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Semana de 21 a 27 de outubro de 2007 «Pedi e vos será dado» A PALAVRA DE DEUS 1ª Leitura: Ex 17, 8-13: Enquanto Moisés conservava a mão levantada, Israel vencia. Salmo 120, 1-2, 3-4, 5-6, 7-8: Do Senhor é que me vem o meu socorro, do Senhor que fez o céu e fez a terra. 2ª Leitura: 2 Tim 3,14-4,2: O homem de Deus será perfeito e qualificado para toda boa obra. Evangelho: Lc 18, 1-8
1.- Leitura do Santo Evangelho segundo São Lucas (Lc 18, 1-8) Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: 2”Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ 4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito ho-mem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!’” 6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus, não fará justiça aos seus esco-lhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? 8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” - Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor! 2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:
Jesus rezava sempre. Muitas passagens do Evangelho nos mostram o Senhor “retirando-se”, subindo ao monte, ou indo ao deserto para orar… particularmente quando devia tomar uma decisão importante. E se Ele, sendo verdadeiro Deus, vivia em uma permanente comunicação com Seu Pai, mediante a oração, quanto mais necessitaremos nós, simples mortais, ter essa especial união com Ele para guiar nossos passos por este mundo! É por isso que, além de Seu exemplo, de Sua atitude orante, Jesus nos pede, de viva voz, que façamos o mesmo: que oremos incessantemente… “sem nunca desistir”, nos diz a leitura desta semana. Ensina-nos que, quando fizermos uma oração pedindo algo ao Pai, façamo-lo com a firme convicção de que Ele nos ouvirá e agirá sempre fazendo ou concedendo-nos aquilo que é o melhor para nós. E é bom agir assim, sobretudo pensando que, com um pouquinho de fé (do tamanho de um grãozinho de mostarda), poderemos conseguir, com o Poder de Deus, tudo o que for necessário e conveniente para nós e para os outros, por mais impossível que pareça. No entanto, a segurança de que seremos ouvidos por Deus não nos dispensa de continuar fazendo oração permanentemente… É muito freqüente encontrarmos católicos que passaram um tempo pedindo algum favor a Deus, a maioria das vezes com verdadeira urgência, e com necessidades reais e prementes, mas que em pouco tempo se envolvem de tal maneira nessas mesmas misérias, que acabam por crer que não são ouvidos, que estão sendo castigados, ou até que não existe um Deus que os ouça. Diante destas atitudes de fé frágil ou hesitante, é que Jesus nos pede que oremos sem desistir. Orar, embora passe o tempo, por mais que vejamos que não nos acontece o que pedimos, pois nosso Pai que está nos Céus sempre nos dará aquilo que for o melhor para nós, embora esse melhor esteja longe do objeto de nosso pedido, já que Jesus disse: “Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa”. A Justiça de Deus não tem limites, e em sua infinita Sabedoria Ele conhece muito melhor do que nós o que realmente nos convém. Pode ser que, se nos concedesse o que Lhe pedimos, sobreviesse para nós algum mal que agora não podemos ver, ou que, se conseguimos vislumbrar, parece-nos pouco em relação com “o bem” que [pensamos que] nos proporcionaria o pedido que fazemos… Mas é aí que devemos dar mais espaço para nossa Fé. O ponto é, como sempre: cremos ou não cremos… E, se cremos, devemos estar seguros de que, permanecendo perseverantes na oração, obtere-mos do Senhor o que é verdadeiramente melhor para nós, embora não compreendamos. Justamente sabendo de nossa falta de perseverança, da fragilidade de nossa fé, o Senhor deixa no ar, nesta passagem do Evangelho, uma pergunta transcendental e que, especialmente neste tempo, deve nos levar a refletir profundamente sobre nossas convicções (tanto pessoais como da sociedade em seu conjunto): “O Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”. Essa pergunta pode se aplicar aos que declaram não crer em Deus, e conseqüentemente não rezam… Também se aplica perfeitamente aos que oramos com desespero quando temos motivos de pena, ne-cessidade ou angústia e, assim que estes desaparecem, levam consigo nossa oração, nossa conver-são, e tudo o que prometemos ao Senhor nos momentos de amargura… Mas também se aplica a todos os que, sentindo-nos muito agradecidos, muito espirituais, muito orantes, temos a mesma atitude do juiz da parábola (de não temer a Deus e não nos importarmos com as pessoas), de ofender ao Senhor caindo em nossas fraquezas, de sermos indiferentes às necessidades alheias, ou de condenar nossos irmãos por seus erros, assim que acontece algum conflito com eles. Partindo da perspectiva pessoal, podemos imaginar o olhar e o tom com que Jesus nos pergunta, a cada um de nós: “Quando Eu voltar, ou quando te chamar para junto de Mim, encontrarei fé suficiente em ti?” Imaginemos também o olhar e o tom com que cada um de nós responderia a Ele. 3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada pergunta, para permitir a reflexão dos irmãos) a) Dedico o tempo necessário à oração? Estou me servindo dela o suficiente para crescer em graça e santidade? Além de rezar, converso com o Senhor sobre minhas coisas, falo a Ele sobre o que penso e sinto? b) Ponho em minhas orações a perseverança necessária, consciente de que é a oração que, em última instância, me mantém próximo de Deus e, portanto, na via segura para salvar-me? c) Quando faço minhas orações, faço-as com a humildade de me saber impotente, até para conduzir minha própria vida e, portanto, absolutamente dependente da ajuda divina? Reclamo coisas do Senhor com freqüência, ou O trato como amigo, mas como verdadeiro “Amo e Senhor”? d) Se o Senhor se apresentasse diante de mim neste exato momento, encontraria a fé que espera? Ele Se sentiria bem-vindo? Ele Se sentira realmente bem, visitando minha alma? 4.- Comentários dos irmãos: Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos. 5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica 2629 O vocabulário referente à súplica tem muitos matizes no Novo Testamento: pedir, implorar, supli-car com insistência, invocar, clamar, gritar e mesmo “lutar na oração”. (Cf. Rom 15,30; Col 4,12). Mas sua forma mais habitual, por ser a mais espontânea, é o pedido: é pela oração de súplica que exprimimos a consciência de nossa relação com Deus: como criaturas, não somos nem nossa origem, nem senhores das adversidades, nem nosso fim último. Mas, como pecadores, sabemos, na qualidade de cristãos, nos afastamos de nosso Pai. O pedido já é uma volta para Ele. 2630 O Novo Testamento contém poucas orações de lamentação, freqüentes no Antigo Testamento. Agora, em Cristo ressuscitado, o pedido da Igreja é sustentado pela esperança, embora estejamos ainda na expectativa e devamos nos converter cada dia. Brota de outra profundeza o pedido cristão, que S. Paulo chama de gemidos, os da criação, em “dores de parto” (Rm 8,22), os nossos, também “à espera da redenção de nosso corpo, pois nossa salvação é objeto de esperança” (Rm 8,23-24), enfim, “os gemidos inefáveis do próprio Espírito Santo que “socorre nossa fraqueza, pois nem sequer sabemos o que seja conveniente pedir” (Rm 8,26). 6.- Refletindo com a Grande Cruzada: CM 49 Quisera fazer-vos ver desde o Céu o conjunto das orações e oferendas que sobem até Mim du-rante as funções sagradas, para vos demonstrar o quão certo é que na oração se queimam as escórias, isto é, alivia-se o peso das misérias humanas, e o homem, através de inumeráveis graus de adoração, coloca-se na melhor condição para ser ajudado por Mim. Quanto me agrada quem persevera na oração! Como quer que o homem reze, merece socorro. Não será sempre o que pediu, mas Eu não posso e não quero que Minhas criaturas peçam e não recebam. CA 106 Determinei dar a quem Me invoca com afeto, com fé, uma recompensa especial no Céu: por todas as vezes que Me chamou na terra, outras tantas será louvado por todos os bem-aventurados no Céu. Mas aquele que Me chama distraidamente ou por hábito, que espera de Mim se nem sequer repara em Meu Nome? Este Nome não dá força se não Me amais; não pode suscitar sentimentos de piedade se não se pronuncia mais com o coração do que com os lábios. Quem conhece o poder que encerra o Nome que Meu Pai Me deu? Quem conhece a doçura que contém este Nome que foi revelado à Minha Virgem Mãe? Já há séculos o mundo Me chama e sempre com pouco amor. Quantas ladainhas de distraídos chegam aos Meus ouvidos sensíveis e atentos! Mas, por que não Me entendeis, não refletis que só Eu tenho o santo, glorioso, melífluo Nome, que é salvação e amor? Chamai-me sempre com confiança. Sem pensardes se tendes Graças a pedir-Me; quando menos Me pedirdes, mais recebereis. Chamai-me sempre, porque quero estar perto de vós e dar-vos tudo de Mim. A toda a hora, de dia e de noite, no trabalho, em todos os lugares, chamai-Me apaixonadamente: Jesus! 7.- Comentários finais: Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado. 8.- Virtude do mês: Durante este mês, praticaremos a virtude da Temperança (Catecismo da Igreja Católica: 1838 – 1805 – 1809 – 1834 – 2290 – 2407) 1809 A temperança é a virtude moral que modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos dentro dos limites da honestidade. A pessoa temperante orienta para o bem seus apetites sensíveis, guarda uma santa discrição e "não se deixa levar a seguir as paixões do coração" (Cf. Eclo 5, 2; 37, 27-31). A temperança é muitas vezes louvada no Antigo Testamento: "Não te deixes levar por tuas paixões e refreia os teus desejos" (Eclo 18,30). No Novo Testamento, é chamada de "moderação" ou "sobriedade". Devemos "viver com moderação, justiça e piedade neste mundo" (Tt 2,12). Esta semana veremos o parágrafo 2290, que diz textualmente o seguinte: 2290 A virtude da temperança manda evitar toda espécie de exceção, o abuso da comida, do álcool, do fumo e dos medicamentos. Aqueles que, em estado de embriaguez ou por gosto imoderado pela velocidade, põem em risco a segurança alheia e a própria, nas estradas, no mar ou no ar, tomam-se gravemente culpáveis. A Grande Cruzada nos diz a esse respeito: CA 4 Muitos seguem falsos ideais e sempre ficam ansiosos pelo bem que no entanto lhes escapa, por causa das ilusões com que enchem o entendimento e o coração. Eu Me deixo encontrar, manifesto-Me aos que desembaraçam sua alma dos vícios e defeitos, do egoísmo e da soberba. Que ninguém espere conhecer a verdade se não abandonar o que é enganador. CA 32 O caminho que a humanidade segue vai direto para seu extermínio… Se te fosse possível contemplar por um instante, ficarias horrorizada com a hediondez de certos pecados que se cometem com o propósito deliberado de Me ofender. O horror dos crimes que cometem os homens, criando filhos para matá-los, utilizando a sua vida como se utiliza um pedaço de couro para remendar um outro pedaço… A dimensão das ofensas que são feitas contra a Divindade, as blasfêmias e os sacrilégios que se dizem e fazem contra Ela. Até entre os Meus existe esta horrível confusão. Levantaram-se contra Mim em seu orgulho e não ouvem Minha voz; seguem somente a voz dos seus apetites, acomodando sua vida e consciência à voz de suas paixões. Como posso estar entre aqueles que, deixando de lado a Minha Palavra porque ela é dura, só seguem a de sua soberba? 9.- Propósito para esta semana: SABENDO QUE EM MAIOR OU MENOR GRAU EXISTEM VÍCIOS QUE NUBLAM MINHA VIDA (RANCORES, ÓDIOS, FALATÓRIO, FOFOCAS, PREGUIÇAS, MOLEZAS, IRRESPONSABILIDADES, DESCUIDOS, FALTAS DE INTERESSE, OMISSÕES, ETC.), PROCURAREI DESLIGAR-ME DE CADA UM DELES POR VEZ, MEDIANTE A ORAÇÃO CONSTANTE, MINHA SÚPLICA AO SENHOR E MEU ESFORÇO PESSOAL.
Procurarei fazer com que as pessoas ao meu redor façam o mesmo, mas sem fazê-lo notar, sem assumir uma atitude de “mestre”, e tendo sempre como meta e como limite a CARIDADE. Apostolado da Nova Evangelização 2007 |