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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 08 de setembro de 2008
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XXVI Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

Semana de 30 de setembro a 6 de outubro de 2007
Amor aos pobres

A PALAVRA DE DEUS
1ª Leitura: Am 6, 1.4-7: Os que levam uma vida imoral serão desterrados.
Salmo 145,7.8-9a.9bc-10: Bendize, minha alma, e louva ao Senhor!
2ª Leitura: 1Tm 6,11-16: Guarda o Mandamento até a vinda do Senhor. 

1.- Leitura do Santo Evangelho segundo São Lucas (Lc 16,19-31)

19Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava. 20Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico. 21Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico... Até os cães iam lamber-lhe as chagas. 22Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. 23E estando ele nos tormentos do infer-no, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio. 24Gritou, então: - Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas. 25Abraão, porém, replicou: - Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento. 26Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que que-rem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá. 27O rico disse: - Rogo-te então, pai, que mandes Lázaro à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, 28para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles parar neste lugar de tormentos. 29Abraão respondeu: - Eles lá têm Moisés e os profetas; ouçam-nos! 30O rico replicou: - Não, pai Abraão; mas se for a eles algum dos mortos, arrepender-se-ão. 31Abraão respondeu-lhe: - Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixa-rão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos.
- Palavra da Salvação!
- Glória a Vós, Senhor!

 

2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

A liturgia nos leva outra vez a meditar sobre quão efêmeros e fugazes são os bens terrenos, chamando novamente nossa atenção para a maneira com que o cristão deve agir diante das coisas materiais.

Jesus pretende dar-nos uma lição sobre o futuro que espera os que colocam sua esperança no dinheiro, nos prazeres e nas riquezas materiais, em vez de acumular os tesouros espirituais que lhes permitirão entrar no Reino dos Céus.

O homem rico, uma vez condenado, já não tem nada a fazer para melhorar sua situação. De nada lhe servirá cada um dos centavos que juntou! Em lugar de gastar sua fortuna em procurar sua salvação e a de sua família, fazendo bom uso do dinheiro (como nos sugeria o Senhor no Evangelho do domingo passado), o rico epulário empregou-a em procurar para si gostos e prazeres temporais, cegado pelos atrativos materiais que se lhe apresentavam.

Certamente, o castigo que mereceu teve origem em sua falta de misericórdia para com Lázaro, de quem Jesus nos diz que “desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico”…
De sua parte, o pobre Lázaro colocou toda a sua esperança na Misericórdia de Deus, em Quem finalmente encontrou o consolo para seu sofrimento (que em todo caso foi passageiro, pois o suportou só enquanto vivia nesta Terra). Agora lhe cabe “beneficiar-se” daquele sacrifício terreno para toda a eternidade.

Entretanto, notemos que o rico condenado não foi tratado com desonra, mas até com compaixão. Essa é, pois, a atitude dos santos no céu, representados na figura de Abraão, que intercedem pela humanidade, mas que ao ver a falta de desejo de salvação de muitos mortais, não podem fazer mais que compadecer-se pela pouca visão com que eles encaram suas vidas, porque não enxergam um palmo adiante do seu nariz.

A presença de Abraão neste relato é muito necessária, não só porque ele foi sempre o Patriarca indiscutível (primeiro de Israel e depois de todos nós, como Povo de Deus), mas também porque, se houve algo que o caracterizou, além de sua fé inquebrantável, foi seu absoluto desapego em relação às coisas do mundo. Recordemos que cedeu as melhores terras a seu sobrinho Ló, deixando que ele escolhesse primeiro a sua parte; que depois o resgatou de Sodoma, negando-se a tomar algum despojo apesar de sua vitória... e que até foi capaz de oferecer em sacrifício o seu único filho, Isaac, por amor e obediência a Deus.

No relato de Jesus, vemos como primeiro o condenado pede piedade a Abraão, para receber algum consolo. Ao ver que isso não era possível, implora que ao menos se advirta a tempo aos seus, sobre o erro em que estavam vivendo, para evitar-lhes o tormento eterno. Porém a resposta do Patriarca é contundente, profética e muito esclarecedora para nós, que ainda estamos nesta vida: “Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos.” Naturalmente, Jesus estava prevendo com isso que, apesar de sua própria Ressurreição, muita gente se negaria a crer e a converter-se.

É o que acontece hoje com um grande número de homens e mulheres: Apesar das provas – inclusive históricas – da Ressurreição de Cristo, o ser humano continua brincando de ser “Deus”, e vive esta vida como se fosse a única. Vê tão distante a hora de sua morte, que prefere nem pensar no que virá depois.

Deus manifestou-se à humanidade de maneiras surpreendentes ao longo da história, para esclarecer toda dúvida sobre seu poder, sua realeza e o amor que nos tem como Pai. Também se manifesta de modos diversos na vida pessoal de cada um, mas só se pode reconhecer esta presença divina com um coração piedoso e atento para escutar as inspirações do Espírito, para decifrar os sinais dos tempos e o sentido dos acontecimentos. Se com todas estas demonstrações a criatura não repensa sua condição e sua missão transcendente, nada a convencerá.

Cristo já realizou nossa salvação, mas isso não quer dizer que ela se aplique de maneira automática. Ele nos habilita a sermos salvos, mas depene de cada um escolher, dia a dia, o caminho adequado… Temos o raciocínio para discernir o bem do mal, a liberdade para escolher o que é bom e a vontade para fazê-lo, de modo que, se nos confundimos no caminho, é por nossa própria e voluntária cegueira. O caminho é o que nos conduz à porta estreita, mas sempre será mais cômodo ir pelo largo e espaçoso, como o rico epulário, não é verdade?...

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente cada questão e fazer um instante de silêncio após cada pergunta, para permitir a reflexão dos irmãos)

a) Tenho consciência de que preciso estar mais atento às necessidades de meus irmãos do que às minhas próprias? Que poderei fazer para ir “crucificando” cada dia um pouco mais este “eu”, que por sua vez se esforça para colocar-se sempre em primeiro lugar, satisfazer seus gostos, tratar-se bem e receber o melhor trato possível de todos os outros?

b) Cada ato de misericórdia que eu realize em minha vida atual será um investimento para a futura... Se faço hoje um balanço de meus investimentos, quanto tenho investido na Terra e quanto no Céu? Como poderei inclinar a balança para os investimentos celestiais? Vivo na Terra com os olhos voltados para o Céu?

c) Que posso fazer para “interceder”, enquanto estou vivo, pela salvação dos meus (de minha família, de meus amigos, de meus companheiros...)? Jesus deseja que eu me interesse mais pela salvação de quem?...

d) Como reconheço as constantes manifestações de Deus em minha vida? O que devo fazer, uma vez que as reconheça, para não as deixar passar, como certamente deve ter acontecido em várias ocasiões ao rico epulário?

4.- Comentários dos irmãos:

Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários, buscando a participação de todos.


5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

2443 Deus abençoa aqueles que ajudam os pobres e reprova aqueles que se afastam deles: "Dá ao que te pede e não voltes as costas ao que te pede emprestado" (Mt 5,42). "De graça recebestes, de graça dai" (Mt 10,8). Jesus Cristo reconhecerá seus eleitos pelo que tiverem feito pelos pobres. Temos o sinal da presença de Cristo quando "os pobres são evangelizados" (Mt 11,53; Lc 4, 18).

2444 "O amor da Igreja pelos pobres... faz parte de sua tradição constante (CA 57)." Inspira-se no Evangelho das bem-aventuranças(Cf. Lc 6, 20-22), na pobreza de Jesus (Cf. Mt 8, 20)e em sua atenção aos pobres(Cf. Mc 12, 41-44). O amor aos pobres é também um dos motivos do dever de trabalhar, "para se ter o que parti-lhar com quem tiver necessidade (Cf. Ef 4, 28). Não se estende apenas à pobreza material, mas também às numerosas formas de pobreza cultural e religiosa. (Cf. CA 57).

544 O Reino pertence aos pobres e aos pequenos, isto é, aos que o acolheram com um coração humilde. Jesus é enviado para "evangelizar os pobres" (Lc 4,18; Cf. Lc. 7, 22). Declara-os bem-aventurados, pois "o Reino dos Céus é deles" (Mt 5,3); foi aos "pequenos" que o Pai se dignou revelar o que permanece escondido aos sábios e aos entendidos(Cf. Mt 11, 25). Jesus compartilha a vida dos pobres desde a manjedoura até a cruz; conhece a fome (Cf. Mc 2, 23-26; Mt 21, 18),  a sede(Cf. Jo 4, 6-7; 19, 28) e a indigência (Cf. Lc 9, 58). Mais ainda: identifica-se com os pobres de todos os tipos e faz do amor ativo para com eles a condição para se entrar em seu Reino (Cf. Mt 25, 31-46).

2448 "Sob suas múltiplas formas - extrema privação material, opressão injusta, enfermidades físicas e psíquicas e, por fim, a morte -, a miséria humana é o sinal manifesto da condição natural da fraqueza em que o homem se encontra após o primeiro pecado e da necessidade de uma salvação. É por isso que ela atrai a compaixão de Cristo Salvador, que quis assumi-la sobre si, identificando-se com os 'mais pequeninos entre seus irmãos'. É também por isso que todos aqueles que ela atinge são objeto de um amor preferencial por parte da Igreja, que, desde as suas origens, apesar das falhas de muitos de seus membros, não deixou nunca de trabalhar por aliviá-los, defendê-los e libertá-los. Ela o faz por meio de inúmeras obras de beneficência, que continuam a ser, sempre e por toda parte, indispensáveis." (CDF, instr. "Libertatis conscientia" 68).

6.- Refletindo com a Grande Cruzada :

CM 93 Filhinhos, certamente, sem sombra de dúvida, a ascensão mística está reservada aos mais pobres entre os homens, porque somente na pobreza voluntária o homem se eleva a cumes incríveis. Faço amar a pobreza material, pelo nobre fim de elevá-los das angústias às delícias.
A simples pobreza não dá a verdadeira riqueza, a não ser a pobreza desejada, porque de pobres simplesmente pobres, há milhões sem que sequer suspeitem os bens que poderiam ter se fossem pobres por vontade própria, pobres de juízo, desprendidos de todas as coisas e sinceramente desprendidos de si mesmos.

Por isso, quando aparecem estes heróis que a Igreja honra e a quem eu corôo, produz-se na terra um movimento de atenção ao seu redor, atenção, no mais, curiosa e fria, raramente compreensiva, afetuosa.

Quem ama aquele que nada tem e nada quer possuir? Todos procuram possuir; muito poucos desprezam o ter. Tanto assim que as prisões estão cheias de ladrões e mais cheio está o restante do mundo que caminha livremente. Aquele que tem quer o alheio, o que não tem quer possuir. Em troca, o que é pobre segundo Meu Coração, se tem não ama o que tem, e com mais freqüência nada tem porque Eu lhe infundo o espírito de pobreza voluntária.

Seria lógico que te falasse de Minha pobreza, daquela Minha virtude que aparecia tanto mesmo exteriormente; no entanto, se Eu te falasse compreenderias pouco, o mesmo quanto à pobreza de Minha Mãe. Mas dei outros exemplos ao mundo, exemplos mais compreensíveis de pessoas, modeladas segundo Minha divina pobreza, cujo coração estava e está livre de apegos às coisas e às pessoas terrenas, pois está todo cheio de amor pelo Céu, por Mim.

Vender o que se tem, disse, vender se se tiver que vender, mas em todo caso dar-se inteiro em holocausto ao Meu amor, para que, esvaziando-se, o homem se preencha. E esvaziar-se é sempre um grande sofrimento; dar de si o melhor, isto é, o querer e o entender, é sempre doloroso. Isto é negar-se a si mesmo e quanto mais vos negardes neste sentido, sereis mais livres, leves, felizes, cheios de Mim.

Não da coisa, mas do apego à coisa que Eu reclamo, não uma Pessoa mas o desmedido apego a essa pes-soa. Isto é fazer-se pobre e ao mesmo tempo enriquecer-se cada vez mais.

Pobre homem, criatura Minha que vives no que tens, que miserável te vejo!. Enquanto mais coisas tens, mais miserável és, quanto mais apegos tens, mais inútil te fazes para ti mesmo. Meu Querer é que muitas vezes te priva desta coisa ou daquela pessoa que não acrescentaria muito para tua vida espiritual. Quando crerás nisto?

7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

8.- Virtude do mês:

Durante este mês, praticaremos a virtude da Esperança (Catecismo da Igreja Católica: parágrafos 1813-1817-1818-1820-2090-2091-2092)

1817 A esperança é a virtude teologal pela qual desejamos como nossa felicidade o Reino dos Céus e a Vida Eterna, pondo nossa confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos não em nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo. “Continuemos a afirmar nossa esperança, porque é fiel quem fez a promessa” (Hb 10,23).

Quando Deus se revela e chama o homem, este não pode responder plenamente ao amor divino por suas próprias forças. Deve esperar que Deus lhe dê a capacidade de lhe devolver o amor e de agir conforme os mandamentos da caridade.

A esperança é aguardar confiantemente a bênção divina e a bem-aventurada visão de Deus; é também o temor de ofender o amor de Deus e de provocar seu castigo.

A virtude da esperança corresponde ao anseio de felicidade colocado por Deus no coração de todo homem; assume as esperanças que inspiram as atividades dos homens; purifica-as para ordená-las ao Reino dos céus; protege do desalento; sustenta em todo desfalecimento; dilata o coração na espera da bem-aventurança eterna. O impulso da esperança preserva do egoísmo e conduz à graça da caridade.

Esta semana veremos o parágrafo 2092, que diz textualmente o seguinte:

2092 Há duas espécies de presunção. Ou o homem presume de suas capacidades (esperando poder salvar-se sem a ajuda do alto), ou então presume da onipotência ou da misericórdia de Deus (esperan-do obter seu perdão sem conversão e a glória sem mérito).

A Grande Cruzada nos diz a esse respeito:

CM 101 Ah, Pedro, Pedro! Que exemplo de humana fragilidade deixaste ao mundo que não entende ainda tua grande miséria de então! Estavas pronto a morrer por Mim e te antepuseste a todos manifes-tando a soberba de que então estavas cheio. Os outros, sim – dizias – eu não Te trairei". E no fim os outros não caíram tão baixo como tu, foram pusilânimes mas não Me renegaram tão abertamente como tu, Meu Pedro, o fizeste. E isto, por quê?

Porque não permaneceste Comigo orando, de modo que Meu inimigo te fez cair servindo-se de uma pobre gente, mas sobretudo de tua falta de união Comigo.

Pedro, Pedro de Meu Coração, oh, Meu pequeno e amadíssimo Pedro. Em todo o mundo se referirá até o fim a tua fraqueza e a Minha Misericórdia, mas todos os que querem Me seguir, refleti que a tríplice queda de Pedro proveio da presunção que o separou de Mim e que lhe impediu de orar, porque ora aquele que crê ter necessidade de socorro, não aquele que se presume de forte. Que quereis que vos acrescente? Dei-vos exemplo, esclareci por que se cai na tentação da carne e do espírito.

Permanecei Comigo, oraremos juntos; isto é, Eu orarei em vós e por vós, já que este é propriamente o sentido de Meu pedido. Asseguro-vos que sereis ouvidos e ao mesmo tempo preservados.

9.- Propósito para esta semana:

SEREI MAIS CONSCIENTE DE MINHA FRAGILIDADE, DE MINHA FRAQUEZA DE CADA DIA,
E APLICAREI ESPECIAL VONTADE PARA PEDIR A PROTEÇÃO DE JESUS E DE MARIA,
ATRAVÉS DA ORAÇÃO, ESPECIALMENTE NOS MOMENTOS DE TENTAÇÃO OU DE MAIOR FRAQUEZA.

Oração: Senhor, mostrai-me sempre minha fraqueza, e permiti que jamais desapareça em mim a dor por meus pecados e a urgência de procurar prontamente o sacramento da Reconciliação. Amém.

 

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