|
Semana de 9 a 15 de março de 2008 “Morrer para o pecado é começar a participar da ressurreição de Cristo” A PALAVRA DE DEUS 1ª Leitura: Ez 37,12-14: "Infundirei em vós meu espírito e vivereis" Salmo 129.1-4.6-8: "Do Senhor vem a misericórdia" 2ª Leitura: Rm 8,8-11: "O Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vós" Evangelho: Jo 11,1-45
1.- Leitura do Santo Evangelho segundo São João (Jo 11,1-45) Naquele tempo, 3as irmãs de Lázaro mandaram dizer a Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”. 4Ouvindo isto, Jesus disse: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. 5Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. 6Quando ouviu que este estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. 7Então, disse aos discípulos: “Vamos de novo à Judéia”. 17Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. 20Quando Marta soube que Je-sus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. 23Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” 27Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”. 33bJesus ficou profundamente comovido 34e perguntou: “Onde o colocastes?” Responderam: “Vem ver, Senhor”. 35E Jesus chorou. 36Então os judeus disseram: “Vede como ele o amava!” 37Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” 38De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra. 39Disse Jesus: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, interveio: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”. 40Jesus lhe respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” 41Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. 42Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”. 43Tendo dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” 44O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: “Desatai-o e deixai-o caminhar!” 45Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.” - Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor! 2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:
Hoje novamente São João nos relata, com riqueza de detalhes, um acontecimento milagroso: Jesus ressuscita Lázaro para Glória de Deus, e para reforçar a fé de todos os que o seguem, pois está pronto para partir. Já tinha se transfigurado diante de Pedro, Tiago e João, dando-lhes, com isso, um firme sustento de esperança e fé. Ressuscitou em Cafarnaum a filha de Jairo, e também ao filho de uma viúva em Naim, (ambas cidades galiléias), mas ainda não ressuscitou a ninguém na Judéia, onde Ele mesmo encontrará a morte. Encontra-se realizando sua última viagem pastoral. Está na região da Peréia, chamada “o País do mais além”, do outro lado – na margem oriental – do Jordão, convertendo as pessoas, nas terras onde havia pregado João Batista, quando recebe a notícia sobre a gravidade deste outro muito querido amigo seu: “Senhor, aquele que amas está doente”, mandaram lhe dizer. “Esta doença não leva à morte”, respondeu; e quem sabe se os mensageiros transmitiram textualmente sua resposta a Maria e Marta, ao voltarem a Betânia sem o Messias. O mais provável é que lhes tenham dito “Disse que não morrerá”, ou ainda pior: “Disse que se recuperará”. O que terão sentido as duas ao ver morrer seu irmão? E os outros... o que terão pensado? Ao vê-lo, as duas irmãs lhe dirão, por sua vez, mais ou menos o mesmo: “Se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido” É mais ou menos o mesmo...? Sim, mais ou menos, porque Marta acrescentará: “Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá.” Maria, ao contrário, somente o repreende por sua ausência, não pronuncia palavras de esperança; teria perdido a fé, por causa da morte de seu irmão? Possivelmente sim, mas terá ocasião de redimir-se, pois, como nos esclarece São João, será ela que ungirá os pés do Senhor com um caríssimo perfume de nardo puro, escandalizando a Judas Iscariotes, justamente em meio do que talvez teria sido a festa pela ressurreição de Lázaro, alguns dias depois. (Jo 12,1-8) A passagem de hoje, mostrando-nos a intensa humanidade do Senhor, nos diz que, ao ver o pranto de Maria e dos judeus que estavam com ela, Jesus se comoveu profundamente e chorou. É claro que não chora a morte de seu amigo, porque desde o início havia se mostrado muito sereno a esse respeito. São as lágrimas, é a dor das pessoas o que O comove! Sua dor, e talvez também sua incapacidade para ver mais além, sua falta de esperança, uma vez mais, sua cegueira espiritual... Jesus já chorou, poucos dias antes, diante de seus discípulos. Fê-lo pela sorte de Jerusalém. Ao ver a cidade, certamente de alguma de suas colinas, falou com ela, como quem fala com seus habitantes, e lhe disse: “Se também tu, ao menos neste dia que te é dado, conhecesses o que te pode trazer a paz!... Mas não, isso está oculto aos teus olhos... não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo em que foste visitada.” (Lc 19,41-44) Não reconheceste o tempo em que foste visitada por teu Deus!: O Senhor poderia dizer exatamente o mesmo hoje a quase 90% das pessoas... As lágrimas de Jesus nos revelam, em ambos os casos, o mesmo: Seu Amor e sua Misericórdia pela humanidade... Não nos soam conhecidos esses sentimentos? Não são esse Amor e essa Misericórdia que temos que difundir, em uma Grande Cruzada, à humanidade? Apesar de todos os nossos documentos, de nossa organização como Apostolado, às vezes ainda nos perguntamos como vamos promover essa “Grande Cruzada”, ou queremos saber como fazê-la, e a resposta está ao alcance de nossas mãos: São Pedro nos diz que Jesus passou pelo mundo fazendo o bem (At 10,38), e nós estivemos vendo de perto, especialmente nos últimos domingos. Mas é Jesus Quem novamente nos lançará luz sobre como fazê-lo, dizendo-nos: “E se fazeis bem aos que vos fazem bem, que recompensa mereceis? Pois o mesmo fazem também os pecadores...” (Lc 6,33). É curioso, mas às vezes queremos promover obras faraônicas, levar adiante grandes tarefas, para Glória de Deus, mas estamos faltando ao princípio básico do cristianismo, que é a caridade, queremos correr e não somos capazes de dar o primeiro passo... Ainda não nos amamos de verdade! Ali temos Jesus, de volta neste Evangelho, comovido, chorando e a ponto de realizar o milagre que o levará diretamente à Cruz (pois foi por causa dessa ressurreição que os fariseus precipitaram a decisão de acabar com Ele –- cf. Jo 11,45-53), e podemos ver, como sempre, as opiniões dos justos e dos que não o são tanto: ao ver suas lágrimas alguns judeus disseram: “Vede como ele o amava!” Mas outros o criticavam: “Se abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que este não morresse?” Nós também temos sempre a opção de assumir algum destes papéis, ou outros parecidos; praticamente todo dia, em diversas situações: diante da família, dos vizinhos, dos companheiros de trabalho, dos que colaboram na Paróquia, de nossos irmãos no Apostolado... A decisão, na realidade, é simples: fico com o bom ou destaco o mal; ajo como a maioria ou dou testemunho de Amor e Misericórdia. Na mensagem central deste Evangelho, que certamente terá sido motivo de reflexão na Missa do domingo, Jesus disse a Marta, e diz a nós: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” A primeira pergunta então é: cremos nisto? A pergunta que naturalmente segue é: Como estamos demonstrando isso? 3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada pergunta, para permitir a reflexão dos irmãos) a) Qual é, para mim, a principal mensagem desta passagem do Evangelho? (O que importa aqui é não repetir, simplesmente, que Jesus é a Ressurreição e a Vida – se essa fosse para mim a principal mensagem –, mas expressar o que cada um sente que mais lhe causa impacto nesta Leitura) b) A Fé, a Esperança e a Caridade são dons de Deus. Qual destas três virtudes, presentes de algum modo neste Evangelho, preciso pedir mais a Deus? Por quê? c) Nos momentos em que se misturaram desespero e esperança, morte e vida, ao longo de minha história pessoa, o que me sustenta na fé? d) Estou promovendo uma verdadeira Cruzada de Amor e Misericórdia através de minha vida? Como o faço? 4.- Comentários dos irmãos: Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos.
5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica
994 Jesus liga a fé na ressurreição à sua própria pessoa: "Eu sou a ressurreição e a vida" (Jo 11,25). É Je-sus mesmo quem, no último dia, há de ressuscitar os que nele tiveram crido e que tiverem comido seu corpo e bebido seu sangue. Desde já, Ele fornece um sinal e um penhor disto, restituindo a vida a certos mortos, anunciando com isso sua própria ressurreição, que no entanto será de outra ordem. Deste acontecimento único Ele fala como do "sinal de Jonas", do sinal do templo: anuncia sua ressurreição, que ocorrerá no tercei-ro dia depois de ser entregue à morte. 548 Os sinais operados por Jesus testemunham que o Pai o enviou. Convidam a crer nele. Aos que a Ele se dirigem com fé, concede o que pedem. Assim, os milagres fortificam a fé naquele que realiza as obras de seu Pai: testemunham que Ele é o Filho de Deus. Eles podem também ser "ocasião de escândalo" (cf. Mt 11, 6). Não se destinam a satisfazer a curiosidade e os desejos mágicos. Apesar de seus milagres tão evidentes, Jesus é rejeitado por alguns; acusam-no até de agir por intermédio dos demônios. Nossa resposta deve ser: 1888 É preciso, então, apelar às capacidades espirituais e morais da pessoa e à exigência permanente de sua conversão interior, a fim de obter mudanças sociais que estejam realmente a seu serviço. A prioridade reconhecida à conversão do coração não elimina absolutamente, antes impõe, a obrigação de trazer instituições e às condições de vida, quando estas provocam o pecado, o saneamento conveniente, para que sejam conformes às normas da justiça e favoreçam o bem, em vez de pôr-lhe obstáculos. (cf. LG 36). 1470 Neste sacramento [da reconciliação], o pecador, entregando-se ao julgamento misericordioso de Deus, antecipa de certa maneira o julgamento a que ser sujeito no fim desta vida terrestre. Pois é agora, nesta vida, que nos é oferecida a escolha entre a vida e a morte, e só pelo caminho da conversão poderemos entrar no Reino do qual somos excluídos pelo pecado grave. Convertendo-se a Cristo pela penitência e pela fé, o pecador passa da morte para a vida "sem ser julgado" (Jo 5,24). 6.- Refletindo com a Grande Cruzada CM 48 Eu sou a Ressurreição e a Vida; quem crê em Mim, mesmo que esteja morto, viverá. Assim o disse e o confirmo agora e para sempre. A Ressurreição que procede de Mim é propriamente Minha vida Divina, porque é a causa de toda ressurreição. Assim, sou vossa Ressurreição porque sou a Vida, dou a Vida, infundo o ser e renovo a todos os que crêem em Mim. Tantas ressurreições vossas são superiores à de Lázaro e Eu as realizo num grande silêncio. A ele gritei, pelo povo presente, que saísse do túmulo em que jazia já por quatro dias. A vós chega Minha voz como a Lázaro, para tirá-los fora do pecado e de vossas misérias cotidianas. Oh, sim, não é fácil fazer-vos ressuscitar porque não vos encontro dispostos o bastante e não quereis ouvir Minha voz. Com freqüência não reconheceis Minha voz e credes em outras vozes interessadas que provêm não de Meu peito que arde de amor, mas de miseráveis criaturas rebeldes, ou de vós mesmos, carregados de um sonho moral ou cobertos de vendas dos pés à cabeça. Eu sou a Ressurreição dos corpos sim, mas também das almas; quem crê em Mim viverá para sempre e de Mim, porque a Fé em Mim é o princípio do Amor e o Amor é Minha vida e a vossa. Filhos Meus, ressuscitai crendo, vivei crendo e vereis que o sentido de Minhas Palavras é, como sempre, exato... Convido-vos a ressuscitar, chamo-vos à nova Vida...
7.- Comentários finais: Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.
8.- Virtude do mês: Sacrifício (Catecismo da Igreja Católica: 2099 – 618 – 901 - 2100)
É oferecer a Deus com paciência e amor as renúncias e aborrecimentos que exigem o cumprimento da própria vocação e outras renúncias voluntárias, em função dos interesses do Senhor e do serviço aos nossos irmãos. “Os leigos, enquanto consagrados a Cristo e ungidos no Espírito Santo, têm uma vocação admirável e são instruídos para que os frutos do Espírito se multipliquem neles cada vez mais abundantemente. Pois todos os seus trabalhos, orações e empreendimentos apostólicos, a vida conjugal e familiar, o trabalho de cada dia, o descanso do espírito e do corpo, se forem feitos no Espírito, e as próprias incomodidades da vida, suportadas com paciência, se tornam em outros tantos sacrifícios espirituais, agradá-veis a Deus por Jesus Cristo (cfr. 1 Pd. 2,5); sacrifícios estes que são piedosamente oferecidos ao Pai, juntamente com a oblação do corpo do Senhor, na celebração da Eucaristia. E deste modo, os leigos, agindo em toda a parte santamente, como adoradores, consagram a Deus o próprio mundo.” (LG 34; Cf. LG 10). Esta semana veremos o cânon 618, que diz textualmente o seguinte: 618 A Cruz é o único sacrifício de Cristo, "único mediador entre Deus e os homens". Mas pelo fato de que, em sua Pessoa Divina encarnada, "de certo modo uniu a si mesmo todos os homens", "oferece a todos os homens, de uma forma que Deus conhece, a possibilidade de serem associados ao Mistério Pascal". Chama seus discípulos a "tomar sua cruz e a segui-lo", pois "sofreu por nós, deixou-nos um exemplo, a fim de que sigamos seus passos". Quer associar a seu sacrifício redentor aqueles mesmos que são os primeiros beneficiários dele. Isto realiza-se de maneira suprema em sua Mãe, associada mais intimamente do que qualquer outro ao mistério de seu sofrimento redentor: Fora da Cruz não existe outra escada por onde subir ao céu. (Sta. Rosa de Lima, vida). E a Grande Cruzada nos diz a respeito: CA 146 Segui adiante, que nada vos distraia nem confunda, continuai na obra redentora para salvar almas; muito em breve as vossas penas deixarão de ser penas, vosso pranto será consolado e o vosso trabalho será recompensado. Peço-vos que cumprais vosso dever, assim como Eu vos dou o que Me pedis. Permanecei em oração e vigílias uma vez por mês. Sei que é um sacrifício para vós, mas preciso de sacrifícios. Acudi constantemente ao Altar, onde está exposta a Minha Divina presença; não confieis nos vossos próprios pensamentos, nem no que os vossos ouvidos ouçam, nem no que os vossos olhos vejam do mundo. Confiai unicamente na Minha Palavra, nas advertências de Minha Mãe, e nos dons do Espírito Santo. 9.- Propósito para esta semana:
MEDITAREI EM ORAÇÃO COMO POSSO AJUDAR A FORTALECER A ESPERANÇA ENTRE OS QUE ME RODEIAM E, PEDINDO AO SENHOR QUE ME ASSISTA, COLOCAREI “MÃOS À OBRA”. Analisarei profundamente, diante do Sacrário, o modo em que estou vivendo minha fé; preparar-me-ei para fazer uma Confissão bem feita, e um sacrifício importante até o final desta Quaresma. Apostolado da Nova Evangelização 2008
|