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Semana de 10 a 16 de fevereiro de 2008 “O deserto, cenário da tentação e começo da vitória da Páscoa” A PALAVRA DE DEUS 1ª Leitura: Gn 2,7-9; 3,1-7: “Criação e pecado dos primeiros pais” Salmo 50,3-6.12-14.17: “Misericórdia, Senhor, porque pecamos” 2ª Leitura: Rm 5,12-19: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” Evangelho: Mt 4,1-11
1.- Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus (Mt 4,1-11) Naquele tempo, 1o Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2Jesus jejuou du-rante quarenta dias e quarenta noites, e, depois disso, teve fome. 3Então, o tentador aproximou-se e disse a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!” 4Mas Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”’. 5Então o diabo levou Jesus à Cidade Santa, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, 6lhe disse: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo! Porque está escrito: ‘Deus dará ordens aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra”’. 7Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus!”’ 8Novamente, o diabo levou Jesus para um monte muito alto. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua glória, 9e lhe disse: “Eu te darei tudo isso, se te ajoelhares diante de mim, para me adorar”. 10Jesus lhe disse: “Vai-te embora, Satanás, porque está escrito: ‘Adorarás ao Senhor, teu Deus, e somente a ele prestarás culto”’. 11Então o diabo o deixou. E os anjos se aproximaram e serviram a Jesus. - Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor! 2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho: Humanamente é um pouco difícil entender a expressão do Evangelho que nos diz: “O Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo”. Compreendemos que a Escritura se refere ao Espírito Santo, e isto pode nos parecer muito contraditório, na medida em que não compreendamos a natureza do Plano Salvífico de Deus; mas basta pensar um pouco nisso para dissipar todas as dúvidas e entender as aparentes contradições. Vejamos: Na Primeira Leitura deste domingo, a Liturgia nos fala do sopro de vida que Adão recebeu de Deus, e da maneira pela qual ele e Eva se renderam diante da tentação de satanás: “sereis como Deus”, disse-lhes, e foi suficiente para que caíssem. Por isso se diz que a desobediência e a soberba constituem a própria raiz de todo pecado. Pois bem, sabemos que aquela queda marcou uma “ruptura” na relação entre o homem e Deus; que foi o início das desgraças para a raça humana, e que como conseqüência disso, nossos primeiros pais foram expulsos do Paraíso, perdendo todos os benefícios que ali tinham. Mas, antes disso, o demônio foi o primeiro a receber sua sentença: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar.”(Gn 3,15) Sabemos também, por uma questão de simples lógica, que depois daquele funesto momento, para salvar-nos do pecado e da morte, Deus não teria “precisado” se encarnar, pois Ele é Todo-poderoso, e não precisava nem pestanejar para fazer tudo de novo... Mas aqui tratava-se de restituir essa amizade quebrada, de “recompor” um relacionamento, e nesse relacionamento há, por assim dizer, duas partes que intervêm: Deus e o homem, a divindade e a humanidade. As duas partes, pois, deviam manifestar sua disposição e verdadeiro desejo de reconciliação, e não era suficiente dizer “Sinto muito, Senhor, Prometo que nunca mais faço isto”. Sabemos que viemos do pó, e muitas vezes nossas promessas são de barro. Dali se deriva, pois, a Encarnação de Jesus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que se fez verdadeiro homem para nos redimir, e agora vemos até que ponto foi verdadeiro homem, que como tal teve que ser submetido aos assédios e tentações do demônio. O Espírito de Deus o conduziu então ao deserto para que, como homem, ele se fortalecesse na oração e no jejum, a fim de levar adiante sua missão, e para que, também como homem, recebesse e rejeitasse as tentações de satanás, deixando-nos, com isso, fortíssimos ensinamentos. E ressaltamos (por meio da repetição) a frase “como homem”, porque esse foi desde o início o Plano de Deus: que a descendência da Nova Eva (isto é, da Santíssima Virgem Maria), assim como Ela mesma o faria, pisaria a cabeça do inimigo, iria derrotá-lo, enquanto ele atacava seu calcanhar... Esta sentença inicial de Deus não pode deixar de nos surpreender e nos maravilhas, pois através dela Ele já nos advertia que Jesus lutaria com o demônio e o derrotaria, não por meio de seu poder di-vino, mas com a fraqueza e a debilidade próprias de sua condição humana, de sua carne, simbolizadas pelo calcanhar (que além do mais é onde, habitualmente, as serpentes venenosas ferem o ser humano, desde tempos imemoriais). As tentações que Jesus suportou e rejeitou não foram coisa fácil de resistir, e, como dizíamos, dei-xam-nos um riquíssimo ensinamento, absolutamente necessário, na medida em que sabemos que, por sermos filhos de Deus, e também por sermos filhos de Eva, encontramo-nos metidos em meio a um combate sem igual com todo tipo de demônios. Dizemos “por sermos filhos de Deus”, porque ao não poder fazer nada diretamente contra Ele, sata-nás não se detém em considerações para dar-nos guerra, com o fim de “prejudicar a Deus” fazendo mal às suas criaturas; e “por sermos descendentes de Eva” porque nossa natureza humana, frágil e decaí-da, encontra na carne e no mundo os principais aliados do demônio para nos fazer desfalecer. Agora vamos aos ensinamentos que podemos extrair desta passagem do Evangelho que, por um lado, mostram-nos uma parte importante do “repertório” do demônio, e por outro nos dão algumas pistas sobre como enfrentá-lo. Consideremos: - A primeira tentação é a de converter as pedras em pão, no meio do deserto, e com quarenta dias de jejum! Sem dúvida que esta sedução era bastante eficaz, além de maliciosa, já que satanás propõe a Jesus usar seu poder para vencer a fome. Ou seja, oferece-lhe o prazer. O inimigo também nos convi-da a satisfazer não somente nossas necessidades, mas também nossos desejos, sem disciplinar nosso corpo e nossa vontade: comendo tudo o que nos dá vontade, dormindo mais do que o necessário, di-zendo tudo o que queremos dizer (embora magoemos os outros), etc., etc. Mas Jesus lhe respondeu: “Está escrito: ‘Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus’.” Assim, seu primeiro ensinamento para nós é o da temperança, mas com uma men-sagem adicional importantíssima: alimentai vosso espírito com a Palavra, que está escrita para proveito vosso na Bíblia Sagrada! - A segunda tentação está relacionada com a soberba, e é talvez a mais astuta de todas, pois ao ver que Jesus lhe replicava com a Palavra de Deus na boca, rapidamente satanás tira (como se fosse “da manga”), uma passagem do Antigo Testamento, incitando-o a provar sua fé: "Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo! Porque está escrito: ‘Deus dará ordens aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”. Mas em meio a sua fraqueza, Jesus lhe paga com a mesma moeda: “Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’” Também a nós o inimigo nos convida a “provar nosso poder” de diversas maneiras: fazendo-nos competir desnecessariamente uns com os outros; induzindo-nos à desobediência ou à rebeldia; incitan-do-nos a “mostrar quem somos”; e às vezes até levando-nos ao extremos de fazer nosso “capricho” e vontade, quando a sensatez nos indicaria que devemos fazer o contrário; mas geralmente de um modo mais sutil: fazendo-nos pensar que podemos avançar por este caminho de conversão por nossos pró-prios meios, isto é, sem nos agarrarmos ao Senhor exatamente como uma criança se agarra à mão de seu pai. - A terceira tentação está relacionada com o poder do mundo (ou seja, com o possuir), e nos mostra a tentativa desesperada de Satanás de sair-se bem, a ponto de que não duvida em oferecer a Jesus tudo o que é seu, para fazê-Lo cair. Com efeito, leva-O ao lugar mais alto de um monte para mostrar-Lhe quão poderoso é, e de que maneira os reinos estão submetidos a ele, e lhe diz que tudo aquilo pode ser dele, se se prostrar diante do “dono do mundo”. Quanto a isto, digamos que, hoje em dia, tudo parece válido para se conseguir fama, poder e dinhei-ro, e que Deus não é levado em conta para nada. Quanta gente estaria disposta a vender sua alma ao próprio diabo para viver na opulência, e para ter todos os prazeres que nos oferecem os meios de comunicação! Talvez antes não fosse “tão” assim, mas no final das contas, por sua própria natureza, o homem sempre foi atraído pelo poder e as riquezas, e para 99% das pessoas (excluindo os santos e os que desejam sê-lo) é questão apenas de subir a oferta, para que terminemos por ceder. Pois a Jesus-homem ofereceram a totalidade do poder e a riqueza do mundo, e diante desta “tentadora” situação respondeu: “Vai-te embora, Satanás, porque está escrito: ‘Adorarás ao Senhor, teu Deus, e somente a ele prestarás culto’.” A nós também o inimigo sugere ter cada vez mais coisas de que necessitamos, simplesmente para ter, ou para sermos invejados, admirados, ou sermos “considerados melhores” pelos outros, de tal ma-neira que, embora digamos que só adoramos e queremos servir ao Senhor, muitas vezes nos inclina-mos diante de outros “deuses”, vítimas de nossa própria avareza, vaidade, soberba, etc. Como vemos, as tentações de Cristo não foram nenhum jogo, mas uma batalha terrível. A tentação pela que teve que passar foi tão real para Ele como são para nós aquelas pelas quais temos que passar. Se Ele foi tentado em tudo, da mesma forma que nós, então Ele experimentou o tormento e o com-bate em sua própria consciência, da mesma forma que nós experimentamos quando somos tentados. Quanto temos que aprender de Jesus! Ele não estava disposto a fazer concessões ao mal (com o mal não se negocia!). Resistiu tenazmente a estas provações, e saiu triunfante. Derrotou o inimigo no cam-po de batalha e com as únicas armas que tinha: estava cheio do poder do Espírito Santo, seu alimento era a palavra de Deus. Ele mostrou sua fidelidade ao Pai ao cumprir sua Missão, ensinando-nos deste modo como resistir ao mal cada vez que se nos apresente: muitas vezes, a cada dia! 3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada pergunta, para permitir a reflexão dos irmãos) a) O demônio usa a Bíblia para tentar Jesus. Jesus usa a mesma Bíblia para vencer a tentação! A Bíblia serve para tudo? Como e com que fim eu uso a Bíblia? Para começar: eu a “uso” com alguma freqüência? b) A tentação do pão nos leva a formularmos três perguntas: como falar de Deus a quem tem abundância de tudo? Como falar de Deus a quem sente fome? Como pode falar de Deus quem não está cheio dEle? c) A tentação do prestígio: prestígio do conhecimento; prestígio do dinheiro; prestígio da conduta moral irrepreensível (da santidade); prestígio do bom nome; prestígio do cargo; prestígio da honra... Que tanto os busco em minha vida? d) A tentação do poder. Ali onde duas pessoas se encontrem surge imediatamente uma relação de poder, dizem os sociólogos... Como uso o poder que tenho na vida: na família, na comunidade, no ANE, na sociedade...? Caio diante da tentação, crendo-me mais importante que outros ou procurando conseguir algum benefício pessoal? 4.- Comentários dos irmãos: Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos. 5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica 538 Os Evangelhos falam de um tempo de solidão de Jesus no deserto, imediatamente após seu Batismo por João: "Levado pelo Espírito" ao deserto, Jesus ali fica quarenta dias sem comer, vive com os animais selvagens e os anjos o servem. No final dessa permanência, Satanás o tenta por três vezes procurando questionar sua atitude filial para com Deus. Jesus rechaça esses ataques que recapitulam as tentações de Adão no Paraíso e de Israel no deserto, e o Diabo afasta-se dele "até o tempo oportuno" (Lc 4,13). 539 Os evangelistas assinalam o sentido salvífico desse acontecimento misterioso. Jesus é o novo A-dão, que ficou fiel onde o primeiro sucumbiu à tentação. Jesus cumpre à perfeição a vocação de Israel: contrariamente aos que provocai outrora a Deus durante quarenta anos no deserto, Cristo se revela como o Servo de Deus totalmente obediente à vontade divina. Nisso Jesus é vencedor do Diabo: ele "amarrou o homem forte" para retomar-lhe a presa. A vitória de Jesus sobre o tentador no deserto antecipa a vitória da Paixão, obediência suprema de seu amor filial ao Pai. 540 A tentação de Jesus manifesta a maneira que o Filho de Deus tem de ser Messias o oposto da que lhe propõe Satanás e que os homens desejam atribuir-lhe. E por isso que Cristão venceu o Tentador por nós: "Pois não temos um sumo sacerdote incapaz de compadecer-se de nossas fraquezas, pois Ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado" (Hb 4,15). A Igreja se une a cada ano, mediante os quarenta dias da Grande Quaresma, ao mistério de Jesus no deserto. 2863 Ao dizer "Não nos deixeis cair em tentação", pedimos a Deus que não nos permita trilhar o caminho que conduz ao pecado. Este pedido implora o Espírito de discernimento e de fortaleza; solicita a graça da vigilância e a perseverança final. 2846 Este pedido atinge a raiz do precedente, pois nossos pecados são fruto do consentimento na, tentação. Pedimos ao nosso Pai que não nos "deixe cair" nela. E difícil traduzir, com uma palavra só, a expressão grega "me eisenegkes" (pronuncie: "me eissenenkes"), que significa "não permitas entrar em", "não nos deixeis sucumbir à tentação". "Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta" (Tg 1,13); Ele quer, ao contrário, dela nos livrar. Nós lhe pedimos que não nos deixe enveredar pelo caminho que conduz ao pecado. Estamos empenhados no combate "entre a carne e o Espírito". Este pedido implora o Espírito de discernimento e de fortaleza. 1438 Os tempos e os dias de penitência ao longo do ano litúrgico (o tempo da quaresma, cada sexta-feira em memória da morte do Senhor) são momentos fortes da prática penitencial da Igreja. Esses tempos são particularmente apropriados aos exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, às peregrinações em sinal de penitência, às privações voluntárias como o jejum e a esmola, à partilha fraterna (obras de caridade e missionárias). 1439 O dinamismo da conversão e da penitência foi maravilhosamente descrito por Jesus na parábola do "filho pródigo", cujo centro é "O pai misericordioso": o fascínio de uma liberdade ilusória, o abandono da casa paterna; a extrema miséria em que se encontra o filho depois de esbanjar sua fortuna; a pro-funda humilhação de ver-se obrigado a cuidar dos porcos e, pior ainda, de querer matar a fome com a sua ração; a reflexão sobre os bens perdidos; o arrependimento e a decisão de declarar-se culpado diante do pai; o caminho de volta; o generoso acolhimento da parte do pai; a alegria do pai: tudo isso são traços específicos do processo de conversão. A bela túnica, o anel e o banquete da festa são sím-bolos desta nova vida, pura, digna, cheia de alegria, que é a vida do homem que volta a Deus e ao seio de sua família, que é a Igreja. Só o coração de Cristo que conhece as profundezas do amor do Pai pôde revelar-nos o abismo de sua misericórdia de uma maneira tão simples e tão bela. 6.- Refletindo com a Grande Cruzada CM 26c: Para termos noção das tentações que Jesus quis enfrentar, devemos saber que Satanás, sem saber da divindade de Jesus, maquinava seu plano e tecia suas redes. Ele se admirava de que até então não se lhe tivesse sido permitido tentá-lo, porque nEle via somente um homem. 7.- Comentários finais: Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado. 8.- Virtude do mês: Pobreza espiritual (Catecismo da Igreja Católica: 520 - 2013 - 2544 - 2545 - 2546) A pobreza evangélica é pôr o coração somente em Deus e saber usar o dinheiro e os bens materiais para servir os outros. “Todos os cristãos... devem tentar orientar retamente seus desejos, para que o uso das coisas deste mundo e o apego às riquezas não os impeça, contrários ao espírito de pobreza evangélica, de buscar o amor perfeito”. “Bem-aventurados os pobres em espírito” (Mt 5,3). As bem-aventuranças revelam uma ordem de felici-dade e de graça, de beleza e de paz. Jesus celebra a alegria dos pobres, a quem já pertence o Reino. O Verbo chama “pobreza em espírito” à humildade voluntária de um espírito humano e sua renúncia; o apóstolo nos dá como exemplo a pobreza de Deus quando diz: “fez-se pobre por nós” (2Cor 8,9) Esta semana veremos o cânon 2544, que diz textualmente o seguinte: 2544 Jesus ordena a seus discípulos que O prefiram a tudo e dos e lhes propõe que "renunciem a todos os bens" por causa dele e do Evangelho. Pouco antes de sua paixão, deu-lhes como exemplo a pobre viúva de Jerusalém que, de sua indigência, deu tudo o que possuía para viver. O preceito do despren-dimento das riquezas é obrigatório para se entrar no Reino dos céus. E a Grande Cruzada nos diz a respeito (CM 30) Outra vez falamos sobre esta frase: “Bem-aventurados os pobres em espírito”. Agora, para vosso proveito, direi que os verdadeiros pobres em espírito foram feitos por Mim, dando esta virtude aos escolhidos de maneira especial. A humildade – à qual aludia – é uma grande pobreza porque se alimenta de verdade. O humilde, portanto, é arca de luz, pela qual vê sua própria miséria e goza dela, porque dela se desprende mais Minha riqueza. O pobre em espírito considera a si mesmo como foi como é e como seria; vê os abismos nos quais cairia sem Mim. Verdadeiramente, feliz aquele que é pobre de soberba e humildemente se reconhece como necessitado de Mim. Espiritualmente age como convém ao humilde, e por isso se lança em Meus braços, confiante e agradecido. A humildade gera amor e o amor produz humildade. A felicidade é o amor, não a própria miséria; é o amor confiante que nasce ao vos verdes miseráveis, mas acolhidos por Mim. 9.- Propósito para esta semana: ANALISAREI QUAL É O PECADO QUE MAIS SE REPETE EM MIM, E ESTAREI ATENTO PARA VER DE QUAL FORMA O INIMIGO ME TENTA, E ASSIM EVITAR VOLTAR A CAIR NO MESMO PECADO, ANTECIPANDO-ME À TENTAÇÃO. Meditarei sobre minhas tentações mais freqüentes e rezarei muito pedindo ao Senhor que me fortaleça diante delas. Recordarei que à frente de minhas misérias está a MISERICÓRDIA de Deus, e que devo aprender a ser mais agradecido por ela. Afinal de contas, Deus me perdoa somente por amor, e devo pagar com amor o que o Supremo Amor me dá. Apostolado da Nova Evangelização 2008 |