisa que devemos ressaltar então, neste Evangelho, é o amoroso desejo do Senhor de chegar com suas palavras de vida àquela comunidade, tão desprezada pelos judeus. (Ele veio buscar e salvar o que estava perdido). O desafio que a Igreja herdou, e que hoje mesmo Bento XVI destaca, como nossa tarefa pendente, é o mesmo: a missão, a inculturação do Evangelho, tanto mais difícil quanto os meios de comunicação reproduzem em ecos infinitos uma cultura centrada na matéria, no prazer físico e no predomínio do superficial.

A segunda coisa é o método do Senhor (que encerra uma série de ensinamentos práticos para nós, se queremos continuar seu trabalho no mundo de hoje), começando pelo modo simples com que aborda a mulher, pedindo-lhe um favor... De início, ela lhe manifesta uma rejeição, expressa em sua pergunta: “Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?” (e aqui o evangelista nos explica, entre parênteses, o motivo desse assombro: “os judeus não se dão com os samaritanos”). A verdade é que a rejeição poderia ter sido muito pior, e diretamente Jesus não teria tido nenhuma oportunidade de pregar a ela, se não começasse o diálogo com simplicidade.

É muito freqüente que, ao analisar esta passagem do Evangelho, se preste especial atenção ao modo em que a samaritana vai melhorando progressivamente sua atitude com relação a Jesus, a Quem começa vendo como “um judeu” (isto é, como um inimigo). Depois o trata com respeito, chamando-o “senhor”. Depois o reconhece como “Profeta”, ou seja, aceita que era não somente um homem de maneiras finas, mas que definitivamente tinha poderes concedidos por Deus, que o permitiram conhecer e revelar sua exuberante história conjugal. Provavelmente isto a poria em uma situação incômoda (pois lhe fazia ver que Deus havia tomado nota de sua moralidade um tanto laxa ou permissiva), mas ao mesmo tempo isso a atraía.

Vamos nos deter um instante aqui para ressaltar esta possível dualidade na atitude da samaritana, porque é uma característica freqüente das almas que clamam para ser libertas e salvas. São Paulo nos dizia que “onde abundou o pecado superabundou a graça” (Rm 5,20), pois que em sua infinita misericórdia, o Senhor concede a todas as almas esse desejo de redenção, embora em muitos casos pareça inexistente ou dormente.

Como evangelizadores, devemos confiar, apoiados na oração, que a graça de Deus sempre agirá, por mais difícil que pareça o desafio. É importante que as pessoas se predisponham a escutar a Boa Nova compreendendo que, apesar de seus muitos pecados, Deus está disposto a perdoar, transformar, e seguir amando, mas também é necessário que, quem escuta, reconheça sua necessidade de Deus: “...se tu soubesses quem é que te pede de beber, tu mesma lhe pedirias e ele te daria água viva.”

Voltando à atitude da samaritana, vemos que finalmente é ela quem traz à conversa o tema do Messias, dizendo-lhe: “Sei que o Messias vai chegar. Quando ele vier, vai nos fazer conhecer todas as coisas.” Alguns estudiosos da Sagrada Escritura sustentam que provavelmente ela já tivesse intuído que se tratava dEle, e seria muito lógico que assim fosse, pela autoridade com que Jesus lhe havia falado, de forma categórica, sobre o que o Pai queria: “...os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. De fato, estes são os adoradores que o Pai procura...”

A atitude de Jesus diante da samaritana é de transparência. A pessoa que fala com Ele pode descobrir as intenções de Seu Coração. Ser transparente quer dizer colocar-se nas mãos de outra pessoa, julgar com as cartas na mesa, deixar de lado as “manobras”, morrer para o orgulho e a soberba; escavar o poço do a-mor autêntico.

O diálogo entre eles é concluído quando o Senhor se lhe revela como o Messias: “Sou eu, que estou falando contigo.” E o evangelista nos conta que a mulher deixou ali mesmo seu cântaro e saiu correndo para anunciar ao povo que ali estava “um profeta”.

Jesus lhe havia dito claramente Quem era, mas ela, certamente ainda temerosa, por todos os detalhes de contexto que vimos, disse apenas como uma suspeita sua: “Não será ele, porventura, o Cristo?” Já os habitantes do povoado terão a oportunidade de ouvi-lo, e confessarão convencidos: “Já não é por causa da tua declaração que cremos, mas nós mesmos ouvimos e sabemos ser este verdadeiramente o Salvador do mundo.”

Ainda há muito por dizer sobre esta passagem do Evangelho... sobre o tipo de adoração que Deus quer: “em espírito e verdade”!, isto é, autêntica e não apenas formal; sobre a conversa de Jesus com seus discípu-los: sobre o alimento espiritual que consiste em fazer a vontade do Pai; sobre o tempo de colher, e o privilégio que significa (para nós hoje) participar da colheita; sobre o trabalho acumulado da Igreja, pela salvação das almas...

Ainda há muito por dizer, e muito por meditar sobre esta passagem do Evangelho... O Catecismo nos dará mais algumas orientações para podermos fazê-lo.

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada pergunta, para permitir a reflexão dos irmãos)
a) Escuto com verdadeira atenção sempre que alguém me fala de Deus, ou procura compartilhar comigo suas reflexões ou sentimentos sobre o Senhor, ou às vezes assumo uma atitude soberba, como se já soubesse tudo, e ainda procuro lhe dar mostras do que sei? Tenho consciência de que às vezes Deus poderia querer me falar por meio do menos “estudado” de seus filhos?
b) Permito que os preconceitos, próprios ou alheios – preconceitos de pessoas, de tempos, de lu-gares, de minha própria imagem… – limitem de alguma forma meu trabalho evangelizador? Se sim, como eu poderia superar isso?
c) Deixo-me levar às vezes pelo formalismo, procurando estabelecer lugares, horas ou modos para louvar a Deus? Não estou precisando ser mais espontâneo com Ele? Além do mais, Ele me vê a cada instante do dia e conhece até meus sonhos.
d) O que me falta para adorar ao Pai completamente “em Espírito e verdade”?; isto é, através de todos os meus atos, meus pensamentos e emoções...? Continuo tecendo “estratégias” e manobras em meu relacionamento com os outros? Até que ponto posso glorificar a Deus com minhas palavras ou orações e ofendê-lo com minhas idéias e meus sentimentos?


4.- Comentários dos irmãos:
Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos.



5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

694 A água. O simbolismo da água é significativo da ação do Espírito Santo no Batismo, pois após a invocação do Espírito Santo ela se torna a sinal sacramental eficaz do novo nascimento: assim como a gestação de nosso primeiro nascimento se operou na água, da mesma forma também a água batismal significa realmente que nosso nascimento para, a vida divina nos é dada no Espírito Santo Mas "batizados em um só Espírito" também "bebemos de um só Espírito" (1Cor 12,13): o Espírito é, pois também pessoalmente a água viva que jorra de Cristo crucificado como de sua fonte e que em nós jorra em Vida Eterna. (Cf. Jo 4,10-14; etc.).

1179 O culto "em espírito e em verdade" (Jo 4,24) da nova aliança não está ligado a um lugar exclusivo. A terra inteira é santa e foi entregue aos filhos dos homens. O que ocupa lugar primordial quando os fiéis se congregam em um mesmo lugar são as "pedras vivas" reunidas para "a construção de um edifício espiritual" (1 Pd 2,5). O Corpo de Cristo ressuscitado é o templo espiritual do qual jorra a fonte de água viva. Incorpora-dos a Cristo pelo Espírito Santo, "nós é que somos o templo do Deus vivo" (2Cor 6,16).

2652 O Espírito Santo é "a água viva" que, no coração orante, "jorra para a Vida eterna". É Ele que nos ensina a haurir essa água na própria fonte: Cristo. Ora, existem na vida cristã fontes em que Cristo nos espera para nos dessedentar com o Espírito Santo.

2660 Orar nos acontecimentos de cada dia e de cada instante é um dos segredos do Reino revelados aos "pequeninos", aos servos de Cristo, aos pobres das bem-aventuranças. É justo e bom orar para que a vinda do Reino de justiça e de paz influa na marcha da história, mas é também importante modelar pela oração a massa das humildes situações do cotidiano. Todas as formas de oração podem ser esse fermento ao qual o Senhor compara o Reino. (Cf. Lc 13,20-21).


6.- Refletindo com a Grande Cruzada
CA 75
Cansado de caminhar, sentei-Me junto ao poço em que Jacó tirava água para ele e para o seu rebanho; e, enquanto esperava o regresso dos Meus, veio a mulher samaritana tirar água.
"Dá-Me de beber", disse-lhe, e realmente tinha sede. O resto vos é conhecido… Quis rebaixar-Me até ao ponto de exprimir a Minha necessidade, porque, por meio desta mesma necessidade humana, conquistaria aquela alma e muitas outras, porque Meu gesto foi também para o futuro.


7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.


8.- Virtude do mês:
Pobreza espiritual (Catecismo da Igreja Católica: 520 - 2013 - 2544 - 2545 - 2546)

A pobreza evangélica é pôr o coração somente em Deus e saber usar o dinheiro e os bens materiais para servir os outros.

“Todos os cristãos... devem tentar orientar retamente seus desejos, para que o uso das coisas deste mundo e o apego às riquezas não os impeça, contrários ao espírito de pobreza evangélica, de buscar o amor perfeito”.

“Bem-aventurados os pobres em espírito” (Mt 5,3). As bem-aventuranças revelam uma ordem de felicidade e de graça, de beleza e de paz. Jesus celebra a alegria dos pobres, a quem já pertence o Reino.

O Verbo chama “pobreza em espírito” à humildade voluntária de um espírito humano e sua renúncia; o apóstolo nos dá como exemplo a pobreza de Deus quando diz: “fez-se pobre por nós” (2Cor 8,9)

Esta semana veremos o cânon 2546, que diz textualmente o seguinte:

2546 "Bem-aventurados os pobres em espírito" (Mt 5,3). As bem-aventuranças revelam uma ordem de felicidade e de graça, de beleza e de paz. Jesus celebra a alegria dos pobres, a quem já pertence o Reino:
    O Verbo chama "pobreza em espírito" à humildade voluntária de um espírito humano e sua renúncia; o Apóstolo nos dá como exemplo a pobreza de Deus quando diz: "Ele se fez pobre por nós" (2 Cor 8,9). (São Gregório de Nisa, beat, 1).

E a Grande Cruzada nos diz a respeito:
CM 112 Feliz é tu se te esforças para Me imitar, subindo por certos degraus que dão a sensação de descida. Feliz és tu, alma redimida, se Me segues ao monte das Bem-aventuranças, não com simples contemplação de Minha sabedoria divina, mas com a aceitação diária das necessárias contradições para tornar Minha Palavra operante, em ti... Eu te digo que serás feliz não somente no Céu mas na terra, porque Eu mesmo te darei testemunho interior e também exteriormente.


9.- Propósito para esta semana:

ADORAREI E LOUVAREI AO SENHOR EM ALGUM MOMENTO EM QUE ESTIVER SOZINHO, NÃO IMPORTANDO O LUGAR NEM A HORA. A ELE DAREI GRAÇAS POR TODOS OS SEUS DONS.

Manterei em meu coração o espírito da Quaresma, procurando viver plenamente a pobreza espiritual em cada um de meus atos e pensamentos. Falarei sempre com Jesus, crucificado por meus pecados.

 
Apostolado da Nova Evangelização 2008
Última Atualização ( 20 de março de 2008 )
 
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