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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

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Devoções

Sagrados CoraçõesPratique a Devoção aos Corações de Jesus e de Maria, fazendo a Comunhão Reparadora das Primeiras Sextas-feiras e dos Primeiros Sábados de cada mês.
Epifania do Senhor PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   
06 de janeiro de 2008

Semana de 06 a 12 de janeiro de 2008
“Apareceu o Senhor, e os povos caminham à sua luz”.

A PALAVRA DE DEUS
1ª Leitura: Is 60,1-6: “Apareceu sobre ti a glória do Senhor”
Salmo: 71,2.7-8.10-13: “Os reis de toda a terra hão de adorá-lo”
2ª Leitura: Ef 3,2-3a; 5-6: “Agora foi revelado que os pagãos são admitidos à mesma herança”
Evangelho: Mt 2,1-12: “Viemos do Oriente para adorar o Rei”


1.- Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus (Mt 2,1-12)

1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.
3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado assim como toda a cidade de Jerusalém.
4Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5Eles responderam: “Em Belém, na Judéia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”.
7Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.
9Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino.
10Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande.
11Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.
12Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.  
- Palavra da Salvação!
- Glória a Vós, Senhor!

 

2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

Epifania significa “manifestação”. Jesus se manifesta aos homens ao se dar a conhecer como Filho de Deus. A Igreja celebra como “epifanias” (ou manifestações do Senhor) três acontecimentos distintos: Sua Epifania aos Reis Magos, que é a que comemoramos agora, sua Epifania a São João Batista, verificada no momento de seu batismo nas águas do Jordão (que recordaremos na semana que vem), e sua Epifania aos seus discípulos, no começo de sua vida pública, por meio do milagre realizado nas Bodas de Caná.

No entanto, esta Primeira Epifania, sobre a qual meditamos hoje, é talvez a más importante, na medida em que manifesta o alcance universal da Vinda de Jesus, agora reconhecido e adorado pelos Reis Magos, que representam a toda a humanidade em sua diversidade de raças.

Jesus nasceu em Belém, na Judéia, diz a Palavra do Senhor; e nos parece importante recordar os significados que tem o nome desse povoado que ainda hoje é pequeno, e se encontra apenas a uns 9 quilômetros ao sul de Jerusalém. Belém quer dizer “casa de carne” em árabe, e “casa do pão” em hebraico. Era, pois, desde sempre o plano de Deus que naquela pequena aldeia o Verbo se fizesse carne, para habitar entre nós, e depois ser nosso Pão de Vida Eterna.

Imaginemos por um instante a cena que de maneira breve nos narra o Evangelho: Jesus bebê, talvez não recostado sobre a palha, mas aninhado nos braços protetores de Maria, em uma caverna humilde e fria. Evoquemos ao generoso e nobre senhor São José, que não por ser adotivo se sentiria menos pai... De repente chegam esses homens estranhos, de rostos singulares e vestimentas diferentes, para se prostrarem reverentes diante de seu terno bebezinho, dizendo: “Viemos adorá-lo”. Que surpresa devem ter levado José e Maria!

Em meio à humildade daquele ambiente, os três sábios ou “magos”, representantes da futura Igreja, ajoelhavam-se diante de nosso Redentor, oferecendo-lhe ouro, incenso e mirra. Quantos quilômetros teriam percorrido para chegar até ali! Quanto tempo, andando por caminhos e não-caminhos, cruzando desertos, montes e atalhos, simplesmente para se prostrarem aos pés do Messias!

O Evangelho nos diz que ao conhecer e ouvir os magos, o rei Herodes ficou perturbado “assim como toda a cidade de Jerusalém”... Não era para menos! Mas detenhamo-nos um instante para pensar: muitas vezes devemos ter escutado que Jesus foi assassinado por seu discurso revolucionário, porque com ele afetava os interesses das classes dominantes, por suas críticas tenazes aos fariseus e seus desafios à casta sacerdotal dos saduceus...

No entanto, como sabemos pelos versículos que seguem a passagem evangélica que lemos hoje, o desejo de “desfazer-se” de Jesus esteve presente em uma parte da humanidade desde o próprio momento de seu nascimento, pois tal como o anunciara o Espírito Santo pela boca do ancião Simeão (e como Ele mesmo o diria várias vezes durante sua pregação), Ele tinha vindo ao mundo para ser “sinal de contradição”.

O Sumo Bem se encarnou para derrotar o mal, e daí vem a contradição, não somente “entre” os homens, mas também no próprio interior de cada homem e mulher, quando as vozes do mundo lhe sussurram ao ouvido coisas muito diferentes, quando não diretamente opostas, às que Jesus ensinou.

O mal, encarnado nesse momento nos ciúmes de Herodes, começava assim sua luta contra o Menino Deus, que já era a Luz do Mundo. Os demônios começavam a estremecer diante da presença imutável, cristalina e diáfana de nosso Senhor.

E esse mesmo mal, que se opõe à Verdade de Jesus Cristo, adota as mais diversas formas, figuras, “razões”, argumentos, excusas e estratégias na civilização atual: disfarça-se de “tolerância”, de “amplitude de critério”, de “respeito à diversidade de opções”... de uma série de mentiras com as quais, como diria nosso querido padre Jesús Azcorra, acaba-se por faltar ao respeito a uma maioria, supostamente com o propósito de respeitar as minorias... (Cf. Vida y Evangelio  pág. 20 - Obs.: sacerdote e obra mexicanos).

Para ali avançam as leis na maioria de nossos países, em matéria de despenalização do aborto, casamentos homossexuais, educação sexual obrigatória desde o jardim da infância e outra série de aberrações. E o que é que nós fazemos a respeito? É necessário que os cristãos trabalhemos muito e levemos mais a sério nossa missão, que não é outra senão promover o reinado de Jesus Cristo, seu conhecimento e reconhecimento entre todas as nações, impregnando os diversos ambientes com o Evangelho que acolhemos em nossos corações.

Como sugerem algumas homilias a propósito desta passagem evangélica: de certa maneira, através dos personagens introduzidos no relato, o Evangelho desta semana nos põe diante de uma encruzilhada, diante da qual devemos fazer uma escolha precisa: ou reconhecemos e acolhemos o Senhor, que nasceu para todos, e o glorificamos, ou permanecemos indiferentes diante dEle até que buscamos eliminá-lo, matá-lo... 

Tendo contemplado e adorado o Senhor, os “magos” são homens novos, têm consigo um novo céu e uma nova terra. Estão livres dos enganos de Herodes e do mundo, e por isso retornam à vida por um caminho totalmente novo. Encontrarmo-nos com o Senhor e prostrarmo-nos em adoração a Ele transforma nossas vidas e nos faz caminhar por novas sendas. 

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada pergunta, para permitir a reflexão dos irmãos)

a) Como fizeram os “magos do Oriente”, estou disposto a sair de minhas comodidades, quantas vezes seja necessário, para encontrar-me diretamente com Jesus, ou para encontrar Seu rosto no rosto dos mais necessitados? 

b) “Viemos para adorá-lo”, disseram eles. Vou com freqüência diante do Senhor, com o único desejo e a disposição de adorá-lo?

c) Que estou fazendo concretamente para colaborar com a missão da Igreja, de fazer com que todos os povos glorifiquem ao Senhor? O que mais poderia fazer, neste ano que começa, através do Apostolado? Eu o farei?

d) Meu comportamento, minha atitude em geral, minhas relações familiares, de trabalho e de amizade, contribuem para que eu aproxime pessoas do Senhor? Todos me identificam como cristão?

e) As pessoas que me conhecem, crêem que sou uma pessoa irrepreensível, feliz e digna de imitar? Se não é assim, é porque eu não estou procurando, com todas as minhas forças, parecer-me com Cristo, não estou dando o testemunho que devo dar primeiro, antes de me pôr a fazer algo para “evangelizar” os outros. 

 

4.- Comentários dos irmãos:

Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos. 

 

5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

O que nos ensina a Igreja: cânones 422 – 528 – 846 (Deus enviou seu Filho para nos salvar):

422 “Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, enviou Deus seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei, para remir os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial” (Gl 4,4-5). Este é “o Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”: Deus visitou seu povo, cumpriu as promessas feitas a Abraão e à sua descendência; fê-lo para além de toda expectativa: enviou seu “Filho bem-amado”. (Cf. Mc 1,11).

528 A epifania é a manifestação de Jesus como Messias Israel, Filho de Deus e Salvador do mundo. Com o Batismo de Jesus no Jordão e com as bodas de Caná, ela celebra a adoração de Jesus pelos “magos” vindos do Oriente. Nesses “magos”, representantes das religiões pagãs circunvizinhas, o Evangelho vê as primícias das nações que acolhem a Boa Nova da salvação pela Encarnação.

A vinda dos magos a Jerusalém para “adorar ao Rei dos Judeus” mostra que eles procuram em Israel, à luz messiânica da estrela de Davi, aquele que será o Rei das nações. Sua vinda significa que os pagãos só podem descobrir Jesus e adorá-lo como Filho de Deus e Salvador do mundo voltando-se para os judeus e recebendo deles sua promessa messiânica, tal como está contida no Antigo Testamento. A Epifania manifesta que “a plenitude dos pagãos entra na família dos patriarcas” e adquire a “dignidade israelítica”. (MR, Vigília pascal 26: oração depois da terceira leitura). 

O que deve ser nossa resposta: cânones 849 - 2044 (A fidelidade dos batizados): 

849 O mandato missionário. “Enviada por Deus às nações para ser 'o sacramento universal da salva-ção', a Igreja, em virtude das exigências intimas de sua própria catolicidade e obedecendo à ordem de seu fundador, esforça-se para anunciar o Evangelho a todos os homens” (AG 1): “Ide, portanto, e fazei que todos os povos se tomem discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28,19-20) 

2044 A fidelidade dos batizados é condição primordial para o anúncio do Evangelho e para a missão da Igreja no mundo. Para manifestar diante dos homens sua força de verdade e de irradiação, a mensa-gem da salvação deve ser autenticada pelo testemunho de vida dos cristãos: “O próprio testemunho da vida cristã e as boas obras feitas em espírito sobrenatural possuem a força de atrair os homens para a fé e para Deus”. (AA 6).

 

6.- Refletindo com a Grande Cruzada:

CM 26 Chegado Meu tempo, quis nascer em Belém e predispus Roma para o censo. Foi um símbolo, com o qual tinha a intenção de reunir os homens para dar a muitos a sensação de Minha chegada até eles. Mas não o compreenderiam e, para despertá-los, já se moviam para Jerusalém os Magos, que provocariam as pesquisas dos Sacerdotes judeus nas Escrituras. No entanto, também estes últimos permaneceram insensíveis. Comigo não estariam senão Maria e José; com efeito, em Belém Me esperava a incompreensão para acompanhar-me até a Cruz.

 

7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês:

Fortaleza (Catecismo da Igreja Católica: 1808-1809-1811-1831-1837) 

Esta semana veremos o cânon 1808, que diz o seguinte:

1808 A fortaleza é a virtude moral que dá segurança nas dificuldades, firmeza e constância na procura do bem. Ela firma a resolução de resistir às tentações e superar os obstáculos na vida moral. A virtude da fortaleza nos torna capazes de vencer o medo, inclusive da morte, de suportar a provação e as perseguições. Dispõe a pessoa a aceitar até a renúncia e o sacrifício de sua vida para defender uma causa justa. “Minha força e meu canto é o Senhor” (Sl 118,14). “No mundo tereis tribulações, mas tende cora-gem: eu venci o mundo” (Jo 16,33). 

A Grande Cruzada nos diz a esse respeito:

CA 135 Nas vossas maiores provas, vinde ao Meu Coração Eucarístico, que é vossa força na peregrinação terrestre. Assim fortalecidos diariamente, continuais o caminho para a morada eterna, onde, em glorioso êxtase, reconhecereis entre vós aqueles que tiverem feito de sua vida uma oferta de amor para a glória de Deus e o bem das almas.

 

9.- Propósito para esta semana:

Procurarei visitar Jesus, no Santíssimo Sacramento do Altar, com toda minha família. Se algum(s) de eles resistir, buscarei explicar-lhe(s) com paciência a importância de manifestar a Deus o amor e a gratidão a Ele devida, e se possível lhe(s) falarei das imensas graças que se recebe ao estar diante de Jesus Eucarístico. Mas de maneira alguma permitirei que este CONVITE se converta em um motivo para quebrar a paz de meu lar.

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