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Apostolado da Nova Evangelização no Brasil

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São Carlos, 11 de outubro de 2008

Casinhas de Oração

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Por ANE Internacional   
24 de junho de 2007

24 de junho de 2007
João é o seu nome

 

A PALAVRA DE DEUS

Is 49,1-6: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra.
Sl 138: Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes!
At 13,22-26: João declarou: ‘Depois de mim vem aquele, do qual nem mereço desamarrar as sandálias’.
Lc 1,57-66.80: E o menino crescia e se fortalecia em espírito.

1.- Leitura do Evangelho
Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. A mãe, porém, disse: “Não! Ele vai chamar-se João”.

Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse.

Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judéia. E todos os que ouviam a notícia ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel.

 

2.- Referências para a melhor compreensão do Evangelho:
Esta passagem do Evangelho forma parte dos chamados “relatos da infância de Jesus”. De modo particular, este texto vem em seguida à cena da visita de Maria à casa de Zacarias (Lc 1, 40) depois da anunciação do anjo, mensageiro da nova criação.

O filho não se chamará como seu pai Zacarias, mas João. Zacarias recorda-nos que Deus não esquece seu povo. Esse nome, de fato, significa “Deus recorda”. Seu filho, agora, não poderia ser chamado “Deus recorda”, porque as promessas de Deus se estão cumprindo. A missão profética de João deve indicar a misericórdia de Deus. Ele, portanto, se chamará João, ou seja, “Deus é misericórdia”. Esta misericórdia manifesta-se na visita “do Sol que vem do Alto” a seu povo, exatamente “como havia prometido pela boca de seus santos profetas” de um tempo (Lc 1,67-70).
Em todos os aspectos, João é o precursor de Cristo. Já desde seu nascimento e infância ele aponta para Cristo. “Quem será este menino?” perguntavam-se. Ele é “a voz que grita no deserto” (Jo 1, 23), animando todos a preparar os caminhos do Senhor.

Cabe recordar que Zacarias havia ficado mudo porque – diferentemente de Maria – ele não creu quando o anjo lhe anunciou que sua esposa conceberia um filho. Deus serviu-se dessa incredulidade para começar a chamar a atenção de seu povo sobre João, o profeta que seria o antecessor de Jesus.

Não é o Messias (Jo 1, 20), mas indica-o com sua pregação e, sobretudo, com seu estilo de vida austera no deserto. Ele, entretanto, “crescia e se fortificava no espírito. Viveu em regiões desérticas até o dia de sua manifestação a Israel” (Lc 1, 80).

 

3.- Perguntas para orientar a reflexão: (Ler pausadamente e fazer um instante de silêncio após cada pergunta – item –, para permitir a reflexão dos irmãos)

a) A Igreja sempre viu João Batista como o exemplo de sua própria missão: ele é aquele que prepara o caminho do Senhor. Tem isto alguma importância para nossa vida cotidiana?

b) O Senhor convida-nos com freqüência a crer em Sua Palavra para além de toda consideração humana. O que mais lhe chamou a atenção nesta passagem e em sua breve explicação?

c) Pense na réplica que das pessoas a Isabel: “Nenhum dos seus parentes se chama assim...”, mas como a vêem a sua insistência em chamá-lo de João, vão perguntar a Zacarias... Em quê essa situação o faz pensar?

d) Com freqüência vemos que os critérios dos homens, sua lógica, seus costumes, afastam-se bastante da vontade de Deus. Você já experimentou, em algum momento, a contradição de pessoas à sua volta, por tratar de seguir os desígnios do Senhor?  O que você faz nessas circunstâncias?  Você se mantém firme, ou dá o braço a torcer para evitar as críticas ou as discussões, ou para não ser desqualificado ou rejeitado?

 

4.- Comentários dos irmãos:
Após um momento de silêncio concede-se a palavra aos participantes da Casinha de Oração para que expressem suas opiniões, reflexões e comentários sobre a passagem lida e a análise feita. Como sempre, se buscará a participação de todos, evitando que esta se concentre em uns poucos que falem em excesso.

 

5.- Concordâncias do Evangelho com o Catecismo da Igreja Católica

523 São João Batista é o precursor (Cf. At 13, 24) imediato do Senhor, enviado para preparar-lhe o cami-nho.  “Profeta do Altíssimo” (Lc; 1,76), ele supera todos os profetas (Cf. Lc 7, 26), deles é o último, inaugura o Evangelho (Cf. At 1, 22; Lc 16, 16); saúda a vinda de Cristo desde o seio de sua mãe e encontra sua ale-gria em ser “o amigo do esposo” (Jo 3,29), que designa como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Precedendo a Jesus “com o espírito e o poder de Elias” (Lc 1,17), dá-lhe testemunho por sua pregação, seu batismo de conversão e, finalmente, seu martírio. (Cf. Mc 6, 17-29).

717 “Houve um homem enviado por Deus. Seu nome era João” (Jo 1,6). João é “repleto do Espírito Santo, ainda no seio de sua mãe” (Lc 1,15.41) por obra do próprio Cristo que a Virgem Maria acabava de conce-ber do Espírito Santo A “visitação” de Maria a Isabel tomou-se, assim, “visita de Deus ao seu povo (Cf. Lc 1, 68).

720 Finalmente, com João Batista o Espírito Santo inaugura, prefigurando-o, o que realizará com e em Cristo: restituirá ao homem “a semelhança” divina. O Batismo de João era para o arrependimento, o Batis-mo da água e no Espírito será um novo nascimento. (Cf. Jo 3, 5).

 

6.- Refletindo com a Grande Cruzada:
CM 33: Olha que mar de verdades prodigalizei no Evangelho. Pois bem, esse mar nasceu de Meu Coração e foi dado com a mais plena adesão de Minha parte. Minhas Palavras nasceram em uma Humanidade cheia de verdade, mais ainda, Minha Humanidade era o instrumento do qual Eu mesmo, Verdade eterna, Me servia para vós.

Imitar-Me nisto significa esforçar-se para ser instrumentos Meus assim como Minha Humanidade era instrumento de Minha Divindade.

Portanto, é necessário ser verdadeiros e, quanto mais o sois, mais Meus também sereis, mais Me difundo em vós, estareis mais em paz com vós mesmos.

Dedica-te a agradar-Me e Eu te darei campos vastíssimos nos quais Me encontrarás sorridente e feliz. Dedica-te a ser verdadeiro de palavra e muito mais em ti mesmo e Eu te farei partícipe de banquetes divinos sobre os quais não poderias encontrar na terra nenhum conhecimento.

Isto te peço hoje, que é dia de João, o Verdadeiro, o Valente.

 

7.- Comentários finais:
Concede-se novamente a palavra para fazer breve referência aos textos lidos (do Catecismo ou das mensagens) ou a qualquer outro assunto de interesse para a Casinha ou o Apostolado.

 

8.- Virtude do mês:
Durante este mês de junho, praticaremos a virtude da Obediência.

O Catecismo da Igreja Católica nos fala sobre esta virtude principalmente nos parágrafos 143-144-511-532-892-2251.

Esta semana veremos o parágrafo 892, que diz textualmente o seguinte:

892: A assistência divina é também dada aos sucessores dos apóstolos, ao ensinarem em comunhão com o sucessor de Pedro e, de modo particular, com o Bispo de Roma, Pastor de tida a Igreja, quando, mesmo sem chegar a uma definição infalível e sem se pronunciar de “forma definitiva”, propõe no exercício do magistério ordinário um ensinamento que leva a uma compreensão melhor da Revelação em matéria de fé e de costumes. A este ensinamento ordinário os fiéis devem “ater-se com religioso obséquio do espírito” [eique religioso obsequio adhaerere debent] (LG 25) o qual, embora se distinga do assentimento da fé, o prolonga.”

A fé é sempre uma adesão, um apego consciente e racional na direção de uma verdade  na qual se crê ainda que sem vê-la. Sem ingressar agora no tratamento da virtude teologal da Fé (que não é a que esta-mos chamados a analisar hoje) pensemos que, também humanamente, manifestamos nossa fé em relação a muitas questões: Votar em uma eleição, por exemplo, é um ato de fé... Cremos que este ou aquele candidato se desempenhará da melhor maneira que possa naquele cargo para o qual se postula...

Ao conduzir um automóvel, ou ao atravessar uma rua caminhando, “temos fé” em que os veículos que têm à frente o sinal de “pare” se deterão e então, com essa confiança, nos animamos a passar, acreditando conscientemente que não nos atropelarão.

Nossa fé, baseada na confiança, está relacionada diretamente com a virtude da obediência. No caso do candidato eleito, por exemplo, cremos que cumprirá obedientemente o que manda a Constituição e as Leis que lhe sirvam de guia para sua atuação, assim como procuramos obedecer a essas normas, na parte que nos toca.

No caso do sinal de “pare”, creremos na obediência dos outros a esse sinal, assim como nós deveremos obedecer quando seja nossa vez de parar.

Algo semelhante deve suceder na vida religiosa, e de uma maneira particular para nós no trabalho do Apostolado: Pela fé que professamos no Senhor, devemos crer que os que têm a missão de dirigir-nos o farão de acordo com o que manda o magistério da Igreja, obedecendo aos estatutos e regulamentos internos do Apostolado, e guiando-nos rumo ao cumprimento da Vontade de Deus.

Em todo caso, “o que obedece não se engana”, diz uma norma fundamental da vida espiritual, e ainda que a obediência nunca deva ser “cega” (ao ponto de levar-nos a fazer algo que atente contra a moral, que produza algum dano a alguém, ou que ofenda a Deus) a prática da obediência – diretamente relacionada com a virtude da humildade – sempre deverá ser uma regra de vida para o cristão, e especialmente para o apóstolo da Nova Evangelização.

Com exceção das tentações da preguiça, do preconceito, da conveniência própria ou da soberba, não temos nenhum motivo justificado para pensar que nosso próprio critério ou discernimento, serão sempre melhores e mais adequados que os dos demais. Por isso, a obediência a quem nos guia, em todos os casos, será não somente um testemunho de humildade, mas principalmente um meio para crescer no espírito.

A Grande Cruzada de Misericórdia nº20 nos diz: “Atendei ao discernimento através da obediência. Ouvi-Me no silêncio. É muito melhor viver no silêncio do que viver no engano e no orgulho. Se vossos diretores espirituais dizem que podeis falar sobre um determinado tema, então os bons trabalhos de Deus fluirão através de vós, porque primeiro recebestes a aprovação de quem vos assessora.

A Mensagem para Meus filhos é que, se eles são religiosos, então primeiro serão obedientes a seus superiores espirituais e, sendo assim, estão obedecendo a Mim. Toda gloria, todo louvor, devem ser primeiramente dados a Deus silenciosamente, prudentemente, mediante discernimento, amor, bondade, docilidade e humildade. Todo orgulho deve abandonar o corpo completa e cuidadosamente, para permitir ao corpo de Cristo absorver e possuir a alma, através da pureza.

Quero que sigais o exemplo: assim como Eu humildemente Me faço carne entre as mãos de Meus Sacerdotes ao consagrar Meu Corpo, vós, através do amor, deveis tornar-vos humildes sendo obedientes a vossos superiores.”

 

9.- Propósito para esta semana:

FAREI UMA ANÁLISE DOS ÚLTIMOS MESES E PROCURAREI RECORDAR TODAS AS OCASIÕES EM QUE MEUS SUPERIORES PEDIRAM-ME QUE FIZESSE ALGO E EU NÃO FIZ, OU O FIZ MAL OU MAIS OU MENOS...

Buscarei quais são os motivos pelos quais às vezes se apodera de mim o desejo de desobediência, para enchê-los do AMOR que sinto POR CRISTO, e pedirei a Maria Santíssima que seja sempre meu modelo de OBEDIÊNCIA e HUMILDADE para com Deus e para com meus irmãos “maiores”.

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