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«Aspirai às coisas do alto» I. A PALAVRA DE DEUS Ecle 1,2; 2, 21-23: Que aproveita ao homem todo o seu trabalho? Sl 89: Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós. Col 3, 1-5. 9,11: Buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está Lc 12, 13-21: As coisas que ajuntaste, de quem serão?
Naquele tempo, 13disse-lhe então alguém do meio do povo: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. 14Jesus respondeu-lhe: Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós? 15E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas. 16E propôs-lhe esta parábola: Havia um homem rico cujos campos produziam muito. 17E ele refletia consigo: Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita. 18Disse então ele: Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens. 19E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te. 20Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão? 21Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus. II. A FÉ DA IGREJA 2407 Em matéria econômica, o respeito à dignidade humana exige a prática da virtude da temperança, para moderar o apego aos bens deste mundo; da virtude da justiça, para preservar o direitos do próximo e lhe dar o que lhe é devido; e da solidariedade, segundo a regra áurea e segundo a liberalidade do Senhor, que "se fez pobre, embora fosse rico, para nos enriquecer com sua pobreza". (2 Cor 8,9). 2452 Os bens da criação são destinados a todo o gênero humanos. O direito à propriedade privada não abole a destinação universal dos bens. III. TESTEMUNHO CRISTÃO 2446 «Quando damos aos pobres as coisas indispensáveis, não praticamos com eles grande generosidade pessoal, mas lhes devolvemos o que é deles. Cumprimos um dever de justiça e não tanto um ato de caridade.» (S. Gregorio Magno). 2404 «Usando aqueles bens, o homem que possui legitimamente as coisas materiais não as deve ter só como próprias dele, mas também como comuns, no sentido de que elas possam ser úteis não somente a ele, mas também aos outros» (Vaticano II, GS, 69). IV. SUGESTÕES PARA O ESTUDO DA HOMILIA A. Notas bíblico-litúrgicas O livro do Eclesiastes recolhe os ensinamentos dos antigos sábios de Israel sobre a inutilidade das riquezas materiais quando se confía totalmente nelas. Jesus desenvolve uma catequese sobre o uso dos bens materiais, a partir de uma questão de herança. Chega a seu fim a leitura da carta aos Colossenses: o Batismo é o princípio de uma vida nova que compromete a seguir uma conduta pura, digna de ser vivida em Cristo ressuscitado. B. Conteúdos do Catecismo da Igreja Católica A fé: O destino universal dos bens: 2402-2406. A doutrina social da Igreja: 2419-2425. A resposta: O respeito às pessoas e aos seus bens: 2407-2418. A atividade econômica e a justiça social: 2426-2436. C. Outras sugestões Querem colocar Jesus como juiz em uma questão de herança para repartir os bens. Diante do Senhor temos de deixar claro o lugar que têm os bens materiais e a atividade econômica em nossa vida: a avareza e a cobiça por eles, as justas relações de trabalho, o uso dos bens comuns, o abuso dos bens próprios... Os bens materiais são um meio para viver com dignidade, nunca um fim em si mesmos. O Evangelho, como a primeira leitura, relativizam sua importância. Em nossa vida e em nossa sociedade são absolutizados. O dinheiro e o “ter”, que são bons e necessários para a dignidade da pessoa podem, entretanto, tornar-se ídolos. Somente Deus é a origem, guía e meta de tudo o que fazemos e queremos na vida. |