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Das mensagens de Fátima: Apelo à Récita Diária do Terço (Irmã Lúcia).
 

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 28 de agosto de 2008
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XXIII Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

Semana de 9 a 15 de setembro de 2007
«Renuncia a tudo... e segue-me»

A PALAVRA DE DEUS
1ª Leitura: Sb 9, 13-19. Que homem, pois, pode conhecer os desígnios de Deus, e penetrar nas determinações do Senhor?
Salmo 89,3-4.5-6.12-13.14 e 17: Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.
2ª Leitura: Flm 9b-10.12-17: Recebe-o... já não como escravo, mas como irmão caríssimo.
Evangelho: Lc 14,25-33: Quem não carrega a sua cruz... não pode ser meu discípulo.

1.- Leitura do Evangelho
25Muito povo acompanhava Jesus. Voltando-se, disse-lhes: 26Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo. 28Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la? 29Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele, 30dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar. 31Ou qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? 32De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz. 33Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.
- Palavra da Salvação!
- Glória a Vós, Senhor!

 

2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

O Senhor nos diz que, para segui-lO, é necessário desprender-se de pai e mãe, de mulher e filhos, de irmãos e irmãs, e inclusive da própria pessoa... Qualquer um diria que “o chão sumiu” quando nos foi pedido semelhante grau de renúncia, não é mesmo? No entanto, o primeiro mandamento da Lei de Deus nos diz clara e contundentemente: “...amarás a Deus de todo teu coração, com todas as tuas forças, com todo o teu ser...”

Evidentemente, na maioria dos casos não se trata de “desprezar” ou separar-se fisicamente das pessoas (e em particular as que dependem de nós, ou aquelas de quem dependemos), mas de reconhecer a proeminência e supremacia de Deus acima de tudo o mais.

A Igreja nos ensina sabiamente que todo pecado tem origem em algum tipo de apego desmedido pelas criaturas, em um afeto ou estima que nos leva a antepô-las ao Criador. Naturalmente, a principal dentre essas criaturas costuma ser eu mesmo, e é por um excessivo “apego” a esse “eu” que se costuma ofender a Deus de tantas maneiras: faltando à verdade para justificar-se e não ficar mal, acumulando bens ilicitamente, procurando para si prazeres indevidos, ou cobiçando os bens alheios, atentando contra a vida humana, etc.

O que Jesus nos diz é que absolutamente nada nem ninguém deveria se converter em um obstáculo para seguir a Deus, conforme o chamado pessoal que Ele nos faz.

É claro que reconhecer sinceramente a primazia de Deus sobre tudo o mais, e agir em conseqüência disto não é tarefa fácil, e somente se conseguirá isto com uma luta permanente, tenaz e às vezes muito dura... Tanto, que o próprio Jesus a qualifica como “cruz”, e esclarece que quem não toma sobre si essa cruz (neste caso a cruz da doação total de si mesmo), não pode ser discípulo Seu.

Quando Ele se volta para nos chamar, e Sua Palavra produz dor, pelos laços que apertam com força os afetos de nossas vidas, perguntas se entrelaçam em nossa mente, e só uma resposta humilde emerge dentre as ruínas das promessas que tantas vezes não cumprimos: uma resposta que se inicia por sua vez com uma só pergunta: Senhor, a quem iremos? Somente Tu tens palavras de vida eterna.

Jesus nos pede que façamos freqüentemente uma análise detalhada e cuidadosa de nossos apegos, tanto com relação às pessoas como às nossas posses. Pede-nos que, especialmente ao iniciar o caminho de nossa conversão, analisemos muito detalhadamente nossa vida, e que o façamos com particular esmero, assim como o arquiteto deve fazer seus orçamentos, para não correr o risco de deixar sua obra pela metade. Recordemos que Jesus nos disse também: “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus.” (Lc 9,62).

Por isso, quando essa análise nos mostrar que a luta será demasiado forte para nossas capacidades, convém que busquemos a maneira de construir nosso caminho aos poucos, um passo por vez, e sempre agarrados confiante e firmemente às mãos de Jesus e de Maria. 

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente e fazer um instante de silêncio após cada pergunta, para permitir a reflexão dos irmãos)

a) Se alguém vem a mim e não se desprende... não pode ser meu discípulo, diz o Senhor. Estou trabalhando para “me desfazer” de tudo o que prende meu coração, impedindo-me de seguir a Jesus? (Os afetos desordenados, o apego às minhas posses e às coisas do mundo, etc...)

b) Tenho consciência de que a cruz que Jesus me pede para carregar, para ser Seu discípulo, exige de mim a vivência da lógica do amor gratuito por todos e minha entrega completa a Deus e aos outros?

c) Minha capacidade de pensar alimenta minha vida de fé, ou esta se reduz a um impulso interior que se desvanece com as tarefas cotidianas? Isto é: amo a Deus também com a mente e com a vontade, ou é apenas um sentimento romântico, e por isso pouco estável?

d) “Quem não renuncia a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo”, diz o Senhor... Estou convencido de que a chave do seguimento de Cristo é a pobreza de meu espírito, e que somente assim chegarei à felicidade absoluta de pertencer completamente a Deus?

 

4.- Comentários dos irmãos:
Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários sobre a passagem lida e a análise feita. Como sempre, se buscará a participação de todos. 

 

5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

2544 Jesus ordena a seus discípulos que O prefiram a tudo e dos e lhes propõe que "renunciem a todos os bens" (Cf. Lc 14, 33) por causa dele e do Evangelho (Cf. Mc 8, 35). Pouco antes de sua paixão, deu-lhes como exemplo a pobre viúva de Jerusalém que, de sua indigência, deu tudo o que possuía para viver Cf. Lc 21, 4). O preceito do desprendimento das riquezas é obrigatório para se entrar no Reino dos céus.

2556 Odesapego das riquezas é necessário para entrar no Reino dos Céus. "Bem-aventurados os pobres de coração."

1973 Além de seus preceitos, a Nova Lei comporta também os conselhos evangélicos. A distinção tradicional entre os mandamentos de Deus e os conselhos evangélicos se estabelece em relação à caridade, perfeição da vida cristã. Os preceitos se destinam a afastar tudo o que é incompatível com a caridade. Os conselhos têm como meta afastar o que, mesmo sem lhe ser contrário, pode constituir um obstáculo para o desenvolvimento da caridade Cf. S. Tomás de Aquino, s. th. 2-2, 184, 3).

1974 Os conselhos evangélicos manifestam a plenitude viva da caridade que jamais se mostra satisfeita, por não poder dar mais. Atestam seu dinamismo e solicitam nossa prontidão espiritual. A perfeição da Nova Lei consiste essencialmente preceitos do amor a Deus e ao próximo. Os conselhos indicam caminhos mais diretos, meios mais fáceis, e devem ser praticados conforme a vocação de cada um:

(Deus) não quer que cada pessoa observe todos os conselhos mas apenas aqueles que são convenientes, conforme a diversidade das pessoas, dos tempos, das ocasiões e das forças, com o exige a caridade; pois ela, como a rainha de todas as virtudes, de todos os mandamentos, de todos os conselhos, em suma, de todas as leis e de todas as ações cristãs, a todos e todas dá seu grau, sua ordem, o tempo e o valor. (S. Francisco de Sales, amor 8,6).

931 Entregue a Deus supremamente amado, aquele que pelo Batismo já estava consagrado a ele é assim consagrado mais intimamente ao serviço divino e dedicado ao bem da Igreja. Pelo estado de consagração a Deus, a Igreja manifesta Cristo e mostra como o Espírito Santo age nela de maneira admirável. Os que professam os conselhos evangélicos têm, pois, por missão primeiramente viver sua consagração. Mas "enquanto dedicados, em virtude da própria consagração, ao serviço da Igreja têm obrigação de se entregar, de maneira especial, à ação missionária no modo próprio de seu instituto". (CDC 783; Cf. RM 69).

933 Seja este testemunho público, como no estado religioso, ou mais discreto, ou até secreto, o advento de Cristo permanece para todos os consagrados a origem e a orientação de sua vida:

Como o povo de Deus não possui aqui na terra morada permanente, o estado religioso manifesta já aqui neste mundo a todos os crentes a presença dos bens celestes, dá testemunho da vida nova e eterna adquirida pela redenção de Cristo, prenuncia a, ressurreição futura e a glória do Reino celeste. (LG 44).

940 "Sendo a característica do estado leigo viver em meio ao mundo e aos negócios seculares, são eles chamados por Deus a exercer seu apostolado no mundo à guisa de fermento, graças ao vigor de seu espírito cristão." (AA 2).

941 Os leigos participam do sacerdócio de Cristo: cada vez mais unidos a ele, desenvolvem a graça do Batismo e da Confirmação em todas as dimensões da vida pessoal, familiar, social e eclesial e realizam, assim, o chamado à santidade, dirigido a todos os batizados.

942 Graças à sua missão profética, os leigos "são também chamados a serem testemunhas de Cristo em tudo, no meio da comunidade humana" (GS 43, 4).

943 Graças à sua missão régia, os leigos têm o poder de vencer o império do pecado em si mesmos e no mundo, por sua abnegação e pela santidade de sua vida (Cf. LG 36).

 

6.- Refletindo com a Grande Cruzada : 

CM 97: Criaturas prediletas!, o amor de vosso Deus não é tão pequeno como imaginais; Meu Amor é mar ilimitado, monte inacessível ao qual chega quem abandona todas as noções finitas, para entrar nas infinitas que Eu mesmo sugiro às almas amantes. 

 

CM 140: Se Eu disse que quem não toma sua cruz não é digno de seguir-Me, com isso queria me referir à série interminável ou quase interminável de todas as coisas pelas quais passa vossa alma, seja por fatos externos, seja por coisas interiores. Além disso, é maior o interior, já que, se do exterior chegam penas, estas podem ser combatidas, e em todo caso suportadas, ajudando-se com a alavanca de vossa humanidade ou afastando-se de tais embates, de todas as penas que poderiam causar-vos as coisas, as situações, as pessoas. Enquanto que, no caso das interiores, as coisas mudam radicalmente. Vamos analisar isso... 

A alma está apta para receber mais os consolos que os desconsolos; mais a glória que o sacrifício; nutre-se de tudo aquilo que crê que lhe cai bem, que a alimenta. De repente surge um tropeço, um descuido e o inimigo mortal avança e ataca desapiedadamente com engano e total astúcia. Começa a torturá-la com a recordação de suas faltas passadas, continua com o temor, a insegurança do amanhã. Fá-la vislumbrar outro tipo de consolos, e a seduz para o que é fácil, par ao que poderia parecer seguro e, finalmente, coloca-a no beco da depressão e do medo.

Ali, encurralada, é como uma avezinha que está presa por um falcão, move-se, agita-se, sacode as asas, volta a encolher-se em um canto, incapaz de tomar uma decisão, de alçar vôo, de enfrentar seu perseguidor. 

Neste estado, se não está forte, se não se nutriu de Mim, de Minha Palavra, Meu amor, do Pão dos Fortes, será muito fácil que acabe se entregando ao perseguidor e fique letalmente presa entre suas gar-ras. Mas se, pelo contrário, estiver revestida de Mim, não temerá cair nas mãos do opressor porque sabe que Eu a resgatarei, porque confia n esta Misericórdia sem limites, porque confia em seu Deus.

Em verdade vos digo, que todo mártir foi antes presa de angústias internas, dor, queixa e angústia. Todo Santo levou sua cruz com amor, com valentia. Nenhum se esquivou de sua cruz, assim como eu não Me esquivei dela, podendo ter acabado naquele momento com a maldade do inimigo das almas.

Se Eu levei Minha Cruz com alegria para comprazer e Meu Pai, por que o homem quer ser mais que seu Mestre? Não está dada nenhuma potestade ao ser humano para querer passar por sobre Quem o conduz... Eu o disse: quem quiser ser Meu discípulo tome sua cruz de cada dia e siga-Me.

Oh, filhos, Nenhuma cruz levada com amor merecerá desprezo, nenhuma ficará sem recompensa, pois ao imitar a vosso Senhor, identificai-vos com o Deus-Homem. Meu Pai assim curou a enfermidade e a culpa: crucificando-Me pelas mãos de Meus irmãos; e Eu disse: Pai, perdoai-os. Perdoai-os porque não sabem o que fazem.

Em verdade, não sabíeis que naquela hora o Céu se esvaziou de Misericórdia para vós, e se esvaziou o inferno de condenados contra Mim...? Meditai nisto, filhos, meditai uma e outra vez porque é que torno de novo e de novo a ser crucificado em cada um de vós.

 

7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês: 

Durante este mês, praticaremos a virtude da Esperança (Catecismo da Igreja Católica: parágrafos 1813-1817-1818-1820-2090-2091)

1817 A esperança é a virtude teologal pela qual desejamos como nossa felicidade o Reino dos Céus e a Vida Eterna, pondo nossa confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos não em nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo. "Continuemos a afirmar nossa esperança, porque é fiel quem fez a promessa" (Hb 10,23).

Quando Deus se revela e chama o homem, este não pode responder plenamente ao amor divino por suas próprias forças. Deve esperar que Deus lhe dê a capacidade de lhe devolver o amor e de agir conforme os mandamentos da caridade. 

A esperança é aguardar confiantemente a bênção divina e a bem-aventurada visão de Deus; é também o temor de ofender o amor de Deus e de provocar seu castigo.

A virtude da esperança corresponde ao anseio de felicidade colocado por Deus no coração de todo homem; assume as esperanças que inspiram as atividades dos homens; purifica-as para ordená-las ao Reino dos céus; protege do desalento; sustenta em todo desfalecimento; dilata o coração na espera da bem-aventurança eterna. O impulso da esperança preserva do egoísmo e conduz à graça da caridade.

Esta semana veremos o parágrafo 1818, que diz textualmente o seguinte:

1818 A virtude da esperança responde à aspiração de felicidade colocada por Deus no coração de todo homem; assume as esperanças que inspiram as atividades dos homens; purifica-as, para ordená-las ao Reino dos Céus; protege contra o desânimo; dá alento em todo esmorecimento; dilata o coração na expectativa da bem-aventurança eterna. O impulso da esperança preserva do egoísmo e conduz à felicidade da caridade. 

A Grande Cruzada nos diz a esse respeito:

CA 120: A esperança está sempre viva, porque não esmorece com as flutuações das coisas humanas, não se desvanece no vento das contrariedades, e não muda sob a chuva das contradições. Eis a explicação deste mistério. 

A esperança se apóia solidamente, depois de ter feito a experiência do desespero sensível: dai-me a vossa instabilidade, e Eu vos darei a Minha estabilidade. Onde está então vossa dificuldade? Toda ela reside em esperar contra todo o cálculo humano, e esperar depois de se ter imaginado tudo o que era possível. Não se pode ir além.

O confiar é fruto da esperança, somada ao amor. Mais ainda, confiar é um ato completo no qual a fé, a esperança e o amor se unem admiravelmente. É tão divina a união confiante destas três virtudes, que Meu Coração exulta e concede com generosidade tudo o que Me pedem com confiança.

Por que tremes, oh filho Meu? Por que tremes, oh inexperiente nas vias próprias dos que se adiantam no cumprimento de seus estudos? Por que queres despertar-Me, se durmo tão bem na tua pequena barca agitada pelas ondas e pelo vento? Não, não tentes despertar-Me; não Me digas nada, porque Eu na verdade não durmo, apenas descanso em ti. Sou tão combatido em outros lugares, por que não que-res que Eu repouse na tua barca? 

 

9.- Propósito para esta semana: 

PROCURAREI ABANDONAR-ME MAIS NO SENHOR E FALAREI COM ELE SOBRE TODAS AS COISAS QUE ME AFLIGEM. PROCURAREI VISITÁ-LO SOZINHO, NO SACRÁRIO, PARA PEDIR-LHE QUE AUMENTE MINHA FÉ E ME AJUDE A CIMENTAR TODAS AS MINHAS ESPERANÇAS SOMENTE NELE.

Reconhecerei com humildade que sem Ele não sou capaz de fazer nada por mim, menos ainda pelos outros.

 

 

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