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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

São Carlos, 28 de agosto de 2008
XIX Domingo do Tempo Comum PDF Imprimir E-mail
Por ANE Internacional   

12 de agosto de 2007

Estai preparados! 

 

A PALAVRA DE DEUS

Sb 18, 6-9: Destruístes nossos inimigos, nos convidastes a ser vossos e nos honrastes.
Sl 32: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!
Hb 11, 1-2.8-19: Esperava a cidade cujo arquiteto e construtor é Deus.
Lc 12, 32-48: Estai preparados

1.- Leitura do Evangelho

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 32Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino. 33Vendei o que possuís e dai esmolas; fazei para vós bolsas que não se gastam, um tesouro inesgotável nos céus, aonde não chega o ladrão e a traça não o destrói. 34Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração. 35Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. 36Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. 37Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á. 38Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos! 39Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa. 40Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem. 41Disse-lhe Pedro: Senhor, propões esta parábola só a nós ou também a todos? 42O Senhor replicou: Qual é o administrador sábio e fiel que o senhor estabelecerá sobre os seus operários para lhes dar a seu tempo a sua medida de trigo? 43Feliz daquele servo que o senhor achar procedendo assim, quando vier! 44Em verdade vos digo: confiar-lhe-á todos os seus bens. 45Mas, se o tal administrador
imaginar consigo: Meu senhor tardará a vir, e começar a espancar os servos e as servas, e a comer e a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele servo virá – no dia em que não o esperar e na hora em que ele não pensar, e o despedirá e o mandará ao destino dos infiéis. 47O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. 48Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir.

 

2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:

O Evangelho deste domingo é bastante revelador. Em primeiro lugar, porque Jesus nos adverte que seu rebanho será pequeno: sempre serão poucos os que estejam dispostos a cumprir as “exigências” que vêm junto com a determinação de seguir o Cristo.

Mas ao mesmo tempo, Jesus nos diz “não temais”, conceito que Ele mesmo repete mais de setenta vezes no Evangelho, e que neste caso está muito esperançosamente fundamentado: Nos diz “Não te-mais... porque o Pai houve por bem dar-lhes seu Reino...” Que outro motivo poderia animar-nos ou fortalecer-nos mais? Que mais poderíamos pedir o esperar, para fazer o que devemos fazer sem temores?

O Senhor nos transmite uma mensagem importante para a formação de todos os seus discípulos: Pede-nos para deixarmos de lado os tesouros do mundo, para acumular os méritos que nos levarão à vida eterna. E para isso, insiste na vigília permanente que devemos ter; conscientes de que ninguém tem a vida comprada e que devemos estar sempre preparados para nosso encontro com Ele.

A melhor forma de alcançar essa preparação é a oração. Todos sabemos que é possível orar no lar, no templo, no escritório, no automóvel ou caminhão e só esta prática, que traz a presença de Deus permanentemente em cada instante de nossa vida, nos permitirá ser testemunhas fiéis de Jesus, para assim poder exercer a melhor forma de evangelização, que é o testemunho de nossa própria vida, refletindo em nós o Cristo onde quer que formos.

Como bem sabemos, a conversão é um processo que dura toda a vida.-não é algo que se alcance ou se consiga em um momento determinado, para depois poder baixar os braços.  O combate espiritual com o inimigo das almas - não acaba nunca, e por isso, nossa única forma de lutar é mediante a oração e os Sacramentos da Igreja, instituídos por Jesus.

Por outro lado, Jesus nos torna a frisar a grande responsabilidade que temos  na administração de nossos bens, sejam materiais, intelectuais ou espirituais... -não devemos perder de vista que tudo se nos dá por obra da Providência infinita do Senhor, e que se nos dá com determinado fim, que é sempre o serviço aos demais, para Glória de Deus.

Como integrantes de um movimento de Apostolado, será muito bom que mantenhamos sempre em mente as últimas palavras desta leitura, que são totalmente claras: “A quem muito se deu, muito se exigirá; a quem muito se confiou, muito mais se exigirá”.

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente e fazer um instante de silêncio após cada pergunta, para permitir a reflexão dos irmãos)

a) Quais são os sentimentos que me traz esta leitura, sobretudo pensando en que no momento menos esperado, deverei apresentar-me diante do Senhor, e prestar-lhe contas da minha vida?

b) Se meus sentimentos são de temor, dúvida ou angústia, não seria bom começar agora mesmo a modificar o que a minha consciência está gritando que é mau, ainda que minha razão o disfarce de “não tão mau” ou de “mau, mas justificado”? 

c) Que peso real tem em minha o que Jesus veio ensinar-me? Procuro viver plenamente em conformidade com isso? 

d) Fazendo uma boa conta de tudo o que Deus me deu, Vai me ser pedido muito ou pouco? Meu tesouro espiritual acumulado é suficientemente grande para fazer face ao que se me pedirá? 

e) Para o ser humano, a oração é definitivamente de suma importância?  Não seria bom orar com mais insistência e servir um pouco mais aos demais, ainda que seja, em princípio, para tentar “equilibrar as contas”, a fim de alcançar o céu? 

f) Quando rezo, mantenho minha concentração no que digo a Deus?  Quais são as coisas que me distraem? Procuro lutar contra elas?  Dirijo a Deus orações espontâneas com freqüência? Falo com Ele?  

 

4.- Comentários dos irmãos:

Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários sobre a passagem lida e a análise feita. Como sempre, se buscará a participação de todos, evitando que esta se concentre nos que habitualmente falam muito.

 

5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

2612 Em Jesus, “o Reino de Deus está próximo” (Mc 1,15) e convoca à conversão e à fé, como também, à vigilância. Na oração, o discípulo vigia atento Aquele que É e que Vem na memória de sua primeira Vinda na humildade da carne e na esperança de sua segunda Vinda na Glória (Cf. Mc 13; Lc 21,34-36). Em comunhão com o Mestre a oração dos discípulos é um combate, e é vigiando na prece que não se cai em tentação (Cf. Lc 22,40.46).

2848 “Não cair em tentação” envolve uma decisão do coração”. Onde está o teu tesouro, aí estará também teu coração... Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6,21.24). “Se vivemos pelo Espírito, pelo Espírito pautemos também nossa conduta” (Gl 5,25). Neste consentimento” dado ao Espírito Santo, o Pai nos dá a força. “As tentações que vos acometeram tiveram medida humana. Deus é fiel; não permitirá que sejais tentados acima de vossas forças. Mas, com a tentação, Ele vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar” (1 Cor 10,13).

2743 Orar é sempre possível: o tempo do cristão é o de Cristo ressuscitado que “está conosco todos os dias” (Mt 28,20), apesar de todas as tempestades (Cf. Lc 8,24) . Nosso tempo está nas mãos de Deus: É possível até no mercado ou num passeio solitário fazer uma oração freqüente e fervorosa. Sentados em vossa loja, comprando ou vendendo, ou mesmo cozinhando (São João Crisóstomo, Ecl. 2).

 

6.- Refletindo com a Grande Cruzada:

CM 93: Vender o que se tem, disse, vender se se tiver que vender, mas em todo caso dar-se inteiro em holocausto ao Meu amor, para que, esvaziando-se, o homem se preencha. E esvaziar-se é sempre um grande sofrimento; dar de si o melhor, isto é, o querer e o entender, é sempre doloroso. Isto é negar-se a si mesmo e quanto mais vos negardes neste sentido, sereis mais livres, leves, felizes, cheios de Mim. 

Não da coisa, mas do apego à coisa que Eu reclamo, não uma Pessoa mas o desmedido apego a essa pessoa. Isto é fazer-se pobre e ao mesmo tempo enriquecer-se cada vez mais.

Pobre homem, criatura Minha que vives no que tens, que miserável te vejo! Enquanto mais coisas tens, mais miserável és, quanto mais apegos tens, mais inútil te fazes para ti mesmo. Meu Querer é que muitas vezes te priva desta coisa ou daquela pessoa que não acrescentaria muito para tua vida espiritual. Quando crerás nisto?

Tudo está em Minhas mãos, mas tardas em crer nisso, então ages como dono. Em troca te digo que és apenas um administrador, e muito pouco fiel, porque ages, nas coisas, como dono absoluto, muitas vezes sem pensar que administras o que te foi dado, mesmo quando foi ganho com fadiga. Deveria chamar-te ladrão, mas esta palavra ofende teus ouvidos e então te chamarei aloucado. Ao menos reflete o que obténs de muitas de tuas chamadas propriedades! Bem-estar de uma hora e talvez nem isso; paz, pouca; muito pouca alegria.

Então, homem, queres continuar me roubando a posse do que te dei? E não sentes que te escapa das mãos? Tua própria pessoa, que crês ser tua posse, está excluída das coisas discutíveis... Tu te sentes dono de ti mesmo; o que tu queres é sagrado, julgas, portanto, que tens – segundo tu mesmo – algo de infalibilidade. Jamais uma suspeita de erro, jamais uma consideração sobre tua realidade, mas não pobreza desejada.

É assim que guardas os belos dons que te concedi, assim pensas afirmar o teu eu sempre faminto. Mas não te aflijas se, em tua ansiedade, te revelo que sou justamente Eu quem te tira a paz. Não penses mal se te digo que Eu te faço guerra todos os dias e te disputo, amorosamente, a posse do que erroneamente crês ser teu. 

Eu sei, não queres ser pobre, querias a riqueza e te soam quase como novidade Minhas duras palavras; sei que compreendes mal estas Minhas repreensões e logo, muito cedo, esquecerás delas. Mas olha, criatura Minha, Eu te perdôo tudo, exatamente tudo, se fizeres um só esforço que é grande, é verdadeiro, mas não impossível, pois desejo te ajudar. Sabes o que é?

Deixo que sejas dono de tudo que disse, não te repreenderei, se Me sacrificares teu juízo, isto é, se submeteres sempre teu juízo ao Meu. Não é pouco, na verdade é o máximo, mas se te venceres nisto, estarás livre de coisas, de apegos e tudo em ti será purificado... Dá-me teu juízo, oh pequeno e querido homem, dá-me tua miséria, já que esse é teu juízo. Faz o sacrifício de ti deste modo e verás como te farei ascender! Que ar sutil sentirás nos montes divinos que te esperam!

Mas para isto, deves querer realizar o que contrasta contigo, deves ter vontade de vencer-te e muitas vezes isolar-te dos tantos que te rodeiam. Algumas vezes serás tido por incapaz e não deverás assustar-te... 

Queres ouvir-Me? Queres crer em Mim? Queres crer naquele que viveu sem possuir nada em si e fora de si, mesmo sendo proprietário de tudo?

Homem, filho Meu, sê pobre, voluntariamente desprendido do mundo, de tuas coisas e de ti: sobretudo de ti!

 

7.- Comentários finais:

Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês: 

Durante este mês de agosto, praticaremos a virtude da Prudência (Catecismo da Igreja Católica: 1806 – 1835 – 1906 – 1805 – 1787 – 1788) 

A prudência é a virtude que dispõe a razão prática para discernir, em toda circunstância, nosso verda-deiro bem e a escolher os meios retos para realizá-lo. “O homem prudente vigia seus passos” (Prov. 14,15). “Sede prudentes e vigiai na oração (1 Pd 4, 7). A prudência é a “regra reta da ação”, escreve S. Tomás (s. th. 2-2, 47, 2), sequndo Aristóteles. Não se confunde nem com a timidez ou o temor, nem com a hipocrisia ou com a dissimulação. É chamada “auriga virtutum”: conduz as outras virtudes, indicando-lhes regra e medida. É a prudência que guia diretamente o juízo da consciência. O homem prudente decide e ordena sua conduta segundo este juízo. Graças a esta virtude aplicamos, sem erro, os princípios morais aos casos particulares e superamos as dúvidas sobre o bem que devemos fazer e o mal que devemos evitar.

Esta semana veremos o parágrafo 1788, que diz o seguinte: 

1788 (...) Para tanto, o homem deve se esforçar por interpretar os dados da experiência e os sinais dos tempos graças à virtude da prudência, aos conselhos de pessoas avisadas e à ajuda do Espírito Santo e de seus dons.  

E a respeito, a Grande Cruzada nos diz:

CA 138: Eu, vosso irmão, não vos abandonarei. É necessário que atravesseis esta curta e com-plicada etapa em meio a provas, dores, angústias e também imensas alegrias. Alimentai-vos com a Minha Palavra, assimilai-a com paz e nutri o vosso espírito com a Divina seiva da Verda-de. Assim compreendereis que o Meu Coração aberto à Misericórdia não quer o vosso mal, mas quer ajudar-vos a percorrer este curtíssimo caminho.

Se pedirdes ao Meu Espírito, podereis chegar a Me conhecer, e assim a Me amar; graças a esse amor, irei até vós para abençoar vossas vidas e proteger-vos do inimigo mortal… 

 

9.- Propósito para esta semana: 

PROCURAREI INTERPRETAR O QUE DEUS QUER DIZER-ME ATRAVÉS DE SUA PALAVRA, DOS ACONTECIMENTOS, E DAS PESSOAS QUE ME RODEAM, PARA ASSIM PODER AGIR PRUDENTEMENTE, CONFORME AO QUE O SENHOR QUER DE MIM. 

Estarei atento para ver quanto tempo dedico cada dia à oração, assim como à qualidade de minha oração.  Procurarei comportar-me, durante cada dia, de acordo e conforme ao que digo em minhas orações, de tal maneira que sejam minhas atitudes e condutas, mais do que minhas palavras, a evangelizarem a todos os que se relacionam comigo. 

 

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