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Semana de 4 a 10 de novembro 2007 Alvejaram suas vestes no Sangue do Cordeiro A PALAVRA DE DEUS 1ª Leitura: Ap 7, 2-4.9-14: São os que vieram da grande tribulação. Salmo 23: Quem será digno de subir ao monte do Senhor? 2ª Leitura: 1 Jo 3, 1-3: Agora somos filhos de Deus. Evangelho: Mt 5, 1-12a
1.- Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus (Mt 5, 1-12a) Naquele tempo, 1ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos 2e Ele começou a ensiná-los, dizendo: 3«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o rei-no dos Céus. 4Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra. 5Bem-aventurados os que cho-ram, porque serão consolados. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus. 11Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos per-seguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. 12aAlegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa».. - Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor! 2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:
As 8 bem-aventuranças, expressas na terceira pessoa do plural, têm em Mateus um caráter solene e universal, para todas as pessoas e para todos os tempos. Elas condensam a grande novidade do Evangelho, em contraste flagrante com o próprio pensamento religioso judaico então vigente, para não falarmos do espírito mundano, hedonista, do paganismo de então e do de agora. Elas não são expressão de uma “ética dos débeis”, mas sim dum ideal de vida para almas fortes e generosas, correspondem a uma ética que, quando vivida a sério, é capaz de renovar as pessoas e a sociedade, como o demonstra a vida de todos os santos. 3“Bem-aventurados”. Esta tradução (em vez de “felizes”) reforça a idéia de que o Senhor promete a felicidade na bem-aventurança eterna e, ao mesmo tempo, já nesta vida, ao dizê-la do presente: “deles é” (não diz “deles será”). As bem-aventuranças são o mais surpreendente código de felicidade, e não se trata de uma felicidade qualquer: é uma felicidade incomparável, interior e profunda, embora ainda não possuída de modo perfeito e completo na vida terrena. “Os pobres em espírito”. “No Antigo Testamento, o pobre está já delineado não só como uma situa-ção econômico-social, mas como um valor religioso muito elaborado: é pobre quem se apresenta diante de Deus com uma atitude humilde, sem méritos pessoais, considerando a sua realidade de homem pecador, necessitado do perdão divino, da misericórdia de Deus para ser salvo. Daí que, além de viver com uma sobriedade e uma austeridade de vida reais, efetivas, ele aceite e quer tais condições de pobreza não como algo imposto pela necessidade, mas voluntariamente, com afeto (…). A ‘explicação’ de Mateus, em espírito, sublinha a exigência dessa mesma pobreza: não é pobre em espírito quem só o é obrigado pela sua situação econômico-social, mas sim quem, além disso, é pobre querendo essa pobreza de modo voluntário (…). Esta atitude religiosa de pobreza está muito relacionada com a chamada infância espiritual. O cristão considera-se diante de Deus como um filho pequeno que não tem nada como propriedade; tudo é de Deus, o seu Pai, e a Ele lho deve. De qualquer modo, a pobreza em espírito, isto é, a pobreza cristã, exige o desprendimento dos bens materiais e uma austeridade no uso deles” (J. M. CASCIARO). 4“Os humildes”. A tradução preferiu um termo mais suave do que “os mansos”, que são os que sofrem serenamente e sem ira, ódio ou abatimento, as perseguições injustas e as contrariedades. De fato só os humildes são capazes da virtude da mansidão, pois não dão demasiada importância a si próprios. A “terra” que possuirão é a nova terra prometida, isto é, o Céu. 5“Os que choram”, isto é, os aflitos, e muito particularmente os que têm o coração cheio de mágoa por terem ofendido a Deus e que, com vontade de reparação, choram e deploram os seus pecados. 6“Fome e sede de justiça”. A idéia de justiça na Sagrada Escritura é uma idéia de natureza religiosa: justo é aquele que cumpre a vontade de Deus, e justiça corresponde a santidade, vocação a que todos são chamados. 8“Os puros de coração” são, em geral, os que têm uma intenção reta, os que são capazes de um amor puro, limpo e nobre, os que têm um olhar reto e são; está, portanto, englobada a castidade, mas não é só ela. 9 “Os que promovem a paz” (uma tradução mais expressiva do que pacíficos) são os que promovem a paz entre os homens e dos homens com Deus, fundamento sério de toda a paz no mundo. 11-12 Depois das 8 bem-aventuranças anteriores, que formam um bloco (uma inclusão marcada pela fór-mula “porque deles é o reino dos Céus”: vv. 3 e 10), há uma ampliação e uma aplicação da 8ª e últi-ma bem-aventurança, direta aos ouvintes: “Bem-aventurados sereis...” Pe. Geraldo Morujão http://www.presbiteros.com.br/ 3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada pergunta, para permitir a reflexão dos irmãos) a) De que maneira buscamos viver as bem-aventuranças evangélicas? Meditemos sobre cada uma delas: - somos desapegados? - sabemos exercitar a humildade? - nossas aflições têm origem em nosso egoísmo ou em nossa consciência do pecado (nosso e de outros) diante de Deus? - sabemos distinguir quando buscamos realmente justiça e não vingança? - buscamos a glória de Deus realmente ou o reconhecimento pessoal diante da comunidade? - sabemos promover a paz? - rezamos e bendizemos os que nos perseguem porque procuramos ser bons? 4.- Comentários dos irmãos: Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos. 5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica 459 O Verbo se fez carne para ser nosso modelo de santidade: "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim..." (Mt 11,29). "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai a não ser por mim" (Jo 14,6). E o Pai, no monte da Transfiguração, ordena: "Ouvi-o" (Mc 9,7). Pois Ele é o modelo das Bem-aventuranças e a norma da Nova Lei: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 15,12). Este amor implica a oferta efetiva de si mesmo em seu seguimento.. 828 Ao canonizar certos fiéis, isto é, ao proclamar solene que esses fiéis praticaram heroicamente as virtudes e viveram na fidelidade à graça de Deus, a Igreja reconhece o poder do Espírito de santidade que está em si e sustenta a esperança dos fiéis, propondo-os como modelos e intercessores. "Os santos e as santas sempre foram fonte e origem de renovação nas circunstâncias mais difíceis da história da Igreja." Com efeito, "a santidade é a fonte secreta e a medida infalível de sua atividade apostólica e de seu elã missionário". 1716 As bem-aventuranças estão no cerne da pregação de Jesus. Seu anúncio retoma as promessas feitas ao povo eleito desde Abraão. Jesus as completa, ordenando-as não mais simples bem-estar gozoso na terra, mas ao Reino dos Céus 1723 A prometida bem-aventurança nos coloca diante de escolhas morais decisivas. Convida-nos a purificar nosso coração de seus maus instintos e a procurar o amor de Deus acima de tudo. Ensina que a verdadeira felicidade não está nas riquezas ou no bem-estar, nem na glória humana ou no poder, nem em qualquer obra humana, por mais útil que seja, como as ciências, a técnica e as artes, nem em outra criatura qualquer, mas apenas em Deus, fonte de todo bem e de todo amor. A riqueza é o grande deus atual; a ela prestam homenagem instintiva a multidão e toda a massa dos homens. Medem a felicidade pelo tamanho da fortuna e, segundo a fortuna, medem também a honradez... Tudo isto provém da convicção de que, tendo riqueza, tudo se consegue. A riqueza é, pois, um dos ídolos atuais, da mesma forma que a fama... A fama, o fato de alguém ser conhecido e fazer estardalhaço na sociedade (o que poderíamos chamar de notoriedade da imprensa), chegou a ser considerada um bem em si mesma, um sumo bem, um objeto, também ela, de verdadeira veneração.
6.- Refletindo com a Grande Cruzada: CA 142 A salvação não depende de hoje, de amanhã ou de ontem, mas do último instante. Por isso, deveis arrepender-vos e confessar-vos com freqüência. Vós vos salvais porque Eu vos salvei, e não pelos vossos méritos. Somente o grau de glória que recebeis na eternidade depende dos vossos méritos. Por isso, deveis praticar o propósito de emenda e repetir freqüentemente: "Meu Jesus, em tuas mãos encomendo o meu espírito." Não deveis temer o julgamento. Eu, como humilde Cordeiro, envolvo as almas com um amor indescritível. A alma que anseia estar limpa, chega ao julgamento para encontrar-se com o Amor. Por outro lado, a alma orgulhosa detesta este Amor; ela mesma se distancia de Mim e isto em si mesmo é o inferno. 7.- Comentários finais: Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado. 8.- Virtude do mês: Durante este mês de novembro, praticaremos a virtude da Humildade (Catecismo da Igreja Católica: 299 – 1937 – 559 – 2540 – 2554) “Eu não dou todas as virtudes na mesma medida a cada um (...) Existem virtudes que eu distribuo desta maneira, ora a um ora a outro. (...) A este a caridade; a outro a justiça; a este a humildade, àquele uma fé viva...” (S. Catarina de Sena, Il Diálogo da Divina Providência 7ª ed. G. Cavallini (Roma 1995) p. 23-2).
A humildade evangélica é: - Reconhecermo-nos dependentes de Deus
- Admitir a necessidade de ajuda de Deus
- Aceitar as próprias qualidades ou defeitos
- Reconhecer as qualidades dos outros
Esta semana veremos o parágrafo 2546, que diz textualmente o seguinte: 2546 "Bem-aventurados os pobres em espírito" (Mt 5,3). As bem-aventuranças revelam uma ordem de felicidade e de graça, de beleza e de paz. Jesus celebra a alegria dos pobres, a quem já pertence o Reino (Lc 6, 20): O Verbo chama "pobreza em espírito" à humildade voluntária de um espírito humano e sua renúncia; o Apóstolo nos dá como exemplo a pobreza de Deus quando diz: "Ele se fez pobre por nós" (2 Cor 8,9). (S. Gregorio de Nisa, beat, 1).
A Grande Cruzada nos diz a esse respeito: CA 107 Exaltarei o humilde, e o conduzirei diretamente ao fim das suas fadigas, sem que conheça as qualidades que acabará por adquirir no seu caminho para a completa luz. O humilde Me agrada porque reproduz em si o Meu despojamento, o Meu aniquilamento; agrada-Me o humilde porque é o espelho da verdade e Eu considero sua vida como uma preciosa história na qual estão escritas coisas admiráveis e inspiradas. Não é verdadeiro e humilde aquele que se esforça com palavras em declarar suas misérias, na verdade, algumas vezes esta espécie de humildade recebe o prêmio já na terra; porque no Céu Eu premiarei muito melhor aquela outra humildade que procede da íntima e firme convicção de seu nada e de suas culpas. A origem da humildade está no amor. Quanto mais o amor aumenta, maior é a humildade na alma. Portanto, fortalecei o vosso amor e recebereis tudo o que se relaciona à bela e santa humildade. Seja um só o vosso exercício: crescer no amor, do qual dependem todas as outras virtudes. E para crescer no amor, já sabeis qual é vossa parte. Com efeito, Eu dou sempre um amor maior àqueles que se esforçam em mortificar-se. Ficai alegres, a humildade não é abatimento. Desfrutai do Meu Divino amor, sem tristeza, mas felizes pela vossa condição de miseráveis que usufruem de todas as Minhas infinitas riquezas… 9.- Propósito para esta semana: ESTA SEMANA ME ESFORÇAREI PARA “VER JESUS”, PARA CONTEMPLÁ-LO MEDITANDO SOBRE SUA HUMILDE GRANDEZA. (“Olharão para aquele que transpassaram” -Jo 19,37-).
Pensarei em todas as cosas que PRECISO MUDAR para assemelhar-me a Ele, e escolherei entre elas A MAIS “URGENTE”, para começar DE IMEDIATO a trabalhar nessa mudança, assistido pela Graça de Deus, que receberei com os Sacramentos, e o magnífico poder da oração. Repitamos freqüentemente a jaculatória que se pode ler nas Sagradas Escrituras: “Reconduzi-nos a vós, Senhor; e voltaremos...” (Lam 5,21) Apostolado da Nova Evangelização 2007 |